terça-feira, 31 de julho de 2018

Jurista Hélio Bicudo morre aos 96 anos em SP; filiado histórico do PT deixou o partido e foi um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma

Jurista Hélio Bicudo, autor de requerimento de impeachment de Dilma (Foto: J. F. Diorio/Estadão Conteúdo)
O jurista e político Hélio Bicudo, de 96 anos, morreu na manhã desta terça-feira (31) em sua casa, nos Jardins, em São Paulo. Os locais do velório e do enterro ainda não foram divulgados.
Professor de direito do Largo São Francisco e ex-integrante do Partido dos Trabalhadores (PT), Bicudo foi um dos autores do pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados em 2015.
Ativista dos Direitos Humanos, ficou conhecido por condenar integrantes do Esquadrão da Morte, uma organização paramilitar que agia em São Paulo nos anos 70, época em que era promotor.
Posteriormente, o jurista atuou como procurador de Justiça do Estado de São Paulo. Em 86, Bicudo filiou-se ao PT e foi candidato ao Senado. Foi secretário dos Negócios Jurídicos do município de São Paulo na gestão da ex-prefeita Luiza Erundina entre 1989 a 1990, ano em que se elegeu deputado federal.
Em 2000, foi empossado presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, com sede em Washington, nos Estados Unidos. Entre 2001 e 2004, foi vice-prefeito de São Paulo durante a gestão da petista Marta Suplicy. Em 2005, Bicudo deixou o PT.
Ele deixa sete filhos, netos e bisnetos. Ele estava viúvo desde março, data em que sua mulher Déa faleceu.
G1

PGR recorre de decisão que concedeu liberdade ao ex-ministro José Dirceu




O ex-ministro José Dirceu, em junho, em frente ao fórum do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou nesta segunda-feira (30) recurso contra decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que em junho concedeu liberdade ao ex-ministro José Dirceu.
O ex-ministro foi condenado a 30 anos e 9 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação Lava Jato. Ele já havia começado a cumprir a pena neste ano.
No recurso apresentado ao Supremo, Raquel Dodge sustenta que há omissão, obscuridade e contradição na decisão que suspendeu a execução provisória da pena.
Raquel Dodge aponta problemas na origem do pedido, que, segundo a procuradora, não usou os meios previstos na lei processual penal. “In casu, todavia, José Dirceu resolveu se valer de meio processual absolutamente exótico ao sistema legal […]”, afirma.
A procuradora argumenta, ainda, que o pedido foi levado à julgamento sem que o Ministério Público Federal fosse intimado a se manifestar sobre o caso. A procuradora aponta omissão na observação do contraditório e da ampla defesa.
“Ocorre que esta decisão judicial acolheu a Petição apresentada pela defesa de José Dirceu de modo atípico, em supressão de instâncias, com fuga ao objeto da Reclamação e violação à competência jurisdicional (como será demonstrado posteriormente), sem, todavia, ouvir-se previamente o MPF, apesar, repita-se, do seu nítido interesse no caso e da sua relevância social”, disse.
De acordo com a procuradora-geral da República, o julgamento apresenta vícios com relação às regras processuais e à fundamentação adotada pela Segunda Turma.
“As consequências da adoção de decisões como a ora embargada (em que desrespeitados ritos, regras e normas, para, com isso, devolver a liberdade a réu condenado em dupla instância a mais de 30 anos de prisão), são graves”, afirma Raquel Dodge.
Segundo a procuradora, a decisão gera “descrença no devido processo legal” e “insegurança jurídica”.
“É que, ao se permitir que decretos prisionais de 1º e 2º grau sejam revistos diretamente por decisão da última instância do Poder Judiciário, como ocorreu neste caso, […] cria-se o senso de descrença no devido processo legal”, argumentou.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, durante entrevista na sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília (Foto: Dida Sampaio/ Estadão Conteúdo)
Entenda o caso
Dirceu foi preso em maio e levado para o presídio da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena. Ele foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) a 30 anos e 9 meses de prisão, no âmbito da Operação Lava Jato, acusado dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O processo teve origem na investigação, pela Operação Lava Jato, de irregularidades na Diretoria de Serviços da Petrobras. O Ministério Público Federal (MPF) apontou 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva, entre os anos de 2004 e 2011.
Segundo a denúncia, empresas terceirizadas contratadas pela Petrobras pagavam uma prestação mensal para Dirceu por meio de Milton Pascowitch, lobista e um dos delatores da Lava Jato. Para o MPF, foi assim que o ex-ministro enriqueceu.
De acordo com o MPF, também havia ilegalidades relacionadas à empreiteira Engevix. A empresa, segundo as investigações, pagava propina por meio de projetos junto à Diretoria de Serviços da Petrobras e teria celebrado contratos simulados com a JD Consultoria, empresa de Dirceu, realizando repasses de mais de R$ 1 milhão por serviços não prestados.
O ex-ministro chegou a ficar preso no Paraná entre agosto de 2015 e maio de 2017, quando conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus para aguardar o julgamento dos recursos em liberdade – mas com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
G1

