quinta-feira, 30 de abril de 2020

Brasil registra 85.380 casos de covid-19 e 5.901 mortes; 435 óbitos nas últimas 24 horas



Foto: André Pera/Agência FB/Estadão Conteúdo
Passados 44 dias desde o registro da primeira morte por covid-19 no Brasil, o país acumula até esta quinta-feira (30) 5.901 óbitos decorrentes da doença, segundo o Ministério da Saúde.
De ontem para hoje, foram confirmadas 435 mortes — o que não significa que tenham ocorrido neste período, mas que foi oficializado o registro.
O número de pessoas com diagnóstico positivo de infecção pelo novo coronavírus chegou hoje a 85.380 em todo o país, com 7.218 casos adicionados ao balanço de ontem para hoje.
Com os números desta quinta-feira, Brasil ultrapassa China — país onde a pandemia teve origem — em casos e óbitos e se torna 10º país mais afetado pela pandemia.
De acordo com a Universidade Johns Hopkins, nos EUA, a China tem hoje 83.944 casos e 4.637 mortes.
Entretanto, os números oficiais são objeto de desconfiança na comunidade científica internacional, que destaca eventual falta de transparência do governo chinês. Por outro lado, a China se defende e diz que controlou o avanço do coronavírus ao isolar completamente por mais de 70 dias a província de Hubei, que concentrou a maioria dos casos.
R7

PGR denuncia Aécio Neves por propinas de 65 milhões de reais


Deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro pela Procuradoria-Geral da República Cristiano Mariz/VEJA
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quinta-feira, 30, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O parlamentar é acusado de ter recebido 65 milhões de reais em propinas de duas grandes construtoras quando exercia o cargo de senador e governador de Minas Gerais.
A denúncia feita pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que o deputado federal recebeu 30 milhões de reais da Odebrecht e 35 milhões de reais da Andrade Gutierrez em vantagens indevidas. Em troca, beneficiou essas companhias em obras de infraestrutura como o projeto do Rio Madeira e as usinas hidrelétricas de Santos Antônio e Jirau.
De acordo com a acusação, Aécio camuflou o recebimento de propinas por meio de um complexo esquema que envolvia uma contabilidade paralela, entrega de recursos por meio de doleiros e transportadoras, uma empresa sediada no exterior, além de pessoas intermediárias responsáveis por ocultar o dinheiro de origem ilícita. Entre os envolvidos no esquema, estão Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas, e o empresário Alexandre Accioly, que também foram denunciados pela PGR.
A investigação iniciou a partir de delações premiadas de executivos da Odebrecht — que acusaram o deputado mineiro de fazer parte de um esquema de corrupção. Ao longo das apurações, foram doleiros, que confirmaram o repasse de propinas. “As provas coligidas na investigação demonstraram a existencia de um pernicioso e perene esquema de troca de favores, cujo epicentro é Aécio Neves, configurando um sistema institucionalizado de corrupção”, escreve a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo.
Agora, o Supremo Tribunal Federal irá avaliar se aceita a denúncia da PGR contra Aécio Neves. O deputado já é réu em outro caso em que é acusado de receber 2 milhões de reais em propina da JBS. O parlamentar foi gravado pelo dono da companhia, Joesley Batista, negociando pagamentos de valores.
Veja

“Talvez já tenha pegado covid-19 no passado e nem senti”, diz Bolsonaro; presidente diz que usa “nomes fantasia” em pedidos de exames e receitas para se proteger



Foto:(Ueslei Marcelino/Reuters)
O presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista na manhã desta quinta-feira (30) à Rádio Guaíba, antes de embarcar para o Rio Grande do Sul, em agenda oficial. Quanto à decisão da Justiça Federal que o obriga a apresentar os exames que fez para diagnóstico do novo coronavírus sob prazo que se encerra hoje, o presidente voltou a afirmar que, caso perca recurso movido pela Advocacia-Geral da União (AGU), irá divulgar os documentos.
Na segunda-feira (27), por decisão da juíza Ana Lúcia Petri Betto, o jornal O Estado de S. Paulo conseguiu na Justiça o direito de obter os testes de covid-19 feitos por Bolsonaro. Ao minimizar, por mais uma vez, os efeitos da covid-19 à saúde, o presidente disse: “Eu talvez já tenha pegado esse vírus no passado e nem senti”.
O chefe do Executivo ainda repetiu que usa “nomes fantasia” em pedidos de exames e receitas de medicamentos para se proteger. “Sou uma pessoa conhecida para o bem ou para o mal. Quando fui medicado, coloquei nome fantasia porque na ponta da linha está um ser humano, não se sabe o que pode ser feito se alguém souber que é Jair Bolsonaro”, justificou o presidente.
Com informações do Estadão

