Um estudo conduzido pela Universidade de
Connecticut, nos Estados Unidos, e publicado na “American Sociological
Review”, apresentou mais pistas sobre casos de adultério. Você
provavelmente presumiria que os homens que abrem mão do emprego para
cuidar da casa e dos filhos são mais dedicados à unidade familiar.
Porém, a pesquisa mostra que eles são mais propensos a ter um caso
extraconjugal do que aqueles que são os principais provedores do lar.
E quanto maior a diferença de ganho
entre o dono de casa e a esposa que trabalha, maior a chance de que ele
vá ser infiel. O estudo também constatou que, ao passo que a
independência financeira dos homens aumentava, eles eram menos propensos
a trair suas esposas. Mas somente até certo ponto. Uma vez que os
homens passam a ganhar 70% de renda da família, qualquer aumento na
porcentagem resulta em uma maior propensão a ser infiel.
Em contraste, quanto mais independente
financeiramente for a mulher, menor a probabilidade de que ela vá
procurar outros parceiros. As mulheres que ganhavam 100% da renda
familiar foram as mais fiéis de todo grupo estudado.
A pesquisa ouviu 2.757 pessoas
heterossexuais com idades entre 18 e 32 anos que tinham estado em um
relacionamento por mais de um ano.
Segundo o autor do estudo Christin
Munsch, a atitude infiel dos homens financeiramente dependentes é uma
reação ao seu papel emasculada na casa.
“Sexo extraconjugal permite que os
homens submetidos a uma ameaça a masculinidade – que seria não ser chefe
da casa, como é culturalmente esperado – se envolvem em comportamentos
culturalmente associados com a masculinidade”, disse ela. “Para os
homens, especialmente homens jovens, a definição dominante da
masculinidade é roteirizada em termos de virilidade sexual e conquista,
particularmente no que diz respeito a múltiplos parceiros sexuais.”
O Globo
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