‘Patrões sem CNPJ’ aumentam 51% em 2 anos e empregam 1,87 milhão


Empurrados para bicos e ocupações mais precárias pela crise, trabalhadores tornaram-se também microempregadores informais. O número de empregadores sem CNPJ no país cresceu 51% em dois anos e chegou a 897 mil pessoas no primeiro trimestre deste ano, mostra levantamento da LCA Consultores a partir de microdados da pesquisa domiciliar do IBGE.
São desde pedreiros que deixaram a construção civil e passaram a fazer pequenas obras em residências, com auxílio de serventes, até vendedores de “quentinhas” (“marmitex”) que contrataram uma cozinheira. Ou camelôs que pagam auxiliares. Essas hipóteses explicam o crescimento, em dois anos, de empregadores informais em atividades como construção (78 mil), alimentação (40 mil) e comércio (37 mil).
O levantamento mostra que o número de empregadores formalizados também cresceu nos últimos dois anos, embora em ritmo menor, de 11%, para 3,46 milhões de pessoas. Os informais passaram a representar, desta forma, 21% do total de empregadores do país. Dois anos atrás, eram 16% do total. Os dados não incluem o empregado doméstico e excluem também “outliers” da base da amostra.
Segundo o levantamento, o empregador informal tem rendimento médio real de R$ 3.056 por mês. É a metade da renda do empregador formalizado, com CNPJ (R$ 6.263). Na média, o informal tem 46 anos e dois funcionários. Mais da metade (54%) são de cor preta ou parda e 45% são de cor branca. Vivem sobretudo nas regiões Sudeste (33% do total) e Nordeste (33% do total).
Esses empregadores sem CNPJ ocupavam 1,87 milhão de pessoas no primeiro trimestre deste ano, 311 mil pessoas a mais que há um ano. Em tese, todo esse contingente de empregados é informal, já que o empregador só pode usar CPF para assinar a carteira de trabalho de empregados domésticos.
Apesar do maior crescimento em atividades como construção e comércio, a maior parcela dos empregadores informais está em atividades do meio rural, como agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, mostra o levantamento do IBGE. De cada dez empregadores sem CNPJ, dois atuam no meio rural.
Segundo Cosmo Donato, economista da LCA e autor do levantamento, uma parcela desses novos empregadores tende a voltar a ser empregados quando a recuperação econômica produzir melhora mais consistente do mercado de trabalho. São pessoas que entram para a informalidade em busca de uma válvula de escape profissional.
“Mesmo como empregadores, a situação é precária. Como o mercado de trabalho está desacelerando a criação de postos formais neste meio de ano, podemos ver mais gente entrando para a informalidade”, disse Donato. “Quando tivermos recuperação mais vigorosa da economia, isso pode impulsionar o negócio e fazer com que parte se formalize.”
O IBGE começa a divulgar os dados sobre “empregadores informais” a partir de hoje. Também publicará a variação do número de ocupados e dos rendimentos de trabalhadores com e sem CNPJ. As novas aberturas serão feitas para empregadores e ocupados por conta própria. Haverá ainda desagregação mais detalhada para o funcionalismo público. Além dos militares e estatutários, serão conhecidos dados de renda e contingente de ocupados com carteira e sem carteira no setor público.
Valor

WhatsApp libera chamadas coletivas em áudio e vídeo; veja como usar


Divulgação
O WhatsApp prometeu e cumpriu. Depois de revelar em maio deste ano que lançaria chamadas de voz e vídeo em grupo, o recurso finalmente começou a ser liberado ao público na noite dessa segunda-feira, 30.
Até agora, apenas usuários da versão beta do aplicativo para Android poderiam chamar pessoas para participar de uma conversa coletiva. Usuários da versão convencional até poderiam participar, mas não poderiam convidar mais pessoas para um bate-papo. A partir desta segunda, usuários do Android e do iOS não terão mais restrições.
Existe uma limitação de no máximo quatro pessoas participando de uma conversa simultaneamente. Para iniciar uma chamada em grupo, primeiro é necessário iniciar uma conversa com uma pessoa; depois de ela aceitar, outros amigos podem ser incluídos na conversa pressionando o botão destacado na imagem abaixo. Para que ele apareça, é necessário dar um leve toque na tela.
Se você começou uma conversa e não está achando o botão de adicionar outras pessoas, é porque o recurso ainda não chegou para você. Neste caso, só resta esperar mais um pouco, mas não deve demorar muito para que isso chegue até o seu smartphone.
Olhar Digital

