quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Comissão aprova capacitação de jovens em vulnerabilidade

 


Comissão aprova capacitação de jovens em vulnerabilidade

Lideranças parlamentares destacam os cortes nos investimentos dos restaurantes populares

 


Lideranças parlamentares destacam os cortes nos investimentos dos restaurantes populares

Ipern retoma prova de vida

 

Ipern retoma prova de vida

Conta de luz vai aumentar 6,78% com nova bandeira

 

Da Folha de S. Paulo

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou hoje a criação de uma nova bandeira tarifária para fazer frente ao aumento dos custos decorrente do agravamento da crise hídrica. Chamada de “Escassez Hídrica”, a nova bandeira custará R$ 14,20 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) e vigora a partir desta quarta-feira (1°) até abril de 2022.

Segundo a agência, a nova bandeira vai gerar uma alta de 6,78% na conta de luz. Cidadãos de baixa renda beneficiados pela tarifa social não serão afetados pelas novas regras da Bandeira Tarifária, sendo mantido o valor atual. Em Roraima, continua vigorando a bandeira 2 vermelha, com o valor de R$ 9,49 a cada 100 kWh.

Com a maior crise hídrica dos últimos 91 anos, as hidrelétricas perderam espaço na oferta, enquanto o governo se viu obrigado a acionar térmicas —fonte mais cara, cujo custo é repassado ao consumidor.

As bandeiras — verde, amarela e vermelha — constam da conta de luz e servem para indicar a necessidade de se reduzir o consumo. Caso contrário, o cliente paga mais.

O novo valor se deve aos custos de importação de energia e acionamento de usinas termelétricas, que já produzem a mais de R$ 2.000 o MWh (megawatt-hora). No período de setembro a novembro, o total desses custos será de R$ 13,2 bilhões, valores que precisam ser repassados para a tarifa.

Com a nova bandeira, o governo evitou reajustar em cerca de 50% a bandeira vermelha nível 2, que passaria de R$ 9,49 para cerca de R$ 14 durante esse período. Sem o reajuste, Jair Bolsonaro evita desgaste em sua popularidade.

O reajuste era dado como certo diante de um déficit que saltou de R$ 3 bilhões, em junho, quando ocorreu o último reajuste, para R$ 5,2 bilhões. Naquele momento, a Aneel decidiu não repassar todo o aumento de custos de geração para a bandeira tarifária e ainda analisa o resultado de uma consulta pública para saber se o consumidor prefere que esse reajuste residual seja feito neste ou no próximo ano.

Assessores do Palácio do Planalto avaliam que reajustes de preços, como o dos combustíveis, ou a adoção de um racionamento no momento prejudicariam ainda mais o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em sua campanha pela reeleição. O presidente vê sua popularidade despencar diante de medidas contra a pandemia e da degradação do cenário econômico e determinou a seus ministros que não dessem "notícias ruins”.

Por isso, o Ministério de Minas e Energia evita a criação de um programa de racionamento, algo compulsório. Na semana passada, Bento Albuquerque anunciou um plano de descontos na conta de luz aos consumidores do ambiente regulado (residencial e empresarial) que, voluntariamente, economizassem energia em horários de pico.

Consumidores que usufruem da tarifa social poderão aderir a esse programa.

Nesta terça-feira, o ministro apresentou os detalhes. O Programa de Incentivo à Redução Voluntária do consumo de energia elétrica terá vigência a partir de setembro de 2021, e concederá um bônus de R$ 50 a cada 100 kWh reduzidos. A economia, no entanto, ficará restrita a uma faixa que varia entre 10% e 20%.

Para o ex-diretor do ONS (Operador Nacional do Sistema) Luiz Eduardo Barata, “redução voluntária de consumidor residencial não existe”. Para ele, ou se “faz algo compulsório ou a economia vai ser pífia.”

Na prática, como no ambiente regulado os ganhos e perdas são rateados por todos os consumidores, ao final, mesmo aqueles que não fizerem economia pelo programa serão beneficiados.

Diante do agravamento da crise —e dos custos—, o governo ficou encurralado e precisou adotar medidas destinadas à redução de consumo nos horários de pico, quando há mais riscos de apagão devido à sobrecarga.

Esse plano começou com os grandes consumidores (indústrias intensivas no consumo da energia). O programa de deslocamento de consumo entrou em funcionamento nesta terç e prevê o recebimento pelas empresas de suas ofertas de economia.

