Dos
26 prefeitos eleitos nas capitais neste ano, 14 terão maioria na Câmara
Municipal no início da legislatura. É o que mostra levantamento feito
por jornalistas do G1
nas 26 cidades do país. Ao menos sete chefes do Executivo poderão
enfrentar problemas para aprovar projetos, já que a oposição será mais
numerosa.
Em
cinco cidades, a configuração da Casa ainda é uma incógnita. Com as
indefinições, o prefeito pode tanto conquistar a maioria como ver a
oposição somar cadeiras. Muitos prefeitos já agendaram reuniões com
parlamentares para tratar da relação entre os dois poderes a partir do
ano que vem – e acordos deverão ser costurados.
Para chegar a esse panorama nas capitais, o G1
considerou os vereadores da coligação vencedora como da base. As
equipes de reportagem também entraram em contato com os da coligação
derrotada e com aqueles que não apoiaram nenhum dos candidatos no 2º
turno. No caso das definições em 1º turno, os partidos e os candidatos
derrotados foram procurados.
A
maior parte dos que terão uma base sólida na Casa é formada por
reeleitos ao cargo. As exceções são João Doria (SP), Crivella (Rio),
Greca (Curitiba) e Gean Loureiro (Florianópolis). O prefeito eleito de
São Paulo no 1º turno – fato inédito – terá o apoio de 62% dos
vereadores, percentual que pode aumentar até o dia da posse.
Por
ora, a maior bancada governista está em Recife. Dos 39 eleitos, 31 vão
compor a base de apoio de Geraldo Julio (PSB) – o que representa 79% do
total.
Já
Dr. Hildon (PSDB), eleito em Porto Velho, será o prefeito que deverá
enfrentar mais dificuldades no Legislativo. Ele terá o apoio de apenas 4
dos 21 eleitos – 19% do total. Os outros 17 serão oposição ao seu
governo.
A
cidade com a maior indefinição é Porto Alegre. Metade dos vereadores
ainda não decidiu de que lado ficar. Dos 36 eleitos, 11 devem ficar na
base e 7 devem fazer oposição ao eleito, Nelson Marchezan Júnior (PSDB).
Partidos dos outros 18 ainda não declararam a intenção. Trata-se de uma
situação atípica, mas que pode ser justificada, já que é a primeira vez
que os tucanos vencem a disputa na capital gaúcha.
Em
Belo Horizonte, a situação também está indefinida. Kalil (PHS), por
enquanto, tem 14 vereadores em sua base e 16 na oposição. Há 11, no
entanto, sem nenhum lado no momento. Durante o segundo turno, o prefeito
eleito dispensou apoios.
Além
de políticos ainda indefinidos em relação à situação ou oposição pelo
país, há os independentes, que dizem que não formarão a base, mas também
não farão uma contraposição sistemática.
Com
G1 AC, G1 AL, G1 AM, G1 AP, G1 BA, G1 CE, G1 ES, G1 GO, G1 MA, G1 MG,
G1 MS, G1 MT, G1 PA, G1 PB, G1 PE, G1 PI, G1 PR, G1 RN, G1 RJ, G1 RO, G1
RR, G1 RS, G1 SC, G1 SE, G1 SP e G1 TO

Artigo
escrito por Xico Graziano, um de seus principais assessores, defende
que o ex-presidente FHC assuma a presidência até 2018, após a cassação
da chapa Dilma-Temer; se isso ocorresse em 2016, o Brasil teria eleições
diretas, mas Gilmar Mendes, presidente do TSE, deve colocar o tema em
pauta apenas no início de 2017, o que abre caminho para eleições
indiretas; Graziano diz que FHC é “o ponto de equilíbrio de uma nação
esfacelada”; o fato é que o ex-presidente, um dos articuladores do golpe
de 2016, sonha com o “golpe dentro do golpe”, para, aos 85 anos, voltar
à presidência após quatro derrotas do PSDB para o PT.
