quarta-feira, 1 de abril de 2020

‘Isolamento social’ contra Covid19 tem apoio de 81,1% dos brasileiros

Levantamento exclusivo encomendado pelo site Diário do Poder à Orbis Pesquisa sobre as consequências da pandemia do coronavírus, mostra que 81,1% dos entrevistados dizem ser favoráveis ao “isolamento social para cortar a circulação do vírus”, medida preconizada pela maioria dos países e criticada pelo presidente Jair Bolsonaro. Entre jovens de 16 a 19 anos, o apoio ao isolamento impressiona: 96,4%. Também é maciço na faixa etária de mais de 65 anos o engajamento à medida: 88,8%. A Orbis entrevistou 2.163 pessoas em todo o País, na segunda-feira (30). A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O apoio ao “isolamento social” para combater o vírus tem apoio maior entre mulheres (86,9%) do que entre homens (74%).
A maior rejeição ao “isolamento social” está na faixa etária de 20 a 35 anos: mesmo assim, somente 26,9% são contra a estratégia.
Apesar de 81% apoiarem o isolamento, são 60% aqueles que acham que a estratégia deve ser manter todo mundo isolado, evitando o convívio.
A pesquisa Diário do Poder/Orbis mostra que são 28,4% aqueles que apoiam isolamento de grupos de riscos e 5,1%, o de casos suspeitos.
DIÁRIO DO PODER

PRESTEM ATENÇÃO: Senado encampa projeto de Toffoli que suspende aluguéis e devoluções de mercadorias na crise do coronavírus