Marco Aurélio mantém norma do CNJ que recomenda soltura geral de detentos na pandemia

O ministro Marco Aurélio Mello rejeitou uma ação do Podemos para derrubar uma resolução do CNJ que recomenda a soltura de presos com risco de contrair a Covid-19.
Nas contas do partido, juízes já mandaram mais de 29 mil detentos para prisões domiciliares com base na norma.
No processo, o partido alegava que a crise sanitária não pode ser uma justificativa para a impunidade e que não há critérios objetivos para a soltura, nem condições de fiscalizar o cumprimento das penas em casa.
O ministro rejeitou a ação com um argumento esquisito: o de que “a aplicabilidade da recomendação atacada depende da prática de atos judiciais posteriores, destinados a concretizar as medidas nela referidas”.
O Antagonista

Respiradores: Justiça nega recurso da União e empresa deve entregar equipamentos ao RN

Foto: Elisa Elsie
O Governo do Estado conquistou mais uma decisão judicial favorável ao recebimento de respiradores que serão utilizados no tratamento de pacientes potiguares com a Covid-19. O Tribunal Regional Federal da 5ª Rregião (TRF5) negou o pedido da Advocacia Geral da União (AGU) para barrar a entrega de 14 respiradores que foram comprados pela gestão estadual junto à empresa Intermed Equipamento Médico Hospitalar LTDA.
A decisão do TRF5 reforça a liminar que já tinha sido expedida pelo juiz federal Magnus Augusto Delgado, da 1ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), e foi contestada pela AGU, que pedia para que se aguardasse o julgamento do mérito da questão.
Notícia completa aqui no Justiça Potiguar.

Via Blog do BG

PARA COMPLETAR: Rússia ameaça EUA com ataque nuclear por causa de nova arma de Trump


