Em jantar com empresários e executivos em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reforçou o discurso de responsabilidade fiscal e afirmou que manter as contas públicas equilibradas é uma obrigação de qualquer governo.
“Estabilidade fiscal é uma coisa obrigatória”, declarou Lula durante o encontro, organizado pela Esfera Brasil, pelo grupo Prerrogativas e pelo Parlatório. Segundo o presidente, o descontrole das contas públicas acaba penalizando principalmente a população mais pobre.
Lula também apresentou números para sustentar sua argumentação. Disse ter recebido o governo com um déficit equivalente a 2,8% e afirmou que o país chegaria a um superávit de 0,1% neste ano. O presidente utilizou esses dados para defender a trajetória fiscal de sua gestão.
Ao mesmo tempo, Lula rejeitou a ideia de que o equilíbrio das contas deva ser alcançado exclusivamente por meio de cortes em despesas sociais. Em seu discurso, defendeu que responsabilidade fiscal e políticas sociais caminhem conjuntamente.
A declaração ocorre em um momento de atenção do mercado e do setor empresarial em relação à condução das contas públicas e aos juros. O encontro reuniu cerca de 700 empresários e executivos, entre representantes dos setores financeiro, industrial, energético e de mineração.
O discurso também teve forte componente eleitoral. Lula apresentou sua experiência administrativa como argumento para a disputa pela reeleição e pediu apoio aos empresários presentes.
A mudança de ênfase no discurso fiscal chama atenção porque ocorre em meio ao debate eleitoral sobre o equilíbrio das contas públicas. Dias antes, o presidente havia feito declarações sobre superávit que foram interpretadas de maneiras diferentes por seus críticos e apoiadores. No jantar, porém, Lula foi direto ao afirmar que a estabilidade fiscal é uma obrigação do governo.
O recado aos empresários foi claro: Lula busca associar sua candidatura à combinação entre responsabilidade fiscal, crescimento econômico e manutenção das políticas sociais.
Fontes: Folha de S.Paulo, Estadão Conteúdo
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