sábado, 30 de abril de 2016

Acidente com vítima fatal é registrado durante a madrugada na cidade de Apodi.

Vítima: Eduardo
Por volta das 03:30 da madrugada deste Sábado dia 30/04, a central de operações da Policia Militar recebeu a informação de um grave acidente de trânsito na Avenida Moesio Holanda, na estrada que da acesso ao Bacurau 1, mais precisamente próximo a entrada do Balneário da Lagoa.
Segundo informações repassadas a policia, dão conta de que a vítima identificada como Carlos Eduardo Pinto Moreira, 31 anos de idade, natural de Apodi, trafegava em uma motocicleta, quando teria perdido o controle e se chocado numa arvore do canteiro central da avenida, vindo a óbito no local.
Uma viatura da Rádio Patrulha esteve no local fazendo o isolamento da área até a chegada do ITEP, que após os trabalhos de perícia, removeu o corpo para a sede do órgão em Mossoró.
* Sentinelas do Apodi

Quadrilha invade comércio e rouba moto, dinheiro e joias na zona rural de Apodi

Cinco homens fortemente armados realizaram na tarde desta sexta-feira (29) um arrastão dentro de um comércio na comunidade de Carrilho, na zona rural de Apodi. Foram roubados uma moto, joias, dinheiro, celulares e outros pertences de valor. 
Segundo a polícia, o grupo estava em um veículo Gol de cor vermelha. Eles invadiram o comércio, que fica no mesmo prédio da residência, e exigiram todo o dinheiro que as vítimas possuíam. 
Só em dinheiro foram roubados cerca de R$ 700. Os bandidos levaram também uma motocicleta Honda Bros de cor preta. Antes da fuga, eles danificaram o sistema de monitoramento por câmeras existente no local para que não fossem reconhecidos pelas imagens. 
Testemunhas contaram que os assaltantes fugiram no sentido a comunidade de Apanha-Peixe, na zona rural de Caraúbas. Policiais militares foram acionados e realizaram buscas na região, no intuito de localizar a quadrilha, mas até o momento ninguém foi preso. 
Acredita-se que os bandidos sabiam da existência desse dinheiro guardado na residência.
* Sentinelas do Apodi Com informações do Icém Caraúbas

Grave Acidente Deixa uma Vítima Fatal na BR 405, Zona Rural de Major Sales,RN.

Vítima: Antônio Reginaldo de Lima, "Doutor" tinha 43 anos de idade
Major Sales (RN) - No início da noite desta sexta-feira, (29), por volta de 18h20min, um violento acidente na BR 405, mais precisamente na entrada do sítio Bom Jardim, uma pessoa foi atropelada e morta quando caminhava a pé. 
De acordo com informações a vitima identificada como Antônio Reginaldo de Lima, conhecida como “Doutor”, 43 anos de idade, caminhava a pé com destino a sua residência, quando teria sido atropelada e morta por um veiculo ainda não identificado. 
Segundo informações uma moto também teria se envolvido no acidente, onde o condutor teria saído com ferimentos leves. A moto se encontra no local juntamente com o corpo da vitima. 
A vitima tinha problemas de saúde mental. A polícia ainda não sabe as causas do acidente. 
A PM de Major Sales com apoio da PM de José da Penha, se encontra no local, aguardando a presença da Policia Rodoviária Federal e uma equipe do ITEP para as providencias cabíveis.

* Subtenente Andrade

Bandidos assaltam agência dos Correios da cidade de Sitio Novo/RN

A agência dos Correios da Cidade de Sitio Novo, a 116 km da capital Potiguar foi assaltada na manhã desta sexta-feira (29) por dois elementos em uma moto Honda CB-300 Amarela, (Populares mencionaram que dois elementos em um Carro davam apoio)
De acordo com testemunhas os meliantes, entraram na agência renderam os funcionários, aguardaram abertura do cofre, logo após fugiram sentido Tangará, levando uma quantia ainda não revelada.
Viaturas da PM da região realizaram diligências no intuito de localizar os assaltantes, mas até o momento ninguém foi encontrado.
Este é o segundo assalto a agencia dos Correios de Sitio Novo em menos de cinco meses, o ultimo havia sido registrado em 25 de janeiro de 2016.
* BLOG SITIO NOVO EM FOCO

Agência dos Correios de Janduís foi arrombada na madrugada deste sábado (30)


Na madrugada deste sábado, 30/04, a Agência dos Correios do município de Janduís foi alvo de meliantes.
De acordo com as informações, elementos arrombaram o portão da frente e adentraram na agência. 

Devido a onda de assaltos, a agência só estava trabalhando com entregas, com isso, os elementos não conseguiram levar nada.

Apesar da Agência ficar localizada no centro da cidade, ninguém testemunhou o arrombamento.

A Polícia investiga a ação.

* CG Na Mídia

sexta-feira, 29 de abril de 2016

PMDB e PP travam batalha pelo ministério da Saúde em eventual governo Temer

PMDB e PP estão em franca disputa pelo controle do Ministério da Saúde, num eventual governo de Michel Temer. Mesmo em tempo de epidemias e com orçamento mais apertado do que no passado, a pasta continua sendo uma das mais cobiçadas na Esplanada dos Ministérios. Temer quer que o posto seja ocupado por uma estrela. O presidente do PP, Ciro Nogueira, já tem um nome em mente: o cirurgião paulista Raul Cutait, que por anos esteve à frente do Hospital Sírio Libanês. Sondado, Cutait ainda não deu a palavra final.
Ciro Nogueira, por sua vez, desconversa: "O Raul é um grande amigo meu. Se couber ao partido a indicação, é um dos nomes que tenho. É um dos primeiros nomes com que vou conversar", completou.
Temer já havia acenado com a possibilidade de manter um acordo previamente alinhavado com o PP. A ideia inicial era que o partido assumisse o comando de dois ministérios, a princípio Integração Nacional e Saúde.
Nesta semana, no entanto, começou a ganhar corpo um movimento dentro dos quadros do PMDB para garantir que a Saúde, assumida no fim do ano passado, permanecesse nas mãos do partido. Integrantes da bancada peemedebista descrevem uma série de justificativas para isso: PP não teria um nome de peso para ocupar a pasta (e assim, não teria como atender a condição previamente imposta por Temer), ao passo que PMDB teria várias pessoas com certa tradição na luta pela saúde. O movimento sanitarista, argumenta a bancada, teve início com PMDB.
Além disso, argumenta a bancada peemedebista, o PP teria muito mais tradição em outra área, a da Agricultura. Faria mais sentido, dizem, que integrantes do PP assumissem esse posto.
Mas os motivos que fazem PMDB querer assegurar a Saúde não passam nem de perto da mera manutenção da tradição. A pasta é um ministério com grande capilaridade: há postos a serem preenchidos em todos os cantos do País. Investimentos na saúde - como hospitais, ambulâncias e contratação de médicos - sempre foram um trunfo importante para ganhar a simpatia da população. Os atrativos ganham uma importância ainda maior agora, com a proximidade das eleições municipais.
O PP, por sua vez, já deixou claro que não abre mão da pasta da Saúde num eventual governo Temer, tornando difícil, assim, uma eventual troca pela Agricultura. Enquanto a definição não é feita, os partidos continuam trabalhando em busca de nomes de estrelas. O presidente do PP, embora negue a sondagem a Cutait, afirma que o médico seria importante não apenas para ocupar o posto de ministro. "Ele é importante também para ajudar na formulação do partido. Não teve nenhum convite, até porque não está certo que essa pasta virá ao partido, mas é um nome maravilhoso."


