segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Trump critica o Brasil por tratar empresas dos EUA injustamente


Presidente dos EUA, Donald Trump fala sobre o acordo chamado por ele de USMCA — Foto: Reprodução/Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira (1) as relações comerciais dos EUA com o Brasil. Durante entrevista coletiva na Casa Branca, para falar sobre o acordo comercial entre EUA, Canadá e México, ele sugeriu que o Brasil trata as companhias norte-americanas injustamente.
Questionado por um jornalista sobre as relações comerciais do país com a Índia, Trump afirmou que o país asiático cobra “tarifas tremendas”, e que presidentes anteriores “nunca falaram com a Índia”.
“O Brasil é outro caso. É uma beleza. Eles cobram de nós o que querem. Se você perguntar a algumas empresas, eles dizem que o Brasil está entre os mais duros do mundo, talvez o mais duro. E nós não os chamamos e dizemos ‘ei, vocês estão tratando nossas empresas injustamente, tratando nosso país injustamente”, afirmou.
No ano passado, o Brasil teve um superávit de US$ 2,06 bilhões com os Estados Unidos. O país exportou US$ 26,872 bilhões para os norte-americanos e importou US$ 24,846 bilhões. Mas exportações brasileiras para os EUA não superavam as importações desde 2008.
‘Perdemos com todos’
Ao longo do discurso, o presidente dos Estados Unidos criticou várias vezes o tratamento recebido pelo país nas relações comerciais, afirmando ter sido tratado “injustamente” por muitos países.
“Todos os acordos que temos é perdedor. Você pode olhar para quase qualquer país no mundo. Quase qualquer país. Nós temos um déficit comercial. Nós perdemos com todos”, disse.
Segundo ele, é “um privilégio” fazer negócios com os Estados Unidos. “E não estou falando do México, estou falando de todos. É um privilégio para a China, para a União Europeia, que nos tratou tão mal”, disse.
“É de nós que as pessoas querem vir e tirar. Estou falando sobre todos os países. E isso nos dá uma vantagem tremenda para negociar, que nós nunca usamos antes com administrações passadas”, afirmou.
G1

Presidente do STF, Dias Toffoli, não considera a tomada do poder pelos militares em 1964 como golpe, mas um “movimento”

Dias Toffoli não considera a tomada do poder pelos militares em 1964 como golpe, mas um “movimento”. Foi o que disse hoje em evento sobre a Constituição de 1988, segundo o Jota.
Para o presidente do STF, os militares serviram como uma ferramenta de intervenção que, em vez de funcionar como moderadores, optaram por ficar no poder.
“Os militares se desgastaram com ambos os lados, direita e esquerda. Por isso, não me refiro nem a golpe nem a revolução de 64. Me refiro a movimento de 1964.”
O Antagonista

VÍDEO: Brasileira Maya Gabeira entra para o Livro dos Recordes com maior onda surfada por uma mulher


Foto: Maya Gabeira e a onda recordista em Nazaré | Bruno Aleixo/Divulgação WSL
Agora é oficial. Maya Gabeira está no Guinness Book, o Livro dos Recordes, pela maior onda já surfada por uma mulher. A carioca de 31 anos surfou uma ‘montanha de água’ de mais de 20 metros (estimada oficialmente em 68 pés/20,72m) em janeiro deste ano, em Nazaré, Portugal.
Maya estava em campanha para que sua onda fosse reconhecida pela World Surf League (WSL) e o Guinness Book, e o recorde foi oficializado nesta segunda-feira, em uma cerimônia em Nazaré, onde a surfista brasileira recebeu um certificado atestando seu feito.
– Alcançar o recorde mundial era um sonho meu há muitos anos. Claro que, depois do acidente em 2013, em Nazaré, parecia um sonho distante. Foi muito trabalho para ficar 100% de novo e ter uma temporada como a última – disse Maya.
Em 2013, a carioca sofreu uma queda em uma onda em Nazaré e quase morreu afogada. Ela foi resgatada pelo big rider Carlos Burle e levada a um hospital.
A onda em Nazaré rendeu a Maya também o primeiro XXL Biggest Wave Award feminino – categoria criada pela WSL para premiar a maior onda surfada por uma mulher.
Maya e o certificado do Guinness Book | Divulgação WSL

