sexta-feira, 16 de junho de 2023

Conselho de Ética abre representação contra Styvenson

 


Styvenson vai enfrentar Conselho de Ética (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O Conselho de Ética do Senado decidiu, nesta quarta-feira 14, dar seguimento ao processo aberto no Conselho de Ética aberto contra o senador Styvenson Valentim (PODE) a partir de denúncia da então deputada federal Joyce Hasselmann.

Em 2021, ao comentar um incidente em que a parlamentar se machucou, Styvenson especulou em vídeo nas redes sociais. “Aquilo ali, das duas uma: ou duas de quinhentos ou uma carreira muito grande”, disse insinuando que os machucados seriam provocados por violência doméstica em represália a uma traição ou uso de cocaína.

Em agosto do ano passado o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) anulou decisão de primeira instância negando pedido de indenização feito pela então deputada.

O caso de Styvenson terá como relator o senador Dr. Hiran (PP-RR).

Outros

O Conselho de Ética do Senado também abriu procedimentos contra Chico Rodrigues (PSB-RR), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Cid Gomes (PDT-CE), Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), e Jorge Kajuru (PSB-GO).

É a primeira deliberação do Conselho de Ética do Senado em seis anos.

FONTE: BLOG DO BARRETO

Sem salários, terceirizados do Tarcísio Maia ameaçam parar

 Servidores terceirizados que atuam no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), ligados à empresa JMT Service, ameaçam paralisar as atividades por falta de recebimento de seus salários do mês de maio.

Agonia se repete mês após mês.

Ofício já foi enviado à direção da unidade pelo sindicato da categoria – Sintrahpam – informando sobre possível greve a partir da próxima sexta-feira (16), se os salários não caírem na conta.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) admitiu atraso de repasses para a empresa e disse que a ordem bancária para pagamento será feita nesta quinta-feira (15), referente ao mês de março.

“As outras [dos demais meses] ainda não foram fechadas. Estão em trâmite”, informou.

Do blog de Saulo Vale

MESSIAS TARGINO: NOME DE ÉLIO JALES CRESCE NAS HOSTES OPOSICIONISTAS


Chegou ao RN POLÍTICA EM DIA, a informação que o médico Élio Jales está sendo cortejado por parte da ala de oposição de Messias Targino, para disputar a cadeira principal da política daquela cidade.

Não se sabe exatamente se esta empreitada faz parte dos objetivos do médico. mas que muitos anseiam para que ele aceite, isso é fato.

O RN POLÍTICA EM DIA entrou em contato com Élio Jales via whatsapp, mas ainda não recebeu retorno.

Messias Targino vive sob domínio de Shirley Targino faz uma "eternidade" e segundo informações, tem o desejo de fazer, novamente, o sobrinho, Arthur, seus sucessor, como fez em 2012. Mas, parece que o pensamento dos messienses está mudando e grande parte da população deseja a alternância do poder, que é tão salutar para a democracia.

Messias Targino tornou-se uma extensão da família Targino. E tudo tem seu fim... 

Quem sabe seja em 2024.

Fonte: RN POLITICA EM DIA

Hospitais pediátricos superlotam, e RN registra fila de espera de crianças por UTIs e enfermarias

 

A rede pública de saúde do Rio Grande do Norte registrava, nesta quinta-feira 15, uma fila de espera de crianças aguardando leitos de enfermaria e também de UTI. O último balanço apontava 35 crianças à espera de internação (sendo 10 para UTI e 25 para leitos clínicos) em hospitais em todo o estado. As informações são da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).

A taxa de ocupação dos leitos pediátricos, ainda segundo a Sesap, está em 90% nas UTIs e 80% em enfermarias. Os leitos só não estão 100% ocupados porque estão distribuídos em todo o Estado, e nem sempre os pacientes que estão na fila podem ser transportados para o lugar onde há leitos disponíveis.

Procura por hospitais é maior em Natal

A procura maior é em Natal. Na cidade, o Hospital Maria Alice Fernandes está com todos os 49 leitos de enfermaria e os 10 de UTI ocupados. Há, ainda, outros 10 leitos de UTI neonatais, também 100% preenchidos.

O número de crianças doentes internadas aumentou nas últimas semanas no Estado em função de doenças respiratórias. Nesta época do ano, aumenta a circulação de vírus que causam esse tipo de doença. Crianças também ficam mais expostas a fumaça e fogos de artifício, o que potencializa o risco.

“Normalmente, em todos os anos a gente tem essa sazonalidade. Mas nesses meses desse ano surpreendeu, porque teve um pico muito alto”, disse a diretora do hospital Maria Alice Fernandes, Suyame Ricarte, em entrevista ao portal G1.

A Sesap atribui a crise na saúde, ainda, à baixa cobertura vacinal. Apenas 37% dos potiguares se vacinaram contra a Influenza. As vacinas são responsáveis por evitar casos graves e mortes provocadas por essas doenças.

