O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado (28/2) que a ofensiva militar coordenada com os Estados Unidos contra o Irã tem como objetivo “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista iraniano” e impedir que Teerã desenvolva armas nucleares.
Em pronunciamento oficial após os ataques, Netanyahu classificou o governo iraniano como “terrorista” e sustentou que a ação militar busca impedir que o país alcance capacidade nuclear bélica.
“Este regime terrorista assassino não deve ser armado com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade. Nossa ação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos”, declarou o premiê israelense.
Agradecimento a Trump e discurso por mudança de regime
Durante o discurso, Netanyahu agradeceu publicamente o apoio do presidente americano, Donald Trump, a quem chamou de “grande amigo de Israel”. Segundo ele, a cooperação entre os dois países foi decisiva para a operação militar.
O premiê também fez um apelo direto a diferentes grupos étnicos dentro do Irã, mencionando persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis, conclamando-os a se libertarem “do jugo da tirania” e a construírem “um Irã livre e pacífico”.
A declaração reforça a interpretação de que, além do objetivo declarado de conter o avanço nuclear iraniano, a ofensiva também carrega um componente político voltado ao enfraquecimento do regime que governa o país desde 1979.
Ofensiva coordenada e justificativa americana
A operação militar ocorreu na madrugada deste sábado e foi confirmada por autoridades americanas. Em vídeo publicado nas redes sociais, Trump afirmou que a ação busca “eliminar ameaças ao povo norte-americano” e declarou que tentou “repetidamente chegar a um acordo” com Teerã para encerrar o programa nuclear iraniano.
Até o momento, o governo iraniano não divulgou um balanço oficial sobre danos ou vítimas decorrentes da ofensiva.
A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos da crise, enquanto cresce o temor de que a troca de ataques amplie ainda mais a instabilidade no Oriente Médio.
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