Foto: Ronald Gutridge – 5.abr.2018/Marinha dos EUA/Reuters
A Rússia ameaçou diretamente os Estados Unidos com um ataque nuclear maciço caso algum submarino americano faça um lançamento de míssil, independentemente de ele carregar ou não ogivas atômicas.
O recado inusual foi dado pelo Ministério das Relações Exteriores e, se pode ser lido como uma afirmação de força em meio à pandemia do novo coronavírus, é resposta a uma escalada promovida pelo governo de Donald Trump.
No começo do ano, os EUA anunciaram ter equipado um primeiro submarino lançador de mísseis balísticos Trident com uma nova ogiva de potência reduzida —5 kilotons, ou 1/3 da força da bomba que arrasou Hiroshima em 1945.
Segundo a nova doutrina nuclear americana, implantada por Trump em 2018, o uso dessas armas táticas, que visam anular alvos militares restritos, seria aceitável em algumas circunstâncias. A alegação é que os russos já tinham tal arma, embora não admitissem.
A porta-voz do ministério russo, Maria Zakharova, disse que o movimento “aumenta o risco de um conflito nuclear”. “Eu gostaria de enfatizar que qualquer ataque de um submarino americano de mísseis balísticos, independentemente de suas caracaterísticas, será percebido como um ataque com armas nucleares.”
“De acordo com a nossa doutrina militar, uma ação dessas será considerada motivo para o uso retaliatório de armas nucleares pela Rússia”, completou, em entrevista na quarta (29).
A decisão de Trump de colocar em uso a ogiva W76-2 no submarino USS Tennessee já havia provocado críticas de parlamentares russos, mas agora a discussão subiu um degrau importante.
O presidente Vladimir Putin tem criticado sistematicamente os movimentos de Trump, dizendo que ele aumenta o risco de uma guerra nuclear.
Por outro lado, o russo está na vanguarda do desenvolvimento de novas armas estratégicas, como mísseis hipersônicos e novos ICBMs (mísseis intercontinentais pesados).
Os dois países são as potências indiscutíveis no campo, herança da Guerra Fria: têm 92% das ogivas no mundo, mais do que suficiente para inviabilizar a civilização.
Moscou tem, segundo a Federação dos Cientistas Americanos, 1.600 dessas armas prontas para uso. Washington, 1.750. As lançadas por submarinos americanos usualmente têm 455 kilotons, enquanto mísseis intercontinentais disparados de silos ou lançadores podem chegar a mais de 1 megaton.
Como lembram observadores dessa realidade, como o diplomata brasileiro Sérgio Duarte, se o mundo está sofrendo com a Covid-19 e suas até aqui mais de 200 mil mortes, um embate nuclear seria impossível de lidar com eficácia.
Obviamente ninguém espera que as duas potências entrem em conflito, mas especialistas alertam que as ações americanas de fato tornam o risco de algum acidente acontecer maior.
Isso porque há certo consenso de que Trump considera, de fato, o uso de armas de baixa potência no caso de conflito com outros adversários: a Coreia do Norte e o Irã. Mas a fala de Zakharova sugere que qualquer ataque poderia merecer uma reação, e os dois países rivais dos EUA têm laços com a Rússia.
Em fevereiro, o Pentágono inclusive fez uma rara divulgação de um exercício de guerra nuclear no qual os russos atacavam primeiro, com uma bomba de baixa potência, um alvo da Otan (aliança militar ocidental) na Europa.
A crise da Covid-19 também aumentou a tensão entre americanos e seus rivais. Norte-coreanos testaram mísseis de cruzeiro, e a China tem feito exercícios navais no momento em que os EUA estão com os dois porta-aviões na região do Pacífico desabilitados devido a infecções entre as tripulações.
Na semana passada, num movimento ainda não explicado, os EUA retiraram a sua força de bombardeiros estratégicos de Guam, território que possuem no Pacífico e que é central para quaisquer operações na região.
Lá se alternavam modelos B-52, B-1B e eventualmente os furtivos B-2. Todos voltaram para bases nos EUA, levando à especulação de que Washington já não considera a região segura ante eventuais ataques balísticos de chineses ou até norte-coreanos.
Além de carregar eventualmente armas nucleares, esses aviões seriam a linha de frente a qualquer ataque contra Pyongyang, por exemplo. O Pentágono afirma que a mudança visa dar flexibilidade a seu uso, uma explicação pouco convincente.
A questão que fica é: os EUA irão desguarnecer Guam? Além da base aérea de Anderson, na ilha, há uma grande base naval —onde, aliás, está o porta-aviões USS Theodore Roosevelt, evacuado devido à Covid-19.
Há questões subsidiárias. Se Guam está vulnerável, o que dizer do Japão, ao lado da China e da Coreia do Norte, onde está o maior contigente de forças americanas no exterior, 55,6 mil militares?
A Rússia, por sua vez, segue com a rotina inalterada de exercícios militares, com ações semanais em diversas regiões. Patrulhas aéreas também continuam sendo feitas.
Caças de Finlândia, Suécia, Polônia e Dinamarca tiveram de interceptar dois bombardeiros com capacidade de ataque nuclear Tu-160 que fizeram uma patrulha nesta semana sobre o mar Báltico.
Cada um desses enormes aviões pode levar até 12 mísseis de curto alcance com armas nucleares ou 6 versões de cruzeiro.
Folha de São Paulo

FOTOS: Após comprar lote de álcool gel adulterado, PF faz operação na Região de Curitiba



