Natal (RN) — A governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) decidiram que qualquer definição sobre o cenário eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte ficará condicionada às deliberações das direções nacionais de seus partidos. A posição foi formalizada em nota conjunta divulgada nesta segunda-feira (29).
No comunicado, os gestores afirmam que “os interesses do Estado do Rio Grande do Norte sempre se imporão aos nossos legítimos projetos partidários ou pessoais”, reforçando que a aliança que os elegeu integra um projeto político nacional, consolidado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na atual administração estadual.
Com a decisão, as articulações locais passam a depender diretamente das orientações partidárias de Brasília, o que adiciona incertezas ao tabuleiro político potiguar. Isso porque Fátima Bezerra é apontada como potencial candidata ao Senado em 2026, enquanto Walter Alves avalia a possibilidade de não assumir o comando do Executivo estadual.
Caso ambos deixem seus cargos, o Estado poderá enfrentar um cenário de vacância dupla, com a sucessão recaindo, conforme prevê a Constituição Estadual, sobre o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB). Em eventual recusa, a função seria exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ibanez Monteiro, com possibilidade de convocação de eleição indireta pela Assembleia Legislativa.
A nota oficial, no entanto, suspende qualquer definição no âmbito local, deixando claro que nenhuma decisão sobre as eleições de 2026 será tomada no Rio Grande do Norte sem a manifestação formal das instâncias nacionais do PT e do MDB.
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