Número de desempregados recua 5,3% do primeiro para segundo trimestre

O número total de desempregados no país caiu de 13,7 milhões no primeiro trimestre deste ano para 13 milhões no segundo trimestre. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de um trimestre para outro, houve uma queda de 723 mil pessoas na população desocupada, ou seja, de 5,3%.
Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, também houve queda: 520 mil pessoas ou 3,9%.
A taxa de desemprego foi outro indicador que apresentou queda nesta edição da PNAD-C de 13,1%, no primeiro trimestre, para 12,4% no segundo trimestre do ano. No segundo trimestre do ano passado, a taxa era de 13%.
A população ocupada ficou em 91,2 milhões de pessoas, crescimentos de 0,7% (mais 657 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 1,1% (mais 1 milhão de pessoas) na comparação com o segundo trimestre de 2017.
Informalidade
Apesar disso, o crescimento do contingente de ocupados foi puxado pelos trabalhadores sem carteira assinada e aqueles que trabalham por conta própria. O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, de 32,8 milhões, manteve-se estável em relação ao primeiro trimestre e caiu 1,5% (menos 497 mil pessoas) na comparação com o segundo trimestre de 2017.
O número de empregados sem carteira (11 milhões) cresceu 2,6% (mais 276 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 3,5% (mais 367 mil pessoas) em relação ao segundo trimestre do ano passado.
A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,1 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,5% (mais 555 mil pessoas) na comparação com o segundo trimestre de 2017.
Setores
Entre os dez grupamentos de atividades da economia, apenas dois tiveram crescimento nos postos de trabalho em relação ao primeiro trimestre: indústria geral (2,5%) e administração pública, defesa, saúde e educação (3,8%). Os demais setores mantiveram-se estáveis.
Na comparação com o segundo trimestre de 2017, também houve aumento em dois setores: administração pública, defesa, saúde e educação (3,7%) e outros serviços (6%).
Rendimento
O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.198 no segundo trimestre deste ano, relativamente estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o segundo trimestre do ano passado.
Agência Brasil

VÍDEO: Entenda o novo desafio das redes sociais ‘In my feelings challenge’; Polícia alerta para riscos e infrações de trânsito


(Foto: AARON M. SPRECHER/AFP)
Inspirado na música homônima do rapper Drake, o desafio tem movimentado a internet, mas também criado preocupação
Depois do desafio do balde de água gelada, o Ice bucket challenge (que bombou em 2014), agora foi a vez de uma música inspirar outro fenômeno na internet. A canção In my fellings, do rapper Drake, tem movimentado as redes sociais com In my feelings challenge — ou as variações Kiki challenge e Do the Shiggy.
O desafio começou após o comediante norte-americano Shiggy compartilhar no Instagram um vídeo fazendo uma coreografia da música no meio da rua. Veja abaixo.

A partir daí, várias pessoas passaram a compartilhar com as hashtags vídeos em que saem do carro em movimento para fazer a coreografia da faixa no refrão em que Drake canta: “Kiki, do you love me? Are you riding? Say you’ll never ever leave from beside me”.
Famosos como Millie Bobby Brown, Will Smith, a brasileira Kéfera e Steve Aoki entraram na brincadeira. Mas o que tem chamado realmente atenção é o perigo em torno do desafio. Vários vídeos compartilhados na web mostram pessoas se acidentando ou ainda tendo dificuldades de entrar novamente no carro, já o veículo fica em movimento sem o motorista.
Confira alguns vídeos do In my fellings
Compilado de acidentes e casos “fails” durante o desafio
Desafio “In My Feellings Challenge” torna-se viral e a polícia alerta para o perigo
“É super perigoso”, diz o chefe da polícia de Massachusetts
Mas para os mais aventureiros o perigo é bem evidente, o que já levou as autoridades de Espanha e dos EUA a emitirem alertas. A polícia catalã, Mossos d’ Esquadra, por exemplo, sublinha, no Twitter, que a “segurança rodoviária não é um jogo” e lembra as várias infrações que este desafio acarreta.
“É só uma questão de tempo até que alguém seja sugado pelas rodas do carro, arrastado ou que o condutor que está a gravar com o telefone bata com o carro numa pessoa que está a atravessar a rua”, afirmou Joseph Solomon, chefe da polícia de Massachusetts, à estação de televisão CBS Boston. “É super perigoso”, alertou. Aliás, o Conselho de Segurança nos Transportes dos EUA emitiu uma advertência no Twitter contra este novo fenómeno na internet ao afirmar que a distração na estrada “é perigosa e pode ser fatal”.
Foi precisamente por causa do comportamento perigoso que três influenciadores das redes sociais foram detidos no Dubai. De acordo com a Gulf News, o #inmyfeelingchallenge “colocou em risco as suas vidas, ofendeu a moral pública e violou as leis de trânsito”.
Com informações do Correio Braziliense e Diário de Notícias(Portugal)