 

Estudantes do Ensino Médio podem fazer simulado do Enem pela internet

A partir da zero hora deste sábado, 30, todos os alunos concluintes do Ensino Médio podem fazer o simulado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que estará à disposição no site Hora do Enem.
Embora três milhões de pessoas tenham acessado à página Ministério da Educação, cerca de 280 mil alunos já se inscreveram para fazer o teste. Os alunos que tiverem interesse em fazer o teste podem entrar na página do MEC até às 20 horas deste sábado. A partir do momento que derem início ao simulado, os estudantes terão quatro horas para concluir a prova. Quem ainda não se inscreveu pode fazê-lo até este sábado e dar inicio imediato ao testes.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a prova é importante para o treinamento dos alunos porque eles vão poder obter um diagnóstico exato do quanto estão preparados em cada matéria e definir um cronograma de estudo com base no seu desempenho. Serão 80 questões de todas as matérias, a exemplo do que é feito no exame.
Quatro simulados serão realizados até a data das provas do Enem. O ministro informou ainda que o diagnóstico dos alunos será enviado para todos os professores em todas as salas de aula. O público-alvo do MEC para a realização do teste é de 2,2 milhões de alunos da rede pública e privada.
Mercadante anunciou ainda que, na segunda-feira, começa a funcionar o "MECflix", uma espécie de biblioteca com vídeo-aulas com conteúdos de todas as matérias que caem na prova do Enem. O sistema funciona como um cursinho em casa, em que o aluno escolhe a matéria a ser estudada.
O ministro informou também que começa a ser veiculada nesta segunda feira a TV Escola, um canal do MEC em que o aluno também pode assistir aulas sobre o conteúdo ensinado.
O teste deste sábado ainda não terá redação. O banco de itens da plataforma de testes da internet não é igual ao banco do Enem, que é sigiloso. Outros simulados estão marcados para 25 de junho, 13 de agosto e 8 e 9 de outubro.


 

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara pede cassação de Bolsonaro

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), protocolou nesta sexta-feira, 29, mais um pedido de abertura de processo de cassação, por quebra de decoro parlamentar, do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
A denúncia é sobre a homenagem que Bolsonaro fez ao torturador Carlos Brilhante Ustra, durante a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Sob a mesma alegação, outros dois pedidos já foram protocolados na mesa diretora da Casa contra o parlamentar, do Partido Verde (PV) e da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro.
Nesta semana, cinco partidos políticos e o Instituto Vladimir Herzog protocolaram na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação contra Bolsonaro, em que pedem a apuração de responsabilidade criminal, civil e administrativa. "Perderam em 1964, perderam agora em 2016", disse Bolsonaro no início de sua fala, fazendo uma referência ao golpe militar.
"Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, o meu voto é sim", finalizou ao anunciar o seu voto a favor do impedimento da presidente da República.
Entre 1970 e 1974, o coronel Brilhante Ustra foi chefe, em São Paulo, do DOI-Codi do II Exército, órgão de repressão política tido como um dos mais cruéis durante a ditadura no Brasil. Nesse período, a então militante política Dilma Rousseff esteve presa na capital paulista. Ustra, denunciado por perseguições, torturas e assassinatos de opositores ao golpe de 64, foi declarado torturador pela Justiça.


 

Receita espera receber 28,2 milhões de declarações de IRPF

A Receita Federal espera receber até a meia-noite desta sexta-feira, 29, 28,2 milhões de declarações de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Até o fim da tarde, cerca de 26,9 milhões declarações tinham sido recebidas. Os contribuintes que não entregaram a declaração dentro do prazo poderão enviá-la, com cobrança de multa, a partir das 8 horas de segunda-feira. A multa para os contribuintes que entregarem fora do prazo é de 1% do imposto devido por mês, com limite de 20% ou R$165,74. Até o momento, 720 mil declarações já estão na malha fina e o acesso a elas estará disponível a partir do dia 15 de maio.
Segundo o secretário da Receita, Jorge Rachid, a expectativa inicial era um pouco maior (28,5 milhões), mas foi reduzida após a diminuição das declarações retificadoras verificadas nos últimos anos. "A diferença demonstra que os contribuintes estão errando menos e que as fontes pagadoras estão errando menos", afirmou.
Na segunda-feira, com a reabertura do programa, a Receita disponibilizará um rascunho para a declaração de 2017. O contribuinte que quiser começar a fazer sua declaração já terá o programa disponível. Outra novidade anunciada pela Receita é de que, no ano que vem, o contribuinte só precisará baixar o programa do Imposto de Renda e não mais o Receitanet. A terceira novidade para o Imposto de Renda de 2017 será a atualização automática do programa pela Receita. "Eventuais atualizações e mudanças de versão do programa do IR serão feitas automaticamente a partir do ano que vem. O contribuinte não precisará baixar uma nova versão", afirmou.
No próximo ano, os contribuintes terão facilidades para a recuperação das senhas. Segundo a Receita, o programa disponibilizará uma recuperação dos através de uma pergunta-chave.
Fluxo
A Receita informou que nos dois últimos dias o fluxo de entrega de declarações do IR subiu e atingiu seu pico na tarde de hoje, quando 314,161 mil declarações foram entregues por hora.
Mais de 15 mil contribuintes entregaram suas declarações de imposto de renda a partir do exterior. O secretário da Receita classificou como positivo o aumento. "Inovação pela internet permite o exercício da cidadania a partir do exterior", frisou Rachid.
Em 2013, a Receita começou a trabalhar com o programa do imposto de renda em dispositivos móveis e cerca de 7 mil contribuintes utilizaram esses dispositivos. Em 2016, 89 mil contribuintes enviaram suas declarações através de dispositivos móveis. O Fisco esclareceu que durante o expediente é comum a utilização do programa padrão da Receita no computador e, à noite, é mais comum o uso dos dispositivos móveis. De acordo com a Receita, o contribuinte mais idoso a entregar declaração de imposto de renda esse ano tem 97 anos.
O secretário não quis comentar mudança na tabela do IR.

 

FHC depõe à PF e nega remessas ilegais de dinheiro a Mirian Dutra

Em depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira, 29, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou ter usado qualquer artifício legal para enviar dinheiro a Tomás Dutra, que reconheceu como filho com a jornalista Mirian Dutra e mora no exterior.
Em entrevista à Folha de S. Paulo em fevereiro, Mirian dissera que recebeu por anos dinheiro de FHC por meio de um contrato fictício com a Brasif Exportação e Importação. Durante o governo de Fernando Henrique (1995-2002), a empresa explorou os free shops (lojas com isenção de impostos) de aeroportos brasileiros. Em depoimento à PF no início de abril, porém, ela não confirmou a acusação.
"Fernando Henrique nunca remeteu dinheiro a Mirian, mas sim ao Tomás, a quem sempre tratou como filho", afirmou seu advogado, Sérgio Bermudes, à reportagem. "Ele enviava dinheiro de forma legal e declarada. Há muito tempo, Fernando Henrique tem dinheiro no exterior, devidamente declarado, e não precisaria de meios escusos para encaminhar valores a Tomás", disse o advogado. Bermudes confirmou que o ex-presidente comprou um apartamento para Tomás em Barcelona.
Inquéritos
O depoimento de FHC à Polícia Federal, em São Paulo, durou duas horas e dez minutos e tratou de dois inquéritos. Um deles investiga a suposta remessa de dinheiro para Mirian, com quem ele manteve um relacionamento extraconjugal por seis anos durante as décadas de 1980 e 1990. Desde 1992, a jornalista mora na Europa. A outra investigação aborda a suposta propriedade de imóveis no exterior, que não teriam sido declarados por Fernando Henrique à Receita Federal.
Tomás nasceu em 1991 e teve sua paternidade atribuída ao ex-presidente. Dois exames de DNA realizados em 2011, porém, indicaram que não é filho de Fernando Henrique. Apesar disso, o ex-presidente afirma que sempre o tratou como filho e mensalmente enviava dinheiro para a manutenção do jovem na Europa.
Segundo Bermudes, Fernando Henrique também afirmou nesta sexta à PF que nunca teve nenhum imóvel fora do Brasil. Por dar aulas e palestras em universidades francesas, em 2003 ele permaneceu dois meses em Paris hospedado em um apartamento que pertence a Maria Sodré, sogra do amigo e ex-sócio de Fernando Henrique numa fazenda em Minas Gerais, Jovelino Mineiro. O imóvel fica na avenida Foch, área nobre da capital francesa.
Ainda conforme Bermudes, o ex-presidente também esclareceu que, em outra ocasião, hospedou-se por menos de 48 horas em Nova York, em um apartamento que pertence ao próprio advogado. "Esse imóvel também nunca foi dele. Ele esteve hospedado como meu convidado", afirmou.
FHC teria chegado à PF por volta das 14h e foi ouvido pelo delegado João Tiago Pinho. O ex-presidente não saiu da PF pela porta da frente. Segundo a assessoria da PF, FHC usou a prerrogativa de ser ex-presidente para poder sair de forma mais discreta do prédio.


