segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Adolescente morre enquanto dormia após bateria de celular explodir


Imagem: Reprodução/Instagram
Uma garota de 14 anos morreu após o celular dela explodir no travesseiro enquanto ela dormia. A jovem, identificada como Alua Asetkyzy Abzalbek, morava em Bastobe, no Cazaquistão.
De acordo com informações do jornal britânico Daily Mail, a adolescente foi dormir ouvindo música e foi encontrada morta no dia seguinte. Segundo a polícia local, a bateria do aparelho explodiu perto de sua cabeça.
A perícia detectou que o caso aconteceu de madrugada após uma sobrecarga, que esquentou o aparelho até a explosão. Até o momento, a marca do celular não foi divulgada.
A também adolescente Ayazhan Dolasheva, uma das melhores amigas da vítima, fez um post no Instagram para lamentar o ocorrido.
“Eu ainda não posso acreditar. Você era a melhor, nós estivemos juntas desde a infância. Será difícil seguir sem você”, postou.
UOL

Antes de ser lançado, livro de Janot vaza e é compartilhado no WhatsApp




MEMÓRIAS DE UM ESCÂNDALO – O livro Nada Menos que Tudo (editora Planeta; 255 páginas; 55,90 reais e 31,90 reais na versão digital) foi escrito pelos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin com base em relatos do ex-procurador-geral da República após ele deixar o cargo, em 2017 (./.)
O ex-PGR Rodrigo Janot causou um pequeno furacão em Brasília ao revelar, em entrevista a VEJA, seu plano para matar Gilmar Mendes dentro do Supremo Tribunal Federa.
Desde então, recebeu a visita da Polícia Federal, teve a arma, o celular e o tablet apreendidos e ainda foi proibido de se aproximar dos ministros do Supremo. Janot sofreu no fim de semana outro duro golpe. Dessa vez na sua estratégia para faturar um trocado com o livro Nada menos que tudo, 256 páginas, editora Planeta.
É que a obra assinada pelos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin vazou, na íntegra, e está sendo compartilhada freneticamente nos WhatsApps de Brasília desde o fim de semana. É prejuízo certo.
Radar On-line, Veja

MEC anuncia descontingenciamento de cerca de R$ 2 bilhões

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, em julho, durante apresentação do “Compromisso Nacional pela Educação Básica” Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/11-7-2019
O ministro da Educação , Abraham Weintraub, anunciou nesta segunda-feira um descontingenciamento de cerca de R$ 1,990 bilhão no orçamento do Ministério da Educação ( MEC ). O MEC havia sido a pasta mais afetada na Esplanada com bloqueios de verba da ordem de R$ 5,8 bilhões. Segundo Weintraub, as universidades receberão a maior parte desses recursos. De acordo com ele, com o descontingenciamento, a verba discricionária bloqueada das universidades cai de 30% para 15%. O ministro disse ainda que os R$ 3,8 bilhões que ainda estão contingenciados poderão ser liberados até o fim do ano.
— Estamos descontingenciando uma boa parte dos recursos que foram contingenciados. De quase R$ 2 bilhões, 58% vão para universidades e institutos federais. O resto estamos regularizando o programa do livro didático — afirmou o ministro em coletiva no MEC . — Está tudo dentro da normalidade, a crise está sendo deixada para trás com uma gestão eficiente. Apesar do que foi alardeado aos quatro ventos, não foi corte, foi contingenciamento.
Durante a coletiva, o ministro condicionou o descontingenciamento de novos recursos à aprovação da reforma da Previdência. Segundo ele, se a medida for aprovada, a economia será aquecida, e haverá chances de um desbloqueio maior. Ele culpou os governos anteriores pela crise econômica que levou à contenção de recursos.
— Caminhamos para descontingenciar quase a totalidade do que foi contingenciado — disse.
Segundo o ministro, dos recursos descontingenciados R$ 1,156 bilhão irá para universidades e institutos, R$ 100 milhões para realizar exames da educação básica, R$ 270 milhões para o pagamento de bolsas da Capes , R$ 290 milhões para o Programa Nacional do Livro Didático. Os recursos destinados à Capes serão usados para honrar as bolsas atuais, sem previsão de abertura de novos incentivos.
Weintraub afirmou que os desbloqueios são resultado de uma política responsável, feita na “boca do caixa”. O objetivo, segundo ele, é alocar os recursos da educação para os que mais precisam sem aumento de impostos.
No dia 20 deste mês, o governo federal anunciou o desbloqueio imediato de R$ 8,3 bilhões do Orçamento. O montante é suficiente para evitar a interrupção na prestação de serviços pelo menos até o fim de novembro, quando nova avaliação fiscal será feita.
Além deste valor, foram descontingenciados R$ 3,275 bilhões, e mais R$ 799,6 milhões para emendas parlamentares, o que eleva o total para R$ 12,5 bilhões.
Do montante extra de R$ 3,275 bilhões, R$ 613 milhões vão para uma reserva orçamentária, uma espécie de fundo de emergência. O restante, R$ 2,66 bilhões, é formado por recursos recuperados pela Operação Lava-Jato. Este dinheiro será destinado a programas específicos, conforme um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Com o descontingenciamento, a União reverte parte do aperto de R$ 33 bilhões que fez ao longo do ano por causa da frustração de receitas. A pasta mais beneficiada foi a da Educação , com liberação imediata de R$ 1,99 bilhão — além do R$ 1 bilhão da Lava-Jato. Antes, o órgão havia sofrido um aperto de R$ 6,1 bilhões.
Para receber a maior fatia do descontingenciamento, o MEC argumentou que, além de ter sido a pasta que mais sofreu com os bloqueios, os reflexos de manter os recursos represados já começaram a ocorrer. Um dos exemplos é o diagnóstico de que as universidades , que tiveram em média 30% da verba não obrigatória suspensa, não teriam dinheiro para pagar serviços básicos, como luz e limpeza, a partir de setembro. Já está decidido que uma parte da verba descontingenciada vai para as federais.
O Globo