O Globo

Colunista revela que Datafolha realizou pesquisa em 50 cidades só em Pernambuco, em “reduto” de Lula; mais de 15% do total no país


Foto: EBC
Já repercute na imprensa nesta segunda-feira(01) o relato de Leandro Mazzini, da Coluna Esplanada, no Jornal O Dia, sobre a metodologia de pesquisa empregada pela Datafolha na corrida presidencial. Veja abaixo. A íntegra pode ser conferida em link ao fim do texto.
Recortes 1
Dados curiosos da Datafolha de 20 de setembro, com 8.601 eleitores em 323 cidades (TSE 6919/2018): 89 delas do Nordeste, e 50 só em Pernambuco – 15,47% das cidades pesquisadas são do estado (reduto de Lula), onde foram feitas pesquisas em 146 bairros desses municípios. Pernambuco foi disparado o estado onde houve mais pesquisas.
Recortes 2
Do Nordeste, a maioria das cidades pesquisadas foram de Pernambuco, Bahia, Ceará e Piauí, estados onde o PT vence as eleições desde Lula da Silva. Nessa pesquisa, Fernando Haddad (PT) pulou para 16% e apareceu em segundo lugar.
Coluna Esplanada – O Dia (Leandro Mazzini)

https://www.blogdobg.com.br/

Justiça na Grande Natal nega pedido de concessão de licença para cerâmica explorar argila vermelha

O juiz Odinei Draeger, da 1ª Vara de São Gonçalo do Amarante, julgou improcedente o pedido formulado pela Cerâmica Samburá Ltda. onde buscava concessão de Licença de Regularização de Operação – LRO para fins de extração de argila vermelha, uma vez que havia expirado a validade da Licença Simplificada anteriormente concedida.
Com isso, o magistrado decidiu revogar uma liminar antes concedida com efeitos a partir da sentença, porém resguardando os efeitos da medida concedida no curso do processo judicial.
A Cerâmica Samburá Ltda. moveu a ação contra o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) informando que pratica atividades no ramo ceramista há mais de três décadas e, mediante licença do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Idema, extrai argila vermelha.
A empresa afirmou que, expirada a validade da Licença Simplificada nº 2006-002983/TEC/LS-0047, requereu uma Licença de Regularização de Operação (LRO) para evitar o exercício ilegal da extração de argila por quem já se acha em operação.
Disse que, embora preencha todos os requisitos para concessão da LRO, esta não foi expedida e que a demora do Idema pode inviabilizar a atividade econômica da empresa. Por isso, pediu pela emissão da LRO e autorização provisória de extração de argila vermelha.
Já o Idema esclareceu que a demora na conclusão do processo de LRO é de responsabilidade da autora, uma vez que esta não cumpriu as solicitações do órgão ambiental. Relatou que a empresa operou ilegalmente na extração de argila vermelha, haja vista a validade da Licença Simplificada anteriormente concedida ter vencido, deixando de requerer a renovação no prazo legal.
Explicou que a empresa também estava em situação de ilegalidade perante o DNPM, o que motivou o instituto ambiental a lavrar Auto de Infração, cujo débito correspondente encontra-se pendente de pagamento. Ao final, requereu a total improcedência dos pedidos.
Quando analisou os autos, o juiz considerou que o empreendedor, apesar de conhecer a obrigatoriedade da regularização de sua atividade, não observou o prazo legal para requerimento de renovação da sua licença, passando a exercer as atividades em situação de ilegalidade, conforme documentos levados aos autos.
“Assim, não merecem ser acolhidas as alegações autorais, não restando configurada a regularidade das atividades do empreendimento autor com as normas ambientais, com fundamento no princípio in dubio pro natura, razão pela qual deverá ser revogada a liminar anteriormente concedida por este Juízo”, concluiu.
Processo nº 0003790-15.2010.8.20.0129
TJRN