 

Irlanda chaga a acordo para novo governo após dois meses de negociações

Políticos de longa data na Irlanda chegaram a um acordo histórico para a criação de um novo governo após dois meses de negociações que se seguiram a uma eleição inconclusiva.
Com isso, cresce a possibilidade de que o primeiro-ministro Enda Kenny, líder da Irlanda desde 2011, seja reeleito na próxima semana. Para sobreviver, Kenny irá pedir apoio voto a voto da oposição.
"Os dias de governo de maioria em termos absolutos acabaram. Estamos entrando em uma nova era na política irlandesa, na qual as visões de todos precisam ser levadas em consideração", disse Michael McGrath, do partido Fianna Fail. "Será um cenário muito desafiador para todos os envolvidos, mas teremos que fazer funcionar." Fonte: Associated Press


 

FHC presta depoimento à PF sobre caso Mirian Dutra

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso prestou depoimento nesta sexta-feira, 29, na sede da Polícia Federal em São Paulo. Em fevereiro, o Ministério da Justiça determinou à PF a abertura de um inquérito para investigar as suspeitas de crimes cometidos pelo ex-presidente envolvendo o envio de dinheiro ao exterior para a jornalista Mirian Dutra, com quem ele teve um caso extraconjugal, por meio de um contrato da empresa Brasif Exportação e Importação S.A.. Mirian vive na Espanha.
FHC teria chegado à PF por volta das 14h e foi ouvido pelo delegado João Tiago Pinho. O conteúdo do depoimento foi mantido em sigilo. O ex-presidente não saiu da PF pela porta da frente. Segundo a assessoria da PF, FHC usou a prerrogativa de ser ex-presidente para poder sair de forma mais discreta do prédio.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Mirian afirmou que o ex-presidente assinou um contrato fictício com a empresa pelo qual recebeu US$ 3 mil mensais entre 2002 e 2006. Ainda segundo Mirian, o ex-presidente teria enviado, por meio de contas no exterior, dinheiro para sustentar ela e seu filho Tomás no exterior quando ainda comandava o País.


 

Barbosa: com criminalização da política fiscal, governo está de mãos atadas

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, encerrou sua participação na comissão especial do impeachment no Senado fazendo um apelo aos parlamentares pela aprovação da nova meta fiscal solicitada pelo governo ao Congresso Nacional.
"Neste momento o governo tem recursos para aumentar os investimentos no Brasil, mas hoje está de mãos atadas e não pode ajudar a economia devido à criminalização da política fiscal por motivos políticos e não econômicos", afirmou. "Ao criminalizar a política fiscal, a vítima não é só a presidente Dilma Rousseff, mas toda a população", acrescentou.
Barbosa argumentou novamente que a edição de decretos de suplementação orçamentária em 2015 não resultou em aumentos de gastos sem a autorização do legislativo, já que houve um grande contingenciamento de despesas. "Ano passado foi um ano atípico porque no começo o governo e o mercado previam um crescimento do PIB, e na verdade houve retração da economia. A meta fiscal de 2015 inclusive foi mudada não para gastar mais, mas porque se viu que íamos arrecadar menos. Na realidade houve corte de gastos", completou.


 

Abril mais quente da história bate recorde de frio nesta sexta

O mês de abril mais quente já registrado em São Paulo acaba de bater também um recorde de frio: a temperatura máxima de 16,5° registrada nesta sexta-feira, 29, foi a mais baixa para uma tarde de abril nos últimos 45 anos, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Além disso, a temperatura mínima 11,8°C da manhã desta sexta foi a menor do ano pelo segundo dia consecutivo. O frio foi o mais intenso em abril desde 1999, quando os termômetros chegaram a 8,3 °C.
Apesar do frio, que chegou à capital paulista na quinta-feira, 28, este mês provavelmente baterá o recorde de abril mais quente da história na cidade, de acordo com Franco Villela, meteorologista do Inmet.
"Foi um mês bastante anômalo. Apesar do recorde de frio, vamos fechar abril com as maiores médias de calor já registradas", disse Villela ao jornal O Estado de S. Paulo.
O Inmet identificou que, em abril, a cidade teve quatro das 10 maiores
temperaturas já registradas para o mês na história. Segundo Villela, também foi a primeira vez que um mês de abril teve 20 dias com temperaturas médias acima dos 30°C.
"Passamos mais de três semanas sob a influência de um sistema de alta pressão que agia como uma espécie de bloqueio para as frentes frias. Mas agora tivemos uma frente fria muito intensa", disse Villela.
Segundo o meteorologista, a massa de ar polar que agora atua sobre grande parte do País teve uma trajetória excepcionalmente continental, o que intensificou a sensação de frio nos últimos dias. "Quando uma frente fria passa pelo oceano, ela ganha umidade e suas características mudam rapidamente. Mas quando ela tem uma trajetória continental, a queda de temperatura é muito brusca", explicou.
De acordo com Villela, neste sábado, 30, são esperadas chuvas fracas, mas a tendência é de diminuição da nebulosidade em todo o Estado. As temperaturas mínimas seguirão no mesmo nível e as máximas terão elevação. No domingo, com a diminuição da nebulosidade, o frio deverá aumentar à noite. Na segunda-feira, 2, as temperaturas mínimas cairão ainda mais e deverão ser as menores do ano até agora.


 

Kátia Abreu: "Acredito na honestidade da presidenta'

Kátia Abreu detalhou os recursos e fontes do crédito rural relativos ao Plano Safra - Foto: Marcelo Camargo | Agência BrasilKátia Abreu detalhou os recursos e fontes do crédito rural relativos ao Plano Safra

A ministra da Agricultura Kátia Abreu, segunda a falar na comissão do impeachment no Senado em defesa da presidente Dilma Rousseff, nesta sexta-feira, 29, alertou que a subvenção agrícola não pode ser comparada a um empréstimo. "Operação de crédito é o que o produtor assume com o banco. Não há deslocamento de dinheiro do banco para o Tesouro. O banco desloca para o produtor e o Tesouro desloca para o banco" explicou.
A ministra fez a defesa de Dilma, logo depois do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Com uma exposição focada unicamente no que ficou conhecido como pedaladas fiscais - possíveis atrasos de pagamentos aos bancos públicos - Kátia Abreu afirmou que o que foi feito pela agricultura brasileira nos últimos cinco anos, durante o governo da presidente Dilma, foi um marco para o setor.
Segundo ela, a declaração não deve ser vista como crítica aos outros presidentes da República, mas explica como duas pessoas, de partidos diferentes, trabalham hoje juntas. Kátia Abreu é um dos nomes do PMDB que não deixaram o ministério de Dilma, depois que o partido anunciou ruptura na aliança, criando um impasse dentro do próprio Planalto entre a presidenta e o vice Michel Temer. "Eu apoio a presidente Dilma pela reciprocidade que ela deu à agricultura brasileira nos últimos cinco anos. Acredito na idoneidade e na honestidade da presidenta", afirmou.

Segundo ela, do saldo de R$ 10,4 bilhões que o Banco do Brasil tinha a receber do Tesouro, 60% foi aplicado no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e 40% destinado a médios e grandes produtores. A ministra lembrou que, depois de 2014, o valor foi acumulado. "O governo não paga de uma vez. Vai pagando ano a ano. É natural que o copo se encha anualmente", afirmou.
Kátia Abreu detalhou os recursos e fontes do crédito rural relativos ao Plano Safra e destacou que houve redução nas subvenções da agricultura, por conta do ajuste fiscal. "O governo aumentou os recursos para agricultura mas também vem reduzindo esta equalização. Claro que quanto mais subvenção mais competitividade. Mas da safra anterior para esta tivemos diminuição da subvenção em torno de 56%", destacou. "Mas não tem trazido nenhum tipo de prejuízo aos nossos agricultores", completou.
Ao lembrar que a equalização de taxas de juros para o crédito agrícola é feita desde 1992, Kátia Abreu explicou que existem dois tipos de recursos para o setor: os livres, a partir de juros de mercado que giram em torno de 14%, e os controlados que é o administrado pelo governo para garantir taxas inferiores e reduzir custos de financiamento. "Estas taxas são o pilar da política agrícola", afirmou ao lembrar que a medida estimula a competitividade da produção nacional.


