quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Alexandria registra chuva de 97mm na noite de ontem

A chuva voltou a cair com boa intensidade em várias cidades do estado na noite desta quinta-feira (26) e madrugada desta sexta (27), trazendo esperança de um bom inverno aos potiguares.
Veja os registros pluviométricos:
Marcelino Vieira – 35 mm
Tenente Ananias – 95 mm
Alexandria – 97 mm
Luiz Gomes – 75 mm
Paraná – 50 mm
Caiçara – 44 mm
Riacho de Santana – 10 mm
Timbaúba dos Batistas – 18 mm
 
 

Prefeita de Lucrécia que é professora não vai pagar o aumento do novo piso dos professores

Chefe de Poder Executivo que 'descumpre' Lei poderá ser processado por 'Crime de Responsabilidade', diz a Constituição Federal.
Segundo o ex-vereador e professor Vanildo Soares, foi um grande golpe, maior ainda por ter sido por uma Professora, que é a primeira prefeita professora eleita em no município de Lucrécia. Ela não está nem aí, pois não tem poderes para reclamar dos atos que estão praticando, sem compromisso nem com sua própria classe, visto que tem um alto salário e esposo médico. É um absurdo. Diz o ex-vereador.

A prefeita de Lucrécia-RN, que é PROFESSORA, não vai pagar o aumento do novo PISO dos professores, que foi divulgado no dia 12/01.

Ao contrário, aprovou no dia 11/01 (quarta-feira), e publicou dia 13/01, na Câmara Municipal de Lucrécia, em sessão extraordinária o Projeto de Lei 578/2017 – Altera a Lei 317 de 23 de Abril de 2004, no tocante à forma de implementação dos adicionais, gratificações e demais vantagens pecuniárias dos servidores integrantes da carreira do magistério público e dá outras providencias. O mesmo foi aprovado por unanimidade pela Câmara.

Projeto que faz corte nas gratificações adquiridas ao longo das gestões anteriores, através de lutas.

O único interesse da prefeita é reduzir salário dos professores e com isso, aumentar contratos provisórios na folha do Fundeb, para cumprir seus acordos de campanha eleitoral.

Logo você fazer isso prefeita, que é uma professora??

Sindicato dos servidores vai ajuizar ação no ministério público
 
 
 
 

Agentes apreendem revólver, armas brancas e celulares em Alcaçuz


Um revólver, mais de 500 facas artesanais, celulares e drogas foram achados na manhã desta sexta-feira (27) na Penitenciária Estadual de Alcaçuz.
A informação foi confirmada pelo governo do estado. Homens do Grupo de Operações Especiais (GOE) do governo do Rio Grande do Norte e agentes penitenciários da força-tarefa federal realizaram uma operação nos pavilhões 4 e 5 nesta manhã.
Por volta das 6h30 desta sexta-feira (27) homens do Grupo de Operações Especiais (GOE) do governo do Rio Grande do Norte e agentes penitenciários da força-tarefa federal entraram em Alcaçuz. De acordo com o titular da Sejuc, Wallber Virgolino, a Operação Phoenix deve durar 30 dias e tem como objetivo “retomar, permanecer, restabelecer e reformar o presídio”
 
 

Agentes hasteiam bandeiras do Brasil e do RN em Alcaçuz simbolizando controle do estado sobre o presídio

Na manhã desta sexta-feira, 27, os agentes penitenciários e a Força-Tarefa tomaram totalmente o controle da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta na região metropolitana de Natal.
Os agentes ergueram as bandeiras do Brasil e do Estado no telhado da unidade. A operação Fênix está sendo comandada pelo secretário de Justiça do Rio Grande do Norte, Walber Virgulino.
O Governador, Robinson Faria, que coordenou e acompanhou toda a operação à distância. disse que a ordem é recuperar as celas e reformar o pavilhão 5. Enquanto isso, os presos vão permanecer dentro da unidade nos outros pavilhões.
 