  Fotos: Divulgação/PF
A Polícia Federal (PF ) deflagrou uma operação, na manhã desta quinta-feira (30), contra a produção e a venda de álcool gel adulterado no Paraná. Isso aconteceu depois de a PF comprar um lote do produto que tinha menos álcool do que o indicado no rótulo.
De acordo com a PF, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Fazenda Rio Grande e em São José dos Pinhais – que ficam na Região Metropolitana de Curitiba. Ninguém foi preso.
A ação foi batizada de “Acqua Gel” e verificou lotes de álcool gel, que estavam à venda, com o percentual de álcool enganoso, diferente do que dizia na embalagem.
O objetivo da operação, segundo a PF, é apurar outros se outros lotes têm o mesmo problema e se foram vendidos a mais órgãos governamentais e hospitais.
Lotes foram apreendidos, durante a operação, e vão ser submetidos à análise pericial.
Investigação
A investigação começou há 15 dias, segundo a PF.
O ponto de partida, conforme a PF, foi quando o Setor Técnico Científico (SETEC) identificou que um lote de álcool gel 65% – vendido à Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná – tinha, na verdade, 30% do álcool. Essa quantidade faz com que o produto perca a função de desinfecção e assepsia.
De acordo com a PF, exames periciais adicionais confirmaram o baixo percentual de álcool em todo o lote comprado pela corporação.
Assim que a adulteração foi percebida, o lote de álcool gel foi recolhido e substituído. Os novos produtos adquiridos pela PF também passaram por teste, sendo aprovados.
G1

Gilmar Mendes rejeita ação de Eduardo Bolsonaro e mantém CPI das Fake News

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quarta-feira (29) uma ação apresentada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para impedir a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, em funcionamento no Congresso Nacional.
“Os fatos apurados pela CPI em tela assumem a mais alta relevância para a preservação da nossa ordem constitucional. Não à toa, há uma crescente preocupação mundial com os impactos que a disseminação de estratégias de desinformação e de notícias falsas tem provocado sobre os processos eleitorais”, diz o ministro na decisão.
Segundo o deputado federal, a ampliação da duração dos trabalhos “está na iminência de ocorrer”. Ao STF, os advogados do deputado argumentaram haver irregularidades no andamento da CPI, como desrespeito ao foco da linha de investigação definida no requerimento de instalação da comissão.
“Necessária a medida liminar uma vez ameaçados os direitos políticos do Impetrante, cujos danos, se concretizados, poderão ser irreversíveis, às custas da manutenção dos direitos fundamentais do Impetrante, bem como daqueles que ele representa”, afirma a ação de Eduardo Bolsonaro.
Nesta quarta-feira, antes da decisão de Gilmar Mendes, a CPI enviou manifestação ao Supremo afirmando que a eventual paralisação dos trabalhos pode gerar impacto nas investigações.
“A CPI está apenas cumprindo com o seu dever constitucional de investigar o objeto para o qual foi criada. O impetrante [Eduardo] alega que o objeto da CPI estaria sendo desvirtuado, mas não se desincumbiu do ônus de demonstrá-lo concretamente, sendo certo que a mera afirmação nesse sentido – desacompanhada de elementos indiciários – carece de valor jurídico”, afirmou o documento.
Ao rejeitar a ação de Eduardo Bolsonaro, Gilmar citou que a CPI e dois inquéritos em tramitação no STF – um que investiga fake news e outro que apura atos contra a democracia – “são de vital importância para o desvendamento da atuação de verdadeiras quadrilhas organizadas que, por meio de mecanismos ocultos de financiamento, impulsionam estratégias de desinformação, atuam como milícias digitais, que manipulam o debate público e violam a ordem democrática”.
Para Mendes, a tentativa restringir os trabalhos da comissão parece incompatível com a própria funcionalidade desse tipo de colegiado.
O ministro discordou da tese da defesa de Eduardo Bolsonaro de que investigar fake news nas eleições de 2018 fuja do objeto da CPI e disse se tratar de uma linha de apuração “assessória” aos trabalhos do colegiado.
“A investigação da utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições 2018 constitui um dos objetos principais da referida CPI, e não mera questão acessória, de modo que não se verifica violação a direito líquido e certo do impetrante”, afirmou Gilmar.
Mendes lembrou que os atos da CPI podem ser questionados no STF e que a Corte está atuando quando provocada.
“Não se está a fixar a validade de todo e qualquer ato investigativo praticado no bojo da referida CPI, uma vez que tais atos sempre poderão ser individualmente submetidos à sindicância jurisdicional desta Corte”, disse o ministro.
Ao STF, Eduardo Bolsonaro também pediu a invalidação de reuniões do colegiado realizadas em dezembro do ano passado. Em uma delas, houve o depoimento da líder do PSL, Joice Hasselmann (SP).
Segundo a ação, a deputada “proferiu discurso de várias horas com o único intuito de enfraquecer a legitimidade política do aqui Impetrante e de demais membros de sua base política, acusando-os de terem relação íntima em um complexo esquema de disparos de fake news”.
Em outra reunião, diz a ação, os deputados fizeram discursos que “demonstraram a tendência imparcial das inquirições”.
Os advogados de Eduardo Bolsonaro relataram na ação ao STF que Joice Hasselmann retirou da comissão parlamentares que pertenciam à base aliada do governo substituindo-os por deputados “sabidamente da oposição, inimigos declarados, visando manter e intensificar a perseguição”.
Foram substituídos no colegiado os deputados Filipe Barros (PSL-PR), a deputada federal Caroline de Toni (PSL-SC), bem como seus suplentes, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e o deputado federal Carlos Jordy (PSLRJ).
“Os referidos deputados eram membros da comissão e, em última análise, os únicos defensores dos interesses políticos da base aliada ao governo, ou seja, a única voz que representava a atuação política do Sr. Presidente da República e do Impetrante”, afirmou.
O pedido de Eduardo Bolsonaro relatou ainda que as convocações de testemunhas aprovadas pela CPI eram de pessoas “sabidamente opositoras ao atual governo” e que foram negados pedidos de convocação apresentados por deputados alinhados ao governo.
G1