 Agência Brasil

Ministro Barbosa foi 1º a defender Dilma no Senado

Ministro afirmou que não há irregularidades nos decretos de crédito suplementar - Foto: Marcelo Camargo | Agência BrasilMinistro afirmou que não há irregularidades nos decretos de crédito suplementar

No primeiro dia de manifestação da defesa da presidenta Dilma Rousseff na comissão especial do impeachment no Senado, três ministros, José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União), Nelson Barbosa (Fazenda) e Kátia Abreu (Agricultura) foram escalados para tentar derrubar os argumentos que resultaram na decisão da Câmara de autorizar a continuidade do processo.
Nesta fase em que a comissão decidirá sobre a admissibilidade do processo, o primeiro a se manifestar, por 40 minutos, foi o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que se concentrou em dados técnicos e fiscais que embasaram a denúncia.
Explicou que todos os seis decretos de crédito suplementar citados no pedido de impeachment da presidente Dilma, somando R$ 95,9 bilhões, foram baseados em remanejamento de recursos, excesso de arrecadação ou superávit financeiro.

Na mesma linha usada na exposição que fez à comissão especial que iniciou a análise do impeachment na Câmara dos Deputados, Barbosa citou o artigo 4o da Lei Orçamentária Anual, que elenca as três fontes recorridas pelo governo como regulares e legais para a edição deste tipo de decreto.
O ministro da Fazenda esclareceu, ainda, que este tipo de documento não é numerado por não ter caráter normativo, medida adotada desde 2002, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Mesmo assim, ele lembrou que esses decretos são publicados no Diário Oficial da União. "Não são secretos. Foi uma medida simplificadora [adotada em 2002] para decretos que versam, por exemplo, sobre a nomeação de cargos", explicou.
Aumento de despesas
Sobre os motivos que levaram o governo a emitir os decretos de crédito suplementar, o ministro da Fazenda disse que os instrumentos estão de acordo com a Lei Orçamentária Anual. Explicou que os créditos suplementares mudam as alternativas para gastar um valor financeiro, mas garantiu que não criam uma despesa, apenas as adequam em função das receitas.
"Um crédito suplementar aumenta a dotação de uma determinada ação [manutenção de universidades e hospitais], mas não autoriza imediatamente uma despesa. Esta é a grande diferença. Ele muda as alternativas em que pode ser gasto um valor financeiro que é determinado pelo decreto de contingenciamento", disse.
O ministro voltou a dizer que o governo Dilma registrou um grande contingenciamento de recursos e tinha aumentado o corte de despesas no mesmo mês em que os decretos foram editados. "O orçamento é uma autorização que vem determinando quando e onde o governo pode gastar. È uma previsão de receitas. Tem anos que [a receita] vem a mais e outros que vem a menos", afirmou, ao explicar que, por isso, ao longo do ano, o governo remaneja alguns pontos para compatibilizar o limite financeiro à meta fiscal.
"Estes créditos suplementares, em nenhum momento, autorizam o aumento de despesa financeira", completou, recorrendo novamente ao exemplo de uma lista de compras que seria o equivalente a um orçamento, enquanto o limite financeiro seria o volume de dinheiro que o cidadão teria no bolso. Se mudar um item "você muda a lista, mas o valor que pode utilizar continua sendo o que tem no bolso".
Barbosa disse, ainda, que o Congresso aprovou a revisão da meta fiscal, quando aprovou o projeto de lei do Congresso Nacional (PLN 5/15). "Onde esta a irregularidade? A meta fiscal foi cumprida. As senhores e senhores [parlamentares] alteraram e a meta foi cumprida", lembrou. O PLN foi enviado pelo Executivo e avançou depois de inúmeras negociações com o Congresso.
No primeiro dia de manifestação da defesa da presidenta Dilma Rousseff na comissão especial do impeachment no Senado, três ministros, José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União), Nelson Barbosa (Fazenda) e Kátia Abreu (Agricultura) foram escalados para tentar derrubar os argumentos que resultaram na decisão da Câmara de autorizar a continuidade do processo.
Nesta fase em que a comissão decidirá sobre a admissibilidade do processo, o primeiro a se manifestar, por 40 minutos, foi o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que se concentrou em dados técnicos e fiscais que embasaram a denúncia.
Explicou que todos os seis decretos de crédito suplementar citados no pedido de impeachment da presidente Dilma, somando R$ 95,9 bilhões, foram baseados em remanejamento de recursos, excesso de arrecadação ou superávit financeiro.
Na mesma linha usada na exposição que fez à comissão especial que iniciou a análise do impeachment na Câmara dos Deputados, Barbosa citou o artigo 4o da Lei Orçamentária Anual, que elenca as três fontes recorridas pelo governo como regulares e legais para a edição deste tipo de decreto.
O ministro da Fazenda esclareceu, ainda, que este tipo de documento não é numerado por não ter caráter normativo, medida adotada desde 2002, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Mesmo assim, ele lembrou que esses decretos são publicados no Diário Oficial da União. "Não são secretos. Foi uma medida simplificadora [adotada em 2002] para decretos que versam, por exemplo, sobre a nomeação de cargos", explicou.
Aumento de despesas
Sobre os motivos que levaram o governo a emitir os decretos de crédito suplementar, o ministro da Fazenda disse que os instrumentos estão de acordo com a Lei Orçamentária Anual. Explicou que os créditos suplementares mudam as alternativas para gastar um valor financeiro, mas garantiu que não criam uma despesa, apenas as adequam em função das receitas.
"Um crédito suplementar aumenta a dotação de uma determinada ação [manutenção de universidades e hospitais], mas não autoriza imediatamente uma despesa. Esta é a grande diferença. Ele muda as alternativas em que pode ser gasto um valor financeiro que é determinado pelo decreto de contingenciamento", disse.
O ministro voltou a dizer que o governo Dilma registrou um grande contingenciamento de recursos e tinha aumentado o corte de despesas no mesmo mês em que os decretos foram editados. "O orçamento é uma autorização que vem determinando quando e onde o governo pode gastar. È uma previsão de receitas. Tem anos que [a receita] vem a mais e outros que vem a menos", afirmou, ao explicar que, por isso, ao longo do ano, o governo remaneja alguns pontos para compatibilizar o limite financeiro à meta fiscal.
"Estes créditos suplementares, em nenhum momento, autorizam o aumento de despesa financeira", completou, recorrendo novamente ao exemplo de uma lista de compras que seria o equivalente a um orçamento, enquanto o limite financeiro seria o volume de dinheiro que o cidadão teria no bolso. Se mudar um item "você muda a lista, mas o valor que pode utilizar continua sendo o que tem no bolso".
Barbosa disse, ainda, que o Congresso aprovou a revisão da meta fiscal, quando aprovou o projeto de lei do Congresso Nacional (PLN 5/15). "Onde esta a irregularidade? A meta fiscal foi cumprida. As senhores e senhores [parlamentares] alteraram e a meta foi cumprida", lembrou. O PLN foi enviado pelo Executivo e avançou depois de inúmeras negociações com o Congresso.
Acusação
O ministro da Fazenda finalizou sua exposição desqualificando argumentos usados na fundamentação do pedido de impeachment "Considero não haver base legal para o pedido de impeachment da presidenta da República", disse. Afirmou que a mudança das metas fiscais validou as edições de decretos. Ele acrescentou que os pontos que estão sendo colocados contra a presidenta hoje "foram questionados, respondidos e resolvidos em 2015".
Autorização
O ministro insistiu que, no que ficou conhecido como pedalada fiscal (atrasos de pagamentos a bancos públicos, referentes à equalização de taxas de juros de créditos agrícolas) não houve ato da presidenta da República e negou que tenha ocorrido atraso.
A equalização é feita quando um recurso é disponibilizado para um agricultor, por exemplo, a uma taxa de 6%, mas com o pagamento de 8% aos bancos que operam o crédito. A diferença nesta taxa é bancada pelo governo. Nelson Barbosa afirmou que esta subvenção é aprovada pelo Congresso Nacional e autorizada e regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Ministério da Fazenda. "Não é ato da presidenta", afirmou.
No caso do Plano Safra, Barbosa destacou que, no parecer elaborado pela Câmara sobre o pedido de impeachment, foi destacado - no levantamento do Banco do Brasil - que, em dezembro de 2014, o total de R$ 10,9 bilhões a receber da União e, em julho do ano seguinte, o valor passou a R$ 13,4 bilhões a receber do Tesouro.
"Uma leitura rápida levaria a impressão de um atraso de R$ 2,5 bilhões, mas dos R$ 10,9 bilhões foram pagos R$ 500 milhões. Em julho caiu. O governo pagou contas de exercícios anteriores", afirmou.
O ministro da Fazenda finalizou sua exposição desqualificando argumentos usados na fundamentação do pedido de impeachment "Considero não haver base legal para o pedido de impeachment da presidenta da República", disse. Afirmou que a mudança das metas fiscais validou as edições de decretos. Ele acrescentou que os pontos que estão sendo colocados contra a presidenta hoje "foram questionados, respondidos e resolvidos em 2015".
Autorização
O ministro insistiu que, no que ficou conhecido como pedalada fiscal (atrasos de pagamentos a bancos públicos, referentes à equalização de taxas de juros de créditos agrícolas) não houve ato da presidenta da República e negou que tenha ocorrido atraso.
A equalização é feita quando um recurso é disponibilizado para um agricultor, por exemplo, a uma taxa de 6%, mas com o pagamento de 8% aos bancos que operam o crédito. A diferença nesta taxa é bancada pelo governo. Nelson Barbosa afirmou que esta subvenção é aprovada pelo Congresso Nacional e autorizada e regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Ministério da Fazenda. "Não é ato da presidenta", afirmou.
No caso do Plano Safra, Barbosa destacou que, no parecer elaborado pela Câmara sobre o pedido de impeachment, foi destacado - no levantamento do Banco do Brasil - que, em dezembro de 2014, o total de R$ 10,9 bilhões a receber da União e, em julho do ano seguinte, o valor passou a R$ 13,4 bilhões a receber do Tesouro.
"Uma leitura rápida levaria a impressão de um atraso de R$ 2,5 bilhões, mas dos R$ 10,9 bilhões foram pagos R$ 500 milhões. Em julho caiu. O governo pagou contas de exercícios anteriores", afirmou.