João Maia emite nota e diz estar tranquilo e firme nos seus propósitos; operação resultou em mandado de busca e apreensão em sua residência




O presidente estadual do PR, João Maia, emite nota nesta terça-feira (31), sobre operação que resultou em mandado de busca e apreensão em sua residência:
Nota
À minha família, aos amigos e a todos os conterrâneos do Rio Grande do Norte: Hoje, às seis da manhã, minha família foi acordada com mandado de busca e apreensão. Soube por terceiros, como sempre, que se trata de desdobramento de uma delação sobre um processo que se desenrola desde 2009. Espero que agora possa saber exatamente se sou acusado e, de que sou, para poder me defender na justiça, em quem acredito e sempre vou acreditar. Avisaram-me, muitas vezes, que a proximidade do processo eleitoral poderia ensejar esse tipo de ação, não quis acreditar, mas estranhamente aconteceu. Continuo tranquilo, firme nos meus propósitos, com fé em Deus e na Justiça.
João da Silva Maia

Troca de confidências e ‘like’ em foto podem ser ‘microtraições’; termo foi cunhado por especialistas para ações de infidelidade nas redes sociais

O impacto negativo das redes sociais só poderá ser medido com precisão a médio prazo, quando as gerações que existem dentro delas de maneira ininterrupta puderem, enfim, servir como base de estudo, mas o estrago que plataformas como Instagram e Facebook exercem sobre os relacionamentos já dá sinais.
A vida virtual tem tanto poder de estremecer um namoro ou casamento que especialistas cunharam recentemente um termo específico para falar de infidelidade neste universo online: microcheating, ou microtraições.
São situações em que o parceiro toma atitudes aparentemente inofensivas, mas que poderiam ser consideradas como adultério em pequena escala caso a outra parte viesse a ficar sabendo.
É o caso, por exemplo, do namorado que enche de likes o perfil de uma colega de trabalho —de preferência nas fotos mais picantes. Ou mesmo quando um dos dois confidencia todos os problemas do relacionamento em mensagens a uma pessoa por quem há um eventual desejo, criando uma atmosfera de intimidade, acolhimento e sedução.
O terreno é escorregadio e gera polêmica. Para a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, o microcheating seria a alternativa que os casais encontram para se libertar da relação, ainda que não definitivamente. “Podemos dar o nome que for, mas essa atitude só reforça que as pessoas estão querendo sair de uma jaula”, afirma.
“Quando elas não têm meios práticos, arrumam meios imaginários para viver aquela fantasia. Não se pode acreditar que é possível juntar segurança, estabilidade e a vontade de ver série abraçados no sofá ao frio na barriga. Isso é incompatível”.
Lins defende que a principal reflexão levantada pelo microcheating seja no hábito de conectar sexualidade e fidelidade, quando, segundo ela, nem sempre os dois conceitos conseguiriam andar de mãos dadas. “O amor romântico sustenta essa ideia de amor exclusivo. Ele prega a fusão e que quem ama não tem tesão por mais ninguém. Daí, quando a outra parte descobre, fica com a certeza de que não é amada”.
Mas será que dá para ser só um pouquinho infiel? “Não existe meia infidelidade; ou a pessoa é confiável ou não é”, responde a psicóloga e coach Adriane Amaral.
“Infidelidade está ligada a uma decisão, o que a torna uma questão de princípios, e não um simples deslize. Quando você trai, toma a decisão de ferir a outra pessoa. E não existe grau ou escala para isso, afinal, quem foi traído sabe a dor que a situação causa”, avalia a profissional.
No caso do controverso “deep liking”, como os psicólogos estrangeiros chamam o excesso de curtidas, a psicóloga entende que é caso para alerta. “Se eu gosto de um determinado assunto sério que alguém posta, eu estou realmente curtindo o conteúdo. Agora, se uma pessoa comprometida começa a curtir publicações direcionadas à exposição do corpo, acredito que possa surgir uma segunda intenção.”
“Toda relação é formada por um triângulo composto de sexo, afeto e objetivos, e os três são importantes. Em um relacionamento maduro, quando há uma crise em alguma dessas áreas, o casal consegue segurar a relação, porque um dos pontos se sobressai, equilibrando tudo”, explica o médico e sexólogo Amaury Mendes Junior.