Pelas regras, cada empresa envia ao ONS sua proposta mensal deslocando seu consumo entre 4h e 7h fora do horário de pico. A União compensa financeiramente essas empresas por isso.

O ONS escolherá as melhores propostas, justamente aquelas que sejam mais vantajosas em relação ao acionamento de uma usina termelétrica, que gera um MWh por mais de R$ 2.000.

Apesar de todos os esforços, o governo está refém da adversidade hídrica. O país enfrenta a pior seca dos últimos 91 anos e projeções do ONS indicam que, sem uma oferta adicional de até 16,5 GW médios até o final de novembro, as usinas das principais bacias ficarão muito abaixo do nível mínimo histórico, correndo severos riscos de restrição operacional.

Questionado se há risco de racionamento de energia até o fim do ano, Bento Albuquerque afastou essa possibilidade.

“Todos os cenários que nós possuímos e os modelos computacionais que nós utilizamos indicam que nós temos a oferta suficiente para a demanda do sistema”, disse o ministro.

Segundo ele, as medidas adotadas estão melhorando as condições do setor. “Estamos em condições melhores que estávamos no início do mês de agosto, mas ainda não leva a uma situação de conforto”, afirmou.?


Blog do Magno

Sem resolver precatórios, orçamento não aumenta Bolsa-família

 

Do Blog do Riella

Ainda sem solução para a questão dos precatórios, o Governo Federal enviou a proposta de Orçamento para 2022 ao Congresso prevendo o pagamento integral do débito de R$ 89,116 bilhões no próximo ano.

Desse total, R$ 29,828 bilhões correspondem a dívidas da Previdência Social, R$ 13,709 bilhões a débitos relacionados ao funcionalismo público, R$ 1,635 bilhão a precatórios da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas) e R$ 200 milhões de dívidas relativas ao abono salarial e ao seguro desemprego, além de despesas menores.

O valor pode mudar, caso prevaleça o acordo proposto pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para parcelar a quitação dos precatórios.

Sem resolver ainda essa questão, o Governo destina R$ 34,669 bilhões ao Auxílio Brasil, sem alteração em relação à verba para o Bolsa Família neste ano. O número de famílias atendidas permanece em 14,7 milhões.

O Governo pretende ampliar o contingente do Bolsa Família para 16 milhões no novo programa, ampliando o valor, o que só poderá ocorrer com o adiamento dos precatórios.

 

DESPESAS – O projeto do Governo apresenta o Orçamento da União com despesas que somam R$ 4.619,6  trilhões, referentes aos três Poderes.

Desse total, R$ 2.008,3 trilhões correspondem ao total de despesas primárias do Governo Central.

As despesas financeiras correspondem a R$ 2.611,3 trihões

 

FUNDÃO – O Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2022 destina R$ 2,128 bilhões ao Fundo Eleitoral.

O Congresso havia aprovado o valor de R$ 5,7 bilhões para este Fundão, que foi vetado pelo Presidente Bolsonaro.

 

MÍNIMO – Governo propôs salário mínimo de R$ 1.169 para 2022, na proposta orçamentária.

Atualmente, o mínimo é de R$ R$ 1.100. O reajuste é de 6,2%, previsão para a inflação do ano de 2021.

 

DÉFICIT – A revisão para cima das estimativas de arrecadação no próximo ano fez a equipe econômica diminuir a estimativa de déficit primário da União para 2021.

Segundo o projeto do Orçamento, a meta de resultado negativo corresponderá a R$ 49,6 bilhões para o Governo Central – composto pelo Tesouro Nacional, pela Previdência Social e pelo Banco Central.

O déficit será bem menor que o estipulado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, sancionada na semana passada. A LDO estipulou meta de R$ 170,5 bilhões para o próximo ano.

 

CONCURSOS – Governo pretende criar 41,7 mil vagas em concursos públicos no próximo ano, previstas no projeto de Orçamento para 2022.

Não há previsão para aumento salarial dos servidores.

 

DESEMPREGO – O desemprego no Brasil recuou pela segunda vez consecutiva e fechou o trimestre encerrado em junho em 14,1%.

O valor, 0,5 ponto percentual inferior ao registrado nos três meses anteriores, indica que 14,4 milhões estavam fora do mercado de trabalho ao fim do primeiro semestre. Os dados são do IBGE.