Por fim, contribui para a crise a redução na oferta de leitos. Na última terça-feira 13, alegando necessidade de cortar gastos, a Prefeitura do Natal fechou o único hospital pediátrico municipal, o Nivaldo Júnior. A unidade tinha 35 leitos. O prédio onde funcionava a unidade de saúde, na Rua Jaguarari, em Candelária, era alugado e será devolvido.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os serviços da unidade serão transferidos para o Hospital Maternidade Araken Irerê Pinto, em Petrópolis. Segundo a Sesap, considerando todos os hospitais pediátricos em todo o estado, a ocupação dos leitos chega a 90%, sendo as UTIs neonatais a de maior índice, com 96%. As enfermarias pediátricas têm 78% de ocupação e as enfermarias neonatais, 62%.

Unidade localizada na Rua Jaguarari teve atividades encerradas nesta semana; situação de hospitais é precária no RN - Foto: Ysmael Ventura
Unidade localizada na Rua Jaguarari teve atividades encerradas nesta semana; situação de hospitais é precária no RN – Foto: Ysmael Ventura

Situação de hospitais: em Natal, um fechou por corte de custos

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) pegou a população e os servidores municipais de surpresa ao anunciar, nesta terça-feira 13, o fechamento do Hospital Municipal Pediátrico Nivaldo Júnior, localizado no bairro Candelária. A unidade havia sido inaugurada pela Prefeitura do Natal em 2020.

O motivo alegado pela gestão municipal para o encerramento das atividades foi contenção de gastos. Por meio de nota, a SMS informou que todos os serviços da unidade foram transferidos para o Hospital Maternidade Araken Irerê Pinto, que fica localizado em Petrópolis. O prédio onde funcionava o hospital pediátrico era alugado e será devolvido.

“A medida se dá em função da necessidade de racionalizar recursos humanos, estruturais e financeiros. Até para que o Município possa manter sua política de alto investimento no setor, o que hoje corresponde a mais de 33% do orçamento da Administração Municipal, mais que o dobro do índice obrigatório constitucionalmente (de 15% do orçamento)”, diz a nota enviada ao AGORA RN pela Secretaria de Saúde de Natal.

Fonte: Agora RN

Rogério Marinho afirma que bom momento na economia é legado de Temer e Bolsonaro

 Senador diz que melhora na perspectiva da nota de crédito do País “se deu em função de tudo o que fizemos”


Toffoli anula provas contra Robinson nas operações Dama de Espadas e Anteros

 Ministro do STF entendeu que material coletado partiu de investigação desmembrada indevidamente pela 1ª instância da Justiça



O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu anular todas as provas coletadas contra o ex-governador e atual deputado federal Robinson Faria (PL) no âmbito das operações Dama de Espadas e Anteros, deflagradas, respectivamente, em 2015 e 2017, e que apuram um esquema de desvio de recursos públicos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A decisão de Toffoli foi proferida nesta quinta-feira 15, em um habeas corpus.

Com a decisão, estão declaradas como inservíveis provas contra Robinson eventualmente encontradas em quebras de sigilos telefônico, fiscal e bancário, interceptações telefônicas, escutas ambientais, buscas e apreensões. Em 2021, o ministro do STF já havia determinado a suspensão de uma ação penal que corre na Justiça sobre o mesmo assunto.

Na avaliação de Toffoli, as provas devem ser anuladas porque partiram de uma investigação do Ministério Público Estadual (MPRN) desdobrada indevidamente a partir da 1ª instância da Justiça do RN.

O ministro acatou argumento da defesa de Robinson Faria.

Com a decisão, estão declaradas como inservíveis provas contra Robinson eventualmente encontradas - Foto: José Aldenir / Agora RN
Com a decisão, estão declaradas como inservíveis provas contra Robinson eventualmente encontradas – Foto: José Aldenir / Agora RN

Veja também: MP vai à Justiça contra Robinson por falta de repasse de consignados

Os advogados do deputado alegaram que, como durante a operação Dama de Espadas apareceram indícios do envolvimento de políticos com foro privilegiado, a 8ª Vara Criminal deveria ter remetido o caso imediatamente para análise da instância superior – no caso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) – em vez de decidir sobre os rumos da investigação.

Na época, em vez de encaminhar o caso para análise do TJRN, a 8ª Vara permitiu que o material descoberto por promotores de 1ª instância fosse enviado para a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) prosseguir com a investigação.

“Apesar de todos os indicativos de suposta participação de detentores de cargo com prerrogativa de função, a supervisão pelo órgão judicial foi ignorada pelo juízo de primeira instância, por pelo menos 3 anos (entre 2012 e 2014)”, escreveu Toffoli.

Dama de Espadas e Anteros: Entenda as operações que envolviam Robinson Faria

Deflagrada em 2015, a operação Dama de Espadas desbaratou um esquema de desvio de recursos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Entre 2006 e 2011, segundo as investigações do MPRN, mais de R$ 5,5 milhões foram desviados a partir do pagamento de salários a funcionários fantasmas incluídos na folha de pessoal da Casa. Durante as investigações, foi identificado que o esquema teria tido a participação de deputados.