Eleitores não podem ser presos a partir desta terça-feira


Foto: Flickr TRE/RJ – 16.01.2012
A partir desta terça-feira (2), a cinco dias das eleições, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido exceto em casos de flagrante delito ou de sentença criminal condenatória por crime inafiançável por desrespeito a salvo-conduto. A orientação está na legislação e prevista no calendário eleitoral.
Também nesta terça-feira será o último dia para a verificação das assinaturas digitais do Sistema de Transporte de Arquivos da Urna Eletrônica, do Subsistema de Instalação e Segurança e da Solução JE-Connect instalados nos equipamentos da Justiça Eleitoral.
Essa verificação deve ser feita por representantes dos partidos políticos e das coligações, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público e das pessoas autorizadas em resolução específica a formalizar pedido ao juízo eleitoral
Nesta terça também é o último dia para os tribunais regionais eleitorais divulgarem na internet os pontos de transmissão de dados que funcionarão em locais distintos daquele de funcionamento da junta eleitoral.
Agência Brasil

Eleição e tecnologia: o que pode e o que não pode no dia da votação


O primeiro turno das Eleições 2018 ocorrerá neste domingo, dia 7 de outubro. E com uma campanha tão marcada pelas mídias sociais e tecnologia, é comum que os eleitores fiquem na dúvida sobre o que podem ou não fazer no dia da votação. No entanto, é preciso estar atento: violar o sigilo do voto ou fazer boca de urna pode render multas e até cadeia para quem for pego.
Para te ajudar, o Olhar Digital preparou um pequeno guia sobre o uso de tecnologia no dia da votação. Veja a seguir que posturas o eleitor deve ter offline e online neste momento tão importante da nossa democracia.
– Pode tirar selfie com a urna?
De forma alguma! Desde 2014, o Tribunal Superior Eleitoral proíbe a entrada de telefones celulares na cabine de votação. O Artigo 88 da resolução 23.399 também determina que máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação ou qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto devam ficar fora da cabine. Os objetos deverão ficar retidos pelos mesários enquanto o voto é realizado.
Segundo o TSE, o objetivo dessa proibição é evitar que eleitores possam ser coagidos no momento do seu voto, sendo obrigados a escolher determinados candidatos. No caso de descumprimento da lei, o indivíduo pode estar sujeito a detenção de até dois anos ou pagamento de multa. Até a porta da seção eleitoral, por outro lado, os selfies são liberados.
– Pode levar a cola do voto no celular?
Também não! Como não é possível utilizar eletrônicos dentro da cabine de votação, o eleitor não poderá utilizar apps de anotação para lembrar os números do candidatos. A única opção é levar a boa e velha colinha de papel, que pode até mesmo ser do modelo do site do TSE.
– Posso votar com o e-Título?
O e-Título é uma das grandes novidades para as eleições deste ano. Com ele, os usuários do Android e iPhone podem acessar uma versão virtual do seu título eleitoral e deixar a versão impressa em casa. No entanto, durante a votação, o aparelho terá que ficar retido pelos mesários.
– Posso declarar meu voto nas redes sociais?
A postura do eleitor nas redes sociais deve seguir as mesmas regras válidas para o seu comportamento offline. Ou seja, é preciso agir com bastante cautela. Segundo a publicação da BBC Brasil, é permitido declarar abertamente o seu voto em plataforma como o Facebook e Twitter, no qual o receptor tem escolha se deseja ler ou não a mensagem.
Por outro lado, o eleitor não deve abordar alguém diretamente via SMS ou aplicativo de mensagens como Messenger e WhatsApp para declarar o seu voto ou fazer campanha. Como o receptor não terá opção se lerá ou não a publicação, a prática pode ser interpretada como boca de urna. Este crime é passível de detenção de seis meses a um ano, prestação de serviços à comunidade e pagamento entre R$ 5 mil a R$ 15 mil, segundo o TSE.
Olhar Digital