Médico alerta para falta de Sol, exercícios e enfraquecimento muscular na quarentena


Foto: Ilustrativa
O isolamento social é o meio mais eficiente para se proteger do novo coronavírus, mas o confinamento produz efeitos colaterais que podem trazer riscos à saúde. A maioria acaba não pegando sol, o que afeta a produção da vitamina D, ativada através da exposição aos raios solares na pele. Para quem sofre de osteopenia ou osteoporose, o problema é maior: além da falta de vitamina, o sedentarismo da quarentena pode agravar a perda de massa óssea e acarretar também um enfraquecimento muscular. Para o ortopedista geriátrico Francisco Paranhos, doutor em endocrinologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisador clínico do Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, e vice-presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo, diante deste cenário, os médicos se preocupam com a ocorrência de quedas e fraturas.
Durante o período de quarentena, sem a exposição solar, a suplementação de vitamina D é benéfica para todos, ele explica: “a vitamina D tem um papel relevante na ação esquelética, porque atua na função muscular e no metabolismo do cálcio, preservando a massa óssea e reduzindo o risco de quedas e fraturas. Mas os benefícios da vitamina D não param por aí. Existem muitas evidências científicas sobre suas ações extra-esqueléticas, como, por exemplo, na modulação imunológica, na defesa antimicrobiana, na ação anti-inflamatória e anticâncer, na função neuroprotetora e nos benefícios cardíacos”. Acrescenta que o tempo de exposição ao sol varia de acordo com a latitude, a estação do ano e cor da pele, entre outros fatores. Estar distante da linha do equador, ou nos meses frios do ano, ou ainda ter o tom de pele mais escuro ativa menos a formação da vitamina D. O melhor sol é o da faixa entre 12h e 15h, mas é preciso usar o bom senso e evitar os excessos e queimaduras. “Ninguém deve se expor ao risco de um câncer de pele. Indivíduos de pele clara deveriam pegar de 15 a 20 minutos de sol, pelo menos de três a quatro vezes na semana, expondo partes do corpo como pernas, braços, abdômen e costas, sem a necessidade de ficarem vermelhos ou bronzeados. As pessoas de pele negra necessitam de um tempo um pouco maior, até 30 minutos, pois a melanina, pigmento da pele, é um filtro solar natural”, complementa. Outros fatores podem diminuir a ativação da vitamina D, como o envelhecimento da pele, o uso de roupas compridas ou de filtros solares, a poluição e a exposição solar através do vidro da janela. Um filtro solar de fator de proteção 30 inibe a ativação da vitamina D de 95% a 99%. Muitas das vezes, apesar de o idoso se expor ao sol, o envelhecimento faz com que a pele perca eficiência como “sensor” para produzir vitamina D, aumentando a necessidade de uma suplementação via oral.
O doutor Paranhos citou o professor Giancarlo Iasaia, pesquisador da Universidade de Turim, na Itália, que observou que os pacientes graves infectados pelo novo coronavírus tinham uma grande prevalência de insuficiência vitamínica D. Os dados preliminares da pesquisa não testaram a administração de vitamina D para melhorar a evolução desses doentes, mas o professor apontou a necessidade de corrigir essa deficiência. Por isso, ele diz que, considerando a falta de exposição solar na atual quarentena e a chegada do período de frio e com menor insolação, há uma grande chance de desenvolvermos uma insuficiência vitamínica D. Os adultos jovens podem se beneficiar com a suplementação de doses de mil unidades diárias, enquanto os idosos precisariam de 2 mil unidades. Como se trata de uma vitamina lipossolúvel, que se acumula no organismo, as doses podem ser ministradas semanalmente ou até mensalmente.
Por último, lembra que a osteoporose é uma doença silenciosa e acomete tanto mulheres quanto homens. Nas mulheres é mais precoce, dada a perda do hormônio sexual feminino, o estrogênio, por volta dos 45 aos 50 anos de idade, quando ocorre a menopausa. Nos homens, a andropausa, a falta da testosterona, o hormônio sexual masculino, se dá depois dos 60 anos. Em ambos os gêneros, a perda dos respectivos hormônios leva a um aumento da reabsorção e do enfraquecimento dos ossos, isto é, o envelhecimento é um fator de risco para desenvolver osteoporose e sofrer fraturas. Um alerta: de 40% a 50% das mulheres e 25% dos homens acima dos 50 anos sofrerão pelo menos uma fratura osteoporótica ao longo de suas vidas. A de quadril é a mais temida, pois tem uma taxa de mortalidade de 20% a 30% num primeiro ano após o episódio, além das sequelas físicas que produz.
Bem Estar – Globo

