terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Datafolha: contrários à liberação da posse de arma no país voltam a crescer e atingem 61%


Militares preparam armas para serem destruídas no Rio de Janeiro  – Bruno Kelly-20.jun.18/Reuters
O total de brasileiros que se declaram contrários à liberação da posse de armas de fogo aumentou desde outubro, segundo a mais recente pesquisa Datafolha.
Em dezembro, 61% dos entrevistados disseram que a posse deve “ser proibida, pois representa ameaça à vida de outras pessoas”. No levantamento anterior, de outubro, 55% concordavam com essa posição.
No mesmo período, a parcela de pessoas que considera a posse de armas “um direito do cidadão para se defender” oscilou negativamente, passou de 41% para 37%, ou seja, no limite da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Outros 2% não souberam responder.
Foram entrevistadas 2.077 pessoas em 130 municípios em todas as regiões do país, nos dias 18 e 19 de dezembro.
Durante o período eleitoral, o agora presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), falou em revogar o Estatuto do Desarmamento. Agora, neste sábado (29), afirmou que pretende assinar um decreto para permitir a posse de arma a todas as pessoas sem ficha criminal, além de tornar o registro definitivo, sem a necessidade de renovações, como hoje.
Entre os que declararam ter votado em Bolsonaro na última eleição, o direito de possuir uma arma é defendido por 53%. Quando questionados sobre a necessidade de facilitar o acesso a armas, contudo, 59% se disseram contrários.
O que vem sendo discutido internamente pelos membros do novo governo é fazer um decreto que altere aquele que regulamentou o Estatuto do Desarmamento em 2004. É uma forma de não precisar mexer na lei e retirar regras que possam dificultar o acesso das pessoas às armas.
Segundo o Datafolha, o percentual de pessoas contrárias à posse de armas já foi de 68% em 2013. Hoje é de 61%.
As mulheres tendem a ver a liberação das armas de forma mais negativa: 71% delas são contrárias à posse, enquanto apenas 51% dos homens têm a mesma opinião.
O índice também varia de acordo com ensino e renda. Quanto mais anos de estudo, maior o apoio à liberação. Entre os entrevistados com ensino superior, 41% defendem que ter armas é um direito, a taxa cai para 34% entre pessoas com ensino fundamental.
Da mesma forma, quanto mais rica a pessoa, mais favorável ela é à liberação. Entre os entrevistados com renda familiar mensal de até 2 salários mínimos, 32% defendem a posse de armas. Já entre pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos, esse percentual sobe para 54%. O Sul é a região mais favorável às armas do país, com 47%, enquanto o Nordeste é a que menos apoia a liberação, com 32%.
Quando indagados se é preciso facilitar o acesso às armas, apenas 30% dos brasileiros respondem que sim. Entre eles, 16% concordam totalmente —14% concordam parcialmente. Entre os contrários, que somam 68%, a posição é mais enfática: 51% discordam totalmente e 17% discordam em parte.
Segundo o Estatuto do Desarmamento, para obter a posse de arma é preciso ser maior de 25 anos, ter ocupação lícita e residência certa, não ter sido condenado ou responder a inquérito ou processo criminal, comprovar capacidade técnica e psicológica e declarar a efetiva necessidade da arma. Já o porte é proibido, exceto para forças de segurança e guardas, entre outros.
A lei federal, aprovada em 2003, regulou o acesso a armas e restringiu o porte e a posse em todo o país. O estatuto, entretanto, tem sido afrouxado por decretos nos últimos anos e corre o risco de ser desmantelado em 2019.
Em 2016, um decreto presidencial ampliou a validade do registro de armas de três para cinco anos. Portaria do Exército de 2017 teve efeito similar: permite que atiradores desportivos levem suas armas, carregadas, até o local de tiro.
Para revogar o Estatuto do Desarmamento, como pretende Bolsonaro, é preciso aprovar uma nova lei no Congresso. O projeto mais avançado é o do deputado Rogério Peninha (MDB-SC), de 2012, que está pronto para votação.
Em novembro, ele publicou em rede social que a proposta ficaria para 2019. “Acabo de receber ligação do presidente Jair Bolsonaro. Ele concordou em deixarmos para o ano que vem a votação do projeto.”