Rio Grande do Norte terá de qualificar 85.901 trabalhadores para a indústria até 2023

Foto: Ilustrativa/iStock
Com o avanço das energias renováveis e do conceito de indústria 4.0, as profissões transversais e ligadas à tecnologia estarão entre as mais buscadas nos próximos cinco anos no Rio Grande do Norte. Neste período, o estado tem o desafio de qualificar 85.901 trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação e aperfeiçoamento. É o que mostra o Mapa do Trabalho Industrial 2019 e 2023, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e publicado nesta segunda-feira (30).
O estudo se propõe a subsidiar a oferta de cursos da instituição, como também a apoiar jovens na escolha da profissão e trabalhadores que desejam se recolocar no mercado. As ocupações têm em sua formação conhecimentos de base industrial e por isso são oferecidas pelo SENAI, mas os profissionais podem atuar em qualquer setor da economia.
Divulgado nesta segunda-feira (30), o Mapa mostra que no topo do ranking por áreas que mais vão demandar a capacitação de profissionais com formação técnica no Rio Grande do Norte estão as chamadas transversais (3.203), ocupações compreendidas como aquelas cujos profissionais estão aptos a trabalhar em qualquer segmento, como técnicos em eletrotécnica e técnicos de controle da produção, pesquisadores e desenvolvimento. Seguido por energia e telecomunicações (2.017), metalomecânica (1.833), construção (1.507) e informática (1.493).
O diretor regional do SENAI-RN, Emerson da Cunha Batista, analisa que o fato do Rio Grande do Norte ter forte atuação nos segmentos de energias renováveis, com a liderança na geração de energia eólica no país e potencial de crescimento exponencial com a energia solar fotovoltaica reflete no fato de as duas áreas com maior demanda de formação técnica ser a de profissionais transversais e de energia e telecomunicação. Com as ocupações industriais de Técnicos em eletricidade e eletrotécnica e Técnicos em eletrônica liderando a demanda.
“Com a ascensão da indústria de energias renováveis, seja ela solar ou eólica, no estado, estão ligadas diretamente com essas áreas transversais. Porque não é só a instalação de painel solar fotovoltaico, há toda uma rede ligada que interfere e demanda profissionais qualificados. Construção civil não é apenas levantar prédio, há o estudo da acústica instalada nas paredes, da térmica de ambientes, do uso de sensores na parte elétrica para reduzir ou eliminar fiação”, explica ele.
Para 2020, o SENAI-RN tem previsão de 31 mil vagas para matrículas em cursos de educação profissional nas mais diversas áreas de atuação. “Tudo isso requer conhecimento, que deve ser começado o quanto antes para que esses profissionais estejam formados, nesses cinco anos, para atender a indústria e demais áreas que vão precisar deles. E começar hoje”, completa. Os cursos técnicos têm carga horária entre 800h e 1.200h (1 ano e 6 meses) e são destinados a alunos matriculados ou egressos do ensino médio.
As áreas com maior demanda por trabalhadores com cursos de qualificação estão confecção e vestuário, metalmecânica – área que deverá ter um acréscimo com a retomada do crescimento econômico -, além de construção, logística e transporte. E entre as ocupações estão operadores de máquinas para costura de peças do vestuário, padeiros e confeiteiros.
“O SENAI-RN dispõe em suas unidades, em Natal e interior, de cursos que atendem todas as áreas apontadas no mapa. Inclusive com formação e oferta de cursos também por demanda, quando temos listas de espera. Temos cursos nas áreas de construção, confecção, alimentos, panificação, energias, metalmecânica, entre outros, com padrão de excelência e certificação”, lembra o diretor.
Já em nível superior, segundo o Mapa, as áreas de gestão, informática e construção serão as que mais vão precisar qualificar profissionais no período de 2019 a 2023, no estado potiguar.
Formações estão ligadas às novas tecnologias
Com o advento da quarta revolução industrial, a chamada indústria 4.0, explica o diretor regional do SENAI-RN, Emerson da Cunha Batista, todas as profissões vão precisar de conhecimento sobre tecnologias, seja em pequenas aplicações, como uso de sensores, pequenas automações nos processos de produção, gestão ou eliminação de desperdícios.
“O uso das novas tecnologias não é somente numa visão futurística da robótica, mas nas pequenas automações também. O pedreiro, hoje, não trabalha só com a colher de pedreiro, ele vai ter que entender e lidar com máquinas, sensores que contam os tijolos que passam na esteira, por exemplo. Ou seja, requer esse conhecimento, a atualização por meio de cursos de formação, qualificação técnica”, explica o diretor.
No estado, segundo aponta o estudo, há uma forte tendência pelos cursos de aperfeiçoamento (formação continuada) de trabalhadores que já estão empregados. “Esta é uma demanda que nós já atendemos. São profissionais que já estão no mercado de trabalho e buscam se aperfeiçoar na área escolhida. A constância da educação continuada leva a excelência e contribui para a permanência, crescimento ou mesmo recolocação no mercado de trabalho”, disse.
Neste sentido, Emerson Batista observa que o mercado de trabalho prioriza o profissional que tem excelência na área de atuação. “O ideal é que o trabalhador, em vez de fazer muitos cursos de formação inicial em áreas diversas, ter foco numa área de atuação e realizar todas as qualificações necessárias para se tornar o melhor, o que traz as soluções”, afirma.
Em parcela menor (27%) no RN, estão aqueles que precisam de capacitação para ingressar no mercado de trabalho (formação inicial). Nesse grupo estão pessoas que vão ocupar tanto novas vagas quanto postos já existentes e que se tornam disponíveis devido a aposentadoria, entre outras razões.
Senai-RN, com informações de Sara Vasconcelos, jornalista Unicom/FIERN