Guedes admite que governo pode emitir moeda para financiar a dívida



Foto: Jorge William / Agência O Globo
O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu, nesta quinta-feira, pela primeira vez, que o Banco Central pode emitir moeda e comprar dívida interna para financiar a dívida pública. Ao comentar o assunto, em audiência pública do Congresso Nacional, afirmou que um bom economista não tem dogmas.
— É possível emitir moeda? Sim — disse Guedes.
O ministro desenhou um cenário de inflação zerada e juro baixo para justificar a eventual emissão. A consequência mais clássica da emissão de moeda é o descontrole da inflação ou mesmo uma crise hiperinflacionária.
“Imprimir dinheiro” para financiar o governo é defendido, por exemplo, pelo ex-ministro da Fazenda e ex-presidene do BC Henrique Meirelles.
— Se cair numa situação que a inflação vai praticamente para zero, os juros colapsam, e existe o que a gente chama da armadilha da liquidez, o Banco Central pode sim emitir moeda e pode sim comprar dívida interna — disse Guedes.
Por conta do coronavírus e das medidas tomadas para combater o vírus, a dívida pública deve disparar nos próximos meses, o que levantou questionamentos dos senadores sobre a capacidade do país em financiar as ações.
Guedes disse que o BC pode até mesmo comprar a dívida interna.
— Ele (o BC) pode recomprar dívida interna. Se a taxa de juros for muito baixa ninguém quer comprar título muito longo e aí pode monetizar a dívida sem que haja impacto inflacionário — disse o ministro.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já se manifestou contrário à emissão de moeda para financiar os gastos do governo no combate à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.
Guedes afirmou que é preciso prosseguir com as reformas.
— Mas nós sabemos que o mundo espera que as reformas prossigam e que a gente tenha austeridade do ponto de vista de entender que numa crise de saúde não falta dinheiro para a saúde, mas isso não pode virar uma farra eleitoral — completou.
Guedes também afirmou que o BC está usando as reservas internacionais, o que tem reduzido a dívida pública.
O ministro afirmou depois que uma solução para não ser necessário emitir moeda seria o Congresso aprovar uma propsota de emenda à Constituição (PEC) que acaba com boa parte dos fundos públicos e transfere R$ 250 bilhões para reduzir a dívida.
O Globo