Em seu consultório, ele diz receber com frequência casais em que há uma “falta de construção deste triângulo”.
“Hoje em dia há um grau muito grande de exigência e baixa tolerância. Ninguém sabe mais lidar com as dificuldades, devido à facilidade que se tem de trocar de parceiro. Então, qualquer coisa faz com que um dos parceiros entre nessa onda de ‘fazer um charme’ para outra pessoa”.
Com isso, diz Mendes Junior, o casal mina a possibilidade de crescer dentro da relação —abrem-se as portas, então, para atitudes como as microtraições. O sexólogo acredita que os sinais são sempre claros. “Só não vê quem não quer. A pessoa chega tarde, vive trocando a senha do celular, esconde o telefone.”
Segundo ele, a solução deve ser subjetiva. “Fingir que não está vendo é enganar a si mesmo. Então, a pessoa tem que decidir o quanto isso está fazendo mal. A atitude vai depender do grau de sofrimento de cada um. E, se está incomodando, é importante lembrar que é preciso gostar mais de si do que de outra pessoa”.
Com a proposta de tratar o adultério no geral, seja ele micro ou macro, de uma maneira mais compassiva e eficaz, a terapeuta e escritora americana Esther Perel publicou recentemente o livro “Casos e Casos ““ Repensando a infidelidade” (editora Objetiva, R$ 44,90).
“Não é plausível que todos os milhões de amantes traidores sejam patológicos”, pondera na obra, reforçando, no entanto, que “entender a traição não significa justificá-la”.
Entre outras questões, em seu livro Perel examina pontos de vista como o de que uma traição seria necessariamente um indicativo de que um casal “falhou”, os papéis de vítima e culpado atribuídos ao fiel e ao traído e a possibilidade de se extrair algo positivo de uma crise de infidelidade.
Para escritora, a sobrevida de um casal após um episódio desta natureza depende de diversas variantes, mas, especialmente, da decisão conjunta e da dedicação de ambos a seguir em frente.
Folha de São Paulo

Sem aliança, PT e PSB negociam pacto de neutralidade e RN não entra na negociação

Reunida nesta segunda-feira (30) com o conselho político do partido, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), admitiu como remotas as chances de aliança com PSB para a corrida presidencial.
A senadora apresentou à cúpula petista o esboço de um acordo traçado com dirigentes do PSB. Pelo acerto, o PSB não selaria aliança nacional com adversários do PT para as próximas eleições, deixando de apoiar Ciro Gomes (PDT) ou Geraldo Alckmin (PSDB).
O PSB também abriria mão da candidatura do ex-prefeito Márcio Lacerda para o governo de Minas Gerais, o que poderia beneficiar a campanha pela reeleição do governador Fernando Pimentel.
Em troca, o PT retiraria a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, hoje um obstáculo à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Petistas insistem, porém, na celebração de uma aliança formal.
Embora dirigentes do PT e PSB admitam essa articulação, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, nega que a proposta esteja à mesa. Segundo ele, o PSB não tem vocação para satélite.
“Tratamos dos nossos interesses e os demais partidos, inclusive o PT, devem tratar dos seus respectivos interesses. Jamais adotaremos essa decisão, o pelo menos no quadro de hoje não é o caso,  para atender a interesse de outro partido, mesmo esse  partido sendo o PT”, afirmou o presidente do PSB.
Ao ouvir a proposta, petistas manifestaram contrariedade, lembrando que a neutralidade já é uma tendência do PSB para a disputa presidencial e duvidando da disposição de Lacerda atender a uma orientação de seu partido em Minas.
Os petistas frisaram ainda que a convenção do PSB acontece no dia 5 de agosto. O encontro do PT é na véspera. Sendo assim, não haveria garantia da desistência de Lacerda em Minas.
Na reunião, petistas insistiram para que o PT formalize convite para que Manuela D’Ávila ocupe a vice da chapa presidencial. Gleisi disse, porém, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ser consultado antes dessa oferta.
Com informações da Folhapress e Notícias ao Minuto