Dilma Rousseff prefere Lula na cadeia na condição do semiaberto com tornozeleira eletrônica



Foto: (Stringer/AFP)
Dilma Rousseff quer manter Lula na cadeia. Em viagem a Madri, ela disse:
“Ele não pode sair com um controle eletrônico amarrado na perna. Ele quer sair como um inocente. Só se sai da prisão com a cabeça em pé, não se sai curvado.”
O Antagonista

Lava Jato: Toffoli deve propor que ações não voltem à estaca zero; sugestão de modulação será levada ao plenário na quarta-feira


Presidente do STF, Dias Toffoli Foto: Adriano Machado / Reuters
Os julgamentos da Operação Lava-Jato não deverão voltar à estaca zero com a modulação a ser proposta pelo presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF ), Dias Toffoli , em torno da decisão da Corte de que réus não delatores precisam se manifestar por último em ações penais. Na sessão da próxima quarta-feira, Toffoli deverá propor que o julgamento volte à etapa das alegações finais , como foi revelado no último domingo pelo colunista Merval Pereira, em sua coluna no GLOBO . Ainda assim, a proposta, caso seja apoiada pelos demais ministros, postergará o julgamento final dos casos atingidos pela decisão.
Toffoli deve apresentar como sugestão ao menos dois requisitos para o réu ter a condenação anulada: que ele tenha contestado a ordem das alegações finais ainda na primeira instância do Judiciário e que a defesa comprove que ficou prejudicada com a abertura conjunta de prazos. Seria uma forma de criar um filtro e anular apenas parte das condenações da Lava-Jato, sem comprometer o conjunto da operação.
O julgamento de quarta-feira passada tem impacto imediato apenas para o ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira. Mas, a tendência é de os advogados dos demais réus reivindicarem a revisão dos respectivos processos. No mês passado, a Segunda Turma, formada por cinco dos 11 ministros do Supremo, entendeu que primeiro devem falar os delatores e, por isso, anulou a condenação imposta ao ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine. Na sequência, vários réus em situação idêntica pediram o mesmo benefício.
Efeitos minimizados
Por essa razão, o ministro Edson Fachin pediu para a questão ser examinada no plenário, com a presença dos 11 ministros, para que uma tese geral norteie futuras decisões do tribunal. Na última quarta-feira, o STF decidiu que réus delatados devem apresentar alegações finais depois dos réus delatores. Na Lava-Jato, a praxe era abrir prazo comum para todos os réus. A nova tese pode justificar a anulação de condenações em processos que foram instruídos com a regra anterior. A tentativa agora é de minimizar os efeitos da decisão com uma modulação.
A tentativa de criar limites à decisão que ameaça condenações da Lava-Jato vai encontrar obstáculos no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Nem todo ministro está disposto a aprovar uma regra alternativa para tentar preservar a operação, como vai propor o presidente da Corte. O mais antigo ministro do tribunal, Celso de Mello, alertou na última quinta-feira: para “modular” uma decisão — ou seja, para fixar parâmetros para aplicar uma regra — são necessários oito dos 11 votos.
O ministro Luís Roberto Barroso propôs que a nova regra seja aplicada apenas a partir de agora, ignorando condenações passadas, mas a tese tem pouca chance de prosperar. A modulação a ser aprovada pelo Supremo não tem efeito vinculante — ou seja, será apenas uma orientação a juízes de todo o país, e não uma obrigação para seguir a regra. Se não houver acordo para aprovar a modulação, continua tudo como era antes: ou seja, os habeas corpus de réus condenados serão analisados individualmente, de acordo com o caso concreto.
O Globo

