Depois de passar toda a manhã em queda, o dólar mudou de direção e
fechou em alta nesta terça-feira (19), no maior valor em quase quatro
meses, com o mercado avaliando as perspectivas de novos estímulos
econômicos na China e a alta dos preços do petróleo, ao mesmo tempo em
que mostrou apreensão com as perspectivas econômicas para o Brasil.
A moeda norte-americana subiu 0,51%, vendida a R$ 4,0549 Veja a cotação.
Desde o início do ano, o dólar avança 2,70% frente ao real. É o maior
valor desde o dia 29 de setembro, quando a moeda fechou a R$ 4,0591.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, caía 0,687%, a 4,0065.
Às 9h50, caía 0,402%, a R$ 4,018.
Às 10h39, caía 0,002%, a R$ 4,0341.
Às 11h20, caía 0,24%, a R$ 4,0245.
Às 11h40, queda de 0,09%, a R$ 4,0307.
Às 12h20, queda de 0,06%, a R$ 4,0318.
Às 12h50, alta de 0,46%, a R$ 4,053.
Às 13h19, alta de 0,3%, a R$ 4,0465
Às 15h30, alta de 0,33%, a R$ 4,0475
Às 16h, alta de 0,24%, a R$ 4,0440
Declarações de Tombini
Nesta manhã, declarações do presidente do Banco Central, Alexandre
Tombini, alimentaram as dúvidas do mercado ao aumentar as chances de que
o Banco Central promova um aumento menor dos juros básicos ou até mesmo
deixe-os inalterados.
"Não dá para operar pensando no médio prazo. O mercado está preso no
curtíssimo prazo", disse também à Reuters o operador de uma corretora
internacional.
O BC brasileiro realizou nesta manhã mais um leilão de rolagem dos
swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, vendendo a oferta total de
até 11,6 mil contratos. Até o momento, a autoridade monetária já rolou o
equivalente a US$ 6,762 bilhões, ou cerca de 65% do lote total, que
corresponde a US$ 10,431 bilhões.
A economia chinesa cresceu em 2015 no ritmo mais fraco em 25 anos, mas
os mercados financeiros globais reagiram favoravelmente, sob
expectativas de que Pequim combata a desaceleração com novos estímulos.
"Os dados da China apontam para uma desaceleração, mas gradual, que
deve ser acompanhada de mais estímulos por parte das autoridades do
país", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em nota a
clientes, de acordo com a Reuters.
A recuperação dos preços do petróleo, após atingirem as mínimas em 12
anos, também contribuiu para alimentar o apetite por risco. Operadores
ressaltaram, porém, que as perspectiva para o mercado brasileiro
continuam difíceis, em meio a incertezas sobre o cenário político e
econômico local.
Véspera
O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (18), em meio à alta da
moeda chinesa e à volatilidade nos preços do petróleo, em um dia marcado
por baixo volume de negócios devido ao feriado nos Estados Unidos. A
moeda norte-americana caiu 0,29%, vendida a R$ 4,0342. Nas duas
primeiras semanas de 2016, a moeda subiu 2,18%.
Fonte: G1
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