A ex-procuradora da Assembleia Rita das Mercês fechou acordo de delação premiada e afirmou que Robinson Faria era um dos beneficiários do esquema, recebendo cerca de R$ 100 mil por mês. Ainda de acordo com Rita das Mercês e seus filhos, entre eles Gutson Reinaldo, Robinson e seus assessores tentaram comprar o silêncio da família. Outros deputados são citados.

A operação Anteros, de 2017, desencadeada com base na Dama de Espadas, investigou possível ação de Robinson Faria para dificultar as investigações. Como na época Robinson era governador, mandados foram autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em seguida, houve autorização para abrir inquérito para apurar a participação do hoje deputado federal no esquema.

Usurpação de competência

Na época dos desvios na Assembleia, Robinson era deputado estadual – portanto, com foro privilegiado. É a PGJ que tem atribuição de investigar deputados estaduais, mas só o TJRN poderia fazer a distribuição do processo, assinalou Toffoli.

“Nesse diapasão, não resta dúvida de que houve usurpação da competência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte para supervisionar a investigação e decidir sobre o desmembramento dos autos, assim que verificados indícios da participação de Deputados estaduais em suposto esquema criminoso”, escreveu o ministro do STF.

Após idas e vindas, o TJRN até autorizou a continuidade da investigação, mas isso não resolveu o problema da “árvore dos frutos envenenados”, segundo Toffoli. “Ainda que, posteriormente, o órgão tribunal competente tenha concluído pela desnecessidade de prosseguimento de investigação conjunta, essa circunstância não é capaz de revigorar as decisões emanadas de autoridade hierarquicamente incompetente para tanto”, aponta o ministro do STF.

Ele complementa: “Não cabia ao Juízo de primeiro grau, ao deparar-se, nas investigações, com suspeitos detentores de prerrogativa de foro, determinar o desmembramento das investigações ou, pior, cindi-las e encaminhar ao Ministério Público, como ocorreu no caso concreto, excluindo-se o órgão jurisdicional competente da função constitucional de supervisionar a investigação”.

O ministro acrescenta que “de fato, é imprescindível o combate à corrupção, à sonegação fiscal e à ação das redes de crime organizado, mas também a observância à lei e à Constituição pelos agentes de fiscalização e de investigação do Estado no compartilhamento de informações no uso das ferramentas disponibilizadas”.

Fonte: Agora RN

BANCADA DA EDUCAÇÃO AUMENTA PRESSÃO PARA EXCLUIR FUNDEB DO ARCABOUÇO FISCAL

 A bancada da Educação, que reúne mais de 200 deputados e senadores, decidiu aumentar a pressão para convencer os senadores a excluírem o Fundeb (fundo para a educação básica) das novas regras previstas no arcabouço fiscal. A presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), e outras lideranças da bancada se encontraram nesta manhã com o relator da proposta no Senado, Omar Aziz (PSD-AM). O principal argumento utilizado na conversa está na forma de nota técnica produzida por consultores da frente parlamentar à qual o Congresso em Foco teve acesso.

O texto da bancada da educação mostra que a inclusão do Fundeb no arcabouço fiscal pode pressionar o novo teto de gastos em R$ 4,7 bilhões no próximo ano. De acordo com Tabata, a nova estimativa aumenta a preocupação dos parlamentares que defendem a educação. A previsão inicial era de que a compressão girasse em torno de R$ 3 bilhões.

“Pelo arcabouço, o teto de gastos pode crescer até 70% da arrecadação. Mas o Fundeb está crescendo mais rápido do que esse teto permite. Esse crescimento mais rápido não está sendo contemplado pelo relatório aprovado pela Câmara. Tem uma conta de R$ 4,7 bi que não foi considerada. Como não dá pra mexer no Fundeb, vão cortar em alguma outra área para fechar o limite de gastos”, explicou a deputada ao Congresso em Foco.

Na avaliação de Tabata, o cenário mais provável, nessa circunstância, é que recursos sejam retirados da educação. “No governo Bolsonaro a educação foi a área que mais perdeu recursos. Existe uma visão distorcida no Brasil de que tem muito dinheiro para a educação e que o problema é de gestão desses recursos. Tem problema de gestão, mas tem escola que não tem saneamento básico nem internet”, ressalta.

Veja a nota técnica da Frente Parlamentar da Educação

A nota técnica aponta a exclusão do Fundeb do arcabouço como a única solução para o problema. “A pressão da complementação da União sobre demais itens de despesa do teto de gasto é da ordem de R$ 4,7 bilhões já em 2024. Este efeito é crescente até 2030, quando a pressão atinge R$ 6,8 bilhões, e só cai no último ano do horizonte de projeção retornando para um valor próximo ao de 2024”, aponta trecho da nota. “Assim, se quisermos alcançar o objetivo de neutralidade fiscal afirmado no próprio informativo que delineou a proposta, não resta outra opção que excluirmos a complementação da União da base de cálculo e do limite de despesas”, recomenda.