 

CONFIANÇA – Índice de Confiança Empresarial no Brasil subiu 0,5 ponto em agosto, para 102,4 pontos.

Atingiu o maior nível desde junho de 2013, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas).

A confiança empresarial subiu em 53% dos 49 segmentos.

 

ICMS – Presidente Bolsonaro afirmou que o Governo vai “começar a trabalhar” no preço dos combustíveis, mas não adiantou o que pode ser feito. Porém, cobrou mais uma vez mudanças no ICMS.

Bolsonaro enviou ao Congresso um projeto, ainda não votado, que pretende transformar o ICMS sobre combustíveis, cobrado pelos Estados, em um valor fixo.

  

REFORMA – Câmara dos Deputados pretende votar a Reforma Administrativa no dia 15, numa proposta pela qual a estabilidade será mantida para os servidores públicos atuais e futuros.

Todos estarão submetidos à avaliação de desempenho.

Haverá critérios claros para a contratação temporária.

Benefícios como licença-prêmio, promoção por tempo de serviço e férias superiores a 30 dias serão extintos para os futuros servidores.

O regime jurídico único atual será mantido.

 

ENERGIA – Aneel anuncia que “bandeira tarifária escassez hídrica” entra em vigor e adiciona R$ 14,20 às faturas de energia para cada 100 kW/h consumidos, devendo vigorar até 30 de abril de 2022.

Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque,  disse ontem em pronunciamento que a crise hidroenergética “se agravou”. Avalia como “inadiável” o esforço da população para reduzir o consumo de energia

“É fundamental que a administração pública, em todas as suas esferas, e cada cidadão-consumidor, nas residências e nos setores do comércio, de serviços e da indústria, participemos de um esforço inadiável de redução do consumo”, disse ele.

Governo anuncia programa para redução do consumo da energia, com incentivo financeiro a ser oferecido ao consumidor pessoa física.

 

ÍNDIOS – Supremo Tribunal deve retomar hoje o julgamento que discute se a demarcação de terras indígenas deve seguir o critério do “marco temporal”.

Cerca de mil índios permanecem acampados em Brasília para acompanhar esta votação.

 

CPI – Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal, autorizou que o empresário Marcos Tolentino permaneça em silêncio durante depoimento na CPI da Pandemia do Senado, marcado para hoje.

 

PASSAPORTE – Passa a ser exigido hoje o passaporte de vacina na cidade de São Paulo, para eventos com mais de 500 pessoas.

O passaporte da cidade do Rio de Janeiro foi adiado para o dia 15.

 

VACINAÇÃO – Brasil registrou recorde de aplicação da segunda dose de vacina contra a covid-19 nas últimas 24 horas. Neste período, 1.412.878 pessoas tomaram a segunda dose de imunizante.

Os que estão parcialmente imunizados, ou seja, apenas com a primeira dose de vacinas, são 131.311.289 pessoas, o que corresponde a 61,56% da população.

O Brasil superou a marca de 580 mil pessoas que morreram por covid-19 desde o início da pandemia. Com 839 óbitos ontem.

 

FRANÇA – Prefeitura de Paris estabelece limite de velocidade para carros de 30 km/h.

Tenta encorajar caminhadas, o ciclismo e uso do transporte público, numa cidade que tem ótimo sistema de Metrô.

Algumas vias principais, como a Champs Elysees, estarão isentas, com o limite de velocidade permanecendo em 50 km/h. 

 

ECONOMIA – Dólar caiu ontem 0,37%, chegando a R$ 5,16.

Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores, caiu 0,80%, para 118.781 pontos.



Blog do Magno

Economia brasileira tem recuo de 0,1% no PIB no 2º trimestre

 

Da Revista Veja

 

Após um começo de ano com muito otimismo, com a economia brasileira avançando 1,2%, a atividade econômica andou de lado no segundo trimestre. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil entre os meses de abril, maio e junho recuou 0,1% no período. De acordo com o IBGE, o resultado indica estabilidade e é a primeira variação negativa após três trimestres seguidos de crescimento econômico. Em valores correntes, o PIB, que é soma dos bens e serviços finais produzidos no país, chegou a 2,1 trilhões de reais.