Para novo procurador-geral da República, Augusto Aras, decisão do STF sobre delatados não deve ser aplicada a processos concluídos

Foto: Adriano Machado/Reuters
O procurador-geral da República, Augusto Aras, participará na próxima quarta-feira (4), pela primeira vez, de uma sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) como chefe do Ministério Público. Será na sessão que deve concluir o julgamento – que já tem maioria formada – para que réus delatados falem por último em processos como os da Operação Lava Jato.
Em conversa com o blog, questionado se a decisão não pode levar à prescrição de processos, como avaliam procuradores e especialistas, Aras respondeu:
“Falando em tese, não é só a prescrição, seria mais grave. Se for erga omnes, virou caos. Os efeitos devem ser para frente, analisado caso a caso. Vamos aguardar a modulação do ministro Toffoli”.
Erga omnes é um termo jurídico em latim que significa que a lei ou uma interpretação da lei vale para todos e se aplica a todos os casos com as mesmas características.
Na semana passada, a maioria dos ministros do STF considerou que réus delatados têm o direito de falar por último, antes da sentença.
Pelo entendimento da maioria do STF, a ampla defesa só estará garantida se o primeiro a falar na fase final do processo for o réu delator, seguido do delatado.
O julgamento no Supremo ainda não acabou. E ainda não se sabe o alcance da medida – se serão anulados processos já concluídos ou se o entendimento valerá somente para casos a contar da conclusão do julgamento. O presidente do Supremo, Dias Toffoli disse que fará uma proposta nesta semana.
Todas as condenações da Lava jato em que delatados falaram junto com delatores, nas alegações finais, correm risco de voltar a essa fase da ação, com risco de prescrição dos crimes.
Para Aras, é preciso definir o alcance da decisão para evitar insegurança e incertezas jurídicas.
Andréia Sadi – G1

O CLIMA E UM DRAMA MUNDIAL: Portugal prorroga período crítico de incêndios em florestas; mais de 41.006 hectares destruídos


FOTO: REUTERS / Bruno Kelly
O governo de Portugal decidiu prolongar até 10 de outubro o período crítico de incêndios no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta, que terminaria nesta segunda-feira (30).
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera – Ipma – de Portugal prevê que, nos primeiros dez dias, as temperaturas se mantenham com valores elevados acima da média padrão para a época, uma baixa probabilidade de ocorrência de precipitação, com tendência de tempo seco e quente em todo o país.
“Face às condições descritas, considera-se necessário adotar medidas e ações especiais de prevenção de incêndios florestais, que decorrem durante o período crítico, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios”, informou nota oficial.
Durante o período crítico de incêndios, nos espaços florestais ou agrícolas, é proibido fumar; fazer fogueiras; queimadas; lançar foguetes e balões; desinfestar apiários; e fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor de incêndio.
Portugal registra 10.289 incêndios rurais
Até ao último dia 27, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, houve 10.289 incêndios rurais, que queimaram 41.006 hectares.
A partir de 10 de outubro, o nível de empenho operacional passa a reforçado de nível III. De 16 de outubro até ao fim do mês, o nível passa a reforçado de nível II. Portugal esteve coberto pelo nível de empenhamento operacional reforçado de nível IV desde julho.
Dados do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas mostram que, até 27 de setembro, houve 10.298 incêndios rurais, que queimaram 41.006 hectares – 51% de povoamentos florestais, 38% de mato e 11% de agricultura.
Agência Brasil