Pressão sobre o teto

O Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da educação básica no país. Por meio dele, a União repassa verba a estados e municípios. De acordo com a lei que regulamentou o novo Fundeb, incorporado de maneira definitiva na Constituição em 2020, os repasses do governo federal devem ser progressivos até 2026: aumento de 12% em 2021; 15% em 2022; de 17% em 2023; de 19% em 2024; de 21% em 2025; e de 23% no último ano.

Tabata observa que os recursos para o fundo da educação básica crescem acima dos 2,5%, que é o limite máximo de aumento das despesas de um ano para o outro, conforme o arcabouço fiscal. A nova regra corrige o teto anual de gastos com base no crescimento de 70% das receitas do período passado. Isso significa que, se as receitas cresceram 10%, os gastos poderão aumentar apenas 7%. Pela Constituição, no entanto, gastos com a educação e a saúde crescem com base em 100% da receita.

Prestes a ser revogado, o atual teto de gastos, implantado no governo Michel Temer, deixou o Fundeb de fora das restrições fiscais. Essa também era a intenção do governo. A inclusão do fundo nas novas regras foi feita pelo relator na Câmara, deputado Cláudio Cajado (BA), e chancelada pelo plenário da Câmara. Cajado alegou que as complementações à educação constituem despesas obrigatórias da União, como saúde, pessoal, previdência e assistência social. Por isso, segundo ele, precisam se submeter ao novo teto.

Estudo da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara indica que a versão aprovada pelos deputados obrigará a redução de outras despesas, “inclusive em programas educacionais, como os da merenda e do transporte escolar, além do livro didático”.

Posição dúbia

A posição do governo em relação ao assunto é dúbia até o momento. Entre os parlamentares que defendem a educação, o temor é que os novos limites incentivem, em breve, uma nova discussão sobre a indexação do Fundeb, o que poderia destruir as conquistas alcançadas nos últimos anos. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, declarou em entrevista à imprensa, em 22 de maio, que a inclusão dos repasses da União ao Fundeb no limite das despesas fiscais deve reduzir o espaço para outros gastos no médio e longo prazo. Já o ministro da Educação, Camilo Santana, minimiza o problema e sustenta que a mudança não prejudicará o orçamento geral de sua pasta.

Pressionado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o Planalto pouco interveio para modificar o relatório de Cajado. Parlamentares da base aliada foram orientados a não apresentar destaques sob o risco de Lira engavetar a proposta. A pressão surtiu efeito, e o arcabouço passou com facilidade pelos deputados. Como mostrou o Congresso em Foco, o relator no Senado, Omar Aziz, tem demonstrado disposição em alterar alguns pontos, como o do Fundeb e o fundo constitucional do DF. Mas entende que é preciso combinar o jogo antes com a Câmara, sob risco de ver suas alterações desfeitas.

Tabata Amaral acredita que o Senado possa reverter a situação e excluir o fundo das novas regras fiscais. O problema, no entanto, é que, por se tratar de um projeto de lei complementar iniciado na Câmara, a palavra final sobre o assunto será dos deputados.  “Há um posicionamento unânime da bancada da educação, da Comissão da Educação da Câmara e do presidente da comissão do Senado, Flávio Arns. Estamos todos muito firmes. Conseguimos fazer uma construção da direita à esquerda com um trabalho de diálogo e convencimento político”, diz a a deputada.


Fonte: Congresso em Foco

DENÚNCIAS CONTRA BOLSONARISTAS TRAVAM NO CONSELHO DE ÉTICA DA CÂMARA

 Na última quarta-feira, seis deputadas do PT e Psol foram processadas no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados em função de falas contra deputados que votaram favoravelmente ao projeto de lei do marco temporal, aprovado em plenário no fim de maio. Em cerca de quatro horas, as representações, que inicialmente eram coletivas, foram desmembradas e individualizadas. A mesma celeridade não se vê em relação aos processos movidos desde fevereiro contra quatro deputados bolsonaristas denunciados por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Os deputados André Fernandes (PL-CE), Abílio Brunini (PL-MT), Silvia Waiãpi (PL-AP) e Clarissa Tércio (PP-PE) foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por incitação aos atos de 8 de janeiro. Poucas semanas depois, com a abertura dos trabalhos legislativos, a bancada do Psol apresentou representações contra os quatro com base no inquérito do MPF.

André Fernandes responde na Justiça em função das publicações nas redes sociais chamando seus apoiadores a participar da manifestação que resultou nas invasões às sedes dos Três Poderes. Durante a onda de ataques, fez chacota do vandalismo realizado na sede do Supremo Tribunal Federal. Silvia Waiãpi e Clarissa Tércio já são investigadas por terem compartilhado vídeos de vândalos em suas redes sociais. Na visão do MPF, estariam exaltando os invasores.

Abilio Brunini já foi indiciado pelo MPF e representado na Câmara em decorrência de um vídeo gravado no prédio principal da Câmara dos Deputados após os ataques, em que afirma que “praticamente não teve nenhum estrago” e chamando de mentirosas as alegações sobre o dano deixado pelos invasores. “Há uma tentativa, por parte do representado, de difundir fake news e, assim, acaba por tentar naturalizar as cenas de violência e incentivar novas práticas criminosas”, acusou a bancada do Psol.