Com esse resultado, a economia brasileira avançou 6,4% no primeiro semestre. Nos últimos quatro trimestres, acumula alta de 1,8%, e na comparação com o segundo trimestre do ano passado, cresceu 12,4%. O PIB continua no patamar do fim de 2019 ao início de 2020, período pré-pandemia, e ainda está 3,2% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

O aumento de casos de Covid-19 causados pela variante gama, em abril e a lentidão da vacinação no primeiro trimestre do ano fizeram com que as atividades econômicas tivessem comportamentos distintos, assim como houve influência de outros fatores, como o clima e a crise global de suprimentos. O desempenho da economia no trimestre vem do resultado negativo da agropecuária (-2,8%) e da indústria (-0,2%). Por outro lado, os serviços avançaram 0,7% no período. “Uma coisa acabou compensando a outra”, afirma a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

No caso do agro, a estiagem e ondas de frio causaram prejuízos no campo e diminuíram os resultados do setor, o mais resiliente em 2020. “A agropecuária ficou negativa porque a safra do café entrou no cálculo. Isso teve um peso importante no segundo trimestre. A safra do café está na bienalidade negativa, que resulta numa retração expressiva da produção”, explica Palis.

A atividade industrial também recuou devido às quedas de 2,2% nas indústrias de transformação e de 0,9% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos. Essas quedas compensaram a alta de 5,3% nas indústrias extrativas e de 2,7% na construção.“A indústria de transformação é influenciada pelos efeitos da falta de insumos nas cadeias produtivas. É uma atividade que não está conseguindo atender a demanda. Já na atividade de energia elétrica houve aumento no custo de produção por conta da crise hídrica que fez aumentar o uso das termelétricas”, afirma a pesquisadora.

Nos serviços, os resultados positivos vieram de quase todas as atividades: informação e comunicação (5,6%), outras atividades de serviços (2,1%), comércio (0,5%), atividades imobiliárias (0,4%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,3%) e transporte, armazenagem e correio (0,1%). Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,0%) ficou estável. Vale lembrar que o setor de serviços, que é o maior do PIB, foi duramente afetado pela pandemia no ano passado e vem em recuperação.

Demanda
A estabilidade do PIB no segundo trimestre também reflete o consumo das famílias, que não variou no período (0,0%). “Apesar dos programas de auxílio do governo, do aumento do crédito a pessoas físicas e da melhora no mercado de trabalho, a massa salarial real vem caindo, afetada negativamente pelo aumento da inflação. Os juros também começaram a subir. Isso impacta o consumo das famílias”, observa Rebeca. O consumo do governo teve alta de 0,7%. Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) recuaram 3,6% no período.

A balança comercial brasileira teve uma alta de 9,4% nas exportações de bens e serviços, a maior variação desde o primeiro trimestre de 2010. Na pauta de exportações, destaque para a safra de soja estimulada pelos preços favoráveis. Por outro lado, as importações caíram 0,6% na comparação com o primeiro trimestre do ano.



Blog do Magno

Queda no PIB Agropecuário revela dificuldades desconhecidas

 

Por Fernando Castilho*

No texto distribuído na manhã desta quarta-feira (1º), o IBGE - que faz as contas do PIB - informa que o Produto Interno Bruto (PIB) "apresentou estabilidade (-0,1%) no segundo trimestre de 2021 (comparado ao primeiro trimestre de 2021), na série com ajuste sazonal".

Estabilidade é uma forma educada de dizer que o País parou de crescer e que, comprado ao desastre de 2020 (o segundo trimestre foi o pico da crise do coronavírus), a economia não se recuperou.

O problema é que cair -0,1% põe por terra toda a expectativa de o País se recuperar até o final do ano da queda de -4,1%, e revela que a economia real está cada vez mais difícil de ser percebida e avaliada pelos analistas das consultorias, boa parte influenciados pelos números gerais das comodities.

Desagregada, a queda de -0,1% embute um dado assustador, exatamente do setor que é o xodó dos analistas: o agropecuário, que caiu -2,8%.

"Como assim?", devem estar se perguntando os analistas. Uma queda desse tamanho no agronegócio? Isso mesmo! O relatório mostra que três importantes culturas caíram em percentuais assustadores: o café, -21,0% sobre o ano passado; algodão, -16,7%; e milho, -11,3%.

