Valter Campanato/Agência Brasil
Portal Brasil – A renovação do ensino
médio é uma das prioridades do País nos próximos anos. Segundo o
ministro da Educação, Mendonça Filho, o governo irá trabalhar junto à
sua base no Congresso Nacional para priorizar a votação do Projeto de Lei (PL) 6.840/2013, que propõe mudanças importantes nas séries finais do ensino regular.
A proposta estabelece que os currículos
do ensino médio sejam organizados por áreas do conhecimento: linguagens,
matemática, ciências da natureza e ciências humanas. A divisão visa
priorizar a interdisciplinaridade e a aplicação dos conhecimentos em
outras áreas – e também no dia a dia dos alunos e na realidade do Brasil
e do mundo.
No último ano, além das matérias
básicas, o aluno deverá optar por uma das grandes áreas para aprofundar
os estudos, de modo que o estudante possa se dedicar mais ao campo de
seu interesse. No futuro, caso decida mudar de área, ele pode retornar à
escola e fazer uma nova opção formativa.
Se aprovado o PL, o Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) se tornaria obrigatório para os alunos. Outra medida
prevista é que, nos próximos dez anos, 50% dos matriculados cumpram
jornada escolar em tempo integral de, no mínimo, sete horas por
dia, somando 4,2 mil horas em todo o ensino médio.
Flexibilidade
A secretária executiva do Ministério da
Educação, Maria Helena Guimarães, afirma que o mais importante é que o
ensino médio seja flexibilizado, substituindo a monotonia e o
academicismo por um conteúdo mais leve e próximo da vida dos alunos.
“O primeiro, segundo e terceiro ano do
ensino médio é igual para todos no Brasil, e ninguém está aprendendo
nada”, lamentou a secretária em entrevista ao Programa Educação no Ar,
da TV MEC. “O ideal é você ter pelo menos a metade do ensino médio
dedicada àquilo que é comum para a formação geral do aluno, como língua
portuguesa, matemática, língua estrangeira, conhecimentos gerais em
história, geografia, filosofia”, defende.
Na segunda metade, explica Maria Helena,
viria a flexibilização, quando os alunos poderiam optar pela área de
conhecimento de sua preferência, área de educação profissional ou até
escolher um curso técnico integrado, que lhe ofertaria um duplo
certificado ao final.
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