Agência Brasil – Levantamento divulgado
ontem (29) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou quase R$
300 milhões de doações nestas eleições consideradas suspeitas. Essas
doações foram feitas, por exemplo, por beneficiários do Bolsa Família e
desempregados.
De acordo com os dados, foram
identificados 23.844 doadores que não têm renda compatível com o valor
doado. Nesse caso, as doações somam cerca de R$ 227.471milhões. Foram
identificados também 22.367 casos de doação de beneficiários do Bolsa
Família, somando mais de R$ 21,132 milhões. Foram registradas também
doações de 46.694 desempregados que superam o valor de R$ 51.963
milhões.
O cruzamento de dados é feito entre as
prestações de contas de candidatos às eleições deste ano e outras bases
de dados. O cruzamento é feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU)
entre diferentes bancos de dados e o sistema de prestação de contas do
TSE. Os dados se referem até o dia 26 deste mês.
No balanço, foram identificados 143 casos de doadores com registro de óbito. As doações ultrapassam R$ 272 mil.
Parceria
Contadores que trabalham com a prestação
de contas de partidos políticos e candidatos que concorrem às eleições
deste ano serão capacitados pelos tribunais regionais eleitorais. Nesta
quinta-feira (29), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
ministro Gilmar Mendes, e o presidente do Conselho Federal de
Contabilidade (CFC), José Martonio Coelho, firmaram uma parceria para
possibilitar a capacitação.
Segundo o TSE, o objetivo cooperação é que as informações prestadas à
Justiça Eleitoral sejam enviadas de forma técnica e estejam de acordo
com as normas. “Os senhores sabem que uma das matérias importantes para
nós é a prestação de contas. Prestação de contas dos candidatos, dos
partidos, e é preciso que elas sejam tecnicamente adequadas e nesse
sentido, contribui muito a participação do Conselho Federal de
Contabilidade”, disse o ministro Gilmar Mendes após a cerimônia de
assinatura.Os contadores terão um manual onde poderão consultar as regras sobre a prestação de contas. “Muitas coisas que nós descobrimos, irregularidades que foram detectadas e que depois tiveram desdobramentos vieram das análises das contas. E para isso precisamos de ter um trabalho adequado, digno dos especialistas, dos peritos contábeis”, disse Mendes.
O TSE vai informar o CFC quais são os
profissionais da área que estão assinando as prestações de contas
entregues à Justiça Eleitoral. Com a relação, o conselho vai verificar
se a situação dos profissionais está regularizada. Caso alguma
irregularidade seja identificada, o TSE deverá ser informado.
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