Peninha avalia que a nova composição da Câmara, mais conservadora, vai significar mais apoio para a proposta. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado por maioria simples na Câmara e, se não for alterado no Senado, segue para sanção presidencial.
Entre as mudanças, o projeto reduz a idade mínima da posse de 25 para 21 anos e permite que pessoas respondendo a inquérito ou processo criminal comprem armas, contanto que não tenham sido condenadas por crime doloso.
O projeto também retira a obrigatoriedade de apresentar uma efetiva necessidade para ter uma arma, ponto avaliado hoje pela PF. O porte seria liberado para maiores de 25 anos que cumprirem os requisitos para a posse.
Segundo dados do Exército obtidos via Lei de Acesso à Informação pelo Instituto Sou da Paz, cerca de seis armas são vendidas por hora no mercado civil nacional. Até agosto, 34.731 foram comercializadas. Ao todo, há quase 620 mil armas nas mãos de civis.
O ataque mais recente a tiros com repercussão nacional ocorreu em 11 de dezembro em uma igreja de Campinas (SP). O atirador, Euler Fernando Grandolpho, 49, matou cinco pessoas e deixou três feridos. Ele portava uma pistola 9 mm e um revólver calibre 38 —as armas tinham as numerações raspadas.
ENTENDA AS REGRAS SOBRE ARMAS NO PAÍS
É possível ter a posse de uma arma no Brasil? 
Sim, mas é preciso ser maior de 25 anos, ter ocupação lícita e residência certa, não ter sido condenado ou responder a inquérito ou processo criminal, comprovar a capacidade técnica e psicológica para o uso do equipamento e declarar a efetiva necessidade da arma
E o porte? 
O porte, ou seja, a autorização para carregar e transportar a arma, é proibido, exceto para membros das Forças Armadas, policiais, guardas, agentes penitenciários e empresas de segurança privada, entre outros
O comércio de armas é permitido? 
Sim. A proibição foi derrotada em 2005, quando 63,9% dos eleitores votaram pela continuidade do comércio legal de armamentos
O presidente pode revogar o Estatuto do Desarmamento? 
Não. O estatuto é uma lei federal e mudanças precisam ser aprovadas no Congresso
Há projetos para mudar o estatuto no Congresso? 
Sim, há mais de 160 propostas para alterar a lei. A mais avançada, que está pronta para ser votada na Câmara, reduz a idade mínima para a posse de 25 para 21 anos e permite o acesso para pessoas que respondem a inquérito ou processo criminal, contanto que não tenham sido condenadas por crime doloso. Não seria mais preciso declarar a efetiva necessidade de ter uma arma. O porte seria liberado para maiores de 25 anos que cumprirem os requisitos para posse. Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado por maioria simples na Câmara e no Senado e passar por sanção presidencial
O que um presidente pode mudar sem depender do Congresso? 
É possível alterar a regulamentação do estatuto, ampliando o acesso a certos tipos de armas e munições. Fuzis, hoje de uso exclusivo das forças de segurança, poderiam ser vendidos no comércio formal. Defensores da liberação das armas dizem que seria possível flexibilizar a posse, já que a lei determina que o cidadão precisa “declarar a efetiva necessidade” da arma, mas a exigência de comprovação foi regulamentada por decreto. A três dias de tomar posse como presidente, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que pretende assinar um decreto para garantir a posse de arma de fogo a todas as pessoas sem ficha criminal. Essa possibilidade de flexibilização, porém, não é consensual. Alguns especialistas dizem que isso seria legislar por decreto e passível de ser questionado juridicamente
Como é a regulação de armas em outros países? 
Nos EUA, em boa parte dos estados, para comprar uma arma em loja (há mais de 50 mil no país) basta passar por uma checagem rápida de antecedentes criminais. Se a compra for feita com um vendedor particular, isso não é necessário. No Japão, o processo envolve aulas, testes práticos e escritos e avaliação rigorosa do histórico criminal, saúde mental e relações pessoais. Na Austrália, as armas só são liberadas em casos excepcionais, e os policiais podem exigir entrevistas com parentes e vizinhos. No México, o cidadão precisa comprovar que não tem antecedentes criminais e que está empregado. Há apenas uma loja de armas em todo o país
Folha de São Paulo

