Dormir ao lado de cães e gatos é um hábito comum em muitos lares brasileiros e, para grande parte das famílias, representa carinho e proximidade com os animais de estimação. No entanto, especialistas alertam que a prática pode oferecer riscos à saúde humana quando não acompanhada de cuidados básicos de higiene e prevenção.
De acordo com profissionais da área médica e veterinária, pets podem ser portadores de microrganismos capazes de provocar infecções em humanos, mesmo quando aparentam boa saúde. Entre os problemas mais frequentemente observados estão infecções fúngicas de pele, que podem causar manchas e coceiras, além de sarna, doença transmissível por contato direto com a pele contaminada.
Também há registros de infecções bacterianas que atingem olhos, pele e, em casos mais raros, a corrente sanguínea. Especialistas citam ainda parasitas como Toxocara e Dipylidium, que podem afetar órgãos como pulmões e fígado e, eventualmente, provocar complicações oculares.
A transmissão costuma ocorrer em situações rotineiras, como dormir com o animal próximo ao rosto, compartilhar travesseiros, receber lambidas perto da boca ou dos olhos ou manter contato direto com pets infestados por pulgas, carrapatos, fungos ou ácaros.
Apesar do alerta, especialistas reforçam que dormir com o animal não é necessariamente prejudicial. O risco está principalmente na ausência de cuidados preventivos. Para reduzir a possibilidade de transmissão de doenças, as recomendações incluem:
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Manter a vermifugação periódica do pet, geralmente a cada três meses
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Controlar rapidamente a presença de pulgas e carrapatos
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Evitar compartilhar travesseiros e itens de uso pessoal com o animal
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Suspender o contato próximo durante tratamento de doenças dermatológicas do pet
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Lavar as mãos após lambidas ou contato intenso com o rosto
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Trocar e higienizar roupas de cama quando o animal costuma subir na cama
A orientação geral é que a convivência com animais domésticos seja mantida com responsabilidade sanitária, preservando tanto o bem-estar dos pets quanto a saúde dos tutores.
Especialistas lembram ainda que sinais como lesões cutâneas, coceira persistente ou irritações após contato com animais devem ser avaliados por profissionais de saúde humana e veterinária.
Fonte: Terra FM Planaltina.
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