Delatores da Lava-Jato devolveram R$ 1,8 bilhão aos cofres públicos


Cinco anos e meio após a Lava-Jato desbaratar o maior esquema de corrupção já registrado no país, quase 60% do dinheiro que delatores prometeram devolver já entrou nos cofres públicos no Rio e no Paraná. De acordo com levantamento feito pelo GLOBO, cerca de 221 delatores ressarciram R$ 1,837 bilhão de um total de R$ 3,1 bilhões. Não foram levados em consideração os valores pagos por empresas em acordos de leniência com as forças-tarefas dos estados.
Na semana passada, parentes de Dario Messer, apontado como o doleiro dos doleiros, depositaram na Justiça do Rio o equivalente a US$ 7 milhões. É a última parcela do acordo fechado pela família. Os três filhos Dan, Débora e Denise, além de Rosane, ex-mulher de Messer, devolveram, em dinheiro, um total de R$ 270 milhões, recursos que estavam escondidos em contas bancárias abertas fora do Brasil. Outros R$ 100 milhões estão bloqueados em bens como apartamentos na Zona Sul do Rio de Janeiro, joias e 10 quadros do artista Di Cavalcanti.
Messer segue preso em Bangu 8, onde não descarta a possibilidade de uma delação. Em décadas de atuação, o doleiro se aproximou de empresários, atletas e políticos, inclusive no exterior. Ele era muito amigo, por exemplo, do ex-presidente do Paraguai Horácio Cartes.
Quando o assunto é a devolução de dinheiro aos cofres públicos, a família Messer já é a recordista na Lava-Jato. O levantamento realizado pelo GLOBO aponta que, em segundo lugar no ranking, aparece Eduardo Plass, que ficou conhecido por lavar dinheiro de joias do ex-governador Sergio Cabral e por se tornar um dos principais delatores do empresário Eike Batista.
Dono do TAG Bank/Panamá e presidente da gestora de recursos Opus Investimento, Plass já tem acordo homologado pela Justiça do Rio, que prevê a devolução de R$ 320 milhões. Ele é acusado de ter usado seu banco em repasses de grandes somas de dinheiro ilegal.
A família Messer, Plass e o ex-gerente de Engenharia da Diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco fazem parte de um seleto grupo de 10 delatores que, ao final do pagamento de suas dívidas com a Justiça, terão devolvido o equivalente a R$ 1, 4 bilhão. Também estão no topo da lista o lobista Julio Faerman, o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, os empreiteiros Marcelo e Emílio e Odebrecht e o doleiro Alberto Youssef. Embora alguns deles ainda não tenham quitado os valores devidos, todos já saíram da cadeia.
Conhecido como o “delator de US$ 100 milhões”, Barusco levava à época dos desvios um altíssimo padrão de vida, que incluía uma adega com garrafas de vinho que chegavam a custar US$ 10 mil. Em 2015, o ex-gerente foi o primeiro a devolver um montante significativo: R$ 199 milhões. Em sua delação, afirmou que recebeu US$ 100 milhões em propina de empreiteiras.
No caso dos ex-funcionários da Petrobras, é possível aferir o quão incompatíveis são essas cifras em comparação aos rendimentos recebidos à época em que trabalhavam na estatal. Segundo o próprio Pedro Barusco declarou, durante sessão da CPI da Petrobras, em 2016, seu salário rendia, por ano, em torno de R$ 1, 2 milhão. Se mantivesse esse rendimento, levaria exatos 165 anos e nove meses para acumular os R$ 199 milhões que se viu obrigado a devolver.


O GLOBO

QUE PROMOÇÃO: BNDES projeta perda de até R$ 14,6 bi com financiamento à Odebrecht