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, preparou um projeto de lei encampado pelo Senado para suspender desde o pagamento de aluguéis até a devolução de mercadorias adquiridas pela internet durante a pandemia do coronavírus.
O projeto foi apresentado pelo senador Antonio Anastasia (PSD-MG) nesta terça-feira (31), terá relatoria de Simone Tebet (MDB-MS) e existe consenso para que seja aprovado nas duas Casas até a próxima semana em regime de urgência.
A ideia, segundo assessores de Toffoli, é organizar as relações privadas definidas em contratos que, na crise, precisam ser alteradas ou até interrompidas temporariamente sem que isso gere ações judiciais. Somente ficam fora os casos de empresas em recuperação judicial e os serviços regulados (como água e energia).
Essa espécie de “pausa legal” foi definida de 20 de março (quando teve início o confinamento) até 20 de outubro, tempo previsto para que a crise tenha se dissipado. Após esse prazo, todas as regras suspensas voltam à vigência normalmente.
Pelo projeto, inquilinos que tiverem redução de jornada ou redução salarial, poderão negociar com o proprietário do imóvel a suspensão total ou parcial do pagamento do aluguel até o final de outubro —prazo máximo da vigência dessa nova lei.
O saldo devedor será parcelado em cinco vezes e cada parcela (equivalente a 20% da dívida) incorporada ao aluguel a partir de novembro até a quitação, em março de 2021.
Nesse período, ações de despejo não poderão movidas. A desocupação de imóveis alugados só poderá ser feita se o proprietário precisar do local como moradia.
Os síndicos poderão proibir festas e reuniões, fechar áreas do condomínio e vetar até o uso de vagas por visitantes. Poderá, no entanto, ser destituído se não prestar contas.
Arrendamentos agrários também terão seus prazos de renovação ou cancelamento flexibilizados nesse período. E a proibição para que estrangeiros façam esse tipo de negócio ficará suspensa.
“O ministro Toffoli preparou esse projeto com uma equipe dos mais gabaritados professores e juristas do país. Encampamos porque entendemos ser uma forma de evitar a judicialização nesse momento em que as pessoas precisam ficar em isolamento”, disse Anastasia à Folha. “Também barra uma série de projetos mais específicos nessa linha que tramitam tanto no Senado quanto na Câmara.”
Sem a colaboração de representantes do Executivo, “que não se interessaram” segundo colaboradores de Toffoli, essa iniciativa representa mais um sinal da união de forças entre Legislativo e Judiciário diante de um governo desgastado no combate ao conoravírus.
Ao mesmo tempo em que pausa ações judiciais, o projeto flexibiliza o arcabouço jurídico de forma tão ampla que faz projetos de lei específicos (como os que tratam da relação entre correntista e banco) perderem o objeto.
Para o Congresso, isso é bom porque libera a pauta para assuntos mais urgentes no combate ao vírus.
O projeto também modifica a rotina das empresas. Reuniões e assembleias poderão ser feitas à distância por videoconferência e os votos de diretoria enviados por e-mail. No caso das companhias abertas, caberá à CVM (Comissão de Valores Imobiliários) regulamentar esses procedimentos.
Também será permitido que empresas possam distribuir lucros e dividendos vencidos neste ano mesmo que isso não esteja previsto no estatuto da companhia.
O texto suspende até regras do Código de Defesa do Consumidor. Compras feitas pela internet, por exemplo, só poderão ser devolvidas a partir do final de outubro devido às dificuldades de logísticas no país.
Caminhões poderão trafegar pelas rodovias com excesso de carga, desde que isso não comprometa a segurança. Anteriormente, a infração era punida com multa.
A flexibilização levou em conta as restrições de circulação impostas em muitos locais por meio decretos municipais ou até estaduais.
Infrações concorrenciais, como o uso de logística da concorrência ou sinergias entre empresas, não serão punidas. Mesmo irregularidades passíveis de penalidades serão analisadas sob a óptica da pandemia.
Lei de Proteção de Dados ganhou sobrevida de 18 meses para que o governo possa, depois de superada a crise, montar a agência que será responsável pela regulação desse segmento.
Nos processos familiares de sucessão, partilha e inventário, os prazos serão congelados. O atraso no pagamento de pensão alimentícia resultará em prisão domiciliar.
Para Toffoli, a inspiração desse projeto foi a Lei de Faillot que, em 1918, já no final da Primeira Guerra Mundial, foi apresentada pelo deputado que lhe deu nome e criou regras excepcionais abrindo caminho para o que se chamou de “teoria da imprevisão” no Direito francês.
Na exposição de motivos, o senador Anastasia aponta que “tanto o Código Civil quanto o Código de Defesa do Consumidor possuem regras adequadas para resolver ou revisar contratos por imprevisão, no primeiro caso, e onerosidade excessiva, no segundo. É preciso agora conter os excessos em nome da ocorrência do caso fortuito e da força maior.”
Para redigir o projeto, Toffoli contou com o apoio de diversos professores de Direito da USP, PUC-SP, da UFPR e da UFSC. Na coordenação técnica, o time contou com o ministro do STJ Antonio Carlos Ferreira e do Conselheiro Nacional do Ministério Público e professor da USP Otavio Luiz Rodrigues Jr.
“O objetivo é garantir segurança jurídica em um tempo de incertezas. Concede proteção a locatários, evita prescrição, e prestigia soluções legislativas para problemas judiciais”, disse Rodrigues Jr.
FOLHAPRESS

Nos EUA, hospitais ameaçam com demissão funcionários que denunciarem falta de equipamento de proteção

