O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, convocou a imprensa, neste sábado (30), para falar sobre uma ação da Polícia Federal, que apreendeu documentos no apartamento da mulher dele, na sexta-feira, em Brasília. Carolina é suspeita de ter uma empresa fantasma que teria sido usada em suposto esquema de lavagem de dinheiro.
A Operação Acrônimo prendeu na sexta-feira (29) quatro pessoas. Elas são ligadas a empresas com contratos de mais de meio bilhão de reais com o Governo Federal. Segundo a polícia, contratos estavam super-faturados e alguns nem chegaram a ser executados. Ao todo, 60 empresas estariam envolvidas. Muitas fantasmas, usadas apenas para lavar o dinheiro.
Uma reportagem do jornal O Globo mostrou que uma das empresas é a OLI, de Carolina Oliveira, casada com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. O jornal teve acesso a um relatório da Polícia Federal que diz que a empresa seria apenas de fachada. O endereço é o mesmo da PP & I, uma empresa de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, que foi preso na operação de sexta-feira.
O governador Pimentel disse neste sábado que Carolina está grávida e por recomendações médicas não vai se manifestar publicamente. Ele informou que na segunda-feira os advogados vão apresentar documentos para a polícia comprovando, segundo ele, a inocência de Carolina.
“O mandado de busca e apreensão foi expedido com base numa alegação, numa definição inverídica. Absolutamente inverídica. Portanto, a Carolina está sendo vítima de um erro, de equívoco, que eu tenho certeza que vai ser corrigido”, afirmou o governador.
Carolina Oliveira é jornalista. Ela trabalhou na assessoria de imprensa do Ministério de Desenvolvimento e Comércio na época que Pimentel era ministro. Em 2012 ela montou a empresa. Segundo o advogado de Carolina, a empresa deixou o endereço citado em julho do ano passado e foi oficialmente fechada meses depois.
Jornal Nacional
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