sexta-feira, 21 de julho de 2023

Tomás Paiva: “Percepção de ameaça não pode existir”

 General Tomás Paiva afirmou nesta quinta-feira 20 que o Exército é força apartidária e apolitica


O general Tomás Ribeiro Paiva afirmou nesta quinta-feira 20 que o Exército é força apartidária e apolitica. “Isso significa que nossa população pode ficar tranquila. Não houve nada este ano. Nossa democracia foi preservada; ela transpôs um obstáculo”, declarou o general, referindo-se aos eventos de 8 de janeiro.

O general afirmou que, agora, é necessário “tirar do imaginário das pessoas a percepção de ameaça”, referindo-se a possíveis atentados contra o Estado Democrático de Direito.

“A percepção de ameaça não pode existir, pois a nossa concepção de trabalho é a sujeição completa aos ditames constitucionais”, afirmou Tomás. A declaração do comandante aconteceu durante live do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), que marcou os seis meses de Tomás a frente da Força Terrestre.

O general assumiu o comando do Exército depois da crise deflagrada pelos ataques à sede dos Três Poderes, em Brasília e com a resistência do general Julio Cesar Arruda de afastar o antigo chefe da Ajudância de Ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cesar Cid, do comando do Batalhão de Ações do Comando. A posição de Arruda levou à sua demissão em 21 de janeiro. Tomás foi então convidado a assumir o comando.

Tomás começou o balanço de seus seis meses de comando comemorando o que chamou de crescente procura pela carreira militar. De acordo com ele, os cursos da Escola de Sargentos das Armas e da Academia de Oficiais das Agulhas Negras passaram a ter em média cem candidatos por vaga. Em seguida, o general relatou o ambiente geopolítico atual, com a volta da guerra na Europa, fazendo um relato de sua recente visita à Alemanha.

O general elogiou a atuação do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho. “Fazemos questão de delimitar que somos instituição de Estado, apolítica e apartidária. Isso não significa que não podemos assessorar em questões de política de Defesa.” Foi nesse momento que o comandante fez a declaração de que a população podia ficar tranquila, pois “nossa democracia foi preservada”.

AGORA RN

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