Hospitais americanos ameaçaram demitir os profissionais de saúde que divulgassem suas condições de trabalho durante a pandemia de coronavírus – e, em alguns casos, seguiram adiante com a decisão.
Ming Lin, médico de emergência do estado de Washington, disse que foi informado na sexta-feira de que estava desempregado porque havia dado uma entrevista a um jornal sobre um post no Facebook detalhando sobre o que ele acreditava serem equipamentos e testagem de proteção inadequados.
Em Chicago, uma enfermeira foi demitida após enviar um e-mail aos colegas dizendo que gostaria de usar uma máscara mais reforçada durante o serviço. Em Nova York, o sistema da NYU Langone Health avisou aos funcionários que eles poderiam ser demitidos se conversassem com a imprensa sem autorização.
“Os hospitais estão amordaçando enfermeiras e outros profissionais de saúde na tentativa de preservar sua imagem”, disse Ruth Schubert, porta-voz da Associação de Enfermeiras do Estado de Washington. “É ultrajante.”
“Tradicionalmente, os hospitais adotam diretrizes estritas na relação com a imprensa para proteger a privacidade dos pacientes, insistindo ainda que a equipe só converse com jornalistas apenas por meio dos escritórios oficiais de relações públicas. Mas a pandemia deu início a uma nova era”, disse Schubert.
Os profissionais de saúde “devem ter a capacidade de dizer ao público o que realmente está acontecendo dentro das instalações onde estão atendendo os pacientes com Covid-19”, completou ela.
O objetivo é preparar outras enfermeiras e médicos para o ataque iminente de casos e incentivar doações de equipamentos necessários, particularmente o equipamento de proteção individual ou EPI, que os protege de serem infectados e, assim, de contaminarem outros pacientes e suas famílias quando eles forem para casa.
Na China, um dos primeiros alertas sobre a misteriosa nova doença foi despertado por um médico em uma sala de bate-papo on-line no final de dezembro. Ele foi repreendido e forçado a assinar uma declaração policial de que o post era ilegal. Mais tarde, ele contraiu a doença de um paciente e morreu.
“É bom e apropriado que os profissionais de saúde possam expressar seus próprios medos e preocupações, principalmente quando podem obter uma melhor proteção”, disse Glenn Cohen, diretor do centro de bioética da Harvard Law School. É provável que os hospitais estejam tentando limitar os danos à reputação, porque “quando os profissionais de saúde dizem que não estão sendo protegidos, o público fica muito chateado com o sistema hospitalar”.
A medicina é uma profissão famosa e independente, em que o julgamento médico individual sobre o que é melhor para o paciente se sobrepõe a ordens administrativas. Isso ficou mais evidente durante o surto de Covid-19, com muitos médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde recorrendo às mídias sociais para expressar profundas preocupações com a falta de equipamento de proteção ou equipamentos de assistência ao paciente, como os respiradores. Algumas postagens tornaram-se virais e estão sendo compartilhadas centenas de milhares de vezes, frequentemente marcadas com #GetMePPE. As leis de privacidade proíbem a divulgação de informações específicas do paciente, mas não impedem a discussão sobre as condições gerais de trabalho.
Os funcionários da NYU Langone Health receberam na sexta-feira um aviso de Kathy Lewis, vice-presidente executiva de comunicações, dizendo que qualquer pessoa que falasse com a imprensa sem autorização estaria “sujeita a ações disciplinares, incluindo demissão”.
Jim Mandler, porta-voz da NYU Langone Health, disse que a política era proteger a confidencialidade do paciente e da equipe. “Como as informações estão em constante evolução, é do melhor interesse de nossa equipe e da instituição que somente aqueles com as informações mais atualizadas tenham permissão para resolver esses problemas com a imprensa”.
O Sistema de Saúde Montefiore de Nova York exige que a equipe obtenha permissão antes de falar publicamente, e emitiu um boletim no dia 17 de março dizendo que todas as solicitações de imprensa “devem ser compartilhadas e examinadas” pelo departamento de relações públicas.
“Os funcionários não estão autorizados a interagir com os repórteres ou falar em nome da instituição de qualquer forma, sem pré-aprovação”, dizia o comunicado, obtido pela Bloomberg News.
Lauri Mazurkiewicz, a enfermeira de Chicago que foi demitida pelo Northwestern Memorial Hospital depois de pedir aos colegas que usassem mais equipamentos de proteção, entrou com um processo por rescisão indevida.
“Muitos hospitais mentem para seus funcionários dizendo que máscaras simples são suficientes. É por isso que os enfermeiros estão ficando doentes e morrendo”, disse ela.
O GLOBO

Rodrigo Maia acusa Paulo Guedes de transferir responsabilidades

Rodrigo Maia rebateu agora à noite a fala de Paulo Guedes sobre o dinheiro do “coronavoucher” aprovado pelo Congresso, R$ 600, ainda não ter sido repassado aos trabalhadores informais.
Mais cedo, o ministro da Economia havia respondido ao presidente da Câmara dizendo “se ele [Maia] encaminhar e aprovar em 24 horas uma PEC emergencial que regularize isso, o dinheiro sai em 24 horas”.
Maia rebateu dizendo que o governo já recebeu o aval do STF para gastar diante do estado de calamidade pública e que, em liminar, Alexandre de Moraes deu a possibilidade de editar uma MP para liberar recursos aos informais.
“Câmara e Senado aguardam, todos nós aguardamos, os brasileiros ansiosamente, a sanção do presidente da República. Apenas esse esclarecimento, sem nenhuma adjetivação, nenhuma crítica, apesar de que seriam merecidas em relação à fala [de Guedes]. Mais uma vez o ministro da Economia transferindo a terceiros responsabilidades dele”, disse o presidente da Câmara.
O ANTAGONISTA