 

Interior do RN recebe exames práticos do Detran/RN no mês de fevereiro

Examinadores do Detran/RN estarão visitando, durante todo o mês de Fevereiro, cidades do interior do Rio Grande do Norte no intuito de aplicar provas práticas de direção veicular direcionadas aos candidatos que desejam retirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A,B,D e E. A partir desta quarta-feira (1º), os testes iniciam pelo município de Extremoz.
Os próximos municípios visitados serão: Jucurutu (02); São Paulo do Potengi (03); Canguaretama (06); Goianinha (07); Monte Alegre (08); Nova Cruz (09); Passa e Fica (10); Ceará-Mirim (13); João Câmara (15); João Câmara (14); Macau (15); Alto do Rodrigues (16); Angicos (17); Caicó (20); Currais Novos (21); Lagoa Nova (22); Jardim do Seridó (23); Parelhas (24); os exames retomam após o carnaval, contemplando ainda os municípios de Apodi e Pau dos Ferros no inicio do mês de março, 2 e 3 respectivamente.
A previsão é que aproximadamente três mil exames sejam efetivados no interior do Estado durante o período. No decorrer do mês, o cronograma de avaliações contempla 21 cidades distribuídas por todas as regiões do RN. O processo de exames realizado pelo Detran é contínuo e  vem evitando a demanda reprimida e possibilitando que os testes sejam realizados periodicamente sem muita espera por parte dos usuários.
Os candidatos a motorista vão utilizar veículos adaptados com equipamentos que monitoram todo o percurso e as ações no momento do exame. Os veículos possuem computador de bordo e sensores internos para detectar, por exemplo, se o condutor ajustou os retrovisores e está fazendo uso do cinto de segurança. Cada carro possui ainda quatro câmeras instaladas para registrar o desempenho dos candidatos: uma fica no para-choque traseiro, uma no retrovisor direito e há também duas câmeras no interior do veículo: uma voltada para o candidato e outra filmando o percurso.  É possível saber do resultado do teste assim que o exame é finalizado, caso o candidato seja reprovado e queira recorrer do resultado, deverá se dirigir em até cinco dias a um posto de atendimento do Detran , preencher o formulário e aguardar pelo deferimento ou indeferimento do pleito.

*Assessoria de Comunicação Detran/RN

TRE-RN divulga calendário das sessões do mês de fevereiro

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte encerrou nesta terça-feira (31) as sessões extraordinárias e ordinárias do mês de janeiro. A partir de fevereiro, a corte eleitoral passa a se reunir somente em sessões ordinárias, as terças e quintas-feiras.
De acordo com o calendário publicado no Diário de Justiça Eletrônico, as sessões ordinárias acontecerão nos dias 2, 7, 9, 13, 14, 16, 21 e 23 de fevereiro, com início no horário regimental, às 14h, na sede do TRE-RN, no centro de Natal.

Vale lembrar que, em virtude do Carnaval, não haverá sessão na terça-feira (28). Por isso, foi agendada uma sessão para a segunda-feira (13).
 
 
 

Em Natal, Prefeito Atevaldo Nazário pleiteia obras para a Educação do Município.


O chefe do Executivo de Encanto, Atevaldo Nazário, cumpriu agenda em Natal no início desta semana. Um dos compromissos do gestor, no qual esteve acompanhado do secretário Leandro Roberto, foi a presença no Instituto Metrópole Digital, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde o ministro da Educação, Mendonça Filho, se reuniu com prefeitos liderados pela Federação dos Municípios do RN (FEMURN). 

"Nós fomos atrás de recursos para o município", disse Leandro, ao especificar que o principal pleito foi a construção de uma creche pelo Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (PROINFÂNCIA).

Na ocasião, Atevaldo manteve conversa com o senador José Agripino, o deputado estadual Getúlio Rêgo e o deputado federal Felipe Maia, também na busca de recursos e obras no setor educacional.