Pedido de aposentadoria pela regra 85/95 termina a partir desta segunda-feira e benefício integral fica mais difícil

A partir desta segunda-feira (31), o trabalhador que pretende se aposentar por tempo de contribuição terá que trabalhar por mais tempo para conseguir o benefício sem o desconto do fator previdenciário. Isso porque entrou em vigor a regra 86/96, conforme previsto por lei sancionada em 2015 – até agora, a regra vigente era a 85/95.
Pela regra anterior, da fórmula 85/95, a soma entre a idade e o tempo de contribuição no caso das mulheres deveria ser de pelo menos 85 anos e no caso dos homens, de 95 anos, para que o trabalhador ou trabalhadora tenham direito à aposentadoria com o benefício integral. Agora, essa soma exigida sobe um ponto para ambos, passando a ser de 86, para mulheres, e 96, para homens, segundo o INSS.
Homens e mulheres que tenham atingido o tempo mínimo de contribuição (35 anos para eles, 30 para elas) também podem se aposentar sem atingir essa pontuação. Mas, nesse caso, o valor da aposentadoria é reduzido pelo fator previdenciário.
Esse mecanismo reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição. A fórmula, criada em 1999, se baseia na idade do trabalhador, tempo de contribuição ao INSS e expectativa de sobrevida do segurado. Quanto menor a idade no momento da aposentadoria, maior é o redutor do benefício.
Assim, a partir de agora, os trabalhadores só poderão optar pela não incidência do fator previdenciário no cálculo de sua aposentadoria quando o total resultante da soma da idade e do tempo de contribuição, incluídas as frações, na data de requerimento da aposentadoria, for igual ou superior a 86 pontos, se mulher; ou 96 pontos, se homem.
Algumas situações podem elevar o tempo total de contribuição, mediante comprovação, como trabalho em atividades insalubres, período de alistamento militar, tempo de estudo em escola técnica e ação trabalhista que reconheceu vínculo.
O trabalhador que não atingir a pontuação mínima ainda pode requerer a aposentadoria por tempo de contribuição, mas o cálculo do benefício levará em conta o desconto do fator previdenciário.
Os segurados podem pedir a aposentadoria pelo aplicativo ou site Meu INSS.
Redução do valor
Simulações feitas pelo Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) mostram que o desconto do fator previdenciário chega a reduzir o valor da aposentadoria em mais de 30%.
Números do Ministério do Trabalho e da Previdência Social mostram que, entre janeiro e agosto de 2018, o valor médio das aposentadorias por tempo de contribuição, com incidência da fórmula 85/95, ficou em R$ 2.860. Este valor é 44% superior à média das aposentadorias por tempo de contribuição concedidas com aplicação do fator previdenciário (R$ 1.980).
A lei que criou a fórmula 85/95 estabelece uma progressão para esse cálculo em razão do aumento da expectativa de vida. A soma avança um ponto a cada dois anos. Em 31 de dezembro, a regra passou a ser 86/96. Em dezembro de 2026, serão 5 pontos a mais – com as mulheres precisando de 90 pontos para se aposentar e os homens de 100 pontos.
Mas não há garantia de que a progressão chegue tão longe porque o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) defende mudanças na Previdência a partir de 2019.
As arrecadações do sistema previdenciário não têm sido suficientes para cobrir os gastos com aposentadorias e pensões. A média de idade da aposentadoria no Brasil está entre as menores do mundo.
Em 2017, a idade média de quem se aposentou por idade foi de 61 anos, e de 54,5 anos para quem se aposentou por tempo de contribuição, segundo dados do INSS.
Cálculo para aposentadoria por tempo de contribuição com benefício integral — Foto: Infografia: Alexandre Mauro/G1
Como fazer o pedido de aposentadoria
As aposentadorias por tempo de contribuição representam cerca de 50% das aposentadorias concedidas pelo INSS. Para ter benefício à aposentadoria por tempo de contribuição é preciso ter contribuído com o INSS por 35 anos, se homem, ou 30 anos, se mulher. Veja aqui os principais requisitos e como solicitar.
Desde maio, os pedidos de aposentadoria por idade só podem ser feitos ao INSS pelo telefone ou internet. Para a aposentadoria por tempo de contribuição, entretanto, os dois modelos estão disponíveis, e o pedido também pode ser feito presencialmente.
G1

