sábado, 29 de agosto de 2020

Um dia após afastamento, Witzel passa mal e é atendido em hospital no RJ

 



Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Um dia após ser afastado do cargo de governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel se sentiu mal na manhã deste sábado (29) e precisou de atendimento médico.

Em entrevista à TV Globo, Witzel disse que acordou com uma inflamação e foi a um hospital em Copacabana, na Zona Sul do Rio, para ser atendido. Segundo ele, foi diagnosticada uma prostatite – inflamação da próstata.

Ainda pela manhã, um médico foi ao Palácio Laranjeira, onde Witzel tem direito de permanecer, segundo a decisão do Superior Tribunal de Justiça que o afastou por 180 dias.

G1

Flordelis dá primeira entrevista após ser denunciada por morte do marido: “Não estou preparada para ser presa e não vou ser”

 


Foto: reprodução

Seis dias após ser denunciada como a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, Flordelis deu sua primeira entrevista. Ela contou ao jornalista Roberto Cabrini como tem sido os dias após a conclusão do inquérito: “É o pior momento da minha vida”.

Aos 59 anos, a deputada federal Flordelis dos Santos Souza sabe que só não está presa porque possui foro privilegiado e luta para não ser cassada. “Não estou preparada para ser presa e não vou ser. Sou inocente e tenho certeza que minha inocência será provada nos próximos dias”, responde ela ao ser perguntada sobre o medo de ir para a cadeia.

Flordelis também negou que tenha adotado Anderson quando os dois se conheceram, ele com 14 anos. “Mentira. Isso tudo é mentira”, disse ela, inclusive negando que Anderson e a filha biológica Simone, que está presa por envolvimento no crime, tenham namorado.

“Eu amo meu marido até hoje. Ele não controlava a minha vida. Ele não fazia isso. Eu não matei. Eu não fiz isso que estão me acusando. Não é real. Não é verdade. É uma injustiça”.

Sobre a noite e o dia seguinte ao crime, ela pouco se lembra, garante: “Me lembro de algumas coisas do dia do assassinato. Eu achava que teria sido roubo. Eu estava sedada. Eu com certeza na morte do meu marido eu devo ter chorado muito. Muita coisa fugiu da minha mente por causa da sedação. Eu não sabia da quantidade de tiros. Eu não sabia. Quando eu desci, meu filho falou que já tinham levado ele para o hospital. Eu estava muito distante, até eu chegar… aquela gritaria toda, aquele alvoroço todo, eu no terceiro andar… até eu chegar… A minha chegada foi no momento que eles já tinham socorrido o meu marido”.

Flordelis negou ainda que tenha mandado matar Anderson do Carmo, pois não poderia se separar, conforme uma das mensagens pegas em seu celular: “Isso não existe. Não existe ‘escandalizar o nome de Deus’. se eu tivesse que me separar, eu me separaria”. Eu jamais chamaria meu marido de traste. Essa mensagem não foi escrita por mim. Não sei. Eu quero que a Justiça descubra quem escreveu. Meu celular é tipo um celular comunitário em casa. Todo mundo te acesso ao meu celular. Eu preciso saber quem matou meu marido. Eu não sei. Se eu soubesse, eu falaria aqui agora. Quem matou meu marido está desgraçando com minha vida. Eu não estou escondendo nada”.

Durante a reportagem, Flordelis fez uma espécie de reconstituição da madrugada do crime, ocorrido em 16 de junho de 2019. “Eu estava aqui (aponta ela numa sala) e ouvi seis tiros. Eu só ouvi seis (a investigação diz que foram 30). A minha preocupação… Nem imaginava que fosse algo com alguém dentro da minha casa”.

Flordelis ainda negou que tenha dado dinheiro para a compra da arma utilizada no homicídio: “A polícia está falando tantas inverdades”.

Além do crime, a entrada e suposto sumiço de mais de R$ 6 milhões na conta do Ministério Flordelis, nome de suas igrejas, foi assunto da entrevista. “Esse dinheiro não entrou na conta da igreja. E eu também quero saber onde ele está. É uma pista importante para esse crime”, ela diz.

