A Polícia Federal do Brasil deflagrou, nesta quinta-feira (26), a Operação Falso Exame, que apura a atuação de um grupo criminoso suspeito de falsificar laudos e atestados médicos para obtenção indevida de benefícios previdenciários por incapacidade junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A ação teve como alvo um advogado e quatro intermediários, com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão no município de Teresina. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Teresina.
Durante a execução das diligências, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil acompanharam os trabalhos por meio da Comissão de Prerrogativas, procedimento previsto para assegurar a regularidade das medidas quando profissionais da advocacia são investigados.
Segundo a investigação, o esquema teria sido descoberto após médicos e proprietários de clínicas relatarem o uso indevido de seus dados em documentos supostamente falsificados. Os laudos eram apresentados em perícias médicas judiciais determinadas pela Justiça Federal, com o objetivo de instruir ações previdenciárias e viabilizar concessões de benefícios.
Os investigados poderão responder, em tese, por crimes como estelionato qualificado, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso, além de outras infrações que venham a ser identificadas no decorrer do inquérito.
A operação integra a atuação da Força-Tarefa Previdenciária no Piauí, composta pela Polícia Federal e pela área de inteligência da Previdência Social, voltada ao combate a fraudes contra o sistema previdenciário.
Fonte: Reportagem de Mirelle Pinheiro, publicada no portal Metrópoles.
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