segunda-feira, 1 de junho de 2015

'Enquanto vão adiando lei, pessoas vão morrendo', diz Alexandre Garcia Segundo comentarista, são 150 mortes no trânsito por dia. 'É função do estado impedir que motoristas drogados dirijam', diz.

Está mais do que confirmado: a lei pega quando há fiscalização. Os motoristas abusam e por isso a punição é importante. No caso dos caminhoneiros, um exame que poderia atuar na prevenção já foi adiado três vezes.
O álcool, o bafômetro pega. Agora as drogas, não. Existe uma lei que exige exame toxicológico para detectar uso de droga na concessão de carteiras de habilitação para motoristas de veículos grandes. Essa lei só existe no Diário Oficial.
Mas enquanto não sai do Diário Oficial e as autoridades não conseguem armar o sistema e vão adiando a aplicação da lei ,as pessoas vão morrendo. O choque entre o caminhão e um automóvel é na verdade um atropelamento, tal a desproporção de forças.
Motoristas submetidos a excesso de trabalho e à consequente fadiga, recorrem a drogas. Como se sabe em todas as estradas. São cerca de 10 mil mortes por ano em acidentes de que participam veículos pesados.
Alegar que não conseguem montar o sistema é desculpa esfarrapada do Estado. Porque nos Estados Unidos já fazem isso há 27 anos. A menos que seja a mesma incompetência que leva ao descumprimento de itens do exame de aptidão física e mental.
Os exames são rápidos, superficiais e omitem boa parte das exigências legais. Aí se explica porque são mortos no trânsito 150 pessoas por dia, com base nos dados do ano passado. É função do estado impedir que motoristas drogados dirijam. E quando a lei existe e o Estado se omite de aplicá-la, é o responsável moral pelas mortes que poderiam ter sido evitadas.

 

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