Alckmin rasgou o conselho de importantes aliados ao mirar em Bolsonaro


Sem olhar para trás (Paulo Whitaker/Reuters)
Geraldo Alckmin ignorou a opinião de correligionários importantes ao seguir a orientação de Antonio Lavareda para transformar Jair Bolsonaro, em vez do PT, em seu alvo principal.
Tasso Jereissati, João Dória, Mara Gabrilli e Marconi Perillo foram alguns dos que pediram para o presidenciável reavaliar a estratégia, sem sucesso.
Mauricio Lima – Radar On-Line

Movimento #EleNão é PSOL e PT

O #EleNão tentou se vender como apartidário.
Entre os manifestantes que se reuniram no Largo da Batata para protestar contra Jair Bolsonaro, porém, 34% eram do PSOL e 30% do PT.
Os candidatos de outros partidos que tentaram pegar carona com o movimento se deram mal. Segundo a pesquisa da USP divulgada pela BBC Brasil, apenas 3% disseram simpatizar com o PDT e 2% com a Rede. Quanto ao PSDB, a reportagem nem se deu ao trabalho de citar o dado.
Com informações da BBC Brasil e O Antagonista

Fátima afirma que finalizará campanha “sem ataques e provocações”

A candidata ao Governo do RN, Fátima Bezerra (PT) afirmou que irá terminar sua campanha eleitoral sem atacar seus adversários no pleito, ou mesmo reagir a “provocações”.
“Vamos seguir a reta final desta campanha do mesmo jeito, sem ataques, sem reagir a provocações de adversários. Vamos fazer uma campanha limpa e de muita alegria”, disse a petista nas redes sociais.
Na tarde deste domingo, 30, Fátima realizou mais uma caminhada de sua campanha em Natal, desta vez partindo do Ponto 7, na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Capim Macio.
AGORA / RN

Edir Macedo declara apoio a Bolsonaro

O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), declarou voto ontem em Jair Bolsonaro, deputado federal e candidato a presidente da República pelo PSL. O Estado apurou que o PRB, partido ligado à Universal, já manifestou internamente predileção por Bolsonaro num segundo turno entre ele e o candidato do PT, ex-ministro e ex-prefeito Fernando Haddad, cenário mais provável segundo pesquisas de intenção de voto. O partido coligou-se ao tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno, mas prepara-se para entrar na campanha de Bolsonaro. A informação foi publicada no sábado, pelo jornal O Globo.
O religioso da maior igreja neopentecostal do País e a mais influente eleitoralmente usou seu perfil oficial certificado no Facebook para responder ao questionamento de um fiel da IURD, que desejava saber quem ele apoiaria na eleição para presidente da República.
O corretor de imóveis Antonio Mattos, simpatizante de Bolsonaro, comentou em um vídeo de Macedo, cujo conteúdo não tinha a ver com eleição: “Queremos saber bispo (sic) do seu posicionamento sobre a eleição pra presidente”. O bispo Macedo respondeu de forma direta: “Bolsonaro”.
Em eleições anteriores, a Igreja Universal apoiou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), hoje candidata ao Senado em Minas Gerais. O PRB, partido ligado à igreja criado durante o governo Lula, participou das duas últimas gestões petistas, mas desembarcou do governo e apoiou o impeachment. A sigla comanda o Ministério da Indústria no governo Michel Temer.
A Universal decidira ficar “neutra” na disputa presidencial, sem fazer declarações oficiais, nem indicar posição. Uma fonte com trânsito na cúpula da denominação disse que a posição poderia ser revista ao longo da semana, e outros líderes religiosos evangélicos esperavam um posicionamento do Bispo Edir Macedo. Oficialmente, a Universal disse ao Estado, na quinta-feira à noite, que “incentiva a todos os cristãos, de todas as denominações, a escolherem candidatos comprometidos com os valores da família e da fé”.
Um dos elos entre a campanha de Bolsonaro e líderes da Universal são os integrantes da comunidade judaica que colaboram com a campanha do PSL e mantêm vínculos com religiosos graduados da igreja. A Universal adotou a simbologia judaica, e o ex-capitão do Exército também passou a se posicionar de acordo com bandeiras defendidas por Israel. Em 2016, viajou ao País com os filhos, e foi batizado no Rio Jordão pelo pastor Everaldo Pereira, da Assembleia de Deus Ministério Madureira.
ESTADÃO CONTEÚDO

