segunda-feira, 4 de maio de 2026

Energia solar avança 6,7% no RN e ultrapassa 122 mil sistemas instalados

 

O Rio Grande do Norte registrou crescimento de 6,7% na geração de energia solar distribuída no primeiro trimestre de 2026, consolidando a expansão do setor no estado. Até março, foram contabilizados 122.297 sistemas conectados à rede elétrica, com a adição de 7.760 novas unidades no período.

Em termos de capacidade instalada, o volume acumulado ultrapassou a marca de 1 gigawatt-pico (GWp), atingindo 1.047,9 megawatts-pico (MWp), segundo dados do Observatório da Energia Solar, com base em informações da Agência Nacional de Energia Elétrica.

O avanço do setor é impulsionado, principalmente, pela busca dos consumidores por economia na conta de energia. De acordo com Williman Oliveira, presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis, a geração própria tem reduzido a exposição a reajustes tarifários, enquanto a queda no custo dos equipamentos tem ampliado o interesse pelo investimento.

O segmento residencial lidera a adoção da tecnologia, concentrando 86,2% dos sistemas instalados e 64,9% da potência total. Já o setor comercial responde por 10% das conexões e 24,9% da capacidade instalada.

Entre os municípios, Natal lidera em número de sistemas, com 21.401 unidades e 187,4 mil kWp de potência instalada. Na sequência aparecem Mossoró, com 20.367 conexões, e Parnamirim, com 12.266. Juntas, as três cidades concentram 44,2% das instalações no estado.

Especialistas apontam que fatores urbanos e estruturais influenciam esse cenário. Em Mossoró, a predominância de casas facilita a instalação, enquanto em Natal há uma combinação de residências e edifícios aderindo à tecnologia.

Para Lorena Roosevelt, gerente do Polo de Energias Renováveis do Sebrae RN, o crescimento reflete maior conhecimento dos consumidores e qualificação das empresas do setor. Além disso, fatores como a volatilidade do mercado de petróleo e o avanço dos veículos elétricos contribuem para a expansão.

Segundo especialistas, a geração distribuída tende a se consolidar como alternativa acessível e descentralizada, com impacto direto na redução de custos e estímulo à economia local.

Fonte:
O Correio de Hoje

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