A oportunidade no Instituto Metrópole serviu, ainda, para os gestores reivindicarem o aumento dos repasses do MEC para programas que contemplam a merenda e o transporte escolar. "Bem como dos valores destinados ao pagamento dos professores e servidores da Educação", completou Leandro Roberto.

*Informações da Assessoria de Comunicação

TSE disponibiliza ferramenta para que eleitor regularize pendências através da internet.


Os eleitores que estiverem com pendências junto à Justiça Eleitoral podem regularizar a situação por meio do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

O sistema permitirá a emissão da Guia de Recolhimento da União (GRU) para pagar multas eleitorais decorrentes de ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais.

O cidadão deverá acessar a página do TSE e clicar na aba "Eleitor". Em seguida, o usuário deve clicar no link "Débitos do eleitor". Antes da emissão dos boletos, é preciso informar os dados que constam no cadastro eleitoral de cada pessoa.

O TSE alerta, no entanto, que o pagamento do boleto não é suficiente para a quitação do débito no cadastro do eleitor. Após quitar a guia, o eleitor deverá se dirigir ao cartório eleitoral para regularizar a situação.

Antes da disponibilização do sistema (disponível desde o início deste ano), o cidadão precisava ir ao cartório também para impressão da GRU.
 
 
 

Clodoeudes Fernandes

 
 

Confederação Nacional dos Municípios orienta gestores acerca de Portaria que redefine diretrizes das UPAs.


No início do ano, o Ministério da Saúde divulgou a Portaria 10/2017, que redefine as diretrizes de modelo assistencial e financiamento das unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A Confederação Nacional de Municípios (CNM) orienta os gestores municipais que o documento, com 50 artigos, traz uma série de medidas que regulam o funcionamento das UPAs.

Desde o dia 4 de janeiro, data de publicação da portaria, as Upas só podem funcionar com pelo menos dois médicos (um diurno e um noturno), e não quatro (dois por turno), como era exigido antes. A redução do número mínimo de médicos por turno pode atingir todos os tipos de unidades.

Atualmente, as unidades de pronto atendimento são divididas em três perfis: UPA 24h, UPA 24h Nova e UPA 24h Ampliada, conforme a complexidade do atendimento que podem oferecer. Os perfis se subdividem em três portes, de acordo com o número de habitantes da área de abrangência da unidade.

A CNM ressalta que a definição de quantos médicos vão trabalhar por turno independe do porte do Município. Com as mudanças, a decisão da proporção de profissionais será de cada gestor, que, pela lei, deve garantir o efetivo funcionamento da unidade e atender o mínimo obrigatório de um profissional por turno.

Obrigações do gestor

A portaria estabelece, entre outros pontos, que “caberá ao gestor" definir o número de profissionais, incluindo médicos, da equipe assistencial da UPA 24 horas, tomando como base a necessidade da Rede de Atenção à Saúde (RAS), bem como as normas em vigor, inclusive as resoluções dos conselhos de classe profissionais. Segundo a portaria, deve ser mantido "o quantitativo de profissionais suficiente, de acordo com a capacidade instalada e o quadro de opções de custeio”.

A Confederação esclarece que, se o gestor optar por manter dois médicos, receberá o incentivo financeiro de R$50 mil para custeio da UPA e deverá cumprir pelo menos 2.250 atendimentos médicos por mês. O valor do repasse e a produção mínima de atendimentos sobem gradativamente de acordo com a capacidade operacional de funcionamento da unidade e do número de profissionais distribuídos por turno. O máximo de profissionais estabelecido pela portaria é de nove médicos. Neste caso, a unidade pode receber até R$ 250 mil, se for 24h, ou até R$ 300 mil, se for 24h ampliada.

Segundo o Ministério da Saúde, o valor mensal será repassado conforme a capacidade operacional de funcionamento da unidade, declarada no termo de compromisso.
 
 
 

Clodoeudes Fernandes

 
 

Em Pau dos Ferros, Prefeito Leonardo Rêgo assina ordem de serviço para realização de melhorias em Ginásio do bairro Riacho do Meio.