Advogada agredida por namorado em GO diz que não imaginava que seria vítima de violência e o denunciou pensando nas sobrinhas

A advogada Luciana Sinzimbra, de 26 anos, que filmou o momento em que é agredida pelo namorado, o piloto de avião Victor Junqueira, de 24, diz que não imaginava que pudesse ser vítima de violência e que denunciou o caso à polícia pensando nas sobrinhas. A agressão teria sido motivada após ela esquecer um presente em um bar de Goiânia. O advogado do piloto diz que o cliente está arrependido do fato.
A agressão aconteceu no dia 14 de dezembro no apartamento em que Luciana mora. Victor, que é filho do ex-prefeito de Anápolis, Eurípides Junqueira, senta em frente à companheira e dá um forte tapa no rosto dela, que cai na cama (veja vídeo). Ela pede várias vezes para que ele vá embora, mas ele se recusa.
“Você não consegue acreditar que aquela pessoa que você passou três anos, que você conviveu e fez planos, vai te fazer mal, que ela vai chegar ao ponto de te matar ou de te agredir como ele me agrediu”, afirmou.
Ela denunciou o caso na Polícia Civil. “Eu não conseguia ver o quanto isso me afetou. Eu fiz isso pelas minhas sobrinhas, eu tenho três sobrinhas mulheres e pequenas. E pensar que a gente vive em um mundo onde as pessoas acham isso normal, que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Não é assim”, disse.
Advogada filma momento em que é agredida pelo namorado em Goiânia — Foto: TV Anhanguera/Reprodução
Victor não foi preso. “A lei determina que, para ele ser preso, teria que estar em flagrante. Não era o caso. Não havia mais o flagrante quando a vítima veio até a delegacia. Não havendo o flagrante, ele teria que ter descumprido as medidas protetivas que foram decretadas no dia 16 [de dezembro]. E ele não descumpriu. Se ele descumprir as determinações judiciais, aí sim ele pode ser preso preventivamente”, disse a delegada Ana Elisa Gomes.
O piloto foi indiciado por lesão corporal, injúria, ameaça e violação de domicílio. A pena é de até quatro anos e três meses de prisão.
“Ele está tentando digerir isso, analisar o que o fez chegar naquela situação. Está extremamente arrependido por ter chegado aonde chegou. Ele não é um cara violento. Ambos tinham se embriagado”, disse o advogado do piloto, Romero Ferraz Filho.
Luciana diz que a motivação da agressão foi o fato dela ter esquecido um presente em um bar da capital após uma confraternização. “Ele disse ‘tudo bem, vamos voltar lá’. Voltamos e ele disse para não demorar e eu simplesmente ignorei, o bar estava fechado. Voltei para o restaurante, peguei o presente, voltei para o carro e ele já reclamou: ‘poxa, você me ignora, estou falando com você’”, disse, contou.
Foto: Reprodução/TV Globo
Seguir em frente
Em férias com a família fora do país, Luciana conta que está se recuperando física e psicologicamente da agressão e pretende ajudar outras vítimas de violência doméstica.
“Eu estou um pouco melhor hoje. Ainda é muito difícil para mim ter que voltar na situação, ter que falar sobre isso, mas eu estou tentando ficar bem, estou tentando superar e eu tenho certeza que a partir da minha história eu vou conseguir ajudar outras pessoas”, afirmou a advogada.
G1