O BNDES poderá perder até R$ 14,6 bilhões com o grupo Odebrecht, pivô do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. A estimativa, revelada ao ‘Estado’ pelo presidente do banco, Gustavo Montezano, faz parte do esforço de explicar a suposta “caixa-preta” do BNDES. Parte dessa perda potencial ficará com o Tesouro Nacional, que deu garantia em empréstimos para outros países contratarem a empreiteira baiana em obras de infraestrutura.
“Não é uma história bonita. O grupo por si só meteu os pés pelas mãos economicamente também. Certamente é o grupo econômico que mais trouxe prejuízo econômico ao banco na história”, disse Montezano, ressaltando que, apesar de diversas investigações internas e externas, não há indícios de envolvimento do BNDES no esquema de corrupção.
O grupo Odebrecht, que pediu recuperação judicial, é o terceiro maior cliente do BNDES nas duas últimas décadas. São R$ 51,3 bilhões, em valores corrigidos pela inflação, liberados entre 2003 e 2018, em empréstimos, participações acionárias e em títulos de dívida de 49 empresas controladas pelo conglomerado baiano, segundo dados que serão divulgados pelo banco nesta segunda-feira.
Dívidas
Instrumento que tenta evitar a quebra de empresas a partir de negociação com os credores, a recuperação judicial da Odebrecht, com 21 firmas no total, soma R$ 98,5 bilhões em dívidas. Embora haja duplicação de valores e dívidas intercompanhias, é considerada a maior recuperação da América Latina.
Na conta da perda potencial do BNDES, R$ 8,7 bilhões estão nas recuperações judiciais da Odebrecht e da Atvos, antiga Odebrecht Agroindustrial, subsidiária de açúcar e etanol, que entrou com o pedido em maio – os processos correm em paralelo.
Segundo Montezano, o banco não deverá perder a totalidade das dívidas na recuperação, mas evitou estimar o quanto poderá recuperar. Por precaução, o BNDES “provisionou” o total no balanço financeiro. Isso significa que o banco registra preventivamente a perda, derrubando o lucro líquido.
Exterior
O cálculo das perdas inclui ainda US$ 900 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) em empréstimos para países estrangeiros que contrataram a Odebrecht para tocar obras e estão inadimplentes – Venezuela, Cuba e Moçambique. Essa perda não ficará com o BNDES, mas, sim, com o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), formado com recursos do Tesouro Nacional, que garantiu as operações.
Fecham a conta dois investimentos em participação acionária. São praticamente certas as perdas de R$ 800 milhões com o investimento na própria Atvos e de R$ 1,4 bilhão na Odebrecht Transport (OTP), operadora de concessões em logística. As perdas com essas participações já foram registradas como “baixas contábeis” no balanço financeiro do BNDES.
Embora as investigações tenham estimado que o grupo Odebrecht pagou R$ 1 bilhão em propinas entre 2004 e 2014, segundo Montezano, as perdas do BNDES não têm a ver com corrupção, mas, sim, com más escolhas associadas às políticas de financiamento. “De tudo o que soubemos até hoje e foi investigado internamente e externamente, não tem qualquer indício de corrupção de nenhum funcionário do banco”, disse.
Sem critério
Para Sérgio Lazzarini, do Insper, que estuda o papel do BNDES, faltou “critério” na seleção dos projetos financiados, que deveria ir além de apoiar “grandes grupos” em setores específicos. “Um banco público tem de fomentar algo de interesse público”, afirmou Lazzarini.
Já na visão do economista Júlio Gomes de Almeida, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), os valores bilionários emprestados pelo BNDES para as empreiteiras, em parte, são resultado do fato de faltarem fontes de financiamento de longo prazo.
Como a infraestrutura requer empréstimos por prazos elevados, o banco era a fonte preferencial. Segundo Almeida, fazia sentido apoiar tanto a infraestrutura quanto o setor de carnes e a exportação de aviões, apesar de alguns excessos.
Procurada, a Odebrecht não se pronunciou.
ESTADÃO CONTEÚDO

