Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, mostram que ele teria pedido a manutenção de pagamentos mensais de R$ 100 mil ao economista e advogado Carlos Costa, atual candidato a vice-governador na chapa de João Campos (PSB) em Pernambuco.
As conversas, trocadas em fevereiro de 2025 entre Vorcaro e seu advogado, Luiz Rennó, integram um relatório de investigação da Polícia Federal sobre o caso envolvendo o Banco Master e foram obtidas pela revista VEJA. Na conversa, Rennó questiona Vorcaro sobre a renovação do contrato com Carlos Costa. Ao ser informado sobre o vínculo, o banqueiro responde: “Pode cortar não”.
Segundo a reportagem, o contrato era mantido entre o Banco Master e a RI Consulting, empresa que tinha Carlos Costa e seu pai, o ex-deputado Silvio Costa, entre os sócios. O serviço envolvia consultoria e acompanhamento de projetos de lei e questões de interesse do banco.
Carlos Costa deixou formalmente a sociedade em março de 2026, antes de integrar a chapa de João Campos. Segundo levantamentos publicados anteriormente, a empresa recebeu cerca de R$ 2 milhões do Banco Master durante o período em que Costa era sócio e administrador.
As informações divulgadas até o momento não apontam evidências públicas de que João Campos tenha recebido pagamentos do Banco Master ou mantido contrato diretamente com a instituição. A relação documentada nas reportagens envolve a consultoria da qual Carlos Costa fazia parte.
Fonte: VEJA
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