PT pede estudo para tentar barrar decreto pró-posse de armas de Bolsonaro

A pedido da direção do PT, a equipe de técnicos que assessora o partido no Congresso está elaborando um estudo para identificar quais seriam os limites de um decreto presidencial que almejasse facilitar a posse de armas, como promete Jair Bolsonaro.
A análise inicial da assessoria diz que há margem para que os petistas apresentem um projeto de decreto legislativo que tente sustar os efeitos de medida editada pelo presidente eleito.
O presidente não teria poder, dizem os técnicos do PT, para alterar o Estatuto do Desarmamento com uma canetada, mas haveria brecha na legislação para que ele faça, por exemplo, mudanças nos requisitos exigidos para o registro e a posse de armamento.
Fronteira Pela interpretação dos técnicos da oposição, Bolsonaro teria poder para mexer na forma e na periodicidade das avaliações de capacidade técnica e aptidão psicológica para a posse de armas, mas não poderia afastar a necessidade desses requisitos.
UOL

General Heleno compara posse de arma à posse de um carro

Futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro, o general Augusto Heleno comparou neste domingo (30) a posse de uma arma em casa à posse de um automóvel.
Homem de confiança de Bolsonaro e responsável pela estratégia de segurança do futuro presidente, Heleno deu a declaração ao ser questionado em uma entrevista coletiva na tarde deste domingo sobre mensagem na qual o presidente eleito disse na véspera em uma rede social que pretende garantir por meio de decreto a posse de armas de fogo aos cidadãos sem antecedentes criminais.
Segundo o futuro ministro, permitir que um cidadão possa dirigir nas ruas do país é comparável, em questão de responsabilidade, a autorizar alguém a manter uma arma em casa, em razão do perigo potencial que um veículo pode representar nas mãos de alguém sem habilitação.
Ao responder aos repórteres, o futuro ministro do GSI disse que a flexibilização da posse de armas é um tema reiteradamente defendido por Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Heleno destacou ainda que muitos países concedem o direito à posse de armas como uma maneira de o cidadão garantir a defesa da família e da propriedade.
A posse dá ao cidadão o direito de manter a arma em casa. Para sair de casa com a arma, é preciso ter autorização para o porte.
“A posse da arma, desde que seja concedida a quem está habilitado legalmente, e essa habilitação legal virá por meio de algum instrumento, decreto, ou alguma lei, alguma coisa que regule, […] se assemelha à posse de um automóvel”, ponderou o general da reserva.
Dados do Atlas da Violência 2018 – elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – mostram que, entre 2006 e 2016, aumentou 27,4% o número de mortes no país por armas de fogo. Só em 2016, aponta o Atlas da Violência, houve 44.475 mortes por armas de fogo no Brasil.
Por outro lado, o Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, registra que, em 2016, o número de mortes no trânsito chegou a 37.345.
Em relação a 2008, quando foi implementada a Lei Seca, houve redução de 2,4% no número de óbitos no trânsito, de acordo com os números do ministério. Naquele ano, foram registrados 38.273 mortes no trânsito.
“Se for considerar isso [número de vítimas de acidentes envolvendo veículos automotores] , vamos proibir o pessoal de dirigir. Ninguém pode dirigir. Ninguém pode sair de casa com o carro, porque alguém está correndo o risco de morrer, porque o motorista é responsável”.
G1

Bolsonaro bate Temer, Dilma, Lula e FHC, diz Datafolha

Jair Bolsonaro supera todos os presidentes do passado.
Segundo o Datafolha, ele será melhor do que Michel Temer para 76% dos entrevistados, do que Dilma Rousseff para 73%, do que Lula para 58% e do que FHC para 56%.
Ele é razoavelmente popular até mesmo entre os eleitores de Fernando Haddad: 35% apostam que seu governo será ótimo ou bom e 31% que será ruim ou péssimo.