EUA: Passa de 4 mil mortes provocadas pelo Covid-19 e Casa Branca projeta mais de 100 mil mortes

Os Estados Unidos chegaram a 4 mil mortes de Covid-19.
O número dobrou em quatro dias.
A Itália também levou quatro dias para passar de 2 mil mortes para 4 mil.
GRAVIDADE
A Casa Branca apresentou nesta terça-feira (31) projeções sombrias sobre o avanço do coronavírus nos EUA e indicou que 100 mil a 240 mil pessoas devem morrer no país nos próximos meses, mesmo com a adoção de medidas de distanciamento social.
Essa foi a primeira vez desde o início da pandemia que a força-tarefa do governo Donald Trump apresentou números oficiais sobre o impacto do novo vírus na vida dos americanos e conferiu um tom mais sóbrio e realista ao presidente, que diversas vezes chegou a minimizar a crise.

Blog do BG

KALIL: Cardiologista mais renomado do Brasil é internado com coronavírus

O cardiologista Roberto Kalil Filho foi internado nesta segunda-feira, 30, no Hospital Sírio-Libanês após apresentar sintomas do novo coronavírus, a covid-19. Ele foi submetido a testes e a infecção pela doença foi confirmada.
Kalil Filho, que é diretor-geral do Centro de Cardiologia do Sírio-Libanês, apresentou tosse no final de semana. Na segunda, acordou febril e a tosse tinha se intensificado. Ele continua internado, mas passa bem.
O cardiologista é o terceiro profissional renomado na área da saúde a ser diagnosticado com a doença. O primeiro foi o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo. Em entrevista ao Estado, o infectologista afirmou que está sendo difícil ficar isolado “sabendo que o mundo está caindo na sua frente”.
No último domingo, 29, o cirurgião gástrico Raul Cutaitde 70 anos, que também está com a doença e está internado desde o dia 27, precisou ser entubado. Ele está estável, segundo o último boletim divulgado.
Cutait atua como cirurgião gástrico do próprio Hospital Sírio-Libanês, além de ser professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Academia Nacional de Medicina.
Ele é um dos integrantes da equipe médica que acompanha o tratamento do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, contra um câncer.
ESTADÃO CONTEÚDO

COVID: Trump considera proibir voos do Brasil aos EUA

O presidente Donald Trump evitou nesta terça-feira (31) comentar o comportamento de Jair Bolsonaro diante da crise do coronavírus, mas disse que considera suspender os voos do Brasil que chegam aos EUA para tentar conter o avanço da pandemia.
Durante entrevista coletiva na Casa Branca, Trump foi questionado sobre novas restrições de voos a países estrangeiros por um repórter que citou a negativa do brasileiro em impor restrições à circulação de pessoas.
Trump não respondeu sobre a posição de Bolsonaro, mas afirmou que estuda a possibilidade de bloquear os voos.
“Estamos observando muitos países e suas posições. O Brasil, você mencionou o presidente. O Brasil não tinha problema até há pouco tempo. Agora os números estão subindo e, sim, estamos considerando um veto [de viagens]”, afirmou Trump.
Desde a semana passada, o governo dos EUA tem monitorado o crescimento vertiginoso dos casos confirmados de coronavírus no Brasil e autoridades americanas diziam não descartar a restrição de voos entre os países.
O número de casos no Brasil chegou a 5.717 nesta terça, com 201 mortes. Nos EUA, por sua vez, o número é de 187 mil casos e mais de 3.700 mortes.
De acordo com um integrante do Departamento de Segurança Nacional americano, não deve haver proibição de voos da América Latina como um todo com destino aos EUA, como foi feito com a Europa, mas Trump tem olhado com preocupação para países como Brasil e Equador de maneira individual.
Em 11 de março, Trump anunciou a suspensão de voos vindos da zona Schengen (que reúne 26 países europeus) aos EUA e, poucos dias depois, incluiu Reino Unido e Irlanda à medida restritiva. China e Irã também estão na lista.
Americanos que estejam retornando aos EUA não são impedidos de entrar no país.
FOLHAPRESS

