Vista como uma das mais experientes do grupo, atleta vai estrear em mundiais e afirma que não tem adversário fácil na competição
Na próxima segunda-feira, 24, o Brasil entra em campo contra o Panamá pela Copa do Mundo Feminina e o Rio Grande do Norte será representada por Antonia Silva. O jogo será no estádio Hindmarsh, em Adelaide, na Austrália. Mas mesmo com o grupo focado e treinando para a competição, sentimento de ansiedade é inevitável para as atletas, principalmente para aquelas como a potiguar, que participam pela primeira vez de um Mundial.
“A gente vem de muitos dias de treinamento e hoje caiu a ficha: meu Deus, já é a Copa. E a gente está nesse clima, o grupo está bem extrovertido. E agora já começou a virar a chave, que é Copa do Mundo. A gente está muito ansiosa para a estreia”, revelou a atleta brasileira de Riacho de Santana, município que fica a 414 km da capital Natal.
Antonia é uma das mais experientes
Mesmo participando do Mundial pela primeira vez, aos 29 anos ela é vista como uma das atletas mais experientes do grupo. “Eu me sinto muito à vontade, é um grupo muito bom. Cada uma sabe da sua função, da sua importância. Isso também vem muito da Pia, que me dá uma tarefa muito importante, liberdade para liderar, acho que é muito importante e acho que essa confiança faz com que eu consiga fazer meu trabalho muito bem. Sou nova nessa renovação com a Pia, estou sempre vontade, a experiência também conta. Eu sempre busco, com as meninas mais experientes, para poder estar à vontade dentro de campo”, disse Antonia.
O que ajuda a reforçar a confiança do elenco brasileiro é o nível de treinamento do grupo. “É um grupo bem competitivo. Não tem cadeira cativa, não tem time titular. Está todo mundo junto. Essa competitividade nos fortalece, faz com que a gente busque nosso melhor dentro do treinamento. Precisamos buscar nosso melhor no dia a dia, uma puxando a outra. Estão sendo importantes os treinamentos para deixar tudo finalizado porque já está logo aí a nossa estreia”, observou a potiguar que joga como zagueira e também como lateral.
Adversária da estreia, a seleção do Panamá é vista como a mais frágil do grupo, que também conta com Jamais e França. Mesmo assim, a jogadora brasileira fez questão de ressaltar o foco do grupo e que não tem adversário bobo no Mundial.
“Eu acho que a gente tem focado bastante é saber que não existe nenhum jogo fácil na Copa do Mundo. Acho que a estreia a gente sabe das dificuldades, até tirar a ansiedade. Primeira Copa de muita gente. Acredito que estamos focadas em fazer os princípios que a Pia vem passando para a gente. Impor nosso jogo contra o Panamá e saber que elas podem nos oferecer perigo. Principalmente em contra-ataques. Estamos focadas em manter a posse de bola, para não gerar o perigo contra o nosso gol”, finalizou.
AGORA RN

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