A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (24), o pai, a madrasta e a avó de Marta Isabelle dos Santos Silva, de 16 anos, suspeitos de participação na morte da adolescente em Porto Velho, capital de Rondônia.
A jovem foi encontrada já sem vida dentro da casa da família, deitada sobre uma cama e coberta por um lençol. Equipes da Polícia Militar de Rondônia (PMRO) foram acionadas após denúncia de que a adolescente, que estaria desaparecida havia cerca de três meses, teria retornado à residência com múltiplos ferimentos e morrido em seguida.
Indícios de tortura e desnutrição severa
No local, os policiais constataram que o quadro apresentado pela vítima era incompatível com a versão inicial apresentada pelos familiares. A perícia identificou graves indícios de tortura e apontou que, devido à gravidade das lesões, seria impossível que a adolescente tivesse chegado andando até a residência.
Segundo a PMRO, Marta Isabelle apresentava ferimentos extensos por todo o corpo, incluindo ossos expostos — como o rádio do braço esquerdo e um osso na região da clavícula —, além de lesão na perna com presença de larvas (miíase). Também foram constatadas feridas nas costas compatíveis com permanência prolongada deitada, dente frontal quebrado e sinais evidentes de desnutrição severa.
Na área externa da casa, os policiais encontraram uma fogueira com roupas e grande quantidade de fraldas descartáveis parcialmente queimadas, o que também será analisado no inquérito.
Versões contraditórias
Ao chegarem ao imóvel, os militares conversaram inicialmente com a madrasta da vítima, que apresentou versões conflitantes. Em um primeiro momento, afirmou que a adolescente estava desaparecida havia mais de dois meses, mas não havia registro de boletim de ocorrência.
Posteriormente, declarou que Marta teria retornado sozinha, a pé, descalça e usando um vestido vermelho, extremamente debilitada, e que a família teria optado por cuidados caseiros, sem acionar atendimento médico.
A morte foi confirmada por equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Porto Velho para exames que deverão apontar oficialmente a causa da morte.
Investigação em andamento
Os três suspeitos foram conduzidos à delegacia e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime e apurar a eventual responsabilização penal dos envolvidos.
O caso causou forte comoção na capital rondoniense.
Fonte: Coluna Mira, Metrópoles.
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