Autoridades da Suíça enviaram
para o Brasil dados de uma conta secreta atribuída ao presidente da
Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O volume de recursos -que
está sendo mantido em sigilo- foi bloqueado pelas autoridades suíças.
O peemedebista é alvo de um inquérito
aberto pelo Ministério Público suíço, em abril deste ano, por suspeita
de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo a reportagem apurou com
pessoas familiarizadas com a investigação.
Os dados da investigação suíça foram
enviados pelas autoridades para a PGR (Procuradoria-Geral da República).
Procurados, o Ministério Público da Suíça e Procuradoria-Geral da
República ainda não se manifestaram. Cunha já foi citado por dois
delatores da Operação Lava Jato -os lobistas Júlio Camargo e Fernando
Soares, o Fernando Baiano- como destinatário de US$ 5 milhões que seriam
propina em um afretamento de navios-sondas pela diretoria internacional
da Petrobras, controlada pelo PMDB.
Também preso na Lava Jato, o lobista
João Augusto Henriques, ligado ao PMDB, disse que fez depósito em uma
conta no exterior que tinha Cunha como beneficiário. Pela versão de
Henriques, ele não sabia que a conta pertencia ao deputado do PMDB. Ele
disse que só soube que Cunha era o controlador da conta mais tarde, por
autoridades suíças. OUTRO LADO O advogado de Cunha, Antonio Fernando de
Souza, foi procurado pela reportagem, mas não foi localizado até o
início da tarde desta quarta.
Folha Press
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