Sobre os filhos estarem presos, Flordelis reage com frieza: “Eu não tenho que estar presa. Eu não matei meu marido. nem mandei matar. Por que me prender? Todo mundo dentro de casa e fora de casa sabia do valor que meu marido tinha para mim”. afirma: “Só quero que o Ministério Público venha e me diga o por quê, o motivo para eu matar o meu marido. Eu reencontrarei meu marido no céu, com certeza”.

Extra

Renda Brasil deve propor que empresas doem a famílias carentes

 


Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governo quer permitir que empresas doem recursos a famílias carentes no âmbito do programa Renda Brasil, que substituirá o Bolsa Família e será a marca social da gestão Jair Bolsonaro. A ideia do Ministério da Cidadania é dar às companhias que aderirem à iniciativa o chamado “Selo Cidadania” como reconhecimento – não haveria incentivo financeiro ou subsídio.

A proposta consta em um documento enviado pela Cidadania ao Ministério da Economia em 13 de agosto e foi confirmada pela reportagem com fontes que participam das discussões.

“No eixo de envolvimento do setor privado, o programa busca o apoio de particulares e empresas que possam ajudar os brasileiros em situação de vulnerabilidade para que alcancem a verdadeira cidadania”, diz o documento obtido pelo Estadão/Broadcast.

Segundo apurou a reportagem, a ideia é usar inteligência artificial para permitir que a empresa escolha doar para famílias de determinado perfil ou localidade, mas sem revelar dados pessoais dos beneficiados. A proposta é justamente mencionada em documento da área de TI (Tecnologia da Informação) da pasta para ilustrar os projetos do setor.

No passado, o governo Luiz Inácio Lula da Silva tentou apostar na doação de empresas para lançar o programa Fome Zero, que tinha como slogan “O Brasil que come ajudando o Brasil que tem fome”. A iniciativa, porém, não deu resultados concretos e foi criticada inclusive pelo Banco Mundial, um dos principais organismos multilaterais que mantém um olhar para as questões de pobreza e desigualdade.

Quatro eixos

O mesmo documento do Ministério da Cidadania traz uma ilustração do que seria a proposta do Renda Brasil, dividida em quatro eixos: primeira infância, renda cidadã, prêmios por méritos e emancipação cidadã.

Selo Cidadania

Uma fonte da área econômica confirmou o esquema como a proposta inicial em estudo dentro do governo, mas informou que pode haver ajustes após o presidente Jair Bolsonaro pedir modificações no desenho do Renda Brasil. Bolsonaro também vetou a extinção de outros benefícios, como o abono salarial, para liberar recursos ao novo programa, o que pode acabar limitando algumas das iniciativas planejadas.

No eixo de emancipação cidadã, o governo prevê a criação da Carteira Verde e Amarela Digital (barateando para as empresas o custo de contratação de pessoas com menores salários, com redução de encargos), a capitalização (regime de aposentadoria em que cada trabalhador tem a própria poupança e não apenas contribua para um fundo comum, como ocorre hoje com o INSS) e seguro-desemprego privado.

O texto não detalha como seria o funcionamento dessas propostas, nem os valores dos benefícios – o Orçamento do programa tem sido justamente o ponto mais sensível das negociações.

Segundo apurou a reportagem, há estudos dentro do Ministério da Economia para um seguro-desemprego privado, mas sem definição. No ano passado, em entrevista ao Estadão/Broadcast, a Superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, defendeu a migração do seguro desemprego para a iniciativa privada. “Por que não podemos pensar no seguro desemprego como um produto privado? (O seguro-desemprego) representa cerca de 1% do PIB e uma gestão privada certamente poderia ser mais eficiente”, disse à época.

Ainda de acordo com o documento, no eixo da primeira infância estaria um auxílio às famílias com crianças de 0 a 2 anos e o programa Criança Feliz, que apoia famílias com crianças de 0 a 6 anos.

No eixo da renda cidadã, há o chamado benefício cidadania, um benefício variável (como no Bolsa Família, que também tem um benefício variável para famílias em condição de extrema pobreza), condicionalidades de educação (a partir de 6 anos, como incentivo à assiduidade escolar), condicionalidades de saúde (da gestação até os 7 anos) e um benefício à primeira infância.