A representação chama atenção para o fato de o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ter firmado publicamente o compromisso de não permitir que esse tipo de conduta fosse mantida impune. “Todos que tiverem responsabilidade vão responder. Inclusive parlamentares que andam difamando e mentindo, com vídeo, dizendo que praticamente houve inverdades nas agressões que a Câmara dos Deputados sofreu em seu prédio”, declarou ele em uma coletiva de imprensa no início de janeiro.

As quatro representações foram enviadas à Mesa Diretora da Câmara no dia 1º de fevereiro, mas sequer foram enviadas ao Conselho de Ética, permanecendo retidas e sob sigilo.

Casos dentro e fora da Câmara

Após a reunião do Conselho que resultou na abertura de processos contra as seis parlamentares, a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), um dos alvos das ações, apresentou uma questão de ordem em plenário questionando Lira sobre a diferença de tratamento entre a representação emperrada contra os quatro deputados e a agilidade das representações contra ela e as demais do PT e Psol no Conselho de Ética. O presidente afirmou que a diferença se dá em função do foro onde ocorreram as supostas violações de ética e decoro.

“Todas as representações partidárias relativas a fatos ocorridos na Câmara dos Deputados foram imediata e indistintamente encaminhadas ao Conselho de Ética — todas! As que não foram enviadas tratam de atos praticados em rede social. Todas as de rede social — não uma ou outra; todas — estão necessitando de maior análise. O critério independe de partido e de representado”, respondeu Lira.


Fonte: Congresso em Foco

terça-feira, 13 de junho de 2023

Alguns registros sobre o trabalho escravo no Brasil.

 Apenas em 2023, foram 29 adolescentes flagrados sendo explorados, a imensa maioria, negros.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 


Nos últimos 28 anos, o Brasil explorou 378 pessoas menores de 16 anos e 637 entre 16 e 18 anos nessas condições. No total, quase 61,5 mil trabalhadores foram resgatados no período.

Das crianças e adolescentes flagradas em escravidão em 2023, 41% tinham o ensino fundamental incompleto e 86% se autodeclaravam negros, segundo dados da fiscalização.

Para além do trabalho escravo, a lei proíbe quem tem menos de 18 anos de atuar em atividades relacionadas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), de acordo com o decreto 6.481/2008.

E o artigo 7º da Constituição diz que é ilegal o trabalho noturno, perigoso ou insalubre de crianças e adolescentes com menos de 18 e de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos.

Dos 85 trabalhadores resgatados em uma lavoura de arroz, em Uruguaiana (RS), em março deste ano, 11 eram adolescentes.

Passado um primeiro momento de arrancada na prevenção e eliminação do trabalho infantil no Brasil, do início dos anos 1990 a meados dos anos 2000, o país enfrentou uma crise econômica e, com ela, o desafio de voltar ao ritmo de queda.

Que inclui o trabalho informal (como vendedores) ou ilegal (como o tráfico de drogas) urbano, a exploração sexual, o trabalho doméstico e algumas formas de trabalho rural.

Na semana passada, o resgate de Sônia Maria de Jesus da residência do desembargador Jorge Luiz de Borba do Tribunal de Justiça de Santa Catarina viralizou nas redes.

Ela trabalhou como doméstica para a família por 37 anos, tendo chegado à casa de Borba entre seus 12 e 13 anos de idade. Sônia é negra e tem deficiência auditiva.

Esse caso se repete em outros lares, com crianças colocadas para trabalhar como domésticas desde cedo e permanecendo nesse status por décadas.

Uma mulher de 84 anos foi resgatada de condições análogas às de escravo após 72 anos trabalhando como empregada doméstica para três gerações de uma mesma família no Rio de Janeiro em maio do ano passado.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Previdência, essa é a mais longa duração de exploração de uma pessoa em escravidão contemporânea desde que o Brasil criou o sistema de fiscalização para enfrentar esse crime em 1995.


FONTE: UOL

sábado, 10 de junho de 2023

Petrobras abre inscrições para 200 vagas de estágio, com bolsa de R$ 1,825

 Nesta semana, a Petrobras abriu o processo de inscrições para 200 vagas de estágio, cujo público principal são os estudantes do nível superior. A bolsa é de R$ 1.825. As inscrições ficarão abertas até o dia 16 de junho.

De acordo com o edital, essas vagas são para trabalhar de forma presencial ou híbrida, e estão distribuídas entre Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.


BUZZ NEWS 

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Ministério da educação lança plataforma com 200 cursos gratuitos e com certificado

 Dizem que "só não estuda quem não quer". Nesse sentido, o Ministério da Educação lançou a plataforma Aprenda Mais, que disponibiliza 200 cursos gratuitos e com certificado.