Por Robson Pires

Facções criminosas de prisões ameaçam Bolsonaro

Com ajuda da Polícia Federal e especialistas em segurança na internet, o novo governo descobriu que organizações criminosas que controlam presídios estão na origem das ameaças ao presidente Jair Bolsonaro e sua família, daí a preocupação em reforçar a segurança na cerimônia posse, nesta terça-feira (1º). Sobretudo em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, cujos governadores declaram guerra sem trégua ao crime.
NÃO DAVA PARA IGNORAR
As ameaças foram suficientemente graves para serem ignoradas, e as investigações transcorrem em sigilo.
Cláudio Humberto.

Jair Bolsonaro toma posse nesta terça-feira em Brasília como 38º presidente da República


O presidente eleito no dia 7 de outubro de 2018 e diplomado no dia 10 de dezembro do ano passado, Jair Messias Bolsonaro (PSL) toma posse nesta terça-feira (1º). A cerimônia começa às 14h, em Brasília, 13h no horário da Paraíba. O vice-presidente eleito, general Mourão também será empossado. Na sequência, os ministros serão conduzidos aos cargos.
Pelo cronograma, o desfile do cortejo presidencial da Catedral até o Congresso ocorrerá às 14h45, com previsão de início da sessão solene de posse no Plenário da Câmara dos Deputados às 15h.
Em frente ao Congresso, o presidente eleito subirá a rampa e seguirá para o plenário na Câmara onde será oficialmente empossado. Ele fará um discurso. Tradicionalmente, é neste momento que são enviadas mensagens ao Parlamento e à sociedade.
Eleição
Bolsonaro disputou o primeiro turno com outros 12 candidatos à Presidência da República Federativa do Brasil. Ele venceu na primeira fase, mas foi ao segundo turno com Fernando Haddad (PT).
No dia 28 de outubro, em segundo turno, Jair Bolsonaro quebrou uma série de vitórias do PT e foi eleito com mais de 57 milhões de votos (55%).
O Partido dos Trabalhadores vencia todas as eleições desde 2002, tendo dois governos Lula e dois governos Dilma Rousseff, a qual sofreu impeachment em 2016, sendo substituída pelo seu vice, Michel Temer (MDB). Esse saiu em 31 de dezembro de 2018 com alto índice de impopularidade.

Por Robson Pires

Avivamento: Mais de 1,2 milhão se entregaram a Jesus em cruzadas na África



Mais de 1,2 milhão de pessoas entregaram suas vidas a Jesus Cristo durante as cruzadas realizadas em 2018 pelo ministério Cristo para Todas as Nações (CfAN) na África. Os números englobam eventos realizados pelo evangelista Daniel Kolenda em cidades da Nigéria e República do Congo.


“Vimos centenas de milhares de pessoas vindo a Cristo em todo o mundo”, celebrou Kolenda em um vídeo publicado no site do CfAN. “Temos visto milagres incríveis de cura, o derramamento do Espírito Santo e acreditamos que este é apenas o começo”.

Nos últimos 31 anos, cerca de 78.268.854 pessoas decidiram entregar suas vidas a Cristo, segundo o último relatório divulgado pelo CfAN. Em média, foram 2.524.802 conversões ao cristianismo por ano. Mesmo diante de dados singulares, a expectativa de Kolenda é grande: “Queremos ver 75 milhões de pessoas vindo a Cristo nos próximos 10 anos”.


De acordo com o relatório, somente em Calabar (Nigéria), entre 15 e 18 de fevereiro, foram registradas 418.840 decisões de conversão ao cristianismo. Em Ogbomosho (Nigéria), entre 22 e 25 de março, foram 603.670 decisões registradas. Em Brazzaville (República do Congo), de 9 a 12 de agosto, foram 201.670 conversões.


Houve também cruzadas evangelísticas em Port Harcourt (Nigéria) entre 8 e 11 de novembro e Owerri (Nigéria) entre 6 e 9 de dezembro, mas o número de pessoas que se entregaram a Cristo nestes locais ainda não foi divulgado.

“Muitos, muitos relatos de cura surgiram. Inúmeras pessoas testemunharam que os tumores se dissiparam, as úlceras desapareceram e os membros feridos foram curados. Durante uma das sessões, milhares foram simultaneamente cheios do Espírito Santo”, relatou Sam Rodriguez, que faz parte da diretoria do CfAN, sobre a última cruzada realizada em Owerri.