Bolsonaro mudou tom sobre pandemia após conversa com Villas Bôas e ministros da ala jurídica

A mudança de tom do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em seu pronunciamento nesta terça-feira (31) ocorreu após conversa com o ex-comandante do Exército general Villas Bôas e ministros militares e da área jurídica.
Na fala de quase oito minutos, o presidente deu maior equivalência à preservação de “vidas e empregos”, divergindo do que afirmou na semana passada, quando estimulou a retomada das atividades no país e propôs o isolamento apenas a grupos de risco.
Bolsonaro procurou o general na segunda-feira (30), numa tentativa de resgatar o apoio dos militares. Ele vinha se sentindo isolado em seu posicionamento nas medidas de combate à pandemia do novo coronavírus.
Nos últimos dias, conforme mostrou a Folha, dois ministros com alta popularidade, Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia), se distanciaram do presidente e passaram a apoiar a fala do titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na defesa do isolamento social.

Segundo relatos feitos à Folha, a conversa entre Bolsonaro e o ex-comandante do Exército foi decisiva para a mudança de postura. O presidente costuma se aconselhar com Villas Bôas, visto como uma figura de autoridade nas Forças Armadas.
Os militares ficaram incomodados com as críticas feitas pelo presidente a medidas de isolamento e distanciamento social.
Ele vinha fazendo apelos para que as pessoas voltassem às ruas, na contramão do que orientam o Ministério da Saúde e a OMS (Organização Mundial da Saúde).
O texto lido pelo presidente é resultado de um trabalho feito de forma conjunta com ministros militares, como Walter Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Tarcísio Freitas (Infraestrutura). Além dos juristas Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), André Mendonça (AGU) e Wagner Rosário (CGU).
Diferentemente do que ocorreu na última semana, quando houve uma radicalização da fala do presidente no pronunciamento, os filhos tiveram um papel secundário na formulação do texto.
Desde o último sábado (28), esse mesmo grupo de ministros vinha tentando —com apoio do STF (Supremo Tribunal Federal) e do Congresso— fazer uma contenção de danos nas ações e declarações de Bolsonaro.
Eles defendiam que o presidente adotasse uma postura mais harmônica em suas declarações com as ações adotadas pelo próprio governo.
Naquele mesmo dia, o grupo conseguiu demover o presidente de um pronunciamento em cadeia nacional que ele pretendia fazer durante o fim de semana. Seria o segundo em menos de uma semana.
Coube a eles organizar um café da manhã entre Bolsonaro e o ministro Gilmar Mendes, do STF.
Do magistrado, que foi advogado-geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso, o presidente ouviu que era preciso chamar os outros Poderes para obter sucesso na contenção da crise. Gilmar alertou ainda para a necessidade de um trabalho unificado com os estados e os municípios.
Na conversa, o presidente insistiu que estava preocupado com o aumento do desemprego no país e com a perda de renda dos brasileiros, citando os informais. Ele mencionou sua intenção de editar um decreto para obrigar o funcionamento do comércio de todo país.
Em resposta, ouviu do ministro que a medida não teria efeito, já que a sociedade não voltaria automaticamente para as ruas, com medo da dispersão do vírus. Gilmar alertou ainda que o descumprimento por parte do Executivo das orientações técnicas médicas poderia levar a uma série de derrotas no Judiciário, incluindo o Supremo.
Apesar do esforço do sábado, o acordo firmado entre os ministros e Bolsonaro não durou 24 horas. Ele saiu na manhã de domingo (29) para visitar comércio do Distrito Federal, levando a uma frustração de seus auxiliares.
Mesmo que tenha aceitado diminuir o tom nesta terça, a postura de Bolsonaro no decorrer da crise é imprevisível. Seus auxiliares veem com reserva essa mudança de comportamento, devido ao estilo intempestivo do presidente.
Bolsonaro afirmou ainda que “temos que evitar ao máximo qualquer perda de vidas humanas”, mas acrescentou que “ao mesmo tempo, devemos evitar a destruição de empregos, que já vem trazendo muito sofrimento para os trabalhadores brasileiros”.
No pronunciamento, o presidente mudou o tom que vinha adotando em relação à Covid-19, que já chamou de “uma gripezinha”.
Nesta terça, disse que “estamos diante do maior desafio da nossa geração”.
O presidente, que já defendeu o uso da hidroxicloroquina para o combate à doença, inclusive aparecendo com caixas do medicamento na mão, admitiu que “ainda não existe vacina contra ele ou remédio com eficiência cientificamente comprovada”.
Ele também apontou as medidas anunciadas pelo governo tanto na saúde quanto na área econômica.
FOLHAPRESS