Os pesquisadores agrícolas ainda vão fazer análises mais consistentes. Certamente já é um efeito da seca, que atingiu principalmente a lavoura de milho no primeiro semestre. Mas os estudos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), analisando o primeiro trimestre de 2021, quando o setor teve alta de 5,35%, já avisavam que as coisas não estão tão exuberantes como os analistas de bancos informam.

Cultura

Para a cultura do café, a queda esperada no faturamento é de 5,74%, devido à menor produção anual esperada (-22,62%), visto os preços reais 21,83% maiores.

Com relação à cultura do algodão, a elevação no faturamento anual esperado (22,98%) é reflexo, exclusivamente, dos maiores preços reais (51,14%) na comparação entre trimestres, visto que se espera importante queda da produção em 2021 (-18,63%).

No caso do milho, o maior faturamento esperado (53,30%) reflete a alta de 47,78% nos preços reais, na comparação entre períodos, e o crescimento de 3,73% esperado para a produção anual.

Ou seja, o crescimento era só de preços. Não era de aumento de produção.

A agropecuária cresceu 1,3% em relação a igual período de 2020. Este resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho positivo de alguns produtos da lavoura com safra relevante no segundo trimestre, como a soja (9,8%) e o arroz (4,1%).

Em contrapartida, houve recuos nas estimativas de produção anual das culturas de café (-21,0%), algodão (-16,6%) e milho (-11,3%). As estimativas para Pecuária e Produção Florestal apontaram contribuição positiva para a Agropecuária neste trimestre, informa o IBGE.

Segundo um relatório do site Canal Agro, as cotações do café para 2021 estão oscilando principalmente em consequência de complicações nas plantações brasileiras, e a queda de produção vai gerar um aumento no preço do grão.

A perspectiva apresentada pela Agência Reuters é de que o valor siga subindo até o fim deste ano – arábica, por exemplo, deve terminar o ano 8% mais caro. Em 2021, a produção nacional entra em um ano negativo no ciclo bienal da safra 2021/2022.

No caso do milho, existe uma estimativa divulgada na última semana de maio, pela consultoria Safras & Mercado, mostrando que a produção brasileira de milho 2020/21 deve alcançar 95,2 milhões de toneladas. Mas a projeção é 10,85% menor do que a feita em abril, por conta da estiagem que comprometeu a produção do milho safrinha em maio.

Finalmente, no caso do algodão, as informações dão conta de que os principais motivos que levaram os produtores a reduzir a área cultivada foram a queda brusca na demanda global causada pela pandemia do coronavírus, a oscilação de preços em 2020 e o atraso no plantio da soja no Centro-Oeste brasileiro.

Indústria

Entre as atividades industriais, o desempenho foi puxado pelas quedas de 2,2% nas Indústrias de Transformação e de 0,9% na atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos. Essas quedas compensaram a alta que houve de 5,3% nas Indústrias Extrativas e 2,7% na Construção.

De qualquer forma segundo o IBGE, o PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2021 cresceu 1,8% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da alta de 1,6% do Valor Adicionado a preços básicos e de 2,8% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

O resultado do Valor Adicionado nesta comparação decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (2,0%), Indústria (4,7%) e Serviços (0,5%).

*Jornalista da coluna JC Negócios

Mourão: Pode ser que tenha que ocorrer racionamento

 

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou hoje que "pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento" de energia elétrica em razão da crise energética no País.

"O que eu tenho acompanhado é que o governo tomou as medidas necessárias, criou uma comissão para acompanhar e tomar as decisões a tempo no sentido de impedir que ocorra isso aí que você colocou, que haja apagão. Agora, pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento. O próprio ministro (de Minas e Energia) falou isso", declarou Mourão nesta quarta a jornalistas quando questionado sobre a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de criar uma taxa extra ainda mais cara a ser cobrada na conta de luz.

No entanto, o ministro Bento Albuquerque vem dizendo publicamente não haver a possibilidade de racionamento. Em pronunciamento ontem, ele afirmou que a "condição hidroenergética se agravou” e pediu aos consumidores que reduzam o desperdício de energia por meio de ações como usar chuveiro, ar-condicionado e ferro de passar de manhã ou nos fins de semana, mas não falou da possibilidade de racionamento. 

