Por causa da falta destes leites, algumas famílias que não têm condições de pagar pelo leite especial estão desesperadas. É o caso da dona de casa Perla de Moraes, mãe da Rafaela, de 1 ano e nove meses. A menina é alérgica à proteína do leite e a mãe diz que recebeu a última lata de leite no começo do mês de outubro.
A filha dela consome cerca de oito latas por mês e cada uma custa em torno de R$ 150. Todos os dias Perla liga para a farmácia onde pega o leite especial com a esperança do produto ter chegado, mas tem sido em vão. “É mais uma que o Governo está tirando da gente. Mais um direito que está sendo negado”, reclama.
leite (Foto: Reprodução / TV TEM)
“Dependendo do sintoma, a criança pode ter o quadro agravado com uma diarreia intensa ou uma desidratação. A criança também pode ter o quadro respiratório agravado, que pode culminar em pneumonia ou insuficiência respiratória”, diz o especialista.
De acordo com Haddad, desde que a distribuição do leite foi suspensa, o número de atendimentos no consultório de crianças com alergia cresceu cerca de 20%. “Há um grande desespero por parte das mães, porque algumas não têm condições de comprar o leite prescrito."
A Secretaria da Saúde informou que os dois tipos de leite não fazem parte da lista do Ministério da Saúde para distribuição na rede pública e que são fornecidos por iniciativa própria. Informa ainda que houve falta temporária do alimento por causa do aumento na procura e que a compra do destes leites já foi feita. A Secretaria ressaltou que irá cobrar os fornecedores para normalizar a distribuição o mais rápido possível.
Do G1 Rio Preto e Araçatuba
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