No eixo prêmios por méritos, há a previsão de um bônus por desempenho escolar ou bom desempenho em esportes, além de um incentivo à iniciação científica. A previsão desses benefícios nos planos do governo para o Renda Brasil foi revelada pelo Estadão na semana passada.

R7

Corpos carbonizados são encontrados em cidade do interior do RN

 



Foto: reprodução

Dois corpos carbonizados foram encontrados na Fazenda Irapuru, no município potiguar de Tanguará, neste sábado 29.

Segundo populares, os corpos foram encontradas próximos da carcaça de um veículo, que também estava queimado.

Até o momento as identidades dos mortos não foram identificadas como também a causa do incidência ainda não foi descoberta.

Com informações de Agora RN

Padre celebridade gastou R$ 367 milhões para comprar 106 propriedades rurais

 



Padre Robson ficou famoso por suas celebrações na TV e como líder da Basília do Pai Eterno, em Trindade (GO) Foto: Reprodução

A Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) comprou ao menos 106 propriedades rurais como fazendas, sítios e chácaras entre os anos de 2010 e 2019. Para as aquisições, a entidade criada pelo padre Robson de Oliveira Pereira, de 46 anos, gastou R$ 367,6 milhões neste período. As terras foram adquiridas principalmente em Goiás, onde vive o pároco, mas também há registros de compras em Mato Grosso e São Paulo.

Os valores aplicados nesses negócios foram provenientes de doações feitas pelos fiéis à Afipe, associação fundada para cuidar dos interesses do Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade. Robson foi presidente da entidade até semana passada, quando se afastou do cargo em meio a uma série de denúncias apresentadas pelo Ministério Público de Goiás (MP). O pároco é suspeito de utilizar os recursos dos donativos para fins pessoais.

As aquisições dessas terras foram negócios fechados, sobretudo, com pagamento à vista. De acordo com dados que constam em um relatório das movimentações financeiras da Afipe, que Época teve acesso, 99 fazendas foram quitadas em uma única parcela. Apenas sete propriedades rurais foram pagas a prazo.

A primeira terra comprada pela Afipe foi a Fazenda Boa Vista do Ribeiro, localizada em Guapó, município localizado a 36 quilômetros de Goiânia. Os documentos mostram que a aquisição ocorreu no dia 23 de setembro de 2010, ano em que o padre Robson divulgou o projeto para construir uma nova basílica em Trindade, cidade que se tornou destino de romaria de peregrinos católicos. A propriedade custou R$ 400 mil em valores da época.

Os gastos com fazendas cresceram ano após ano, assim como aumentavam os donativos para a Afipe. No fim de 2010, a entidade totalizou R$ 8,6 milhões investidos em áreas rurais. O valor saltou para R$ 76,5 milhões em 2015 e chegou ao máximo dois anos depois.

Em 2017, o montante gasto pela entidade na compra de propriedades rurais chegou a R$ 115,1 milhões. A fazenda São Domingos, situada em Caiapônia, foi uma das responsáveis pelo alto valor gasto com imóveis rurais naquele ano. A propriedade custou R$ 92,9 milhões e foi paga à vista pela Afipe.

Naquela altura, o padre Robson foi vítima de um crime de extorsão, quando teve o computador e celular hackeados. Segundo o MP, o pároco foi chantageado ao longo de 2017 “para que não divulgassem imagens e mensagens eletrônicas com informações pessoais, amorosas e profissionais que levassem a prejudicar sua imagem”.

O Padre Robson chegou a transferir mais de R$ 2 milhões das contas bancárias da Afipe para os criminosos. Após a condenação da quadrilha de extorsão, o padre passou ser investigado por uso indevido das doações dos fiéis. Para o MP, o pároco é suspeito de ter cometido crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, sonegação fiscal e associação criminosa.