 Agência Brasil

Cardozo: "Impeachment é uma situação incompreensível"

Cardozo foi o último a falar sobre defesa de Dilma - Foto: Marcelo Camargo | Agência BrasilCardozo foi o último a falar sobre defesa de Dilma

Terceiro e último a falar nesta sexta-feria, 29, em defesa da presidenta Dilma Rousseff na comissão especial do impeachment no Senado, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, iniciou sua fala apresentando três requerimentos no colegiado, que acabaram sendo rejeitados pelo presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB). Lira lembou que, nesta fase, apenas senadores podem apresentar esse tipo de solicitação. Em sua exposição ao senadores, Cardozo classificou o processo de impeachment de Dilma como uma "situação anômala" e "incompreensível".
Cardozo levantou a suspeição sobre o advogado Miguel Reale Júnior, um dos autores da denúncia que levou a abertura do processo de impeachment, que segundo ele, por ser filiado ao PSDB, não poderia ser subscrever a denúncia. No outro pedido, Cardozo afirmou que a professora de direito Janaína Paschoal, também autora da denúncia, teria recebido dinheiro do PSDB para trabalhar na elaboração da peça de acusação construída contra a presidenta Dilma Rousseff.
Ao mencionar o relator do processo na comissão, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), o advogado-geral da União disse que sobre o senador "reina uma suspeição regimental". A obervação foi feita pelo fato de o PSDB ter sido um dos apoiadores do pedido de impeachment e por isso, na visão dos parlamentares aliados a presidenta, o partido não poderia ter um de seus integrantes relatando o caso. Desde a instalação da comissão do Senado, os mesmos questionamentos já haviam sido apresentados por parlamentares do Bloco de Apoio ao Governo e tinham sido vencidos.

O único requerimento atendido foi o que solicita as notas taquigráficas da sessão do plenário da Câmara dos Deputados, que aprovou a mudança da meta fiscal de 2015 (PLN 5), vá para a comissão antes da votação do relatório, prevista para o dia 6 de maio.
Para reforçar os argumentos contra o impedimento de Dilma, Cardozo disse que a partir da próxima segunda-feira (2) pretende distribuir a todos um documento de 300 páginas explicando que não houve crime de responsabilidade.
Contextualização
Repetindo os argumentos apresentados por ele ainda na discussão na Câmara dos Deputados, o ministro voltou a enfatizar diferenças entre parlamentarismo e presidencialismo. Ele diz que, no presidencialismo, não existe a moção de desconfiança a um governo. Aos parlamentares, lembrou que no presidencialismo, o chefe de governo e o chefe de Estado são a mesma pessoa - o presidente - que precisa de garantias institucionais para exercer o seu mandato com estabilidade.
Cardozo lembrou que a Constituição determina que as contas do governo federal precisam passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União (TCU) e depois serem submetidas à análise da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. "Não houve sequer deliberação do TCU. A situação é absolutamente anômala", afirmou. Para ele, a situação é "incompreensível". "Essa precipitação e açodamento de fazer o impeachment sem antes julgar as contas, é evidente caracterização de um desejo puramente político do afastamento da presidente, o que é inaceitável no presidencialismo. É próprio do parlamentarismo, mas inaceitável no presidencialismo", afirmou.
Para Cardozo, não há razões para que o pedido seja acatado pelo Senado. Ele voltou a afirmar que não houve ato jurídico no caso das pedaladas fiscais, garantiu que não houve ilegalidade na edição dos decretos suplementares e afirmou que as contas de 2015 sequer foram analisadas.
Ao lembrar as situações previstas na Constituição Federal para um pedido de impeachment, o advogado-geral da União lembrou que neste caso, não há processo válido sem o princípio do contraditório e da ampla defesa. "Só um atentado à Constituição, praticado por um presidente, pode levar a um impeachment", defendeu, acrescentando que deve ser tipificado em lei; e praticado no exercício do mandato em curso do presidente da República.
Golpe
Cardozo disse que, por definição, golpe é a ruptura com violência ou não para destituição de um governo. "O impeachment é um golpe de Estado? Se for respeitado o devido processo legal, não. Mas se desrespeitar a Constituição, sim", disse, afirmando que o processo de impeachment em curso é um golpe.
José Eduardo Cardozo voltou a dizer que o impeachment é uma situação "excepcionalíssima". E que, por isso, é um processo jurídico e político. Ele ressaltou que no Brasil, os pressupostos jurídicos foram chamados de "crimes de responsabilidade" e lembrou que impeachment é um evento "excepcionalíssimo", como o Estado de defesa ou o Estado de sítio.
O ministro também aproveitou a exposição para se manifestar contra a inclusão de novos elementos, como fatos investigados na Operação Lava Jato, na denúncia que veio da Câmara dos Deputados. Para Cardozo, por decisão do Supremo Tribunal Federal, fatos novos não podem ser juntados no processo no Senado.
Nulidade
Cardozo usou grande parte de sua fala para alertar que os senadores, além de avaliar o pedido de impeachment de Dilma, precisam analisar a nulidade da autorização e do processo aprovado pela Câmara no último dia 17. O ministro voltou a elencar os motivos que considera que invalidaram o processo até agora. O primeiro foi dedicado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  a quem atribuiu desvio de finalidade por interesse em conduzir a tramitação "a toque de caixa", depois que o PT declarou que não o apoiaria na votação do Conselho de Ética sobre o processo que tramita desde novembro contra o peemedebista. Nas acusações contra Cunha, o ministro também citou a tentativa de incluir no pedido a delação premiada do senador Delcídio do Amaral e a notificação entregue a Dilma que incluia fatos que acabaram não sendo analisados pela comissão especial.
Na defesa da nulidade do processo, Cardozo ainda citou uma jurisprudência da Corte Interamericana, reconhecida pelo governo brasileiro, de que nestes casos, os parlamentares são investidos na condição de juiz "portanto não podem declarar seus votos previamente. Na Câmara, vários declararam que votariam a favor ou contra. Isto fere a imparcialidade estrutural. Em um processo jurídico político não pode".
O ministro também afirmou que os partidos não poderiam ter fechado questão sobre o tema, ameaçando punir e expulsar deputados que contrariassem a posição das legendas. "Isto claramente maculou o processo. O voto é de consciência e não partidario. Não pode nem haver orientação partidária", disse, lembrando ainda que a Câmara não publicou uma resolução sobre a aprovação do pedido, como previsto no Regimento Interno da Casa. "A ausência desta resolução inibe o recebimento da denúncia. Há um vício formal intransponível neste processo".
Os senadores da comissão têm cinco minutos, com direito a réplica e tréplica, para fazer perguntas ao advogado-geral da União.


