O diretor responsável pelo jornal reformista iraniano Ham-Mihan, Gholamhossein Karbaschi, foi condenado a um ano de prisão por um tribunal de Teerã. A decisão também determina que ele fique proibido de exercer atividades na imprensa durante dois anos.
A pena de prisão, no entanto, teve sua execução suspensa por cinco anos. Segundo informações divulgadas sobre o julgamento, Karbaschi foi considerado culpado pela publicação de conteúdos classificados pela Justiça iraniana como informações falsas. Ele foi absolvido de outras acusações por falta de comprovação de intenção criminosa.
O processo está relacionado a artigos e reportagens publicados pelo jornal sobre as manifestações ocorridas no país, detenções de crianças e adolescentes e denúncias envolvendo a atuação das forças de segurança.
O Ham-Mihan foi suspenso em janeiro de 2026 por determinação das autoridades de supervisão da imprensa. A publicação estava fora de circulação havia aproximadamente nove meses.
O caso reacende as preocupações de organizações internacionais sobre a liberdade de imprensa no Irã e as restrições impostas a veículos de comunicação independentes e reformistas.
Fonte: Fars News Agency

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