Época

Congresso livrou 6 parlamentares e cassou 2 acusados de homicídio

 

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A denúncia do Ministério Público contra a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), sob a suspeita de que mandou matar o marido, Anderson do Carmo, é motivo de pedido de cassação de seu mandato — o caso, ainda sob avaliação, deve ser discutido na semana que vem na Câmara. No entanto, a história mostra que nem sempre deputados e senadores cassaram seus pares acusados de assassinato.

Além de Flordelis, o Congresso tem hoje o deputado Éder Mauro (PSD-PA), pré-candidato à Prefeitura de Belém, respondendo a uma denúncia por suspeita de homicídio — não há processo contra na Câmara.

Ao longo de sua história, o próprio Parlamento já foi palco de tiroteios, e um deles acabou resultando na morte de quem tentava apartar a briga. Ao menos seis congressistas acusados de homicídio ou de tentativa de homicídio se livraram de alguma punição dos colegas e dois deputados foram cassados: Hildebrando Pascoal, ex-coronel da Polícia Militar, conhecido por integrar grupo de extermínio que utilizava motosserra para cometer assassinatos no Acre na década de 1990, e Talvane Albuquerque, suplente acusado de mandar matar a deputada cuja vaga assumiria.

Casos mais recentes

Éder Mauro foi denunciado pelo Ministério Público do Pará com outras dez pessoas sob acusação de homicídio após a morte de um homem em operação conjunta da polícias Militar e Civil no município de Ananindeua (PA). Na época, o deputado era delegado da Polícia Civil e um dos responsáveis pela ação policial, que acabou na morte de um suspeito de tráfico. O processo segue em andamento.

Em 2013, o ex-deputado federal e ex-senador Júlio Campos (DEM-MT) foi denunciado pelo Ministério Público Federal sob a suspeita de ser o mandante dos assassinatos de dois homens que seriam seus “laranjas”. Os crimes ocorreram no estado de São Paulo em 2004. O MPF afirmou que a ordem para os homicídios partiu do político e foi motivada por disputa de terras com pedras valiosas. Campos nega envolvimento nas mortes. O processo sobre os homicídios foi declarado prescrito em fevereiro deste ano.

Tiros no restaurante

Em 2007, o então deputado federal Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) renunciou ao mandato enquanto respondia por tentativa de homicídio contra o ex-governador da Paraíba, Tarcísio de Miranda Burity, ocorrida em 1993. A renúncia aconteceu dias antes de o STF (Supremo Tribunal Federal) julgar o caso e o processo voltou à Justiça comum.

Ronaldo atirou duas vezes no rival político à queima-roupa em um restaurante de João Pessoa. Burity sobreviveu à tentativa de assassinato e veio a falecer dez anos depois por falência múltipla de órgãos. Cunha Lima morreu em julho de 2012 sem nunca ter sido cassado no Congresso.

Grupo de extermínio com motossera

O ex-coronel da Polícia Militar Hildebrando Pascoal chegou à Câmara em 1999 e foi cassado no primeiro ano de mandato. Após denúncias contra o então deputado, o Congresso formou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) chamada de CPI do Narcotráfico.

Hildebrando foi cassado em 1999 por quebra de decoro parlamentar. A perda do mandato foi confirmada pela Câmara por 394 votos a favor e 41 contra. Na ocasião, houve 25 abstenções e 7 deputados votaram em branco.

Suplente mata deputada e é condenado a 103 anos

Talvane Albuquerque, na época do PTN-AL (atual Podemos), foi cassado em 7 de abril de 1999 depois de cumprir pouco mais de dois meses de mandato. Ele era acusado de ser o mandante da morte da deputada federal Ceci Cunha (PSDB-AL). Os dois eram da mesma coligação, e, com a morte da parlamentar, Talvane, como primeiro suplente, assumiria a vaga.

A Câmara cassou o mandato do deputado, que foi julgado em 2012 pela chamada “Chacina da Gruta” —além de Ceci, foram mortos a sogra, o marido e o cunhado da parlamentar. A pena foi de 103 anos, confirmada em novembro de 2019 pelo STJ.

Bangue-bangue no Congresso

Voltando mais no tempo, o Senado foi o próprio palco de crimes cometidos por parlamentares. Em 1963, o então senador Arnon de Mello, pai do ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor de Mello (Pros-AL), atirou contra o colega Silvestre Péricles (PTB-AL), mas acertou no abdômen do senador José Kairala (PSD-AC), que tentava apartar a briga.