Lula pode ser impedido de aparecer como candidato em programa de TV

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ser impedido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de aparecer como candidato no programa de televisão do PT, mesmo que o julgamento de seu pedido para concorrer ainda não tenha sido finalizado.
Segundo informa a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a primeira sentença sobre Lula deve sair até o dia 31 de agosto, é o que acreditam os ministros ouvidos pela coluna. Neste dia inicia a propaganda eleitoral e já se deve haver um parecer sobre a candidatura do petista.
Lula pode ser proibido de aparecer na TV, embora ainda caibam recursos à decisão, como embargos de declaração.
De acordo com a defesa de Lula, o artigo 16-A da Lei Eleitoral permite que candidato “cujo registro esteja sub judice” participe de “todos os atos” da campanha, inclusive na TV. “Excluir o ex-presidente seria descumprir o rito processual”, explica o advogado Luiz Fernando Pereira.
No entanto, a coluna refere que, se o TSE manter a impugnação de Lula, o ex-presidente teria duas opções: indicar o substituto já no dia 31 ou deixar que o vice (do PT ou de partido aliado) ocupe a maior parte do tempo do PT na TV até que todos os seus recursos sejam julgados.
NOTÍCIAS AO MINUTO

Ministro Fux: ‘Condenação em 2ª instância é suficiente para barrar candidatura’


Fux: 'Condenação em 2ª instância é suficiente para barrar candidatura'
© Roberto Jayme/ASCOM/TSE

Durante entrevista coletiva sobre o programa Justiça Eleitoral Itinerante, nesta segunda-feira (30), na cidade de Salvador (BA), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, foi questionado sobre a estratégia do PT, de registrar a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República.
O petista está preso na Polícia Federal, em Curitiba (PR), desde o dia 7 de abril, condenado a 12 anos e um mês de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex no Guarujá (SP). Por causa da sentença em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ele foi enquadrado na lei da Ficha Limpa e dependerá da Corte Eleitoral para poder concorrer ao pleito.
“A própria lei entende que é suficiente a condenação em segundo grau para barrar a candidatura, porque o candidato já teve apurada e reapurada sua conduta em segunda instância”, afirmou Fux, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
No entanto, o ministro preferiu não comentar o caso específico do ex-presidente. “Eu não gostaria de abordar essa questão porque é uma questão que certamente, como integrante do Judiciário, posso ter que apreciar. Isso cria, de antemão, uma pré-compreensão que pode induzir a um entendimento. Como membro do Supremo, eu preciso ter isenção para participar de decisões importantes para o nosso país”, afirmou.
Ao falar sobre as eleições deste ano, segundo informações do site Bahia Notícias, o presidente do TSE disse esperar um pleito “rígido”. “Eu acho é que a expectativa, por parte da Justiça Eleitoral, é realizar uma eleição bastante rígida, combater as fake news, combatendo os candidatos ficha-suja”, declarou.
NOTÍCIAS AO MINUTO

Na França, vídeo publicitário de Neymar é chamado de ‘surrealista’

