A possível postergação da implementação da reforma tributária para 2028, defendida por grandes redes varejistas, pode comprometer o cronograma de devolução de impostos às famílias de baixa renda. Segundo avaliação do Ministério da Fazenda, o adiamento atrasaria a implantação do mecanismo de cashback, benefício previsto para reduzir a carga tributária sobre os consumidores mais pobres.
A estimativa é que aproximadamente 28,8 milhões de famílias sejam contempladas pelo sistema de devolução de parte dos tributos pagos no consumo. Para a equipe econômica, além de retardar o acesso da população ao benefício, a mudança no calendário poderia abrir espaço para práticas de sonegação fiscal.
O debate coloca em lados opostos os interesses do setor empresarial e a estratégia do governo para implementar as mudanças previstas na reforma tributária, especialmente no que diz respeito à justiça fiscal e à redução do peso dos impostos sobre as famílias de menor renda.
Fonte: Coluna de Míriam Leitão — O Globo.

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