Coronavoucher de R$ 600 poderá beneficiar 759 mil potiguares

O auxílio emergencial que será destinado aos trabalhadores informais, autônomos, intermitentes e microempreendedores individuais  durante a pandemia de coronavírus poderá beneficiar 759 mil pessoas no Rio Grande do Norte. Há, entrtanto, uma  parcela da população que corre o risco de ficar desassistida por estar fora dos bancos de dados do governo federal. Aprovada pelo Senado nesta segunda-feira, 30, o benefício no valor de R$ 600 para o trabalhador informal e R$ 1.200 para mulheres que sustentem a família, exige a formalização  com microempreendedor individual (MEI), contribuição para o INSS ou cadastro no CadÚnico para ser concedido. Entretanto, parte dos informais não tem acesso a esses serviços.
Gestores e economistas alertam que é preciso estratégias para essas pessoas serem alcançadas. “O público alvo desse auxílio são trabalhadores informais, os quais muitas vezes ou na maioria das vezes não dispõem de um bom nível educacional, nem acesso a serviços públicos de assistência e previdência social. É possível que o cumprimento desses requisitos deixe muitos trabalhadores sem receber essa ajuda mínima”, afirma Hedson Costa, especialista em Gestão e Desenvolvimento, professor da Universidade Potiguar (UnP).
 
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 635 mil potiguares estavam na informalidade no último trimestre de 2019 sem qualquer tipo de contrato ou cadastro como pessoa jurídica. Eles ainda podem ser atendidos se estiverem no CadÚnico, plataforma do Ministério da Cidadania obrigatória para benefícios sociais como o Bolsa Família, mas os números nacionais mostram lacunas que podem refletir no Estado.

TRIBUNA DO NORTE

Em novo pronunciamento, Bolsonaro muda o tom e fala em pacto contra pandemia


Bolsonaro faz nesta terça-feira (31) o 4º pronunciamento em rede nacional sobre o coronavírus
Em seu quarto pronunciamento sobre a crise do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mudou o tom de seu discurso e pediu um pacto nacional para o enfrentamento à pandemia.
Depois de criticar em sua última aparição em TV gestores locais pelas medidas de isolamento social, além de culpar a mídia por espalhar pânico na população, ele pregou nesta terça-feira (31) a junção de esforços.
“Agradeço e reafirmo a importância da colaboração e a necessária união de todos num grande pacto pela preservação da vida e dos empregos: Parlamento, Judiciário, governadores, prefeitos e sociedade”, declarou.
Se em outras ocasiões comparou a doença a uma gripezinha e a um resfriadinho, Bolsonaro desta vez disse que o país enfrenta um grande inimigo. “Estamos diante do maior desafio da nossa geração. Minha preocupação sempre foi salvar vidas.”
“Temos uma missão: salvar vidas sem deixar para trás os empregos. Por um lado, temos de ter cautela e precaução com todos, principalmente junto aos mais idosos e portadores de doenças preexistentes. Temos de combater o desemprego, que cresce rapidamente, em especial entre os mais pobres. Vamos cumprir essa missão, ao mesmo tempo em que cuidamos da saúde das pessoas”, afirmou Bolsonaro nesta terça.
No pronunciamento anterior, o presidente foi explícito na defesa do chamado isolamento vertical, restrito a idosos e pessoas com doenças preexistentes. Nesta terça, ateve-se a expor as razões segundo as quais vem batendo nessa tecla.
Alegou ser necessário “evitar ao máximo qualquer perda de vidas humanas”, mas que, “ao mesmo tempo, deve-se evitar a “destruição de empregos, que já vem trazendo muito sofrimento para os trabalhadores brasileiros”.