O vídeo publicitário em que Neymar faz seu mea-culpa sobre sua atuação durante a Copa do Mundo, divulgado em seu perfil nas redes sociais na noite de domingo, foi criticado também na França nesta segunda-feira, às vésperas de seu retorno ao Paris Saint-Germain (PSG). Surpresos com a franqueza do craque, que admitiu simular faltas “às vezes”, jornais e sites de internet constataram a repercussão negativa na opinião pública brasileira e mencionaram o “surrealismo” da mensagem.
Entre os trechos mais mencionados pela imprensa francesa, aquele no qual o astro tenta justificar as simulações de faltas foi o mais reproduzido. Segundo o jornal L’Équipe, o vídeo de “publicidade-confissão”, em que o jogador do PSG admite seus exageros e se apresenta como um novo homem, fez com que Neymar “fosse mais uma vez severamente criticado pelos veículos de informação e uma parte da opinião pública no Brasil”. “A maior parte dos internautas que deixaram comentários na conta no Twitter do astro de 26 anos claramente colocaram em dúvida sua sinceridade”, afirmou o jornal.
Até mesmo veículos de informação de nicho, como a revista masculina GQ, abordaram o tema. “Em um vídeo produzido pela Gillette, um de seus patrocinadores, o jogador mais caro do mundo (€ 222 milhões) aproveitou para se explicar e se confiar de forma muito imagética e romanceada”, diz a publicação, que chama a publicidade de “muito surrealista”. “Neymar reconhece que ele exagera, o que talvez queira dizer que o fará menos daqui para a frente”, diz a revista, que completa: “Mais adiante ele diz, com razão, que leva muitas faltas dos adversários. Mas isso não mudará. Ele deverá continuar a sofrê-las”.
Desde a eliminação no Brasil, a maior parte das menções a Neymar na imprensa europeia não destacaram seu talento ou performance positiva na Copa do Mundo, mas seu comportamento controverso dentro e fora dos campos. Longe dos jogos oficiais, o craque da Seleção Brasileira e do PSG se tornou alvo recorrente de ironias, piadas e desconfianças até dos torcedores de seu clube. Como fez em outras oportunidades até aqui, nesta segunda-feira o clube não se manifestou sobre o vídeo gravado pelo jogador.
Ciente de que o momento do craque é difícil, o treinador do Paris Saint-Germain, Thomas Tuchel, voltou a garantir que dará atenção especial ao brasileiro. Questionado no domingo sobre a situação do astro, o treinador alemão garantiu estar em contato com seu jogador mais célebre, e que suas conversas não serão tornadas públicas. “Eu sou jovem, mas não tão jovem, então sei que qualquer palavra que disser sobre Neymar fará grande barulho. Quando eu falo algo com ele, isso permanece na intimidade”, garantiu, revelando estar em contato com o jogador. “Estou certo de que tenho uma boa conexão com ele, e de que devo ter uma boa conexão com qualquer grande jogador. Ele sabe como administrar grandes vitórias, e derrotas também. É assim que o esporte é. É um grande desafio dar a volta por cima, e eu vou ajudá-lo.”
Neymar retorna ao futebol profissional nessa semana. Ele integrará o grupo do PSG que disputará o título do Troféu dos Campeões contra o Mônaco, jogo oficial – embora de baixo interesse – que será disputado na cidade de Shenzhen, na China. “Esperamos por ele no dia em que chegarmos”, revelou Tuchel, referindo-se à quinta-feira.
O treinador, porém, não quis antecipar se Neymar estará ou não na equipe que entrará em campo. O brasileiro não joga uma partida oficial desde 6 de julho, data da eliminação do Brasil frente à Bélgica. Neymar também não participou da pré-temporada do grupo, nem dos amistosos do PSG nos Estados Unidos – encerrada segunda-feira, com uma vitória por 3 a 2 sobre o Atlético de Madrid, após duas derrotas para o Bayern de Munique e para o Arsenal. Dentre os brasileiros que estavam na Seleção, o astro será o último a se apresentar. Thiago Silva já está com o grupo desde segunda-feira, enquanto Marquinhos deverá se apresentar na quarta-feira, em Cingapura. O PSG estreia no Campeonato Francês em 12 de agosto, em casa, no Parque dos Príncipes, contra o Caen.
ESTADÃO CONTEÚDO

‘Não houve golpe militar em 1964’, afirma Bolsonaro no Roda Viva

O candidato do PSL à Presidência da Repúblicadeputado Jair Bolsonaro, defendeu a ditadura militar (1964-1985) e disse que, se eleito, não vai abrir os arquivos do regime. O parlamentar afirmou ainda, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que os atos cometidos pelos militares se justificavam pelo “clima da época, de guerra fria”, e que teria agido da mesma maneira se estivesse no lugar deles.
“Não houve golpe militar em 1964. Quem declarou vago o cargo do presidente na época foi o Parlamento. Era a regra em vigor”, disse Bolsonaro. O presidenciável defendeu ainda as atuações dos militares em casos de tortura e também a figura do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), a quem homenageou em seu voto durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Abominamos a tortura, mas naquele momento vivíamos na guerra fria”, justificou. Brilhante Ustra foi chefe do DOI-Codi, um dos principais centros de tortura durante a ditadura.
Bolsonaro ainda reclamou que a imprensa escolhe apenas os casos que afetaram militantes da esquerda para comentar. “Vocês só falam sobre casos da esquerda. Por que não falam sobre o atentado do aeroporto de Guararapes, em que morreu o Edson Regis?”, questionou, fazendo referência a um atentado a bomba ocorrido em Recife em 1966. “Um dos militantes da AP, não digo que estava lá, era o José Serra. Vamos botar o Serra nos banco dos réus então.”
Pressionado pelos jornalistas convidados a falar sobre a abertura dos arquivos da ditadura militar, o presidenciável disse duvidar que eles ainda existam. “Não vou abrir nada. Esquece isso aí, vamos pensar daqui pra frente”, desconversou.
ESTADÃO CONTEÚDO