Tanto Arnon quanto Péricles estavam armados e tinham acirrada rixa política. Ambos foram presos, mas depois soltos e absolvidos. Morreram sem nunca terem sido julgados pelos demais senadores.

UOL


CORONAVIRUS: RN registra 61.506 casos confirmados e 2.241 óbitos, sendo 04 nas últimas 24 horas

 


Imagem: reprodução

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) atualizou os números parciais do coronavírus neste sábado, 29. Os casos confirmados são 61.506.

Com relação aos óbitos no Rio Grande do Norte, são 2.241 no total, dos quais 04 deles ocorridos de fato nas últimas 24 horas, outros 03 ocorridos em dias anteriores foram registrados depois da confirmação de exames.

Há 224 mortes em investigação e em outros 488 óbitos está descartado o coronavírus como causa. Os casos suspeitos são 26.281 e os descartados somam 113.876.


Blog do BG

Ceará libera volta de creches e educação infantil privada na capital a partir de 1º de setembro

 

Foto: reprodução

A reabertura de creches e escolas particulares de ensino infantil em Fortaleza, com atividades presenciais, começará no dia 1º de setembro. O anúncio foi feito pelo governador Camilo Santana durante transmissão nas redes sociais na tarde desta sexta-feira, 28.

Decisão é tomada após série de reuniões com setores da educação e Comitê Científico. Será autorizada presença de 30% das crianças. Cinemas e teatros também estão autorizados a voltar a funcionar, cumprindo limite de 35% da capacidade.

A definição sobre os estudantes das outras séries, do ensino fundamental e médio, fica para semanas seguintes. Escolas e creches públicas ainda não reabrirão.

Eventos com até 100 pessoas também estão autorizados, a partir do dia 14 de setembro.

As aulas presenciais foram suspensas em 16 de março, um dia após a confirmação dos três primeiros casos de Covid-19 no Estado do Ceará.

Entidades que representam profissionais da educação são contra o retorno presencial, justificando que abertura das escolas pode contribuir para uma segunda onda de contaminação do vírus no Ceará. O Sindicato dos Professores e Servidores da Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (Apeoc) entregou, nesta sexta-feira, 28, ofício à Secretaria da Educação (Seduc) solicitando o não retorno das aulas presenciais no estado.

As escolas particulares têm feito pressão pela reabertura. Na semana passada, o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe-CE) realizou carreata para pedir retorno das aulas presenciais. A entidade defende que a rede privada está preparada para o retorno desde julho.

O Povo

Número de beneficiários de programas do governo quadruplicou em 2020

 


Foto: Sérgio Lima/Poder360

O número de pessoas em situação de vulnerabilidade social e que recebem algum benefício do governo federal quadruplicou em 2020. Passou de 20,57 milhões para 85,29 milhões do ano passado para cá, segundo dados do Portal da Transparência.

O levantamento foi feito com pessoas que recebem o auxílio emergencial, o Bolsa Família, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e o Seguro-Defeso.

Em 2019, eram assistidas por algum desses benefícios 10,8% da população brasileira. A proporção passou para 44,8% neste ano.

Quase a totalidade dessa alta está relacionada ao auxílio emergencial, que é o pagamento do governo às pessoas em situação de vulnerabilidade no período de pandemia de covid-19. São 65,2 milhões de beneficiados somente com esse programa.

O auxílio supera o número de trabalhos com carteira assinada em 25 Estados. Também publicou que o número de beneficiários do Bolsa Família é maior do que a quantidade de empregos formais em 10 Estados.

Os dados revelam grande dependência da população brasileira por auxílios do governo federal, que, por sua vez, são custeados com recursos públicos –arrecadados pela União.

O desembolso do governo federal com os programas de assistência disparou de R$ 97,96 bilhões em 2019 para R$ 162,35 bilhões em 2020 (segundo os dados mais atualizados). O aumento de gastos se dá num momento em que o governo estuda a criação do Renda Brasil, que pretende englobar o Bolsa Família e outros seguros assistenciais.