Desafio de Bolsonaro e Haddad é sair do gueto

Confirmando-se o cenário esboçado nas pesquisas para o segundo turno da disputa presidencial, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad terão um desafio comum. Ambos precisarão retirar suas candidaturas dos respectivos guetos. No tira-teima final, prevalecerá quem for capaz de atrair um pedaço maior do eleitorado que ainda não aderiu à polarização que contrapõe o projeto militar-pentecostal de Bolsonaro ao modelo petista-sindical representado por Haddad.
Bolsonaro e Haddad são os adversários dos sonhos um do outro. Ao incorporar o coro anticorrupção ao repertório de sua banda marcial, o capitão firmou-se como novo polo anti-PT, exonerando o PSDB da função que exercia há seis sucessões. Lula e seu preposto devem tratar a chapa verde-oliva encabeçada por Bolsonaro como uma ameaça à própria democracia. Nessa formulação, o risco da volta dos militares seria mais assustador do que o fantasma do retorno do PT e de suas práticas. Como se o roubo e a compra de apoio legislativo também não ameaçassem o regime.
Surgem sinais de divergência nos dois guetos. Parte do comitê de Bolsonaro acha que seria útil formalizar alianças nos Estados com candidatos a governador identificados com o antipetismo. Menciona-se o caso do tucano João Doria, em São Paulo. Outro grupo avalia que o gesto interessa mais aos potenciais aliados do que a Bolsonaro, que faz da crítica aos conchavos políticos e ao toma-lá-dá-cá uma marca de sua retórica.
No extremo oposto, o pedaço do PT que não morre de amores por Haddad gostaria de impor limites para os entendimentos de segundo turno. O marco fronteiriço seria um flerte com o PDT de Ciro Gomes. Entretanto, teme-se que o preferido de Lula, a pretexto de se firmar como candidato do “campo democrático”, obtenha na cela de Curitiba autorização para ampliar o horizonte da negocição, achegando-se até ao tucanato. Haddad mantém com Fernando Henrique Cardoso relações cordiais.
Embora seja inevitável, a coreografia da negociação interpartidária de segundo turno tende a surtir efeitos limitados nesta disputa de 2018. Num contexto em que a imagem dos partidos está estilhaçada, o que conta é a capacidade do candidato de atrair novos eleitores mesmo sem a intermediação de partidos ou de presenciáveis derrotados. Se o eleitor está sinalizando alguma coisa nesta eleição é que já não se dispõe a fazer o papel de gado.
JOSIAS DE SOUZA

Dez capitais e 16 cidades registram atos pró-Bolsonaro. Em Natal organização estimou em 20 mil pessoas presentes

