Fábio Barbosa, um dos empresários que assinaram a Carta pela Democracia em 2022, afirma que não repetiria hoje a iniciativa nos mesmos termos. Segundo ele, o atual cenário político brasileiro é diferente daquele vivido às vésperas da eleição presidencial de quatro anos atrás.
Na avaliação de Barbosa, o discurso de ameaça à democracia voltou ao centro do debate político e, segundo sua interpretação, estaria sendo utilizado para provocar temor no eleitorado e aproximar votos de determinadas candidaturas.
O empresário também considera que os acontecimentos posteriores às eleições de 2022 demonstraram uma capacidade de reação das instituições brasileiras que, segundo ele, não era suficientemente dimensionada naquele momento.
A posição representa uma mudança de perspectiva em relação a 2022. Naquele ano, Barbosa esteve entre os signatários da Carta pela Democracia, documento que reuniu representantes do empresariado, do setor financeiro, da sociedade civil e de diferentes segmentos políticos. À época, ele afirmou que a iniciativa era importante diante dos questionamentos sobre o sistema eleitoral e das dúvidas levantadas sobre o respeito ao resultado das urnas.
A manifestação atual de Barbosa recoloca em discussão o papel de empresários e representantes da sociedade civil no debate político em períodos eleitorais — e marca uma revisão pública de sua posição adotada durante a campanha presidencial de 2022.
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