“Ele não precisava dessa campanha”, diz Washington Olivetto sobre comercial de Neymar

De férias no Sul da França, o publicitário Washington Olivetto também assistiu ao polêmico comercial de Neymar para a Gillette. Tido como um dos precursores das campanhas de oportunidade no Brasil nos anos de 1970, um dos maiores nomes da propaganda avalia que a ideia não foi boa nem para o craque da Seleção nem para a empresa.
Qual sua opinião sobre a campanha da Gillette?
Atualmente, moro em Londres. Não vi a Copa do Mundo do ponto de vista do Brasil. Mas, claro, acompanhei porque sou torcedor. E difícil analisar quando não se tem o cotidiano, quando não se tem o dedo no pulso do Brasil. Mas, como um profissional da área, acho que o Neymar tem um patrimônio único para recuperar a sua imagem que é o seu talento jogando futebol. Nesse momento, a melhor coisa que ele poderia fazer é se poupar da presença na mídia e se dedicar a jogar futebol. Só assim ele vai recuperar a imagem em pouco tempo.
Mas essa campanha não ajuda a resolver a polêmica do jogador, quando ele se jogava no chão durante a Copa?
A campanha volta diretamente ao tema e realimenta o problema. Isso é natural, pois a gente fica relembrando problema que aconteceu. Ele é um fenômeno de talento e não de mídia. Mas, como ele tem talento, a solução não é a mídia. Com o seu talento, é possível esquecer tudo em três meses. Essa é a sensação que eu tenho, mas na comunicação a gente não tem certeza de tudo.
Mas por que Neymar, então, aceitou fazer essa campanha?
Eu não sei quem orienta o Neymar. Não sei quem sugeriu a campanha. Não sei se ele tinha obrigações contratuais com a marca. Mas, nesses casos, é preciso analisar todo o raciocínio da estratégia de comunicação.
Essa campanha de oportunidade veio no momento certo?
Sou tido como o cara que criou as campanhas de oportunidade. E elas são boas quando são de oportunidade e não oportunistas. Uma coisa é ser de oportunidade. Outra coisa é ser oportunista. Mas nesse caso não foi nenhuma das duas. Eu julgo que nesse momento a campanha não é necessária no caso dele porque faz relembrar o problema. Ele não precisava dessa campanha.
Qual conselho você daria para o Neymar nesse momento?
Que o Neymar exerça seu talento jogando bola e saia da mídia. Eu acho que as pessoas ficarão mais solidárias com o Neymar quanto mais ele exercer seu talento como jogador. Ele não tem obrigação de ir de se desculpar.
E para a marca? A campanha é positiva?
Outras marcas já haviam utilizado esse recurso de oportunidade com o próprio Neymar alguns anos atrás. Não quero criticar quem fez e nem criticar o Neymar. Mas nesse momento a campanha não é boa para ninguém. Nem para ele nem para o anunciante. É ruim porque relembra um problema. É bom ter sua imagem atrelada a coisas boas e não a problemas.
Mas o que uma campanha de oportunidade deve ter?
A campanha de oportunidade é um fenômeno da publicidade mundial. Foi iniciada nos Estados Unidos nos anos 1960 e continuado pelos ingleses em 1970 e muito usado pelos brasileiros. Eu fiz o que foi considerado o primeiro anúncio de oportunidade nos anos 1970 no Brasil. Eu trabalhava na DPZ. Eu tinha a conta do banco Itaú, que tinha criado uma máquina chamada Itaú Cheque para as pessoas tirarem dinheiro quando o banco estivesse fechado (espécie de máquina 24 horas). E o serviço seria muito útil em feriados prolongados. Hoje, é natural porque há um em cada esquina. E fiz um anúncio na Semana Santa que ficou famoso com o título “Itaú aproveita a Semana Santa para vender o seu peixe”. Campanha de oportunidade tem que ter senso de humor e alegria. São coisas que fazem o anúncio ficar legal e ser bem visto. Por isso, eu defendo que o anúncio de oportunidade seja atrelado a momentos de alegrias e vitórias.
O GLOBO

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