A um ano das eleições, fragmentação ameaça direita e esquerda

POR MARCELO DE MORAES / BR POLÍTICO
A um ano da disputa das eleições municipais, o cenário que se desenha é bem diferente do que ocorreu na eleição presidencial passada, quando o voto conservador e antipetista se somou para levar Jair Bolsonaro ao Planalto. Nove meses depois de o presidente subir a rampa do Planalto, já não existe essa “aliança política”, formada pelos grupos de direita e centro-direita. Na verdade, existem sérias divergências entre essas alas políticas, apontando para uma fragmentação na disputa pelo voto conservador na eleição municipal.
No campo oposto, a história não é diferente. A derrota para Bolsonaro tampouco serviu para unificar os partidos de esquerda, que preferem buscar seus interesses regionais, em vez de tentar construir um projeto nacional.
Mesmo com toda essa divisão, existe uma grande expectativa pelo desempenho dos candidatos do PSL, partido do presidente, na disputa pelas principais capitais. Na eleição de 2016, o partido sequer estava no mapa eleitoral. Agora, tenta reviver o sucesso da campanha de Bolsonaro. O problema é que o cenário do ano passado já não existe. À frente do governo, Bolsonaro já acumula desgaste político significativo. O presidente também ja brigou com vários dos aliados que estiveram no seu palanque. Além disso, o PSL elegeu uma bancada parlamentar muito grande, no Congresso e nas Assembleias estaduais. Por conta disso, o partido vive um período de enorme ebulição interna, com muitos candidatos para poucas vagas. E, claro, com brigas demais.
Como presidente, Bolsonaro sabe que as eleições municipais podem ampliar a capilaridade da sua força eleitoral, especialmente se aliados vencerem nas maiores cidades. O problema é que já está muito claro quem realmente é aliado do presidente e se isso traz ou tira votos.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o PSL ainda não decidiu quem lançará como candidato. Pior: o partido enfrenta um desgastante processo de escolha. A deputada federal Joice Hasselmann quer concorrer, mas tem seu nome contestado por alas mais próximas à família Bolsonaro, que a consideram muito ligada ao governador João Doria (PSDB), em quem enxergam um futuro adversário para a reeleição do presidente. O deputado estadual Gil Diniz também deseja ser indicado. Nessa briga, Joice pode até mudar de partido para concorrer.
Sempre é importante lembrar que o presidente estadual do PSL é o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. Ao mesmo tempo em que tem o controle do partido no Estado, o que o torna protagonista no processo de escolha das candidaturas em todas as prefeituras de São Paulo, seu foco é o de se tornar embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Se o seu nome for aprovado, terá de mudar obrigatoriamente do País e deixar o comando da sigla. Ou seja, o cenário interno do PSL paulista pode mudar completamente nos próximos meses.
São Paulo é um caso exemplar de como os conservadores já espirraram para direções diferentes depois da votação nacional. João Doria, que fez sua campanha no segundo turno pregando o voto “Bolsodoria”, colando na popularidade do futuro presidente, já está distante do PSL. Seu candidato será o prefeito Bruno Covas (PSDB), que era seu vice na eleição passada e busca um novo mandato. Doria e Bolsonaro calculam que serão adversários em 2022 e não há mais jeito de repetir a aliança passada. Resta saber para qual lado vão pender os eleitores paulistanos que deram seus votos para Bolsonaro.
Já o voto evangélico, outro setor fundamental para a vitória de Bolsonaro, tenta manter seu principal enclave político, o Rio de Janeiro, onde o bispo Marcello Crivella (Republicanos) busca a reeleição. E, claro, o PSL também tem pretensões de vencer na cidade onde a família Bolsonaro construiu sua trajetória política, apresentando candidatura própria. Assim como em São Paulo, outro filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, dá as cartas no partido.
Para embaralhar ainda mais o cenário, o PSDB prepara a candidatura de Mariana Ribas, ex-secretária de Cultura de Crivella. Mariana teve seu nome lançado no sábado em evento com participação do próprio João Doria, como parte do movimento de fortalecimento do “novo PSDB”. A presença do ex-prefeito da cidade Eduardo Paes, cotado para ser candidato do DEM, aumentou a especulação sobre a possibilidade de uma candidatura unificada dos dois partidos. Até porque ainda se espera uma definição sobre o que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pretende fazer na sucessão local. Com o peso político nacional que tem hoje, caberá a Maia bater o martelo sobre qual será o rumo do DEM na disputa pela capital.
E, como cereja do bolo da fragmentação no Rio dos grupos que apoiaram Bolsonaro, também estava lá no evento de lançamento da candidatura de Mariana o ex-ministro Gustavo Bebianno, defenestrado do primeiro escalão num dos primeiros movimentos de expurgos internos que se tornaram uma das marcas do novo governo. Quem também vai apoiar Mariana é Paulo Marinho, um dos principais apoiadores de Bolsonaro e que rompeu com o presidente e se filiou ao PSDB, do qual é hoje o presidente estadual. Marinho é suplente de Flávio Bolsonaro no Senado.
Nesse caldeirão conservador em ebulição do Rio, ainda será preciso ver o movimento que tomará o PSC, que consegue abrigar o governador Wilson Witzel e o vereador Carlos Bolsonaro, outro dos filhos do presidente. Não custa recordar que Flávio Bolsonaro acabou de tentar comandar uma debandada do PSL do governo de Witzel, irritado com a ideia do ex-aliado de disputar em 2022 contra seu pai. E, pior, corre o risco de ver a ação frustrada já que os peesselistas do Rio não querem abandonar os cargos que Witzel lhes deu.
Se a divisão é inevitável, os conservadores podem, pelo menos, se consolar em saber que os partidos de esquerda não estão em situação melhor. Além da divisão, os partidos de esquerda ainda temem pela repetição do forte voto antipetista, um fator importante na disputa municipal de 2016 e na nacional de 2018.
E a tentativa de descolar desse peso petista acaba empurrando a esquerda para candidaturas independentes. PDT, PSB e PSOL, entre outros, querem fortalecer uma imagem mais distanciada do PT, embora isso pareça ser difícil de consolidar tão rapidamente a ponto de fazer diferença na votação do próximo ano.
Nos Estados do Nordeste, a esquerda tem ótimas chances de repetir o sucesso já obtido pelos governadores desse grupo. A região acabou se transformando quase num enclave antibolsonarista no País. Mas, nas grandes cidades do Sudeste e do Sul, a rejeição aos partidos de esquerda ainda é um obstáculo. Como nessas regiões estão concentrados os maiores colégios eleitorais do Brasil, vencer seria um avanço político importante no processo de construção de uma candidatura nacional para 2020.
Dois nomes da esquerda podem se destacar nesse processo. O deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, é uma força na disputa do Rio. E o ex-governador de São Paulo Márcio França, do PSB, pode contar com o recall da eleição passada para surpreender na capital paulista.
É importante ressaltar que, embora seja a maior legenda de esquerda do País e tenha colocado Fernando Haddad no segundo turno contra Bolsonaro, o PT deve enfrentar muitas dificuldades nas disputas pelas maiores cidades do Sudeste. Em São Paulo, ainda falta definição sobre o lançamento de candidatura própria e existe a incerteza sobre a viabilidade eleitoral de vencer a disputa. Trata-se de um cenário que mostra como o antipetismo se tornou uma força poderosa em São Paulo, o que ficou claro na derrota que Haddad sofreu na campanha pela reeleição para a prefeitura paulistana em 2016.