Animação mostra como coronavírus se espalha rapidamente dentro de avião



Como a Covid-19 se espalha dentro de um avião (Foto: Reprodução)
Enquanto o mundo espera ansiosamente voltar à normalidade, as empresas aéreas aguardam o fim da pandemia do coronavírus para colocar seus aviões no ar, mas isso pode demorar um pouco mais. Um pequeno vídeo publicado pelo jornal DailyMail mostra como a Covid-19 pode se espalhar rapidamente entre os passsageiros quando apenas uma pessoa infectada estiver no voo.
A Universidade Purdue, nos Estados Unidos, criou uma simulação que mostra que se uma pessoa contaminada pelo novo vírus tossir sem estar usando máscara, o o coronavírus pode se espalhar por toda a cabine e todos podem ficar doentes. A sequência explica que as pequenas gotas de saliva (em roxo) cheias do vírus atinge rapidamente as pessoas mais próximas e sepois segue para as outras dentro da aeronave.
A simulação é baseada em vírus aéreos que permanecem no ar e os cientistas ainda não têm certeza se o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, se encaixa nessa categoria. Os cientistas fizeram a simulação para estudar a transmissão de doenças infecciosas em aviões para ajudar a informar os sistemas de ventilação ideais e seguros.
“Doenças infecciosas, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e gripe aviária, podem causar perturbações sociais e econômicas significativas. O modelo foi baseado na suposição de que o vírus SARS de 2003 era uma doença transmitida pelo ar. Isso significa que os germes da respiração, espirro ou tosse de uma pessoa podem permanecer no ar e viajar porque as gotículas são muito pequenas”, comenta o pesquisador Qingyan Chen.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a Covid-19 é transmitida principalmente por meio de gotículas que viajam distâncias curtas antes de cair no chão, motivo pelo qual o distanciamento social impede a expansão.
O ar condicionado dentro dos aviões pode ajudar a impulsionar um vírus, já que o espaço é confinado e não tem janelas.
Globo, via Marie Claire

RN registra 1177 casos confirmados de coronavírus, 4792 suspeitos, 3869 descartados e 381 curados; 56 mortes, sendo duas nas últimas 24 horas


Foto: Reprodução/Instagram
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte (Sesap) atualizou os dados do coronavírus no RN nesta quinta-feira (30). O mais recente boletim epidemiológico soma 1177 casos de Covid-19 no RN. São 91 a mais que na quarta-feira(29), quando registrou 1086 infectados.
Agora são 56 mortes causadas pela pandemia no estado com 02 óbitos registrado nas últimas 24h.
O número de suspeitos chega a 4792 –  62 a mais que na quarta-feira – (4730). Os casos descartados são 3.869, enquanto no boletim anterior eram 3.619.
O número de curados registra 381 pacientes.

Blog do BG

AGU não entrega exames, e envia à Justiça relatório médico que diz que Bolsonaro se encontra “assintomático” e teve resultado negativo para testes do novo coronavírus


