Dados da pesquisa realizada pelo
Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Federação
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte
(Fecomércio RN) mostram ainda que entre aqueles que pretendem presentear
filhos, sobrinhos, netos e/ou afilhados nesta data, cerca de 53%
indicaram o pagamento à vista, em dinheiro, como primeira opção, seguida
da utilização do cartão de crédito na modalidade parcelada (38,1%).
Para facilitar o momento da compra e
economizar, a maior parte dos natalenses (69,2%) não se deixará
influenciar pelos desejos da criançada. Pesará na escolha dos itens
questões como: a qualidade do produto (37,2%), o desejo das crianças
(26%) e o preço da mercadoria (24,2%), acompanhada da política de
descontos (8,4%).
Uma característica desta data
comemorativa é a preferência pelos shoppings (55,7%) para a realização
das compras, seguida do comércio de rua, que representa, ainda, 38,1%
das indicações dos entrevistados. Independentemente do local escolhido,
os consumidores natalenses afirmaram que irão realizar pesquisa de preço
antes da decisão final sobre qual produto adquirir.
O costume de comprar o presente na
véspera da data será mantido, e somente 22,6% dos entrevistados disseram
que farão aquisição de produtos no período que antecede o Dia das
Crianças. De certa forma, o adiamento da data da compra está ligada com a
situação financeira enfrentada pelo país. Quase 75% dos consumidores da
capital potiguar afirmaram ser o momento atual ruim, péssimo, ou, no
máximo, regular, para ir às compras.
Quando comparado com o mesmo período do
ano anterior, este Dia das Crianças chega em um momento em que 44,1% dos
consumidores dizem passar por uma situação financeira familiar pior que
a vivenciada em 2014, enquanto que 29,8% afirmaram estar igual, e
somente 26,1% relataram que a situação financeira melhorou.
Além de movimentar o comércio
tradicional, o Dia das Crianças também traz impactos para o setor de
serviços, uma vez que, na data, aumenta o número de famílias (31,8%) que
aproveitam para realizar alguma programação especial com a criançada.
Para a escolha do local serão considerados aspectos como: diversão/lazer
(40,4%), a escolha da criança (27,8%), o preço (16,6%), e o atendimento
(8,5%).
Diante de um cenário econômico marcado
pela elevação de taxas e redução de poder aquisitivo, dados da pesquisa
indicaram que 33,3% dos consumidores natalenses, apesar da intenção de
economizar, deverão gastar mais na compra do presente, tendo em vista,
principalmente, a alta de preços dos produtos. Além de brinquedos e
itens de vestuário, produtos como aparelhos eletrônicos, livros,
cosméticos, jogos educativos, bicicletas, patins, patinetes, skates,
chocolates, entre outros, circularão no comércio varejista da capital
potiguar.
Para o consumidor mossoroense, o presente do Dia das Crianças deverá custar cerca de R$ 110,00
Em pesquisa realizada pelo Instituto de
Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN),
61,9% dos consumidores mossoroenses disseram pretender pagar à vista, em
dinheiro, enquanto que 33% desses consumidores deverão optar pela
compra parcelada no cartão de crédito.
Essa situação ocorre em função do
momento econômico, em que há a prevalência do pagamento em dinheiro para
obter promoções e descontos e, também, para reduzir o uso do cartão de
crédito como forma de controlar os gastos. Outra estratégia dos
consumidores mossoroenses é não deixar que os desejos momentâneos das
crianças influenciem na hora da escolha do presente, para tanto, não as
levarão às compras.
Divergindo do cenário encontrado na
capital potiguar, em Mossoró o comércio de rua fui indicado pelos
entrevistados (72%) como o lugar preferido para a compra dos presentes,
seguido dos shoppings. As aquisições online aparecem com pouca
relevância. Já no que se refere ao período para a realização das
compras, 73,1% dos consumidores mossoroenses disseram pretender
efetuá-las na semana do Dia das Crianças, enquanto que para 15,4% a
preferência é fazer aquisição dos produtos 15 dias antes da data
comemorativa.
Buscando uma experiência positiva de
compra e a redução do valor a ser gasto com o presente, o consumidor do
oeste potiguar deverá considerar, no Dia das Carinças, o bom atendimento
(39,5%), as promoções (34,1%), descontos (25,9%), variedades (6,2%),
qualidade (5,4%), facilidade de pagamento (5,2%), e divulgação (2,2%), e
fará pesquisa de preço.
Além da compra de presentes,
aproximadamente três em cada dez (28,1%) dos entrevistados têm a
intenção de levar as crianças a algum passeio, e para a escolha do local
serão considerados aspectos como: diversão/lazer (54,2%), escolha da
criança (22,5%), preço (12,7%), e atendimento (8,5%).
A percepção do consumidor e o sentimento
em relação ao atual momento econômico para a compra de produtos também
foram questões abordadas na pesquisa realizada pelo IPDC. 42,1% dos
entrevistados responderam que o momento é ruim ou péssimo, enquanto que
outros 40,3% disseram que o cenário atual é estável. Apenas 17,6%
consumidores mossoroenses afirmaram que o momento para a aquisição de
produtos é ótimo ou bom.
Quando perguntados sobre a situação
financeira atual da família comparada ao mesmo período do ano anterior,
51,3% dos entrevistados avaliaram como pior, 33,5% afirmaram estar
igual, e apenas 15,2% relataram que a situação econômica melhorou quando
comparada com 2014. Questionados ainda sobre a comparação de gastos com
o ano passado, nesta mesma data, 42,6% dos consumidores disseram que
devem gastar em média o mesmo valor na compra dos presentes.
Cenário nacional
Assim como tem ocorrido nas demais datas
comemorativas do comércio de 2015, o volume de vendas voltadas para o
próximo Dia das Crianças deverá registrar seu pior resultado dos últimos
12 anos. De acordo com a previsão da CNC, as vendas nessa data
comemorativa deverão registrar queda real de 2,8% em 2015. O Dia das
Crianças é a quarta data mais importante do calendário do varejo
brasileiro, devendo movimentar R$ 4,3 bilhões neste ano.
O segmento de artigos de uso pessoal e
doméstico deverá ser o único a apurar alta nas vendas (+4,6%). Principal
responsável pela comercialização de brinquedos e eletroeletrônicos,
esse ramo deverá responder por 37,5% do faturamento do varejo com a data
em 2015. Apesar do avanço, o crescimento das vendas nesse segmento será
menor do que aquele verificado no mesmo período de 2014 (+7,9%). A
previsão da entidade é que os outros ramos influenciados pela data, como
hipermercados (-2,8%), vestuário (-3,2%) e livrarias (-12,3%),
registrem recuos em relação ao ano passado.
O desempenho do faturamento real do
varejo nessa data comemorativa insere-se em um contexto mais amplo, no
qual a contração do mercado de trabalho e principalmente o encarecimento
do crédito restringem a manutenção do ritmo de consumo verificado nos
últimos anos. Cálculos da CNC baseados em dados do Banco Central
relativos às condições de crédito revelam que as prestações decorrentes
dos empréstimos e financiamentos contraídos pelos consumidores estão, em
média, 7,7% mais caras que há um ano.
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