O Índice de Preços ao Consumidor
Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da
Fundação Getulio Vargas (FGV), encerrou o mês de setembro com variação
de 0,42%. A inflação verificada no período foi 0,07 ponto percentual
maior do que a apurada na terceira prévia do mês, no último dia 22, e o
dobro da taxa registrada no começo de setembro. No acumulado do ano, a
inflação calculada pela FGV teve alta de 7,66% e, em 12 meses, 9,65%.
Apesar de a coleta ser semanal, a
apuração das taxas de inflação leva em conta a média dos preços
coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento do
cálculo.
Cinco dos oito grupos pesquisados
apresentaram avanços. A maior pressão inflacionária ocorreu em educação,
leitura e recreação em que o índice subiu de 0,05% para 0,33%. Essa
elevação foi provocada, principalmente, pelo reajuste do ingresso em
salas de espetáculo com preços que saíram de uma oscilação média de
-0,21% para uma alta de 1,31%.
No grupo alimentação, ocorreu aumento de
0,32%, acima da taxa registrada na última apuração, que era 0,23%. Em
habitação, o índice passou de 0,50% para 0,55%; em transportes, de 0,22%
para 0,32% e, em vestuário, de 0,56% para 0,68%.
Nas demais classes de despesas, diminuiu
o ritmo de alta. Em saúde e cuidados pessoais, a taxa baixou de 0,66%
para 0,56%. No grupo despesas diversas, a oscilação passou de 0,19% para
0,14% e, em comunicação, de 0,29% para 0,22%.
As maiores influências de alta no
período vieram dos seguintes itens: gás de botijão que ficou 8,66% mais
caro; refeições em bares e restaurantes, com elevação de 0,61%; tarifa
de ônibus urbano, com alta de 1,19%; plano e seguro de saúde, com alta
de 1%; e batata-inglesa, com alta de 10,22%.
Em sentido oposto, os produtos que
tiveram baixa de preços foram: cebola (-22,94%); tomate (-15,67%); mamão
papaya (-13,20%); cenoura (-11,44%) e leite tipo longa vida (-1,17%).
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