Obra de Aécio Neves foi citada | Foto: Bruno Magalhães / divulgação
A
força-tarefa da Operação Lava Jato e a Procuradoria-Geral da República
(PGR) solicitaram que os executivos da Andrade Gutierrez complementem as
delações fechadas no início deste ano com informações sobre obras para
governos do PSDB. De acordo com a Folha de S. Paulo, outros delatores e
candidatos a acordos de colaboração citaram obras referentes à
empreiteira que não foram contempladas nos depoimentos da empresa. Entre
os empreendimentos com supostas irregularidades estariam a Cidade
Administrativa de Minas Gerais, que custou mais de R$ 1,2 bilhão, e a
Rodoanel, em São Paulo. A obra mineira foi concebida durante o governo
do atual senador Aécio Neves (PSDB-MG), enquanto a paulista passou pelos
governos de José Serra (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSDB). A Andrade
Gutierrez teria dito, de forma reservada, que não foi questionada sobre a
Cidade Administrativa. Ainda segundo a Folha, empreiteiros da OAS e
Odebrecht citaram pagamentos de propina envolvendo as obras em Minas e
em São Paulo. Por isso, os executivos da construtora já foram informados
de que terão que completar os depoimentos, o que deve ocorrer de uma
vez só. Além das delações de 11 empresários, a Andrade Gutierrez também
firmou um acordo de leniência de R$ 1 bilhão, que será pago ao longo de
12 anos e garantirá que a construtora possa continuar a realizar obras
públicas. Em nota, a assessoria da empreiteira informou que no acordo se
comprometeu a realizar auditorias sobre diversos assuntos, incluindo as
duas obras.
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