Partidários do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, se reuniram neste domingo, 30, na Avenida Paulista em São Paulo e em outras oito capitais, um dia depois de manifestações contra o candidato terem acontecido em todas as capitais do País  e do exterior. Pelo menos outras 16 cidades ao redor do Brasil também tiveram atos favoráveis ao candidato. Na capital paulista, militantes e candidatos fizeram um apelo para eleitores de João Amoêdo (Novo) , Alvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin(PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) se unirem em torno do capitão, na esperança de uma vitória no primeiro turno.
Em discurso aos manifestantes, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), e o candidato ao Senado Major Olímpio (PSL) criticaram o PT. A PM não divulgou estimativa de público na manifestação, que ocupou três quarteirões da Avenida Paulista. Olímpio disse que se a  candidatura de Bolsonaro crescer “mais um Alckminzinho” – cinco ou seis pontos porcentuais nas pesquisas – seria possível vencer a eleição ainda no primeiro turno.
Em áudio, gravado no Rio de Janeiro, e divulgado durante a manifestação, Bolsonaro repetiu o mantra. “Vamos ganhar essas eleições no primeiro turno. A diferença será tão grande que será possível qualquer possibilidade de fraude. Chega de PT e de PSDB.” O vice de Bolsonaro, general reformado Hamilton Mourão (PRTB), chegou a ser anunciado, mas não participou do ato.
Atos favoráveis a candidatura de Bolsonaro ocorreram em outras Nove capitais e 16 cidades, em oito Estados e no Distrito Federal.Uma parte das manifestações consistiu em carreatas e buzinaços, como foi o caso de Brasília e Recife. Foram registrados atos também em Natal, Maceió, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém, Florianópolis e Cuiabá.  Cidades menores, como Niterói (RJ), Foz do Iguaçu (PR), Tubarão e São José (SC) e Uberlândia (MG), além de 11 cidades do interior paulista,  também tiveram protestos favoráveis ao candidato do PSL. Na maioria deles, as Pms locais não divulgaram estimativas de público. Em Natal os organizadores estimaram em 20 mil pessoas presentes no ato.
No caminhão de som, militantes ressaltam a participação feminina no evento – dizendo que as mulheres são mães, amigas, que cuidam da casa, dos homens e da família. Eduardo Bolsonaro falou às mulheres que apoiam seu pai. “As mulheres de direita são mais bonitas que as da esquerda. Elas não mostram os peitos nas ruas e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita têm mais higiene”, disse o deputado, que ainda criticou o autor do atentado contra Bolsonaro, Adelio Bispo de Oliveira. “Meu pai não tomou uma facada por alguém que queria tomar a carteira dele. Eles estão com medo”, concluiu.
Eduardo Bolsonaro também falou sobre a hipótese de vitória de Fernando Haddad (PT). “Ele dará indulto para o Lula no dia seguinte”. Além disso, afirmou que se o pai for eleito, o ex-presidente Lula não terá privilégios. Ele irá cumprir pena em um presídio comum”. Ainda de acordo com ele, o Brasil não será “governado da cadeia como o PCC”, em uma referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba.
Os discursos mantiveram a narrativa que tem acompanhado a campanha de Bolsonaro desde o primeiro dia. Gritos contra o PT, Lula, Venezuela e artistas que, segundo os partidários de Bolsonaro, vivem do dinheiro da Lei Roaunet.
ESTADÃO CONTEÚDO

Candidatos do centro se unem contra Haddad e Bolsonaro no penúltimo debate do 1° turno