FOLHAPRESS

Boletim informativo N°04 de coronaviros em São Miguel

Boletim informativo N°04
Coronavírus (COVID-19)
SMS de São Miguel
Situação de São Miguel | 31/03/2020
Casos suspeitos: 4
Descartados: 2
Confirmados: 0

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'AS DUAS PRÓXIMAS SEMANAS SERÃO BRUTAIS' DIZ TRUMP SOBRE COVID-19

Trump faz alerta sobre próximas duas semanas e diz que planeja proibir viagens do Brasil


Donald Trump durante entrevista coletiva, em 31 de março de 2020 — Foto: Tom Brenner/ReutersO presidente Donald Trump avisou nesta terça-feira que os Estados Unidos devem se preparar para um período de duas semanas muito brutal.

A projeção da Casa Branca é de que pode haver de 100 mil a 240 mil mortes nos EUA por causa da pandemia de Covid-19, mesmo se as regras de distanciamento social forem obedecidas.

Autoridades de saúde ressaltaram que o número pode ser menor se as pessoas mudarem seu comportamento.

Trump também disse que eles estão estudando proibir viagens entre os EUA e o Brasil e outros países.

Houve 3.873 mortes pela Covid-19 nos EUA até esta terça-feira (31). A contagem de mortos desta terça-feira (31) foi de 800. É o maior número para um único dia.

Cerca de metade dos óbitos aconteceu no estado de Nova York, o epicentro da pandemia nos EUA.

“Nós realmente acreditamos que podemos ter resultados melhores que esse”, disse a doutora Deborah Birx, coordenadora da força-tarefa da Casa Branca.

Para isso, seria preciso que todos os americanos cumprissem as normas para evitar que o surto aumente.

Trump disse que os esforços são uma questão de vida ou morte, e pediu ao público que siga as regras do governo. Ele previu que o país vai ver uma luz no fim do túnel e que a pandemia matou mais de 3.500 americanos e infectou mais de 170 mil.

“Eu quero que cada americano esteja preparado para dias difíceis. Nós vamos passar por duas semanas muito brutais”.

O doutor Anthony Fauci, o principal especialista de doenças infecciosas do governo dos EUA, disse que os números são preocupantes e pediu para que os americanos acelerem os esforços para mitigar a doença.

“Nós continuamos a ver as coisas subirem, não podemos ser desencorajados, porque a mitigação na verdade está funcionando e vai funcionar”, afirmou ele.

Birx disse que as primeiras projeções colocavam o número de mortes entre 1,5 milhão e 2 milhões, mas que esse era o pior dos cenários, que não levava em consideração os esforços de distanciamento social.


G1

BRASIL: CORONAVÍRUS PODERÁ EXPLODIR APÓS TESTES RÁPIDOS

Mais testes farão ‘explodir’ casos de coronavírus no Brasil

Mandetta diz que isolamento social evitou disparada de casos no ...
Ministro  Luiz Mandetta
Os milhões de testes rápidos para identificar se a pessoa foi infectada pelo coronavírus devem provocar uma “explosão” de casos no Brasil, mas não significa que a pandemia saiu do controle. O alerta é do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) usando o exemplo dos EUA, que assumiu a liderança mundial de casos dias depois de dar início a testes em massa na população e incluiu a grande maioria dos infectados, que contraem o vírus e se curam sem apresentar sintomas.

Mandetta duvida do caso da China, que tem 81 mil casos oficiais em 1,5 bilhão de habitantes. “Vocês acham mesmo?”, disse.

Apesar do salto expressivo, problema real é a taxa de letalidade, que está abaixo de 2% e continua caindo com o aumento dos testes.

Se seguir o padrão observado nos EUA, é de se esperar que o total de casos no Brasil, com testes em massa, quadruplique em uma semana.


CLÁUDIO HUMBERTO

terça-feira, 31 de março de 2020

CONFIRMADO: Jovem de 23 anos é o segundo óbito de COVID-19 no RN



A Secretaria Estadual de Saúde Pública – Sesap confirmou que a morte de Matheus Aciole de 23 anos, no Hospital Antônio Prudente, no fim da tarde desta terça-feira foi por causa do coronavírus. É o primeiro óbito causado pelo vírus na capital potiguar.
Ele é o segundo óbito no Rio Grande do Norte provocado pela Covid-19. O primeiro foi o professor universitário Luiz Di Souza (61 anos), em Mossoró.
Nossos sentimentos a todos os familiares e amigos.

Fonte: Blog do BG

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

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