Fonte: Blog do BG

A resiliência de Jair Bolsonaro nas pesquisas

Apesar do viés de baixa nas recentes pesquisas de avaliação, o fenômeno Jair Bolsonaro tem impressionado pesquisadores mais experientes por sua resiliência. Mesmo com a economia ainda patinando e sob ataque intermitente de adversários políticos, inclusive internacionais, o presidente perde apoios na sociedade num ritmo considerado lento e que começa a dar sinais de desaceleração (se não ocorrerem fatos negativos novos). O segredo da resistência de Bolsonaro? A brutal polarização da sociedade, na qual opiniões não convergem para o centro.
Para lembrar. Na série de pesquisas do Ibope deste ano, em abril, 35% dos entrevistados disseram que o governo Bolsonaro era ótimo ou bom. Em junho, 32%. Neste mês, 31%. Na outra ponta da pesquisa, o ruim ou péssimo, os índices foram 27%, 32% e, agora, 34%.
Laboratório. Mantido esse ritmo, a equipe de Ciência de Dados da Quaest Consultoria fez os cálculos: estima que porcentual de ruim/péssimo do governo Bolsonaro chegará a 45% entre o fim de dezembro do ano que vem e o início de janeiro de 2021.
Comparação. Em 2015, o governo Dilma saltou de 24% de ruim/péssimo em fevereiro para 69% em junho (quase quatro meses apenas), conforme o Ibope. Analistas acham que, acima de 45% de rejeição, governos perdem muito apoio no Parlamento. Naquele ano, a Câmara abriu o processo de impeachment da petista.
COLUNA DO ESTADÃO

Em cinco meses, 350 empresas simples de crédito são criadas no país


Nos últimos cinco meses, 350 empresas simples de crédito (ESCs) foram criadas no país, uma média de duas por dia. O novo modelo de pessoa jurídica, espécie de microfinanceiras locais, autorizado por lei desde, possibilita aos proprietários de micro e pequenas empresas obter crédito com juros mais baixos e menos burocracia. Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Segundo a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, o novo modelo deve injetar cerca de R$ 20 bilhões por ano nos pequenos negócios e na economia do país. O balanço apresentado pelo Sebrae mostra que apenas dois estados ainda não possuem esse novo modelo de negócio: Acre e Rondônia ainda não contam com nenhuma ESC.
São Paulo, onde foi criada a primeira empresa dessa natureza, lidera o ranking com 121 ESCs em operação. Paraná vem na segunda colocação (28), seguido de Minas Gerais (26), Santa Catarina (25) e Rio Grande do Sul (23).
O balanço mostra que o capital total de todas as ESC no Brasil é de R$ 168 milhões, sendo o menor de R$ 4 mil e o maior de R$ 10 milhões. De acordo com o levantamento, o aporte mais frequente nesse tipo de financeira local é de R$ 100 mil.
Meta é de mil empresas até o ano que vem
A expectativa do Sebrae era de que o número de empresas chegaria a 300 até o fim de 2019. A meta é somar mil empresas até 2020.
“Assim como a criação do Microempreendedor Individual (MEI) e do Simples Nacional, a Empresa Simples de Crédito foi uma das grandes vitórias dos pequenos negócios, que agora têm um acesso mais fácil ao crédito, sem a burocracia das instituições financeiras e os juros altos”, disse o presidente do Sebrae, Carlos Melles.
Segundo o Ministério da Economia, pessoas físicas podem abrir uma ESC em suas cidades e emprestar dinheiro para pequenos negócios, como cabeleireiros, mercadinhos e padarias. Não há exigência de capital mínimo para a abertura da empresa, mas a receita bruta anual permitida é de no máximo R$ 4,8 milhões, vedada ainda a cobrança de encargos e tarifas.
Conforme pesquisa do Sebrae realizada em 2018, só 14% dos pequenos negócios tomaram novos empréstimos em bancos tradicionais. O levantamento também indicou que 61% avaliam que o serviço é ruim ou muito ruim, sendo a pior avaliação dos últimos seis anos. A principal dificuldade para 47% dos entrevistados é a taxa de juros muito alta.

Agência Brasil

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

  Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, seis em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiram em quem votar par...