Entre os diversos cursos disponíveis, há os das áreas de Ambiente e Saúde, Ciências Exatas, Ciências Humanas, Gestão e Negócios, Informação e Comunicação, Produção Cultural e Design, Idiomas, Língua e Literatura, e Turismo, Hospitalidade e Lazer.


 FONTE: BUZZ NEWS 

Quem quer dinheiro?"

 De acordo com o Banco Central (BC), mais de R$ 7 bilhões permanecem "esquecidos" no Sistema de Valores a Receber, do próprio BC. A maior parte dos beneficiários deverá receber até R$ 10.

Para saber se vocês têm algum "dinheiro sobrando", acessem o site do Valores a Receber. As consultas estão disponíveis desde o mês de março.


BUZZ NEWS

Em seu canal no Telegram, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) mostra um trecho de conversa telefônica interceptada que revela a identidade dos autores do ataque à barragem em Kherson,

 Em seu canal no Telegram, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) mostra um trecho de conversa telefônica interceptada que revela a identidade dos autores do ataque à barragem em Kherson, região ao sul da Ucrânia.

Na ligação, um militar russo reconhece a autoria dos ataques por parte de um grupo subversivo de ocupantes:

Eles (lado ucraniano, observe) não estragaram tudo lá. Nosso grupo de sabotagem está lá. Queria assustar as pessoas com essa barragem. Não saiu de acordo com o planejado, mas mais do que o planejado".

Na nota, o SBU explica que "abriu um processo criminal pelo crime de guerra cometido pela Federação Russa".


FONTE: BUZZ NEWS

Ritmo de emendas de Lula é metade do que o de Bolsonaro em 2022

 Petista reservou R$ 5 bi de recursos indicados por congressistas até maio; no mesmo período de 2022, haviam sido R$ 12 bi.


Fonte: Poder360

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Um mero comentário de quem olha para os políticos do país

 O presidente da Câmara Artu Lira diz que só a Câmara dos deputados é quem pode caça o registro eleitoral do candidato, mais isso é prerrogativa da justiça eleitoral. 

Se assim não fosse quem teria que caça mandato de vereador era a casa legislativa do município.

E os deputados estaduais seria pela assembleia legislativa do estado, assim teria que acontecer também com os prefeitos, governadores e até presidente da República. 

Tá na hora de Lira deixar de proteger quem faz coisa errada, que foi o caso do ocorrido com o deputado.

Que pediu exoneração para não responder processo administrativo do MPF isso é o serto, não o serto se não fez nada de errado era responder a investigação e se fosse o caso responder processo administrativo.

Sendo inocente das acusações contra ele segue a vida normal e hoje seria o deputado mais votado do estado do Paraná.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

MOSSORÓ: Um cadeirante foi preso suspeito de estupro de vulnerável

 Na noite de ontem foi preso um homem por nome de Vitor Emanuel Gomes Freitas, acusado de manter uma adolescente de 13 anos, presa em uma residência, a mesma teria sido abusada por este homem. 

Ele foi preso em uma operação conjunta das policias civil e militar e a partir desse momento as investigações tem que continuar para saber se esse cara não fez isso com outras garotas. 

Quando a gente pensa que não tem como piorar a situação, vem uma Notícia dessa que um cadeirante faz uma barbaridade dessas com uma garota de 13 anos, uma pessoa dessa tem que ser punida com rigor, não é porque tem deficiência que pode se aproveitar dessa deficiência para cometer crimes bárbaros como esse.


FONTE Pontanegranews.com.br

terça-feira, 4 de abril de 2023

Projeto muda regra sobre remuneração de mediadores e conciliadores não concursados

   

Flazingo Photos
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Tribunais devem limitar número de audiências não remuneradas por conciliador ou mediador

O Projeto de Lei 223/23 assegura a remuneração dos mediadores e conciliadores nos casos em que o número de audiências realizadas por eles exceder o percentual fixado pelo tribunal, ainda que o trabalho ocorra em audiências realizadas nos processos nos quais seja deferida a gratuidade. Em análise na Câmara dos Deputados, o texto insere a medida no Código de Processo Civil.

Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o deputado licenciado Paulo Teixeira (PT-SP), autor da proposta, explica que, conforme a Lei de Mediação, compete às partes a remuneração dos mediadores, assegurada a gratuidade aos necessitados. Já o Código de Processo Civil determina que o conciliador e o mediador que não forem concursados deverão receber pelo trabalho conforme tabela fixada pelo tribunal, considerados os parâmetros definidos pelo Conselho Nacional de Justiça.

Ao promover o credenciamento dos mediadores e conciliadores não-concursados, os tribunais devem determinar o percentual de audiências não remuneradas que deverão ser suportadas pelos profissionais a fim de atender os processos nos quais será deferida a gratuidade, devendo ser remunerados pelo trabalho nas demais audiências. “Indaga-se: o que deve ocorrer caso um mediador atue exclusivamente em processos nos quais há gratuidade? Deve ele ficar sem remuneração? A resposta é negativa, pois a lei determina a remuneração do profissional até mesmo como forma de incentivo aos métodos alternativos de resolução de controvérsias”, destacou Teixeira.

