O fenômeno climático El Niño está se intensificando em ritmo acelerado e tem previsão de atingir seu pico em dezembro de 2026. De acordo com análises de modelos climáticos internacionais, o episódio atual poderá estar entre os mais fortes já registrados, com possíveis consequências para o clima em diferentes regiões do planeta.
Um levantamento publicado pelo portal especializado Carbon Brief, com base em mais de 600 simulações de 14 modelos climáticos, aponta que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial poderá alcançar uma anomalia próxima de 4°C. Dez dos 14 modelos analisados indicam dezembro como o período de maior intensidade do fenômeno.
O climatologista Zeke Hausfather classificou a evolução do fenômeno como extraordinária. Segundo a análise, o El Niño poderá contribuir para que 2027 registre a maior temperatura média global já observada.
No Brasil, os efeitos previstos incluem temperaturas acima da média em grande parte do território, chuvas mais intensas no Sul e redução das precipitações em áreas do Norte e do Nordeste. Esse cenário pode aumentar os riscos de estiagens, ondas de calor e impactos sobre a agricultura e os reservatórios de água.
O boletim conjunto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), divulgado no fim de outubro, também aponta elevada probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte a partir de novembro.
Apesar das projeções, os meteorologistas ressaltam que a intensidade final e os impactos regionais ainda dependem da evolução das condições oceânicas e atmosféricas nos próximos meses.

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