De acordo com os dados públicos, mais de a metade da população de 15 Estados brasileiros recebe algum benefício do governo federal. Todos são do Norte ou Nordeste. Destacam-se Roraima (66,2%), Amapá (63,7%), Acre (60,7%) e Pará (60,6%). Em Santa Catarina, só 29,1% dos moradores são beneficiários de algum programa.

Valor médio por beneficio

O governo gastou R$ 1.926, em média, por favorecido em 2020 com os benefícios. Os contemplados do Amapá são os que recebem maior quantia na média: R$ 2.116. Em Santa Catarina está o menor valor médio (R$ 1.747).

O BPC (Benefício de Prestação Continuada) é o que pagou o maior valor médio por favorecido em 2020: R$ 6.038. O auxílio contempla 4,8 milhões de brasileiros e é com base no salário mínimo.

As regiões Norte e Nordeste concentram os maiores valores pagos:

Poder 360

Incêndio em hospital do DF faz pacientes serem retirados às pressas

 

Foto: reprodução

Parte dos pacientes internados no Hospital Santa Luzia, em Brasília, tiveram que ser retirados às pressas do local, na manhã deste sábado (29). Segundo os bombeiros, que estão no local, o fogo começou na casa de máquinas, por volta das 10h, no quinto andar do hospital privado, que fica na Asa Sul.

Foto: PM-DF

Alguns pacientes foram levados para o estacionamento do hospital. As chamas altas, e uma fumaça escura podiam ser vistas de longe. No entanto, os bombeiros informaram que não houve feridos.

Foto: CNN Brasil

Ainda de acordo com a corporação, o fogo foi controlado às 10h50. Os militares passaram a trabalhar no rescaldo e a intensificar a ventilação no prédio para que pacientes pudessem voltar aos quartos.

G1

Escolas privadas entregam proposta a comitê científico para retomada de aulas com ‘ensino híbrido’ no RN

 


Foto: divulgação

O sindicato que representa as escolas privadas do Rio Grande do Norte entregou ao comitê científico, criado no estado durante a pandemia do coronavírus, uma proposta de protocolo elaborado para retomada das aulas presenciais em formato “híbrido”. A ideia é que cada família escolha entre mandar seus filhos para aulas presenciais ou manter o ensino remoto. O estado ainda não tem data para retomada das aulas.

Uma cópia do documento foi enviado na quinta-feira (27) ao comitê científico, que deverá analisar a proposta. De acordo com o sindicato, o protocolo lista as medidas necessárias para um funcionamento mais seguro. A entidade alega que as instituições estão preparadas para o ensino híbrido.

O plano de retorno às aulas nas escolas privadas prevê normas como:

– fazer retorno gradual dos níveis de ensino;

– manter os ambientes arejados e com ventilação;

– realizar a limpeza da escola de forma mais cuidadosa e constante;

– disponibilizar, na entrada, corredores e salas de aulas, álcool em gel 70%.

– os alunos só devem chegar na hora da aula e não permanecer na escola após o fim do turno.

– eles não poderão compartilhar comidas ou objetos e devem levar a própria garrafa de água

– os bebedouros das escolas ficarão interditados.

Leia a matéria completa aqui, no G1-RN.

Governo entra na Justiça contra a Globo e quer direito de resposta no JN sobre 100 mil mortes por Covid-19

 


Foto: reprodução/Rede Globo

O governo federal entrou com uma ação no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) pedindo direito de resposta à TV Globo após a exibição da edição especial do Jornal Nacional de 8 de agosto, que criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante da pandemia de COVID-19 e à marca dos 100 mil mortos no Brasil. O telejornal abriu a edição com a leitura de um editorial com críticas ao trabalho do presidente.

Segundo o teor da ação, enviada nesta sexta-feira (28), a reportagem exibida no JN sobre o dever do Estado para evitar doenças contém “indevidas ilações sobre uma suposta omissão deliberada por parte do governo federal.” As informações são da revista Veja.