“A forma como remuneração será efetivada nestes casos poderá ser objeto de regulamentação pelos próprios tribunais, de maneira a não obstar o acesso à Justiça pelos necessitados, mas é certo ser devido algum tipo de retribuição pelo trabalho prestado”, explicou.

Tramitação
O PL 223/23 ainda será despachado pelas comissões permanentes da Casa.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem - Lara Haje
Edição - Ana Chalub

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Projeto revoga direito de ex-presidente da República ter servidor pago pelo Estado Autor da proposta lembra que, hoje, há seis ex-presidentes da República vivos usufruindo desses benefícios

   

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputado Ismael fala ao microfone. Ele é um homem branco, tem o cabelo escuro e veste terno cinza
Ismael: impacto financeiro dos benefícios no Orçamento da União é considerável

O Projeto de Lei 941/23, do deputado Ismael (PSD-SC), acaba com o direito de ex-presidentes da República manterem a seu serviço funcionários públicos pagos pelo Estado. A proposta revoga o artigo 1º da Lei 7.474/86, que garante aos ex-mandatários quatro servidores, para segurança e apoio pessoal, dois assessores especiais e dois veículos oficiais com motoristas; e prevê ainda que essas despesas sejam custeadas pela União.

Ismael diz que o impacto financeiro dessas despesas no Orçamento da União é considerável. Hoje, há seis ex-presidentes da República vivos usufruindo desses benefícios: José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. "Totalizando o uso de 36 servidores, 12 carros e consequentemente 12 motoristas, todos custeados com recursos públicos", contabiliza Ismael.

O deputado ressalta ainda que "o beneficiário mais antigo da presente norma (José Sarney) já tem esse suporte desde 1990, que foi quando deixou de ser presidente do Brasil, ou seja, há mais de 30 anos", critica.

“Embora tenham ocupado posto de distinta relevância, não se justifica tamanha assistência em caráter permanente para pessoas que não exercem mais aquela função”, argumenta o parlamentar.

Tramitação
O projeto ainda será despachado para análise das comissões permanentes da Câmara.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Medida provisória prorroga prazo de adequação à Nova Lei de Licitações Legislação anterior poderá ser aplicada em editais até 29 de dezembro de 2023

   

Divulgação/Agência de Notícias do Paraná
Administração Pública - geral - licitações licitação pregão virtual contratações setor público
Opção pelas regras anteriores deverá ser expressa no edital

A Medida Provisória 1167/23 prorroga a validade da antiga Lei de Licitações, da Lei do Regime Diferenciado de Compras (RDC) e da Lei do Pregão até o dia 30 de dezembro de 2023. A MP foi publicada na sexta-feira (31), em edição extra do Diário Oficial da União.

Com o adiamento, os órgãos e entidades da administração pública federal, estadual ou municipal ainda poderão publicar editais nos formatos antigos de contratação até o dia 29 de dezembro de 2023. A opção escolhida deve estar expressamente indicada no edital.

A MP altera a Nova Lei de Licitações, de 2021, que unifica toda a legislação sobre o assunto e deveria ter entrado em vigor no último dia 1º. A nova lei havia dado prazo de dois anos para os gestores públicos se adaptarem às novas regras.

A prorrogação do prazo foi um pleito dos prefeitos, que estiveram reunidos em Brasília na semana passada, na 24ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que organiza a marcha, 60% dos municípios não conseguirão cumprir o prazo de adequação à nova lei, que exige treinamento de pessoal, mudança em rotinas administrativas e investimentos em tecnologia.

Tramitação
A medida provisória será analisada na Câmara dos Deputados e no Senado.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Rachel Librelon
Com informações da Agência Brasil

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Projeto proíbe cobrança de tarifa bancária em contas inativas Pelo texto, após 60 dias de inatividade, as instituições deverão notificar o cliente sobre o interesse na manutenção da conta

   

+Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Deputado Gerlen Diniz (PP-AC) no Plenário da Câmara
Deputado Gerlen Diniz, autor da proposta

O Projeto de Lei 772/23 proíbe a cobrança de tarifas bancárias em contas inativas por mais de 60 dias, mantidas em qualquer instituição participante do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

Conforme a proposta, decorrido o prazo de 60 dias de inatividade, as instituições deverão notificar o cliente sobre o interesse na manutenção ou no encerramento da conta. Não havendo resposta em até 30 dias, o banco poderá fechar a conta.

O descumprimento da futura lei sujeitará os infratores às sanções previstas na Lei 13.506/17, que trata dos processos administrativos no Banco Central, sem prejuízo daquelas previstas no Código de Defesa do Consumidor.

“Com frequência as pessoas abrem contas apenas para recebimento de salários”, comentou o autor da proposta, deputado Gerlen Diniz (PP-AC). “Mesmo após o término do vínculo empregatício, essa conta continua gerando tarifas, e o cliente, sem fazer movimentação, passa a acumular débitos com o banco”, afirmou.

Tramitação
A proposta ainda será despachada para análise das comissões da Câmara.