Debate na TV Record
Gabriela Biló / Estadão

Candidatos do centro se uniram neste domingo, 30, no penúltimo debate antes do primeiro turno das eleições, para atacar o líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), que recebeu alta do hospital após 23 dias internado, mas não compareceu ao evento realizado pela Rede Record por indicação médica, e Fernando Haddad (PT).  Bolsonaro, mesmo não estando presente, se tornou uma espécie de participante oculto do encontro.  Ciro Gomes (PDT)Geraldo Alckmin (PSDB)Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede) colocaram-se como representantes do eleitorado que não quer nem o radicalismo de direita nem o de esquerda, em referência a Bolsonaro e Haddad.
Na reta final da campanha – o primeiro turno das eleições ocorre neste domingo, dia 7 –, os presidenciáveis tentaram, mais uma vez, romper a polarização e avançar sobre o eleitorado de Bolsonaro se apresentando como ‘terceira via’. Já o petista Fernando Haddad, também atacado, foi o que mais poupou o candidato do PSL, seguindo a estratégia de levar o confronto para um eventual segundo turno, caso as pesquisas de intenção de voto se confirmem.
Líderes, Bolsonaro e Haddad marcam 28% e 22%, respectivamente, na última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. No segundo turno, a mesma sondagem mostra que Haddad venceria Bolsonaro. Ciro, em terceiro lugar, tem 11%; Alckmin soma 8%; Marina marca 5% e Meirelles, 2% das inteções de voto.
Unidos na mesma estratégia de expor as propostas e declarações polêmicas de Bolsonaro, Ciro, Alckmin, Marina, Meirelles e também Guilherme Boulos (PSOL) citaram, por exemplo, as falas contra as mulheres – para ressaltar as manifestações promovidas por mulheres em todo o País no sábado, 29 –  e a declaração feita por ele semana passada de que não respeitaria o resultado da eleição caso não seja ele o vencedor.
Provocada por Ciro, Marina, por exemplo, disse que o deputado está “amarelando” porque tem medo da derrota.”Bolsonaro tem atitude antidemocrática, desrespeita as mulheres, índios, negros, a população brasileira. Com essa frase (sobre não aceitar uma eventual derrota), desrespeita o jogo democrático. Numa democracia, se não temos comprovação de que houve fraude, não se pode entrar no jogo se for para ganhar de qualquer jeito. Para mim, essas palavras só podem ser uma coisa: Bolsonaro fala muito grosso mas tem momentos que amarela. Amarela mesmo”, disse.
A candidata ainda aproveitou a tréplica para criticar também o PT. “Temos que enfrentar dois projetos autoritários: os que têm saudosismo da ditadura e aqueles que fraudaram a candidatura em 2014 pela corrupção, a Dilma e o Temer.”
Já Ciro criticou a ausência de Bolsonaro no debate após a alta hospitalar e lembrou que ele, mesmo tendo sido submetido a um procedimento cirúrgico (mais simples, é claro), optou por participar do debate anterior usando até uma sonda. “Estamos assistindo todos os dias declarações anti-povo, antipobre. Ele (Bolsonaro) nem sequer dá direito à população brasileira, estando sadio. O Brasil não aguenta mais essa radicalização odienta”.
Deixado de lado por seus adversários no primeiro bloco, Alckmin foi o penúltimo a falar, mas seguiu na mesma linha de crítica a Bolsonaro e ao PT. Lembrou as manifestações contrárias ao deputado promovidas por mulheres no sábado, 29, as quais classificou como “atos de civilidade” e se colocou como o candidato que pode unir o Brasil.
“Metade da população não quer nem os radicais de direita nem os de esquerda. Que são os dois com maior rejeição. Nós vamos trabalhar para unir o Brasil. Esses radicalismos pode aumentar o desemprego, aumentar a pobreza, dificultar a retomada do crescimento brasileiro. União é a palavra nesse momento”, afirmou Alckmin.
Meirelles, que no primeiro bloco fez uma ‘tabelinha’ com Haddad ao discorrer sobre termas de educação e saúde, também atacou Bolsonaro na segunda etapa do debate ao ressaltar que o candidato do PSL “não gosta do bolsa família” e não defende o cumprimento da lei para que mulheres ganhem o mesmo que os homens quando têm a mesma função.
Marina aproveitou a fala do emedebista para lembrar que o candidato a vice na chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão (PRTB), também defende o fim do décimo terceiro salário e a recriação da CPMF.
Haddad x Ciro
Principais nome da esquerda na disputa ao Planalto, Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) protagonizaram um forte embate no segundo bloco do debate da Record, realizado ontem. Segundo Ciro, Haddad aceitou aliança com Eunício Oliveira (MDB), no Ceará, a qual classificou como despudorada. Haddad, por sua vez, disse que apenas foi tomar um café com Eunício, ao passo que Ciro deu risada da afirmação e ressaltou que não aceitou a mesma aliança porque o presidente do Senado é corrupto.
Os dois ainda discutiram sobre a mais recente proposta de Haddad de fazer uma nova Constituição. Para Ciro, não se trata de uma iniciativa democrática, afirmação contestada por Haddad, que diz apenas querer reorganizar a Constituição, tão alterada por propostas de emenda nos últimos anos.
ESTADÃO CONTEÚDO

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

  Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, seis em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiram em quem votar par...