
Foto: Divulgação
Dezessete das 27 seções da Ordem dos Advogados do Brasil se manifestaram sobre a crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Na terça-feira, logo depois que Mendonça retirou o sigilo do relatório que mostrava mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para Moraes, a OAB Nacional, presidida por Beto Simonetti, defendeu que fosse feita uma “apuração rigorosa e isenta de todos os fatos”.
De todas as manifestações, só as seções do Paraná e do Rio Grande do Sul foram mais diretas ao defender medidas mais duras contra Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet –também citado nas mensagens.
Por outro lado, as seccionais do Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Maranhão, Piauí, Roraima, Sergipe, São Paulo e Tocantins não se manifestaram até a publicação desta reportagem. Bahia e Rio Grande do Norte só republicaram a mesma nota divulgada pela OAB Nacional.
Veja como se manifestaram as demais:
- Bahia – publicou a mesma nota da OAB nacional;
- Ceará – afirmou que os fatos “atingem a confiança da sociedade na Justiça”;
- Minas Gerais – defendeu investigação rigorosa;
- Mato Grosso do Sul – declarou que os fatos “são gravíssimos e merecem rápida e rigorosa apuração”;
- Paraíba – defendeu o fim da competência criminal do STF e de inquéritos “que servem para claro exercício de arbítrio”;
- Pernambuco – defendeu que os fatos sejam “rigorosamente apurados”;
- Paraná – pediu o afastamento de Moraes e a suspeição de Gonet;
- Rio de Janeiro – manifestou “extrema preocupação” com o caso e defendeu apuração rigorosa;
- Rio Grande do Norte – publicou a mesma nota da OAB nacional;
- Rio Grande do Sul – defendeu a suspeição de Gonet e investigação contra Moraes;
- Amazonas – defendeu “apurações rigorosas, imparciais e conduzidas em estrita observância aos princípios constitucionais”;
- Espírito Santo – defendeu apuração “rigorosa, transparente e absolutamente isenta”;
- Goiás – pediu que o Supremo “apure os fatos narrados com extremo rigor e sem mínima complacência com qualquer dos atores envolvidos”;
- Mato Grosso – disse que é “fundamental que os fatos sejam devidamente esclarecidos, com respeito ao devido processo legal e sem antecipação de julgamentos”;
- Pará – defendeu “apuração rigorosa, independente e isenta”;
- Rondônia – pediu “investigação independente dos fatos”;
- Santa Catarina – defendeu apuração “transparente, célere e isenta, com todas as garantias constitucionais preservadas”.
Simonetti convocou para quarta-feira uma reunião extraordinária para discutir a crise. O presidente do Supremo, ministro Luiz Edson Fachin, cancelou o encontro que teria no mesmo dia com representantes da OAB.
Com informações do Poder 360
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