O Ministério Público Federal no Rio
Grande do Norte (MPF/RN) ingressou com um recurso com o objetivo de
aumentar a pena imposta à ex-prefeita de Natal Micarla de Sousa e outros
oito envolvidos nos crimes descobertos pela chamada Operação Assepsia,
que revelou um esquema de desvio de verbas do Fundo Nacional de Saúde
(FNS), através da contratação de uma associação pela Prefeitura do
Natal, entre 2010 e 2012.
Micarla de Sousa, o ex-marido dela,
Miguel Weber e outros 7 denunciados por envolvimento no esquema foram
condenados em primeira instância. A pena imposta a ex-prefeita foi de 16
(dezesseis) anos, seis meses e dez dias. Todos os acusados foram
condenados a penas a serem cumpridas inicialmente em regime fechado e
terão que devolver R$ 24.415.272,31 aos cofres públicos.
De acordo com o procurador da República Fernando Rocha, autor da
ação, a punição imposta aos envolvidos no esquema foram exemplares.
Apesar disso, ainda de acordo com o procurador, os réus acabaram sendo
inocentado por alguns dos crimes.“A sentença judicial foi exemplar ao condenar pessoas envolvidas em um dos maiores escândalos de corrupção já descobertos em Natal e certamente servirá de alerta para outros que pretendam agir de forma igualmente ilícita com os recursos públicos. Ainda assim, consideramos que é necessário, e legalmente devido, a majoração das penas e a condenação por crimes pelos quais alguns réus foram absolvidos, de modo que tenhamos a devida reprimenda aos atos praticados”, destacou.
Blog do Seridó
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