A partir desta quarta, entra em vigor a bandeira "escassez hídrica", que vai valer até 30 de abril de 2022. A nova bandeira adiciona R$ 14,20 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Até então, o preço mais elevado era o da bandeira "vermelha patamar 2", cujo valor era R$ 9,49, reajustado em junho.

O País vive a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), os reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste, que correspondem a 70% da energia gerada no Brasil, estão com 21,3% da capacidade de armazenamento. A previsão do ONS é que esses reservatórios cheguem a 10% da capacidade em novembro.

Para Mourão, o atual cenário de risco de racionamento pode perdurar nos próximos anos, caso as usinas mantenham seus reservatórios em níveis considerados baixos. “A maior parte do uso da água é para atividade da agropecuária. Consumo humano é a menor parte, a outra é a geração de energia. Tem que haver uma dosagem nisso aí.  É algo que a gente vai ter que enfrentar nos próximos anos, na minha visão, enquanto não houver recuperação plena dos reservatórios”, afirmou.


Blog do Magno

Economia turbina reprovação ao governo Bolsonaro

 

Da Revista Veja

 

A reprovação ao governo de Jair Bolsonaro voltou a subir em meio à ofensiva do presidente da República contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e à deterioração de indicadores econômicos, com destaque para o aumento da inflação. Segundo pesquisa da Quaest Consultoria encomendada pelo Genial Investimentos, a avaliação negativa da gestão passou de 44% para 48% no período de um mês. Já a positiva caiu de 26% para 24%. Foram entrevistadas 2 000 pessoas nas cinco regiões do país entre os dias 26 e 29 de agosto.

O detalhamento dos números traz mais notícias ruins para Bolsonaro. A avaliação negativa é majoritária em todas as regiões, em ambos os sexos, em todas as faixas etárias, em todos os níveis de escolaridade e em todas as faixas de renda. O presidente perdeu terreno até entre evangélicos e entre quem tem renda de mais de cinco salários mínimos. Na pesquisa da Quaest realizada entre 29 de julho e primeiro de agosto, a avaliação positiva do governo entre os evangélicos era de 36%, e a negativa de 32%. Agora, houve uma inversão, e há mais reprovação (35%) do que aprovação nesse segmento religioso (32%). No caso de quem ganha mais de cinco mínimos, o tombo do presidente foi ainda maior. A avaliação positiva caiu de 41% para 29%, enquanto a negativa subiu de 30% para 49%.

A pesquisa revela um crescimento da preocupação da população com os rumos da economia, área que, segundo políticos e especialistas, será decisiva para o resultado da próxima sucessão presidencial. Entre os entrevistados, 21% acham que a economia é o principal problema do país. Em julho, eram apenas 10%. A saúde/pandemia continua no topo das preocupações, com 28% de menções. Sobre o desempenho econômico nos próximos 12 meses, 44% acham que vai melhorar, 6 pontos percentuais a menos do que no início de agosto. Sobre a inflação, 65% dizem que o governo não conseguirá controlar o aumento dos preços.

“O cenário político é desastroso para o presidente devido à combinação de dois fatores: a deterioração das expectativas econômicas e a ocupação do espaço político pelo ex-presidente Lula”, diz o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest. A consequência da diferença das prioridades de Bolsonaro, que dedica tempo e energia a temas como voto impresso e a tensões com as instituições, e da população está registrada em números. Em todos as simulações de cenários de primeiro turno das eleições de 2022, Lula tem uma vantagem de cerca de 20 pontos percentuais sobre Bolsonaro. Entre os entrevistados que declaram voto no petista, 59% dizem que o fazem devido à gestão dele na Presidência. Só 8% se apresentam como “anti-Bolsonaro”. Já entre os apoiadores do ex-capitão, a gestão é a razão apontada por 27%, enquanto o antipetismo registra 25%. “Neste momento, Bolsonaro está no seu piso e chegou ao fundo do poço. Ele só tem o voto de opinião, o voto ideológico”, afirma Nunes.


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Relatório da PEC-32 garante estabilidade para os servidores

 

A estabilidade dos atuais e futuros servidores públicos foi mantida no relatório da PEC 32/2020, protocolado ontem na Câmara dos Deputados e elaborado a partir dos trabalhos da Comissão Especial presidida pelo deputado pernambucano Fernando Monteiro (PP).

