Nos Estados Unidos, as autoridades continuam investigando a corrupção na Fifa. As declarações do presidente da Fifa, Joseph Blatter, repercutiram na imprensa americana. Mas nenhuma autoridade comentou as declarações.
Existe muita expectativa pelo andamento das investigações nos Estados Unidos, porque o chefe da receita federal americana disse que muito provavelmente terá uma outra rodada de indiciamentos. Ele disse também que o que vem movendo as investigações é a corrupção e não o futebol. Um dos presos na operação foi solto na sexta-feira (29) e saiu dançando pra comemorar.
Cercado de conhecidos, Jack Warner cantou e dançou a música que diz: "não se preocupe que tudo ficará bem". O ex-vice-presidente da Fifa foi preso na quarta-feira, sob a acusação de ter recebido propina de US$ 10 milhões pra votar a favor da África do Sul como sede da Copa do Mundo de 2010. Ele nega a acusação.
Jack Warner estava numa prisão em Trinidad e Tobago e saiu depois de pagar fiança. Numa entrevista coletiva, ele disse que os Estados Unidos estão incomodados com a Fifa desde que perderam a disputa pra sediar a Copa de 2022 pro Qatar.
Mas ele também criticou o presidente reeleito da Fifa, Joseph Blatter: "ninguém envergonhou mais a Fifa do que Blatter".
Outro indiciado por envolvimento no esquema, Aaron Davidson foi o primeiro a comparecer diante da justiça americana.
Na sexta-feira, ele disse a uma juíza de Nova York que é inocente. Aaron Davidson, que também saiu da prisão sob fiança, é chefe de uma unidade americana da Traffic - empresa de marketing esportivo.
Ele é acusado de pagar suborno a um executivo da Fifa pra conseguir contratos milionários com a entidade.
O dono da Traffic é o brasileiro José Hawilla, que já se declarou culpado por crimes de corrupção e obstrução da justiça e fez acordo com a justiça americana para devolver US$ 151 milhões.
Jornal Nacional
Nenhum comentário:
Postar um comentário