quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Ex-diretor da polícia Rodoviária federal (PRF) Silvinei Vasques é preso por interferência na eleição

Silvinei Vasques foi o diretor geral da polícia rodoviária federal (PRF) entre 2021 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele é natural de Ivaiporã, no paraná, e tem formação em economia, administração, direito e segurança pública. Ele ingressou na PRF em 1995 e se aposentou em dezembro de 2022, após ser exonerado do cargo pelo ex-presidente.

Vásquez é acusado de ter comandado uma operação irregular da PRF no dia do segundo turno das eleições de 2022, quando a corporação realizou blitz em rodovias de todo o país, principalmente no nordeste, onde Lula (PT) tinha vantagem sobre Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto. As blitz teriam o objetivo de dificultar a mobilidade dos eleitores e favorecer o candidato do PL.

A operação da PRF desrespeitou uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a suspensão imediata das blitz, sob pena de prisão de Vasques. A ordem, no entanto, foi ignorado pela PRF.

na véspera do segundo turno, Vasques havia declarado voto em Bolsonaro em uma rede social, mais apagou a postagem depois.

Vasques é réu por improbidade administrativa por esse episódio e também é investigado pela policia federal (PF) por crimes como prevaricação, violência politica e impedimento ou embaraço à votação.

Em junho de 2023, ele depôs à CPI dos atos Golpistas, criada pelo congresso para apurar os episódios de terrorismo que depredaram as sedes dos três poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023. Na ocasião, ele negou qualquer irregularidade na atuação da PRF e disse que as blitz tinham o objetivo de garantir a segurança nas estradas.

No dia 9 de agosto de 2023, Vasques foi preso preventivamente em Florianópolis, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou a operação Constituição Cidadã da PF. Além dele, outros sete ex-diretores da PRF foram alvos de mandatos de busca e apreensão e seis deles foram afastados da corporação.

A prisão de Vasques é um fato grave que revela uma tentativa de interferência nas eleições por parte de uma instituição que deveria zelar pela ordem e pela democracia. A operação da PRF no segundo turno foi uma afronta à Constituição e ao TSE, que é o órgão responsável pala organização e fiscalização do processo eleitoral. A conduta de Vasques também demostra uma falta de ética e de imparcialidade, ao usar o cargo para beneficiar um candidato e manifestar sua preferencia politica nas redes sociais.

O caso de Vasques é um exemplo de como as foças policiais podem ser instrumentalizadas para fins políticos e antidemocráticos. por isso, é fundamental que haja um controle externo e uma fiscalização rigorosa sobre essas instituições, para evitar que elas sejam usadas para violar os direitos dos cidadãos e para interferir no processo eleitoral. A prisão de Vasques é um passo importante para punir os responsáveis por essa operação ilegal e para garantir a lisura das eleições no Brasil.

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