O governo ainda afirma que enviou uma notificação extrajudicial à Globo, mas a emissora não concedeu o direito de resposta por entender que não fez acusações diretas ao presidente. A Advocacia-Geral da União (AGU) ainda enviou um texto a ser lido no JN “a título de direito de resposta por parte da União”.

Segundo o documento, a Rede Globo afirmou que apenas divulgou o posicionamento editorial da empresa e disse que não “não houve imputação de fato inverídico”.

Na ação, o governo alega que a reportagem do Jornal Nacional procurou responsabilizar Bolsonaro pelas mortes, o que configura uma acusação que precisa ser respondida.

“Final de Copa do Mundo”

Nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro criticou a Globo pelo editorial. De acordo com ele, a rede de televisão “só espalhou o pânico na população e a discórdia entre os Poderes”.

Além disso, Bolsonaro afirmou que a emissora “desdenhou, debochou e desestimulou” o uso da hidroxicloroquina. O remédio não tem comprovação científica comprovada. “O tempo e a ciência nos mostrarão que o uso político da COVID-19 por essa TV trouxe-nos mortes que poderiam ter sido evitadas”, escreveu.

Após as críticas, o chefe do Executivo finalizou dizendo que a TV Globo “festejou  a marca de 100 mil mortes de forma “covarde e desrespeitosa”, como uma “final de Copa do Mundo” e que a emissora está com saudades dos governantes que a colocavam “como prioridade ao fazer o Orçamento da União, mesmo sugando recursos da saúde e educação.”

Estado de Minas

Bolsonaro deve prorrogar auxílio por mais 4 meses, com valor de R$ 300

 

Foto: reprodução

O governo deve prorrogar o auxílio emergencial até dezembro deste ano, com quatro parcelas de R$ 300, valor defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo apurou o Estadão com fontes das alas política e econômica do governo.

O anúncio do Renda Brasil, programa social que substituirá o Bolsa Família e será a marca social do governo Bolsonaro, ficará para um segundo momento para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tenha mais tempo para encontrar espaço para acomodar o novo gasto dentro do teto, que limita o avanço das despesas à inflação.

O presidente quer um plano que não inclua a revisão ou a extinção de outros benefícios, como o abono salarial, uma espécie de 14º salário pago a trabalhadores com carteira com salário até R$ 2.090 e que custa cerca de R$ 20 bilhões ao ano. O abono é considerado ineficiente pela equipe econômica, mas a proposta foi rejeitada pelo presidente em reunião na terça-feira, 25. No dia seguinte, em viagem a Minas Gerais, Bolsonaro avisou que não vai “tirar de pobres para dar a paupérrimos”.

Na primeira referência pública de Guedes às críticas do presidente, o ministro – que chegou a ser alvo de rumores de que pediria demissão – disse que tomou um “carrinho” de Bolsonaro nesta semana. “Ainda bem que foi fora da área, senão era pênalti”, brincou Guedes em uma live organizada pelo setor do aço. Ontem, o ministro e Bolsonaro se encontraram fora da agenda oficial dos dois.

Técnicos discutiam ontem uma revisão no seguro-defeso, pago a pescadores artesanais no período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida. Para acabar ou restringir o programa, que tem um custo de R$ 2,5 bilhões por ano e é sempre criticado por ter alto índice de fraudes, é preciso aprovar um projeto de lei – o que exige menos apoio do que os três quintos necessários para mudar a Constituição e mexer no abono. No entanto, governos anteriores também fracassaram nas tentativas de modificar o seguro-defeso.

Enquanto não aponta a fonte do novo programa, a ideia do governo é que a extensão do auxílio seja uma transição para um “pouso suave” no novo Renda Brasil. Os técnicos da área econômica continuam debruçados sobre as alternativas para liberar espaço no Orçamento para o Renda Brasil e não desistiram nem mesmo de tentar convencer o presidente a propor alguma mudança no alcance do abono salarial atual. A ideia é tentar emplacar a mesma alteração proposta na reforma da Previdência, que restringia o abono a quem ganha até um salário mínimo (R$ 1.045). A medida também foi rejeitada pelo Congresso.

Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que quem dá o “timing” sobre temas como a prorrogação do auxílio emergencial e a criação do Renda Brasil é a política. Segundo ele, a equipe econômica tem simulações prontas sobre os gastos que os benefícios vão acarretar.

“Eu sempre repito que o timing quem dá é a política. Nós temos as simulações todas preparadas, agora o timing, o nível de auxílio emergencial, de Renda Brasil, tudo isso são decisões políticas”, afirmou Guedes na portaria do ministério. Ele foi questionado se o Renda Brasil começaria a ser pago já no início do ano que vem. “Talvez antes, talvez no começo do ano que vem”, respondeu.

Sobre o auxílio emergencial, o ministro disse que “a gente sabe que R$ 600 é muito e R$ 200 é pouco”. “Estamos tentando acertar os números. Mas está tudo claro, tudo tranquilo.”

O auxílio emergencial foi criado originalmente para durar três meses (tendo como base os meses de abril, maio e junho). Depois, o governo prorrogou por duas parcelas (julho e agosto) por meio de decreto. O valor de R$ 600 foi mantido em todo esse período. Para mexer no valor, será preciso editar uma Medida Provisória (MP), que tem vigência imediata.

Estadão Conteúdo

Desvios em dinheiro da pandemia chegam a R$ 6 milhões por dia

 

Foto: José Lucena/Futura Press

A ação contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afastado do cargo nessa sexta-feira (28/8), tem raízes na Operação Placebo, uma das 31 ações da Polícia Federal e do Ministério Público já realizadas contra servidores do governo ou empresas que se aproveitaram da verba destinada ao combate da Covid-19 para desviar recursos públicos.

A equipe M(dados), grupo de jornalismo de dados do Metrópoles, fez a conta: se somados os rombos que deram origem a ações policiais, as fraudes estimadas com recursos contra a pandemia geraram até agora um prejuízo de R$ 1,1 bilhão aos cofres da União, uma média de R$ 6 milhões por dia desde o primeiro caso da doença no Brasil, registrado em 26 de fevereiro. Vale ressaltar, no entanto, que o valor é baseado nas estimativas da polícia. O montante efetivamente desviado só será calculado com o fim de todas as investigações.

Após a primeira operação da PF ligada ao uso de verbas para combate ao coronavírus e seus efeitos, que ocorreu no Amapá apenas um mês depois da chegada do vírus no Brasil, 15 estados brasileiros se tornaram alvos por contratos fraudulentos em construções de hospitais de campanha, compras de respiradores, insumos hospitalares, testes e até fraldas. De lá para cá, foram, em média, quase duas operações por semana.

Entre os processos de investigação, pelo menos 18 envolvem superfaturamento na compra de materiais destinados ao combate do novo coronavírus. A mais recente, chamada de “Falso Negativo”, apura prejuízo de R$ 30 milhões na compra de testes pela Secretaria de Saúde do DF.

Outros nove inquéritos investigam aquisições de respiradores. Um dos maiores, que deu origem à já citada Operação Placebo, teve outro alvo: a construção de hospitais de campanha, que teriam sido usados para desviar R$ 700 milhões.

Confira as operações:

Nem tudo virou operaçãoA reportagem levou em consideração apenas as investigações que viraram operações policiais. Além destas, existem outras feitas pelo próprio Ministério Público e seus órgãos estaduais, pela Polícia Civil e até pelas Assembleias Legislativas.

É o caso da aquisição de 3 mil respiradores da China, feita por São Paulo, no valor de R$ 550 milhões, que virou alvo do MP e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP). O gasto representa quase metade do R$ 1,2 bilhão estimado pelo governo do estado com custos extras devido à pandemia.

Orçamento de guerra

A pandemia do novo coronavírus mudou os rumos do dinheiro da União. Com a necessidade de enfrentamento da Covid-19, o governo federal criou ações orçamentárias à parte para dar conta das necessidades federais, estaduais e municipais e conceder maior liberdade para o manejo de recursos.

Além disso, a situação de emergência sanitária e econômica fez com que o governo federal decretasse estado de calamidade pública, com a lei federal (Lei nº 13.979/2020) que permite a compra de insumos para combate à doença sem a necessidade de licitação.

Metrópoles

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