Reportagem - Ralph Machado
Edição - Marcia Becker

Fonte: Agência Câmara de Notícias

PEC estabelece marco inicial para sanção por descumprimento de cota de candidatura feminina Para autor, regras começaram a valer em período eleitoral, não dando tempo aos partidos para se adaptarem

   

Wesley Amaral/Câmara dos Deputados
Proposições Remanescentes do Dia Anterior. Dep. Paulo Magalhães PSD - BA
Magalhães: partidos tiveram dificuldade em se ajustar ao novo comando constitucional

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 9/23, do deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) e outros, proíbe a aplicação de sanções aos partidos políticos por descumprimento da cota mínima de recursos para as candidaturas femininas até as eleições de 2022 ou pelas prestações de contas anteriores a 5 de abril de 2022.

Foi nesta data que o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 117. A norma destinou uma cota dos recursos partidários para as candidaturas femininas e para a promoção da participação das mulheres na política.

Paulo Magalhães afirma que a proposta visa estabelecer um “marco inicial” para aplicação das sanções, pela Justiça Eleitoral, por não cumprimento das novas regras.

Magalhães disse que a emenda constitucional foi promulgada em pleno período eleitoral, não dando tempo aos partidos para se adaptarem. “Muitos dos entes partidários tiveram dificuldade em se ajustar ao novo comando constitucional, em decorrência da inexistência de outra regra que apresentasse as balizas ou uma maior elucidação sobre a matéria pertinente à distribuição das cotas”, disse.

Doação
A PEC 9/23 também autoriza aos partidos a arrecadarem recursos de pessoas jurídicas para quitar dívidas com fornecedores contraídas até agosto de 2015.

Magalhães afirma que a medida visa permitir que os partidos paguem as dívidas acumuladas durante o período em que podiam receber doações de empresas. Essa modalidade de financiamento acabou com a Lei 13.165/15 (Minirreforma Eleitoral), que entrou em vigor em setembro de 2015.

“A finalidade da alteração se presta exclusivamente a garantir o adimplemento de dívidas contraídas na vigência da ordem normativa anterior à vedação, de modo que, a um só tempo, prioriza o cumprimento das obrigações estabelecidas bem como preserva a estabilidade da ordem jurídica”, afirma o deputado.

Tramitação
A admissibilidade da proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado, o texto da PEC será analisado por uma comissão especial e, em seguida, pelo Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Lei garante troca de implante mamário para paciente de câncer em caso de complicação

   

Depositphotos
Mulher com camiseta branca e um laço rosa simbolizando o câncer de mama
O câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.538/23, que garante às mulheres o direito de troca de implante mamário colocado em virtude de tratamento de câncer sempre que houver complicações ou efeitos adversos. O texto da lei foi publicado nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União.

A regra vale tanto para o setor privado quanto para o Sistema Único de Saúde (SUS). No âmbito do SUS, a lei determina que o procedimento seja realizado no prazo de 30 dias após a indicação do médico assistente.

A nova lei tem origem em projeto (PL 2113/19) da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado.

A lei assegura ainda o acompanhamento psicológico e multidisciplinar das pacientes que sofrerem mutilação total ou parcial de mama decorrente de utilização de técnica de tratamento de câncer.

 

 

 

Reportagem – Janary Júnior
Edição - Natalia Doederlein

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Projeto inclui inflamações intestinais no rol de doenças graves do SUS Projeto busca garantir aos doentes nutrição por sonda ou direto na corrente sanguínea em Centro de Reabilitação Intestinal

   

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Deputado Julio Cesar Ribeiro fala ao microfone. Ele é branco e tem o cabelo escuro, usa um terno preto com gravata vermelha
O autor da proposta, deputado Julio Cesar Ribeiro

O Projeto de Lei 666/23 inclui no rol de doenças graves e raras do Sistema Único de Saúde (SUS) a doença de Crohn, a Síndrome do Intestino Curto e a Retocolite – todas relacionadas a inflamações intestinais graves. A matéria está sendo analisada pela Câmara dos Deputados.

Segundo o texto, pacientes que comprovarem ser portadores dessas doenças por meio de laudos médicos terão direito de receber diretamente do Ministério da Saúde nutrição enteral (por sonda) e/ou parenteral (diretamente na corrente sanguínea) em Centro de Reabilitação Intestinal, conforme prescrição médica.

“Todas essas doenças, além de atingirem o trato gastrointestinal, são comumente associadas à desnutrição protéicoenergética”, destaca o autor, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). “Há evidências de que o uso da nutrição enteral e parenteral é benéfico para pacientes durante a fase ativa de doenças inflamatórias intestinais”, argumenta o parlamentar.

Caberá ao Ministério da Saúde, segundo o texto, definir as normas relativas ao receituário médico, a análise dos laudos e a disponibilização do tratamento, diretamente, ao paciente.

O projeto também estabelece que pacientes com doença raras são considerados pessoa com deficiência para todos os efeitos legais.

Tramitação
A proposta ainda será despachada para análise das comissões permanentes da Câmara. Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.

 

 

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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