 Agência Brasil

Skaf se reúne com Temer e volta a rejeitar aumento de impostos

Após reunir-se com o vice-presidente Michel Temer na tarde desta sexta-feira, 29, em São Paulo, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que o ajuste fiscal no Brasil é necessário, mas deve ser feito com redução de despesas e não com alta de tributos. "É lógico que é muito cômodo você chegar, entrar e falar: vamos aumentar impostos", disse Skaf. "Só que a economia não permite, o estado das empresas não permite, a sociedade não aceita mais. Então, não há essa condição."
"E eu já deixei clara a minha posição sobre a CPMF ou qualquer aumento de impostos", disse. "É natural que quando o governo dá um bom exemplo, reduz os gastos, seus desperdícios, recupera a confiança, cria condições para reduzir os juros, o que mais uma vez reduz despesas", destacou.
Perguntado se deixaria de apoiar o governo Temer caso subisse impostos para ajudar no ajuste fiscal, Skaf respondeu: "Eu não apoiarei aumento de impostos em hipótese nenhuma." Ele também afastou a possibilidade de fazer parte do Ministério de Michel Temer. "Não. Eu tenho compromisso onde eu estou e não há essa possibilidade."
O presidente da Fiesp disse que conhece vários analistas que avaliaram ser possível o governo reduzir despesas. "No Orçamento de 2016, tem um déficit primário. E há possibilidade, sim, de redução de despesas e que haja um equilíbrio. E você não pode esquecer que o repatriamento de recursos, com um novo governo assumindo e restabelecendo confiança, há uma possibilidade de um valor significativo e um aumento de receitas, sem aumento de impostos."
Segundo Skaf, o retorno da credibilidade na gestão da economia pelo eventual novo governo pode permitir a redução dos juros, o que pode gerar uma redução significativa do déficit nominal, algo que também não depende de elevação de tributos.
"Com a reversão desse crescimento negativo, de menos 4% (em 2016), no momento que você tem um crescimento positivo, cada ponto que cresce o PIB cresce 1,5 (ponto porcentual) a arrecadação", disse o presidente da Fiesp.
Skaf também apontou que devido às condições fracas do nível de atividade, o governo também deve economizar recursos neste ano com investimentos públicos, mas afirmou que não haverá cortes de despesas dos programas sociais. "Já falei que não, não existe corte de programa social", disse. Ele ponderou que alguns especialistas que estudaram as contas públicas consideram que a administração federal pode fazer ajuste fiscal com corte de gastos sem a necessidade de redução dos dispêndios na área social.
Ministério
Skaf evitou fazer considerações diretas sobre a formação do ministério de um eventual governo Temer. O empresário também não quis comentar a possibilidade de Henrique Meirelles assumir o Ministério da Fazenda. Na época em que Meirelles foi presidente do Banco Central, Skaf fez várias criticas à postura do banco de elevar as taxas de juros.
"O que está em jogo não é pensamento da Fiesp, nem de ninguém, é o interesse da Nação", disse Skaf. "Cabe ao presidente escolher os seus ministros. A responsabilidade de um governo é do presidente", apontou.
Ele também não fez comentários sobre as informações de que o senador José Serra poderia assumir um superministério das Relações Exteriores. "Isso não é uma questão para mim. Caso decidido pelo Senado de receber o processo de impeachment, respeitando a decisão do Senado, cabe ao vice-presidente, caso assuma a presidência, resolver sobre seus ministros, sobre seu ministério."
Sobre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Skaf disse que "em momento nenhum foi cogitada a extinção (da pasta)". Há informações de que a área que envolve o comércio exterior relativa ao MDIC faria parte do Ministério das Relações Exteriores.
"O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio tem importância bastante grande e é natural que haja por parte do vice-presidente uma preocupação em rever e reavaliar tudo", disse Skaf. Ele citou que o ministério é abrangente e "está se fazendo uma avaliação a exemplo de todos os ministérios."
Sobre a reunião com Temer, o presidente da Fiesp não deu detalhes sobre os temas tratados por pouco mais de duas horas. "Trocamos ideias sobre a situação do Brasil", comentou. "Conversamos sobre generalidades."
"O vice-presidente está muito cauteloso, no sentido de aguardar com muito respeito a decisão final do Senado Federal. Sempre com muita cautela, ele repete isso. Vamos aguardar", ponderou Skaf.
O presidente da Fiesp negou que Temer esteja interessado em disputar as eleições presidenciais de 2018. "Eu quero dizer a vocês que em momento nenhum o vice-presidente fala em reeleição. A preocupação única dele neste momento é encontrar caminhos para a nação brasileira, caminhos para essa situação de crise econômica, crise política, e não está pensando nada de reeleição", disse. "Agora, conversar, trocar ideias, ouvir, é o que ele tem feito e é muito natural e muito bom que ele faça."


 

'Extremo retrocesso', reagem delegados da PF a Janot

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5508/2016, proposta pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na ADI , Janot defendeu que os acordos de delação premiada devem ser firmados exclusivamente pelo Ministério Público. Para o procurador-geral, a legitimidade para propor e negociar as colaborações premiadas é privativa do Ministério Público.
A ação questiona dispositivos (art. 4.º, § 2.º e 6.º) da Lei 12.850/2013, conhecida como Lei das Organizações Criminosas, que atribuem a delegados de polícia competência para propor acordos de colaboração.
"É lamentável a medida e seria um extremo retrocesso proibir o delegado de polícia de iniciar e impulsionar o procedimento de colaboração premiada", afirma a entidade dos delegados da PF. "A colaboração premiada, trazida para a lei em 2013, se transformou no principal instrumento de combate ao crime organizado, especialmente, nos crimes de corrupção e soa muito estranho que no exato momento que a Polícia Federal realiza as maiores investigações de combate à corrupção, seja proposta uma Ação para dificultar a atuação da Polícia Federal."
Para a entidade dos delegados, caso a ação proposta por Janot seja aprovada pelo STF, ‘poderia levar à anulação de importantes investigações da Polícia Federal como as operações Acrônimo e Lava Jato, entre outras espalhadas por todo o país, contribuindo com a impunidade e o aumento da corrupção’.
"As organizações criminosas que afrontam a nação brasileira comemoram a ação proposta por Rodrigo Janot", aponta a Associação. "Os delegados de Polícia Federal têm a certeza e a confiança de que o Supremo não atenderá um pedido que afronta a lei, fere a Constituição e fomenta o crime organizado no nosso País."

 

Queda do número de casos faz Ribeirão desativar 'Polo Dengue'

Uma queda de 35% no número de casos fará a prefeitura de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, desativar neste sábado, 30, a unidade exclusiva para pacientes com suspeita de dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A unidade, também conhecida como Polo Dengue, funcionava desde o dia 11 de fevereiro, quando a cidade estava no auge da epidemia.
Em fevereiro, foram confirmados 12,7 mil casos da doença. Em março, segundo boletim encerrado no último dia 18, o número de confirmações caiu para 8 mil. O acumulado do ano soma 29,4 mil casos. O Polo Dengue, que funcionava 24 horas por dia, já havia passado a atender das 7 às 23 horas desde o último dia 4 em razão da queda na demanda.
A redução na incidência levou a Secretaria de Saúde a rever para baixo a previsão de que a cidade atingiria 60 mil casos confirmados de dengue no primeiro semestre deste ano. Agora, a previsão é de 40 mil casos positivos até o fim de junho. Com a desativação da unidade exclusiva, que realizou 16,6 mil atendimentos, a demanda passa a ser atendida pela Unidade Básica Distrital de Saúde Castelo Branco.
Os casos de zika também estão em queda na cidade. O número de notificações baixou de 2,1 mil em fevereiro para 1,8 mil em março. Incluindo janeiro, são 4,3 mil casos suspeitos este ano, dos quais 122 já foram confirmados. Ribeirão Preto teve ainda 126 casos suspeitos de febre chikungunya, mas apenas cinco já foram confirmados por exames.

