Na decisão que mandou prender
temporariamente o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega e outros sete
investigados, o juiz Sérgio Moro apontou que não cabia ao então ministro
pedir, em 2012, doações eleitorais para o PT.
A observação de Moro foi feita ao
analisar o conjunto de elementos apontados pela força-tarefa da Lava
Jato para pedir a prisão do ex-ministro. Dentre os elementos há um
relato do empresário Eike Batista, dono da OSX, de que teria ouvido
expressamente do então ministro da Fazenda em novembro de 2012 o pedido
para quitar dívidas de R$ 5 milhões da campanha do PT. “Seu interlocutor
teria sido o então Ministro da Fazenda, a quem não cabe solicitar
doações eleitorais ao partido do governo, ainda mais doações
subreptícias”, assinalou o juiz da Lava Jato.
Ainda segundo a Lava Jato, e conforme o
próprio relato de Eike feito aos investigadores em maio de 2016, o
empresário aceitou fazer o pagamento e o repasse foi acertado pela OSX
com a publicitária Mônica Moura, mulher e sócia de João Santana, que foi
desde 2006 o marqueteiro das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e
Dilma Rousseff.
Blog do Seridó
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