quarta-feira, 29 de abril de 2026

Servidores da saúde anunciam paralisação e cobram pagamento retroativo de reajuste no RN

 

Servidores da saúde do Rio Grande do Norte decidiram intensificar a mobilização contra o governo estadual e aprovaram uma paralisação de 24 horas para o próximo dia 5 de maio. A categoria reivindica o pagamento retroativo do reajuste salarial referente ao mês de abril, após o Executivo anunciar a recomposição de 4,26% apenas a partir da folha de maio.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (28), após um ato realizado em frente à Governadoria, no Centro Administrativo, que reuniu trabalhadores da saúde, da segurança pública e de outros setores da administração estadual. Após a mobilização, representantes sindicais participaram de reunião com a secretária estadual de Administração, Jane Araújo, o secretário adjunto Iranildo dos Santos e o procurador-geral adjunto do Estado, José Duarte Santana.

De acordo com o Sindsaúde RN, a paralisação foi aprovada em assembleia logo após a reunião e tem como objetivo pressionar o governo a cumprir integralmente o acordo anterior, que previa a implantação da recomposição ainda em abril. A entidade também cobra a definição de um calendário para pagamento dos valores retroativos.

Durante o encontro, o governo justificou o adiamento do reajuste para maio alegando queda na arrecadação estadual. Segundo os representantes sindicais, o procurador-geral adjunto informou que a questão do retroativo será discutida com o Comitê de Eficiência e Gestão.

A insatisfação também atinge outras categorias. O presidente do Sinpol RN, Nilton Arruda, criticou a possibilidade de exclusão do pagamento referente a abril. “Queremos a implantação a partir de abril. Não vamos aceitar esse prejuízo”, afirmou.

O impasse ocorre após o governo confirmar a revisão salarial anual de 4,26% para 2026, índice baseado na inflação de 2025 medida pelo IPCA. A recomposição está prevista na Lei Complementar nº 777/2025, que institui uma política permanente de revisão, condicionada ao equilíbrio fiscal do Estado.

Pela legislação, os reajustes devem ser aplicados em abril, desde que o crescimento da despesa com pessoal não ultrapasse 80% do aumento da receita corrente líquida. Dados oficiais indicam que, em 2025, a receita estadual cresceu 13%, enquanto as despesas com pessoal avançaram cerca de 11%, o que, em tese, permitiria a aplicação do reajuste dentro das regras.

Apesar disso, o governo optou por iniciar o pagamento apenas em maio, decisão que provocou reação das categorias. Uma nova rodada de negociações está marcada para o dia 5 de maio — mesma data da paralisação —, quando os servidores esperam uma definição sobre o retroativo e a manutenção da política salarial prevista em lei.

Fonte: Jornal Agora RN.

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