Foto: Reprodução/Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quinta-feira (30) que enviou à Justiça Federal de São Paulo um relatório médico de 18 de março no qual atesta que o presidente Jair Bolsonaro se encontra “assintomático” e teve resultado negativo para os testes do novo coronavírus realizados no mês passado. A AGU, no entanto, não encaminhou os laudos dos testes, conforme solicitado pelo “Estado” e exigido pela Justiça.
“A Advocacia-Geral da União protocolou petição no processo ajuizado pelo jornal O Estado de S. Paulo no qual é requerida a divulgação dos exames de detecção de Covid-19 do presidente da República, Jair Bolsonaro. A AGU apresenta, na manifestação, relatório médico emitido em 18 de março de 2020 pela Coordenação de Saúde da Presidência da República, no qual é atestado que o presidente da República é monitorado pela respectiva equipe médica, encontrando-se assintomático, tendo, inclusive, realizado exame para detecção da Covid-19, nos dias 12 e 17 de março, com o referido exame dando não reagente (negativo). Tendo em vista a juntada do relatório aos autos do processo, a AGU requer a extinção do processo”, informou o órgão ao Estado.
Na última segunda-feira, o Estado de S. Paulo garantiu o direito de obter os testes de covid-19 feitos pelo presidente Jair Bolsonaro. Por decisão da juíza Ana Lúcia Petri Betto, a União teve um prazo de 48 horas para fornecer “os laudos de todos os exames” feitos pelo presidente da República para identificar a infecção ou não pelo novo coronavírus. Bolsonaro já disse que o resultado dos exames deu negativo, mas se recusa até hoje divulgar os papéis.
A juíza federal Ana Lúcia Petri Betto havia estabelecido um prazo de 48 horas para que a União apresente os resultados dos exames e fixou uma multa de R$ 5 mil por dia de omissão injustificada.
“Repise-se que ‘todo poder emana do povo'(art. 1º, parágrafo único, da CF/88), de modo que os mandantes do poder têm o direito de serem informados quanto ao real estado de saúde do representante eleito”, concluiu a juíza, ao atender ao pedido do Estado.
Hoje pela manhã, Bolsonaro disse que a lei lhe garante o direito de não apresentar o resultado dos exames de covid-19 que realizou para saber se estava com a doença. Em declaração em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente observou, no entanto, que se a decisão judicial que garante a divulgação for mantida, não terá alternativa.
“A AGU (Advocacia-Geral da União) deve ter recorrido. E se nós perdermos o recurso daí vai ser apresentado. E vou me sentir violentado. A lei vale para o presidente e mais humilde cidadão brasileiro”, disse o presidente antes de embarcar para Porto Alegre, onde participará de solenidade do Exército.
Antes mesmo de ser oficialmente notificada, a AGU enviou à Justiça Federal de São Paulo uma manifestação em que se opõe à divulgação do resultado do exame de Bolsonaro. Em seis páginas, a AGU diz que o pedido deve ser negado, sob a alegação de que a “intimidade e a privacidade são direitos individuais”.
Na última terça-feira, Bolsonaro disse que quer defender na Justiça o direito de não mostrar o resultado dos exames de covid-19 que realizou.
“Da minha parte, não tem problema mostrar (o resultado), mas eu quero mostrar que eu tenho o direito de não mostrar. Pra que isso? Daqui a pouco quer saber se eu sou virgem ou não, vou ter de apresentar exame de virgindade para você. Dá positivo ou negativo, o que vocês acham aí?”, disse o presidente na porta do Palácio da Alvorada ao falar com a imprensa.
Juristas, no entanto, discordam do entendimento de Bolsonaro. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto considerou “juridicamente correta” a decisão da Justiça. Na avaliação do ex-magistrado, o Brasil tem o direito de saber da saúde do presidente.
“O País tem o direito de saber da saúde do seu presidente, até porque se trata de doença transmissível e, ao que se sabe, o presidente não se submeteu a nenhum isolamento físico”, afirmou Ayres Britto. “No momento em que vivemos planetariamente, a matéria não se inscreve no âmbito da intimidade, nem mesmo da vida privada do presidente. O próprio presidente antecipou o interesse coletivo no resultado do exame a que se submeteu ao tornar pública a realização desse mesmo exame”, completou.
Bolsonaro fez o exame para o vírus duas vezes, em 12 e 17 de março, após voltar de missão oficial nos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente Donald Trump. Nas duas ocasiões, o chefe do Executivo informou, via redes sociais, que testou negativo para a doença, mas não exibiu cópia dos resultados. Pelo menos 23 pessoas que acompanharam o presidente na visita aos Estados Unidos, incluindo auxiliares próximos, foram diagnosticadas posteriormente com a doença.
Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, é “injustificável” Bolsonaro ainda não ter divulgado os exames. “Em especial em uma situação de epidemia, torna-se relevante que o presidente seja transparente e divulgue o resultado oficial do seu exame, a exemplo do que fizeram vários líderes de países democráticos.”
Fausto Macedo – Estadão

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