Enquanto teve em campo aquela que começa o ano como sua
equipe principal, Tite viu um time competitivo, que ameaçou o rival quando foi
ao ataque e manteve a defesa segura quando o Atlético-MG foi à frente.
A estratégia do treinador parece clara: dar continuidade ao
esquema e padrão implantados com sucesso na temporada passada, ainda que não
tenha mais o meio de campo que era apontado como a principal razão para que
aquela engrenagem funcionasse tão bem.
Ralf, Renato
Augusto e Jadson partiram para a China e
abriram espaço para Bruno Henrique, Rodriguinho e Romero. Na frente, sem
Vagner Love, que foi para o Monaco, da França, Tite escolheu o veterano
Danilo,
36, meia de origem, mas sem a mesma velocidade para atuar no setor de
criação. Ele não foi um centroavante, mas sim o famoso "falso 9" -
aquele que sai da área, abrindo espaço para quem vem de trás.
O desenho da equipe é exatamente igual ao do ano passado:
quatro defensores na retaguarda protegidos por um volante, e mais quatro meias
com a responsabilidade de municiar o atacante.
Funcionou no primeiro tempo em Boca Raton, na estreia do
Corinthians no Torneio da Flórida. Ainda que não tenha feito gols, os
alvinegros criaram algumas oportunidades, acertaram a trave de Victor e tiveram
um gol anulado por impedimento após boa troca de passes.
Tite começou a fazer experiências apenas no segundo tempo,
quando só não tirou o zagueiro Felipe e o goleiro Walter – Cássio, que tinha
proposta do Besiktas e só definiu sua permanência na véspera da viagem aos EUA,
ficou no banco, mas deve retomar a posição ainda durante a excursão pela Flórida, onde
o Corinthians enfrentará o Shakhtar Donetsk, na quarta-feira, e o Fort Laudardale
Strikers, no sábado.
Marlone, recém-contratado, entrou no lugar de Malcom, mas
foi discreto. Os outros suplentes, velhos conhecidos da torcida, também pouco
fizeram e não conseguiram empatar.
Com a defesa
protegida do assédio de outros clubes – Cássio ficou e Gil, ao menos por
enquanto, também –, a missão de Tite de reconstruir o Corinthians
parece menos difícil após a estreia da equipe.
A
diretoria promete mais reforços para o meio de campo e ataque –
Guilherme, ex-Galo, deve assinar nos próximos dias –, mas o técnico
corre contra o tempo: a estreia na Libertadores é em menos de um mês, no
dia 17 de fevereiro, contra o Cobresal, no Chile.
padrão mantido
Para
começar a temporada de 2016, Tite utilizou o mesmo molde do ano
passado: o 4-1-4-1, com dois atacantes bem abertos pelas laterais e um
centralizado. As peças mudaram, mas a organização foi mantida.
Lá
atrás, a aplicação dos 10 atletas de linha também foi ensaiada com
música idêntica à de 2015. As linhas compactas à frente da área
corintiana criaram dificuldades para a infiltração dos rivais – na
imagem acima, é possível ver como a equipe incorporou a ideia em dois
jogos contra o Galo: o primeiro, em novembro de 2015, no Independência; o segundo, no último domingo.Por Leonardo LourençoSão Paulo
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