O CfaN foi fundado em 1974 pelo evangelista alemão Reinhard Bonnke, que realizou sua cruzada evangelística de despedida em novembro de 2017, na cidade de Lagos, na Nigéria. Na ocasião, 845 mil pessoas entregaram a sua vida a Cristo. Em um anúncio em sua página pessoal no Facebook, Bonnke disse que estava “passando a tocha” para o seu sucessor, Daniel Kolenda, que estáatualmente à frente do ministério.

Cristo para Todas as Nações é pioneiro na evangelização em massa na África. Até hoje, mais de 78 milhões de pessoas se entregaram a Jesus em suas campanha de evangelismo — reuniões marcadas por demonstrações sobrenaturais do poder de Deus para curar doenças, restaurar vidas e transformar comunidades.


Líderes evangélicos se reúnem com Benjamin Netanyahu



O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reuniu com diversos líderes religiosos neste domingo (30).

Em um evento no hotel Hilton em Copacabana, Rio de Janeiro, ele falou da aproximação de judeus de Israel com cristãos.

“Não temos melhores amigos no mundo do que o Brasil e os cristãos brasileiros não têm melhor amigo no mundo do que Jerusalém. Se você é um cristão no Oriente Médio, só há um lugar no qual você estará seguro, que é o Estado de Israel”, declarou.

Ele também falou sobre a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

“Bolsonaro me disse que era questão de “quando, não de se” ele vai transferir a embaixada para Jerusalém”, contou.

Os pastores Silas Malafaia, bispa Sônia, apóstolo Estevam, bispa Fernanda estavam entre os convidados. Os políticos eleitos Wilson Witzel, futuro governador do Rio de Janeiro, e Joice Hasselmann, futura deputada federal, também participaram do encontro.

A deputada eleita publicou algumas imagens do encontro em suas redes sociais e afirmou que trocou algumas palavras com o premiê.

“Depois do evento no Rio com a Comunidade Judaica e o primeiro-ministro de Israel, uma pausa para uma conversa olho no olho com Benjamin Netanyahu! Falamos de parcerias entre os países, do amor que temos por Israel e ele, gentil como sempre, me parabenizou pelo número de votos que fiz no Brasil. Um lorde! Faremos grandes coisas juntos!”, relatou.

O cantor Marcelo Aguiar Hernandes também esteve presente e registrou o aperto de mãos entre Netanyahu e o prefeito da cidade, Marcelo Crivella. O israelense arriscou uma saudação em português.



Fonte: Pleno.News

Vice-presidente do Gideões se manifesta após renúncia do pastor Reuel Bernardino



Aconteceu na noite da última quinta-feira, 27, no templo sede da AD Camboriú o culto de posse do pastor Zilmar Miguel e sua esposa Missionária Inês como novos líderes da igreja Assembleia de Deus em Camboriú e do Gideões Missionários. O culto também foi o evento de jubilação e despedida do pastor Reuel Bernardino e sua esposa Giane Bernardino.


Com a presença de muitos líderes de várias partes do país, o culto foi cheio de homenagens ao pastor Reuel Bernardino e sua família. Fieis da igreja local e visitantes declararam seu carinho e respeito pelo casal e seus filhos.


Quem também teve a oportunidade de deixar suas palavras foi o pastor Hueslen Ricardo, vice-presidente do Gideões. No culto e nas redes sociais, ele se expressou em nome dos Missionários, Contribuintes e da Diretoria, palavras de gratidão ao Pastor Reuel e esposa Giane extensiva a família Bernardino.


Hueslen ainda não tinha declarado nada a respeito da saída do seu companheiro de trabalho junto a AD Camboriú e ao Gideões Missionários.

“Hoje fizemos a despedida do nosso Amigo e Pastor Reuel Abreu Bernardino que tomou a decisão de renunciar a Igreja Assembléia de Deus de Camboriú e os GMUH”, disse ele que se recupera de uma paralisia facial que teve.