 

Bispo da CNBB dá bronca em deputados por sessão do impeachment

O Bispo Auxiliar da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, deu um puxão de orelha em alguns deputados após uma missa realizada nesta quinta-feira, 28, na sede da entidade em Brasília. O motivo foi a sessão da Câmara que autorizou o impeachment de Dilma Rousseff.
A chamada "missa dos parlamentares", que é realizada mensalmente, foi prestigiada desta vez pelos deputados Esperidião Amin (PP-SC), Rôney Nemer (PP-DF), Flavinho (PSB-SP), Gorete Pereira (PR-CE), entre outros, além do senador catarinense Dário Berger (PMDB). Ao final, dom Leonardo deixou uma bronca aos parlamentares. Ele criticou a sessão que autorizou o processo de impeachment, em que os deputados defenderam seu voto por diferentes razões, inclusive em nome de Deus.
Ele pediu mais cuidado dos parlamentares com a palavra e os questionou sobre seus papéis. "Afinal, não são os senhores e senhoras que representam o povo brasileiro? Acho que esse cuidado temos que ter cada vez mais."
Dom Leonardo também fez uma referência direta à manifestação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que homenageou o Coronel Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador no período de ditadura militar. "Ode a um torturador? Isso não é ser cristão. Não existe nenhum valor que possa ser colocado diante de uma afirmação como essa, feita em plenário", disse dom Leonardo.
Em seguida, ele se desculpou com os parlamentares por tocar no assunto. "Os senhores me desculpem por colocar essa questão, mas isso realmente me inquieta, como bispo, como cristão, me inquieta como brasileiro." O bispo também falou sobre a resistência que a população tem criado com a classe política e sobre um "movimento forte na sociedade brasileira não apenas contra o político, mas contra a política".
Para finalizar o sermão, dom Leonardo pediu que todos se unissem. "Temos que nos dar as mãos e trabalhar", disse ao puxar uma "Ave Maria", que foi acompanhada pelos deputados.

 

O que está em jogo é o interesse da Nação, diz Skaf sobre Meirelles na Fazenda

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, evitou fazer considerações diretas sobre a formação do ministério de um eventual governo Michel Temer. Ele também não quis comentar a possibilidade de Henrique Meirelles assumir o Ministério da Fazenda. Na época em que Meirelles foi presidente do Banco Central, Skaf fez várias criticas à postura do banco de elevar as taxas de juros.
"O que está em jogo não é pensamento da Fiesp, nem de ninguém, é o interesse da Nação", disse Skaf. "Cabe ao presidente escolher os seus ministros. A responsabilidade de um governo é do presidente", apontou.
Ele também não fez comentários sobre as informações de que o senador José Serra poderia assumir um super ministério das Relações Exteriores. "Isso não é uma questão para mim. Caso decidido pelo Senado de receber o processo de impeachment, respeitando a decisão do Senado, cabe ao vice-presidente, caso assuma a presidência, resolver sobre seus ministros, sobre seu ministério."
Paulo Skaf afirmou que o eventual governo de Michel Temer não cortará despesas dos programas sociais. "Já falei que não, não existe corte de programa social", disse. Ele ponderou que alguns especialistas que estudaram as contas públicas consideram que a administração federal pode fazer ajuste fiscal com corte de gastos sem a necessidade de redução dos dispêndios na área social.


 

Janot pede que Supremo proíba PF de fechar delações sem participação do MP

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) proíba a Polícia Federal de fechar acordos de delação premiada sem a participação do Ministério Público. Na ação, protocolada na quinta-feira, 28, Janot pede para que sejam considerados inconstitucionais trechos da lei que combate organizações criminosas e permite que a PF também feche esse tipo de acordo de colaboração com investigados.
O argumento principal da peça da Procuradoria-Geral da República é que a legitimidade para propor e negociar delações premiadas é "privativa" do órgão. "Compete ao Ministério Público dirigir a investigação criminal, no sentido de definir quais provas considera relevantes para promover a ação penal, com oferecimento de denúncia, ou arquivamento. Isso não exclui nem diminui o importante trabalho da polícia criminal, nem implica atribuir ao MP a 'presidência' de inquérito policial", sustenta a ação.
Apesar disso, Janot pede para que, se a ação for aceita pelo Supremo, a validade dos acordos já firmados pela PF seja mantida para evitar prejuízos nas investigações em curso. A ação ficará sob a relatoria do ministro do STF Marco Aurélio Mello.
Os acordos de delação premiada ganharam popularidade com a Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrução bilionário na Petrobras. A partir desse instrumento jurídico, uma pessoa que cometeu um crime se compromete a colaborar com as investigações e denunciar outros envolvidos em malfeitos em troca de benefícios, como a redução da pena. Na semana passada, Janot afirmou que a Lava Jato já havia firmado 65 acordos de delação premiada.


 

Áudio pornô vaza em comissão do impeachment no Senado

Senador pediu reposição do tempo perdido - Foto: ReproduçãoSenador pediu reposição do tempo perdido

Durante o pronunciamento do senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), na comissão no Senado Federal que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira, 28, um áudio misterioso vazou do celular de algum presente na sessão.
A comissão recebeu os juristas Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal, dois dos autores do pedido de afastamento. E apesar do foco total nos discursos realizados pela dupla, um momento, digamos, constrangedor, roubou a cena durante a maratona de debates.
Durante o pronunciamento do senador que analisava a defesa do pedido, feita minutos antes por Janaina, um áudio misterioso vazou. Espantado, o parlamentar pediu para que os segundos perdidos com o surgimento do áudio fossem compensados: "Peço que desconte do meu tempo o choro do bebê".
Mas apesar da fala de Cássio, visivelmente se percebe que o áudio se trata de um gemido, apontado por muitos como um daqueles conteúdos espalhados em redes sociais e no WhatsApp disfarçados em links encurtados.


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Anfavea: acordo de livre comércio com Peru é mais um passo para ampliar mercados

O acordo de livre comércio entre Brasil e Peru para o setor automotivo, assinado nesta sexta-feira, 29, pelos governos dos dois países, foi encarado como uma "grande notícia" pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). "Representa mais um passo no sentido de ampliar os mercados internacionais para o Brasil", afirmou ao Broadcast<, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o presidente da associação, Antonio Megale.
Megale, que assumiu o comando da Anfavea nesta semana, disse ainda que o momento é "muito favorável" para exportar e que o setor automotivo tem tecnologia e capacidade instalada para atender à demanda de outros países. Com a baixa demanda por veículos no Brasil, a indústria automobilística nacional, que tem capacidade para produzir cerca de 5 milhões de unidades por ano, tem operado com ociosidade superior a 60%. Para reduzir a ociosidade, as montadoras têm buscado vender mais para o exterior, aproveitando também a desvalorização do real em relação ao dólar.
O acordo de livre comércio com o Peru vem para aliviar a frustração do setor com a falta de avanço nas negociações com a Argentina, o principal cliente externo das montadoras instaladas no Brasil. O governo brasileiro tem tentado convencer o governo argentino a assinar um acordo de livre comércio para o setor, em substituição ao atual, que expira em junho e impõe limites de comércio. A Argentina, no entanto, tem resistido aos termos da proposta.
O próprio Megale, no início da semana, admitiu que considera improvável a assinatura de um entendimento que ponha fim às limitações de comércio de veículos entre os dois países. Em razão disso, ele já trabalha para renovar o atual acordo. O novo desafio seria obter um acordo de mais longo prazo, já que as últimas renovações foram feitas por somente um ano. Pelo acordo vigente, para cada US$ 1,5 milhão em carros e peças vendidos para a Argentina, livre de impostos, o Brasil tem de comprar US$ 1 milhão do país vizinho, também sem tributação. O que for além disso, tem alíquota de 35%.
O avanço com o Peru, no entanto, não deve ter um impacto significativo nas exportações brasileiras de veículos. A expectativa do governo é de que as vendas para o mercado peruano saltem de 4 mil unidades por ano para 30 mil. Só em 2015, o Brasil vendeu para o exterior 416,9 mil veículos, com quase metade deles para a Argentina.
Apesar disso, o aumento da participação brasileira no mercado peruano é visto pelo setor como mais um passo em direção à diversificação das exportações de veículos, em uma tentativa de reduzir a dependência dos argentinos. No ano passado, o Brasil assinou um acordo para o setor com a Colômbia, este com cotas de exportação, e outro com o Uruguai, este de livre comércio. Também são discutidos novos entendimentos com Equador, México e Estados Unidos. "Se somarmos Colômbia, Peru e Equador, já temos o equivalente a uma Argentina", disse Megale, da Anfavea, no início da semana.


