— Vamos pagar no fim do ano, a todos os
policiais das áreas que atingirem as metas, um salário-base da polícia,
que está entre R$ 2 mil a R$ 3 mil. Calculamos que cerca de 1.500
policiais possam ser beneficiados em toda a cidade — estima o prefeito.
Hoje um PM recém-formado recebe soldo a
partir de R$ 2.518 e um policial civil, salário de 3.762,44
(investigador). A cidade tem cinco delegacias distritais e cinco
companhias destacadas da PM. A prefeitura não deixou claro se, com a
aprovação do projeto este ano, o pagamento seria feito já em dezembro
próximo.
O plano da prefeitura é parecido com o
implantado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes. Na capital, os PMs
lotados em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) recebem R$ 750 por
mês como gratificação, pagos pelo município. Com a medida, Rodrigo Neves
pretende estimular os policiais que atuam na cidade, já que um dos
principais desafios para as autoridades é conter a sensação de
insegurança entre os moradores. Apesar de os números de registros de
roubo estarem em queda, segundo os dados mais recentes do ISP, a
violência e ousadia dos criminosos e a repercussão que alguns casos
ganham continuam assustando moradores.
Como O GLOBO-Niterói mostrou domingo
passado, o número de roubos na cidade foi 12% menor em abril deste ano,
em comparação ao registrado no mesmo período de 2014. Ainda assim, uma
das principais modalidades de roubo que tem preocupado os niteroienses
são os assaltos em bares e restaurantes, principalmente de Icaraí e
Santa Rosa. A ação é sempre assustadora, com bandidos rendendo clientes e
funcionários e promovendo arrastões.
Na última quinta-feira, as vítimas foram
os clientes do restaurante Diletto, na Rua Ministro Otávio Kelly, em
Icaraí. Assaltantes armados invadiram o estabelecimento e roubaram
joias, dinheiro e celulares de clientes.
A preocupação de Rodrigo Neves com a
sensação de insegurança tem feito o prefeito buscar alternativas para
auxiliar o estado no combate à violência. De acordo com ele, desde o
início de seu governo a prefeitura já investiu cerca de R$ 30 milhões em
ações de segurança. Uma das principais delas foi o apoio na construção
das bases para as companhias destacadas do Estado/Palácio, Cavalão,
Caramujo, Fonseca e Pendotiba.
— A segurança pública é o principal
problema da Região Metropolitana do Rio. Está mais do que evidente que o
estado não está dando conta de resolver a questão. Precisamos construir
uma agenda conjunta para isso, com a participação dos municípios e
governo federal nessa luta — diz o prefeito, informando que pediu ao
governador Luiz Fernando Pezão a criação de uma companhia de proximidade
em Itaipu.
Parte do investimento feito pela
prefeitura vem sendo empregado na construção do Centro Integrado de
Segurança Pública (Cisp), com sede na Região Oceânica. O prefeito
promete que a partir de 30 de junho a cidade será monitorada por 600
câmeras, instaladas gradativamente. Também estão sendo instalados 80
botões de pânico em escolas, estação das barcas, universidades e outros
pontos considerados estratégicos para a tomada de ações rápidas entre as
forças de segurança.
O Globo
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