O texto, que tem como relator o deputado Arthur Maia (DEM-BA), também determina que qualquer tipo de demissão estará submetida à avaliação de desempenho também pelos usuários do serviço através de plataformas digitais. Caso seja mal avaliado, o servidor terá espaço para defesa. As novas regras não serão aplicadas aos servidores já na ativa.

“No diálogo, na transparência e no debate respeitoso também conseguimos manter o atual Regime Jurídico Único, importante vitória para os servidores públicos do país. O relatório propõe manter a realização de concurso público para a contratação de servidores, mantendo a contratação de comissionados para cargos em comissão e o contrato temporário”, destaca Fernando Monteiro.

Outra alteração na proposta originalmente apresentada pelo Executivo foi a retirada do vínculo de experiência. Além disso, o relator propôs que o servidor passe por seis avaliações semestrais para conquistar a estabilidade. O texto deve ser votado entre os dias 15 e 16 de setembro na comissão especial, quando seguirá para o plenário da Câmara.


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Família de Agnaldo Timóteo processa inventariante

 

Do G1

A família do cantor Agnaldo Timóteo - que morreu em abril deste ano de Covid -, deu entrada em um processo para a remoção do inventariante do testamento do cantor. O processo foi aberto na 1ª Vara de Família, no Rio de Janeiro, em nome dos irmãos do cantor, Ruthinete Timotheo Pereira, Maria Timotheo Pereira e Cícero Timotheo Pereira. Eles querem retirar o advogado Sidnei Lobo Pedroso da condução dos bens de Agnaldo sob alegação de que ele estaria sonegando informações e usufruindo de imóveis do cantor.

Procurado pelo G1, Sidnei negou as acusações e disse que se trata de "alvoroço de pessoas em cima daquilo que não construíram". A decisão de remover o inventariante ganhou ainda mais força na semana passada, depois que uma casa de Agnaldo, na Barra da Tijuca, foi alvo de depredação. A família descobriu que o imóvel também havia sido colocado à venda, e que tem dívidas de IPTU acumuladas no valor de quase R$ 45 mil.

Após começarem a checar a condução dos bens do artista, a família descobriu ainda que um apartamento de São Paulo também teria sido colocado para locação sem qualquer tipo de comunicação aos herdeiros ou à Justiça.

“Demos entrada em uma ação de remoção de inventariante contra o senhor Sidnei, uma vez que ele está fazendo uso dos bens como se fossem seus e sonega informações no processo principal, que é o do inventário. Estamos cobrando a prestação de contas do inventário, pois até o momento ele não informou nada para Justiça, nem para os herdeiros do que meu pai deixou em testamento”, disse Marcelo Vasconcelos, filho de criação de Agnaldo e descrito no testamento como afilhado, ao G1.

Testamento proíbe venda de bens
Marcelo, que falou em nome dos tios idosos, explica ainda que a colocação de um bem do espólio de Timóteo à venda fere um item do próprio testamento do cantor, cuja intenção seria a de preservar a maior parte do patrimônio, deixada para Keyty Cologni, de 14 anos, e perfilhada após a morte do cantor.

“Ficamos muito felizes com a adoção da Keyty, que era um desejo do meu pai. Ela, aliás, era criada no Rio com ele e meus tios, mas após o surgimento do testamento foi levada para São Paulo. É tudo muito estranho porque a Justiça não deu a guarda para o inventariante, mas ela está com ele”, diz.

O testamento de Agnaldo Timóteo, elaborado um mês antes dele falecer, prevê a divisão do patrimônio de 50% para Keyty, 10% para cada um dos filhos de criação – descritos no documento como afilhados -, Marcelo e Márcio; e 15% para cada um dos irmãos Cícero e Ruthinete. A irmã Maria ficaria com um apartamento em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio.

Apesar do detalhamento desses percentuais, os herdeiros dizem que não conseguem saber exatamente sobre que bens eles incidem, já que o inventariante Sidnei ainda não apresentou à Justiça certidões e documentos que comprovassem a propriedade dos bens inventariados, possíveis dívidas e créditos vindos de direitos autorais.

Advogado diz que pode dispor dos bens

O advogado Sidnei Pedroso, que foi o testamenteiro de Agnaldo Timóteo, inventariante e apontado como tutor de Keyty no documento, diz que pode, sim, vender ou alugar os bens, desde que os valores sigam para uma conta judicial.