 

Cardozo diz que não descarta acionar a Justiça para questionar impeachment

O advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, afirmou na tarde desta sexta-feira, 29, que não descarta acionar a Justiça para questionar o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na comissão que analisa as denúncias contra a petista no Senado, Cardozo voltou a dizer que a perda do mandato sem amparo legal seria classificada de golpe.
Durante a sessão, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) questionou as ações do advogado-geral da União. Para ele, se o argumento é de que se trata de um golpe, Cardozo, como advogado da presidente, já deveria ter tomado atitudes. "O que está fazendo vossa excelência? Por que não procurou o Ministério Público? O que faz vossa excelência que afirma que é golpe e não toma providências?", disse.
Cardozo explicou que tomou todas as medidas possíveis até o momento e ressaltou que agora quer convencer o Senado a decretar a nulidade do processo de impeachment de Dilma. Mas ponderou: "Não afasto possibilidade de ir ao Judiciário".
Temer
Cardozo evitou fazer qualquer comentário sobre a possibilidade do vice-presidente Michel Temer vir a enfrentar um processo de impeachment por também ter assinado decretos de suplementação orçamentária - um dos alvos do processo contra Dilma.
"Não posso analisar questão sobre o vice-presidente Michel Temer. Caso ele solicite, poderá ser defendido pela Advocacia-Geral da União (AGU) em um eventual processo. Mas minha situação ética e profissional me impede de me manifestar sobre questão, porque eu poderia ter que assumir eventualmente a sua defesa", limitou-se a responder.


 

Filha de Othon admite que pai recebeu por meio de contrato fictício

Ana Cristina da Silva Toniolo, filha do ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, investigado por suposto envolvimento em esquema de pagamento de propina nas obras da usina nuclear de Angra 3, disse, em depoimento nesta sexta-feira, 29, que o pai recebeu dinheiro da Deutschebras por meio de um contrato fictício. Alegou, porém, que os recursos eram lícitos. Segundo ela, Othon explicou que precisava receber uma comissão devida pela empresa, da qual foi sócio, referente a contratos que ele havia ajudado a conquistar no passado.
"Na época, achei que eles estavam apenas arrumando uma forma legal de a empresa receber aquele dinheiro. O contrato não era verdadeiro, era para justificar o recebimento daquela participação", disse em depoimento de cerca de duas horas à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Ana Cristina entrou como sócia na Aratec Engenharia, empresa do pai, em 2004. No ano seguinte, quando Othon foi nomeado presidente da Eletronuclear, ela assumiu a administração da companhia. Ela alegou, porém, que só passou a exercer de forma efetiva funções administrativas em 2008 - antes disso, era a secretária de Othon quem recebia contratos e emitia notas fiscais.
Mesmo à frente da administração da Aratec, Ana Cristina assegurou diversas vezes durante em seu depoimento que apenas seguia ordens do pai. A obediência, segundo ela, era uma cobrança sempre presente na família de Othon, hoje militar da reserva. "Papai nunca se meteu no meu serviço, eu também não me metia em nada dele", afirmou, alegando não saber detalhes dos trabalhos supostamente realizados.
Era Othon quem entrava em contato com a filha dizendo para que ela tratasse dos contratos com CG Consultoria, JNobre Engenharia e Consultoria e Deutschebras, todas suspeitas de terem intermediado pagamentos de propina da Andrade Gutierrez, uma das empresas que atuava em Angra 3, para o ex-presidente da Eletronuclear. Sócios das duas primeiras empresas reconheceram, em audiência na última quarta, 27, que atuaram como intermediários, mas disseram desconhecer que o dinheiro era ilegal.
'Ordem'
Segundo Ana Cristina, uma vez recebida a ordem do pai, ela era instruída pelos próprios sócios das empresas envolvidas sobre como proceder. Da CG Consultoria, por exemplo, recebia contratos por correio e tabelas por e-mail os valores e datas dos pagamentos. A filha, que também é engenheira, afirmou que nunca soube detalhes do serviço prestado por Othon. "Pai militar, criado em fazenda, só filha mulher. É difícil", disse. "Nem questionava."
A filha de Othon argumentou, porém, que os contratos com a CG e com a JNobre eram reais e se referiam a trabalhos efetivamente realizados. "Pelo que eu entendi, não era (contrato fictício)", afirmou. Prova disso seriam os estudos realizados por ela, uma espécie de "relatório final" de cada projeto.
O Ministério Público Federal em Curitiba detectou, porém, que pelo menos um dos estudos apresentados por Ana Cristina era plagiado da internet. "A orientação era que eu elaborasse um estudo a partir de uma compilação de dados. Então, fiz uma compilação de dados a partir de informações encontradas na internet", defendeu-se.
Ana Cristina afirmou que ficou magoada com o pai quando ele, em depoimento, acusou seu marido de ter sido o responsável pelas operações ilícitas. "Isso foi um choque para a família. Fiquei muito magoada, meu marido também. Vi ali uma tentativa de ele sair de uma situação de estresse", afirmou. "Ele virou minha família do avesso."
A filha de Othon, porém, alternou as declarações ressentidas com momentos emocionados em que narrava o nacionalismo do pai e o esforço dele em produzir heranças relevantes na área de energia para o País. Também disse que o pai sempre foi amoroso e, por duas vezes, chorou. "Meu pai sempre teve preocupação de nos preservar de qualquer atividade dele. Preservar a família era prioridade número um", afirmou.
"No afã de fazer a coisa certa, ele fez errado", acrescentou Ana Cristina. "Acho que ele não podia imaginar que estaria me fazendo esse mal."



 

Já esta encomendada redução na taxa de juros no 2º semestre, diz Barbosa

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, voltou a dizer nesta sexta-feira, 29, que a economia brasileira passa por uma situação difícil, mas já apresenta sinais positivos. O ministro reconheceu que a taxa de desemprego ainda é alta, mas disse que o País tem todos os instrumentos para resolver os seus problemas.
"A expectativa de inflação já está caindo e o Banco Central decidiu manter a taxa de juros por unanimidade", afirmou, em resposta a parlamentares na Comissão Especial do Impeachment no Senado. Segundo ele, o próprio mercado já espera uma queda na Selic até o fim do ano. "Já está esperada e contratada uma redução da taxa de juros no segundo semestre. Cabe ao BC decidir o melhor momento", completou.


 

Contra impeachment, MST invade sedes de instituto de terras no Pontal

Em ato contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadiram na manhã desta sexta-feira, 29, os escritórios do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) nas cidades de Mirante do Paranapanema e Presidente Venceslau, no Pontal do Paranapanema, oeste paulista. Os grupos reivindicam também mais rapidez na arrecadação de terras públicas para assentar famílias acampadas.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 40 pessoas ocupam o prédio de Mirante e aproximadamente 70 estão na unidade de Venceslau, mas de forma pacífica. O MST, no entanto, informou que há 100 militantes em cada lugar. De acordo com o movimento, foi assinado um convênio entre o governo federal e o Estado para arrecadar 32 mil hectares de terras públicas na região, mas até agora nenhuma família foi assentada. Em faixas, os manifestantes denunciam o "golpe do PMDB, com Temer, Eduardo Cunha, e do PSDB contra a presidente Dilma".
Em nota, o Itesp informou que a reforma agrária é de competência do governo federal e que, em 2014, foi firmado um convênio a fim de agilizar o processo de reversão de terras devolutas para instalar assentamentos. "Mas elas só serão arrecadadas caso os possuidores manifestem interesse na realização dos acordos", informou.
Segundo o Itesp, uma área já teve o pagamento efetuado em Mirante do Paranapanema e há negociação envolvendo mais três fazendas na região. Nesta tarde, o órgão negociava a saída dos ocupantes.


 

Solidariedade irá ao STF contra liberação de R$ 180 mi à publicidade federal

O Partido Solidariedade entrará nesta sexta-feira, 29, com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin), no Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de liminar cautelar contra a Medida Provisória (MP) 772, que abre crédito extraordinário de R$ 180 milhões a ser destinado à publicidade do governo federal. Em nota, o partido afirma que a verba será destinada "a fins pessoais e partidários".
"Diante deste momento sombrio, estamos nos deparando com todo tipo de práticas espúrias e ilícitas de nossos governantes, visando um único objetivo: a perpetuação do poder", destacou o partido, que também considera o uso de recursos um "flagrante desperdício de dinheiro público" num momento atípico pelo qual passa o País.
"Pasmem, a maior parte desta verba destinada à propaganda institucional de uma presidente que está prestes a deixar o poder por crime de responsabilidade", destaca a ação do SD. "O governo, de forma flagrante, está a utilizar a máquina pública para fins pessoais e partidários", complementa, em nota, o presidente nacional da legenda, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força.



 

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

  Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, seis em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiram em quem votar par...