Em meio às investigações envolvendo o Banco Master e outras suspeitas que atingem figuras públicas, cresce a cobrança para que todos os citados apresentem esclarecimentos e prestem contas à sociedade.
O ministro André Mendonça adotou uma postura de transparência ao apresentar notas fiscais relacionadas à compra de ternos e camisas sob medida, após surgirem suspeitas de que as peças teriam sido oferecidas como presente por pessoas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o ministro, os documentos comprovam que as despesas foram pagas por ele.
Independentemente de posições políticas ou ideológicas, o princípio deve ser o mesmo para todos: quem é citado em uma investigação precisa ter o direito de se explicar, e a sociedade tem o direito de conhecer os fatos e cobrar esclarecimentos.
Mais do que defender pessoas, instituições ou grupos políticos, o que está em jogo é a defesa da transparência, da responsabilidade pública e da igualdade de tratamento.
A regra precisa valer para todos: quem não deve, esclarece; quem é questionado, presta contas; e quem estiver errado deve responder pelos seus atos.
A sociedade não pode aceitar dois pesos e duas medidas. É preciso apoiar a transparência e exigir que a verdade seja esclarecida, independentemente de quem esteja envolvido.
Fonte: A Folha de S.Paulo
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