Hueslen, que foi escolhido para permanecer no cargo de vice-presidente do Gideões, disse desejar que Deus “guarde o coração e a mente do Pastor Reuel.” e que “Obra Missionária e a Igreja siga com a benção Deus dando sabedoria, graça ao Pastor Zilmar Miguel e sua esposa Inês.”.

Confira:


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HOJE FIZEMOS A DESPEDIDA DO NOSSO AMIGO E PASTOR REUEL ABREU BERNARDINO QUE TOMOU A DECISÃO DE RENUNCIAR A IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS DE CAMBORIÚ E OS GMUH. COMO VICE-PRESIDENTE DOS GMUH, PUDE EXPRESSAR EM NOME DOS MISSIONÁRIOS, CONTRIBUINTES E DA DIRETORIA, PALAVRAS DE GRATIDÃO AO PASTOR REUEL E ESPOSA GIANE EXTENSIVA A FAMÍLIA BERNARDINO. COM SENTIMENTO REITERO DESEJOS QUE DEUS GUARDE O CORAÇÃO E A MENTE DO PASTOR REUEL. QUE A OBRA MISSIONÁRIA E A IGREJA SIGA COM A BENÇÃO DEUS DANDO SABEDORIA, GRAÇA AO PASTOR ZILMAR MIGUEL E SUA ESPOSA INÊS. CONTAMOS COM AS ORAÇÕES DE TODOS! DEUS SEJA LOUVADO!

JM Notícia

IEADERN se pronuncia após denúncia contra pastor


A Assessoria de Comunicação da IEADERN, emitiu uma nota, a respeito do fato que ocorreu, na última sexta-feira, dia (28), no culto de doutrina do Templo Central.

Aconteceu que momento em que ocorria o culto, uma jovem senhora apareceu fazendo duras críticas, sobre uma suposta conversa picante no Whatssap, com um dos pastores e dirigente de uma das congregações da Assembleia de Deus de Natal.

O Pastor alega que foi vítima de (whatsfake), programa que cria conversas falsas na rede sociais.

Ano de 2019 inicia com bandeira verde, sem custo extra para os consumidores



A bandeira tarifária para o mês de dezembro será verde, ou seja, sem custo extra para os consumidores de energia elétrica. Desde maio deste ano, a bandeira estava nos patamares amarelo ou vermelho.

A bandeira tarifária para o primeiro mês de 2019 será verde, sem custo para os consumidores. A estação chuvosa está propiciando elevação da produção de energia pelas usinas hidrelétricas e do nível dos reservatórios, com consequente recuperação do risco hidrológico (GSF) e manutenção do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) em patamar reduzido. O GSF e o PLD são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada.

Criado pela ANEEL, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Com as bandeiras, a conta de luz ficou mais transparente e o consumidor tem a melhor informação, para usar a energia elétrica de forma mais eficiente, sem desperdícios. Mesmo com a redução do valor cobrado na bandeira é necessário manter as ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício. Confira abaixo algumas dicas:

Chuveiro elétrico

·Tomar banhos mais curtos, de até cinco minutos
·Selecionar a temperatura morna no verão
·Verificar as potências no seu chuveiro e calcular o seu consumo

Ar condicionado

·Não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado
·Manter os filtros limpos
·Diminuir ao máximo o tempo de utilização do aparelho de ar condicionado
·Colocar cortinas nas janelas que recebem sol direto

Geladeira

·Só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário
·Regular a temperatura interna de acordo com o manual de instruções
·Nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira
·Deixar espaço para ventilação na parte de trás da geladeira e não utilizá-la para secar panos
·Não forrar as prateleiras
·Descongelar a geladeira e verificar as borrachas de vedação regularmente

Iluminação

·Utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de um cômodo; pintar o ambiente com cores claras

Ferro de passar

·Juntar roupas para passar de uma só vez
·Separar as roupas por tipo e começar por aquelas que exigem menor temperatura
·Nunca deixe o ferro ligado enquanto faz outra coisa

Aparelhos em stand-by

·Retirar os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências.



Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

  Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, seis em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiram em quem votar par...