sábado, 7 de novembro de 2026

Pressionado por aliados e pela piora dos indicadores econômicos, Lula amplia aproximação com o mercado financeiro

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a adotar um discurso mais direto em defesa da responsabilidade fiscal e da estabilidade econômica, em meio à pressão de aliados e empresários preocupados com a reação negativa do mercado financeiro aos rumos da economia brasileira.

Na quinta-feira (5), durante evento no Palácio do Planalto, Lula afirmou que o Brasil precisa manter as contas organizadas e oferecer segurança jurídica para atrair investimentos. Segundo o presidente, uma economia previsível é fundamental para conquistar a confiança de investidores nacionais e estrangeiros.

A mudança de tom ocorre após semanas de turbulência nos mercados, com desvalorização da Bolsa de Valores, alta do dólar e aumento das preocupações relacionadas à situação fiscal do país. Na quinta-feira, o dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,48, segundo dados divulgados pela imprensa.

Outro fator de pressão foi a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper o ciclo de redução da taxa básica de juros, mantendo a Selic em 13,75% ao ano. A incerteza sobre a política fiscal do próximo mandato também tem influenciado as expectativas dos investidores.

Lula ainda reuniu ministros, ex-integrantes da equipe econômica e economistas para discutir alternativas para as contas públicas. Apesar das conversas, não houve anúncio imediato de medidas concretas para conter despesas ou melhorar o equilíbrio fiscal.

A movimentação indica uma tentativa do presidente de transmitir maior confiança ao setor financeiro, sem abandonar o discurso de preservação dos programas sociais e dos investimentos públicos.

Fonte: Agência Brasil

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