"Posso alugar, sim. Não vou deixar uma casa fechada dando prejuízo. Posso alugar, posso botar para vender, desde que vá para uma conta judicial. Cuido do patrimônio do Agnaldo e tenho autorização judicial para fazer isso. Acho que se o Agnaldo me colocou como tutor, inventariante e testamenteiro é porque conhecia as pessoas que ele tinha como parente. Só estou fazendo a vontade dele e não posso sair um milímetro disso. Estou criando a Keyty como se fosse minha filha", disse.

Sidnei falou ainda que está tendo gastos na administração do patrimônio, uma vez que Agnaldo não tinha dinheiro, deixou apenas bens. Disse que arcou com a troca do vidro que foi quebrado na semana passada na casa da Barra da Tijuca e a colocação de funcionários no local para vigiar o imóvel.

"Troquei o vidro, que custou R$ 550, coloquei cadeado, fechadura, além de uma pessoa para ficar na casa e reformá-la. Também coloquei câmeras para proteger a casa. Eu presto satisfações, sim, mas dentro do processo", disse.


Blog do Magno

Motoboy nega transferências, mas diz que pagava boletos e cartões de diretores da VTCLog

 

Motoboy nega transferências, mas diz que pagava boletos e cartões de diretores da VTCLog
Foto: Pedro França/Agência Senado

O motoboy da VTCLog Ivanildo Gonçalves negou há CPI da Covid que tenha realizado transferências bancárias em nome da empresa. Entretanto, ele disse que sua função era pagar boletos da VTCLog.

Entre as faturas, estavam as da Voetur, empresa de turismo do grupo; boletos para custeio de combustível e cartões de crédito de familiares e de diretores da VTCLog.

“Tinha boleto que era em nome de combustível, eu pagava. Que eu lembre em mente, tinha fatura de cartão do pessoal da família. Esse aí era o meu papel”, disse Ivanildo. “Nunca fiz transferência bancárias, declarou o motoboy.


O Antagonista

Bolsonaro: "Desde o primeiro dia da pandemia, nunca deixei de estar no meio do povo"

 Presidente participou de cerimônia de entrega de medalhas a atletas que já são medalhistas olímpicos

Bolsonaro: “Desde o primeiro dia da pandemia, nunca deixei de estar no meio do povo”
Reprodução/Planalto/YouTube

O presidente Bolsonaro disse nesta quarta (1º) ter capacidade de empatia.

“Nós, para vivermos melhor, devemos nos colocar do outro lado do balcão”, disse o presidente, em cerimônia de entrega de medalhas a militares já medalhistas olímpicos nos Jogos de Tóquio e outros atletas.

“Como aquela pessoa está se sentindo, como o atleta está passando. Quais são as suas dificuldades. Como político também. Como o povo está se sentindo? Desde o primeiro dia da pandemia, nunca deixei de estar no meio do povo”, acrescentou.

“Sempre criticado pela mídia, né. ‘Sem máscara’. Mas quem obrigou?”.

Quem fez a festa foi o vírus.


O Antagonista

CPI suspeita que dinheiro apreendido com prefeito bolsonarista financiaria atos de 7 de setembro

 João Alba foi flagrado com R$ 505 mil em espécie no aeroporto de Congonhas. Caso será denunciado ao ministro Alexandre de Moraes

CPI suspeita que dinheiro apreendido com prefeito bolsonarista financiaria atos de 7 de setembro
Foto: Divulgação/Prefeitura de Cerro Grande do Sul

A cúpula da CPI da Covid vai encaminhar uma representação ao ministro do STF Alexandre de Moraes para que seja investigada a origem de R$ 505 mil, que foram apreendidos no dia 26 de agosto com o prefeito Gilmar João Alba (PSL), de Cerro Grande do Sul (RS).

A suspeita dos integrantes da CPI é que esse dinheiro seria utilizado para ajudar a financiar os protestos marcados para o dia 7 de setembro. Até o momento, o prefeito não conseguiu explicar a origem dos recursos. O dinheiro foi apreendido quando Alba estava no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

“Isso não é de graça. Então é necessário que todos nos fiquemos atentos a isso. Todo mundo tem direito a se manifestar. Agora, falar em tentar invadir o Congresso, isso deve ser repudiado”, disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

“Suspeitamos que há vinculação direta do prefeito com um dos líderes do movimento”, afirmou o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL).


O Antagonista

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

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