O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tem reafirmado a confiança no ministro André Mendonça em meio ao aumento da tensão envolvendo as investigações do caso Banco Master.
Relator do caso Master e das apurações relacionadas às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mendonça tem mantido consultas frequentes ao presidente da Corte. O alinhamento entre os dois ministros já é conhecido nos bastidores do Supremo.
A avaliação entre interlocutores próximos ao tribunal é de que Mendonça dificilmente teria adotado medidas consideradas sensíveis sem contar com respaldo institucional de Fachin.
Desde que assumiu a relatoria do caso Master, em fevereiro, Mendonça ampliou a autonomia da Polícia Federal para aprofundar as investigações. O ministro autorizou os investigadores a avançarem sobre o material apreendido e determinou regras de sigilo que restringem o compartilhamento de informações até mesmo dentro da própria corporação.
A postura representa uma mudança significativa em relação à condução anterior do processo. A chegada de Mendonça foi acompanhada de manifestações de apoio dentro do STF e de expectativa de que as investigações prosseguissem sem interferências.
Agora, diante das novas revelações envolvendo mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro e possíveis referências a ministros da Corte, o posicionamento de Fachin ganha ainda mais importância.
Nos bastidores, a leitura é de que o presidente do STF pretende preservar a autonomia do relator e evitar que a crise envolvendo o Banco Master se transforme em uma disputa institucional dentro do tribunal.
Apesar das avaliações de bastidores, não há confirmação pública de que Fachin tenha concedido formalmente uma “carta branca” a Mendonça. O que está documentado é que o relator recebeu maior liberdade para conduzir as investigações e que Fachin vem acompanhando de perto a evolução do caso.
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