Na noite desta terça-feira (31), um anseio antigo dos desportistas do bairro Riacho do Meio começou a ser atendido pela atual gestão. O prefeito Leonardo Nunes Rêgo assinou uma ordem de serviço autorizando a construção de vestiários e banheiros no Ginásio Vereador Milton França.

De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, com recursos garantidos na ordem de R$ 250.000,00, a obra é fruto de um convênio firmando pelo Município com o Ministério dos Esportes; a empresa ganhadora da licitação foi a ZL Construções LTDA EPP, que venceu o certame com uma proposta de R$ 185.700,86. 

Desta forma, restou um saldo de R$ 64.299,14 nos cofres da municipalidade, montante que a equipe técnica da prefeitura espera aproveitar para equipar o ginásio com alambrados, claro, depois que um novo projeto for enviado à Caixa Econômica Federal solicitando a utilização deste recurso. 

A solenidade administrativa contou com a presença dos cinco vereadores da bancada situacionista: Gugu Bessa, Gilson Rêgo, Francisco José, Renato Alves e Jader Júnior, além de secretários municipais e uma grande participação popular.

O prefeito Leonardo Rêgo informou que obteve a garantia do construtor de que a obra deverá iniciar na próxima segunda-feira (06), e destacou que a empresa vencedora se comprometeu em executar os serviços com qualidade e eficiência.

"Vamos entregar um equipamento esportivo dotado de vestiários e banheiros, realizando dessa forma um sonho antigo da comunidade. Essa obra irá dar maior conforto e segurança aos usuários desse importante ginásio", pontuou o gestor.
 
 
 

Clodoeudes Fernandes

 

Artilheiro da Copa Africana teve documento alterado e brilha na Ásia Comente

  • Issouf Sanogo/AFP Photo
    Kabananga comemora gol pela República Democrática do Congo
    Kabananga comemora gol pela República Democrática do Congo
Nem Aubameyang, nem Mahrez. Antes das semifinais da Copa Africana de Nações, que começam nesta quarta-feira, o artilheiro do campeonato é Junior Kabananga, um atacante de 27 anos da República Democrática do Congo. Seu time já foi eliminado, mas ele garantiu destaque ao fazer gols nos três jogos da primeira fase. Destaque que também evidencia uma polêmica envolvendo sua carreira.
Atual jogador do Astana, do Cazaquistão, Kabananga brilhou nos dois títulos nacionais obtidos por seu time. Mas seu primeiro destino fora da África foi o Anderlecht, da Bélgica. Ele mal ficou no time e acabou emprestado algumas vezes, mas o primeiro contrato teve um documento adulterado que alimenta até hoje uma briga internacional.
Time que o formou na República Democrática do Congo entre 2001 e 2005, o Eagle Verts acusou em 2011 o o Anderlecht de ter fraudado documento ao contratar o atacante do MK Étanchéité, também do Congo. A alteração indicava que Kabananga ainda era amador quando trocou o Étanchéité pelo Anderlecht, o que faria desse clube africano o último formador.
O Eagle Verts, no entanto, conseguiu provar que ele já era profissional e por isso cobra 100 mil euros do Anderlecht. Depois de muita disputa, o time belga assumiu o erro, mas disse que não houve intenção. E ainda apontou a pouca relevância futebolística do atacante para se justificar.
"Com todo respeito a Kabananga, não tínhamos motivo para fazer qualquer coisa errada intencionalmente por um jogador do seu calibre", informou o porta-voz.
A briga segue nos órgãos internacionais, mas enquanto isso o atacante faz sua parte para ficar conhecido por suas atuações em campo. Na Copa Africana de Nações, ele fez gol nas três partidas da primeira fase, contra Marrocos (1 a 0), Costa do Marfim (2 a 2) e Togo (3 a 1). Os resultados garantiram a ele a artilharia isolada com três gols e o Congo na liderança do "grupo da morte".
Nas quartas de final, no entanto, Kabananga passou em branco e sua seleção acabou eliminada, perdendo por 2 a 1 para a forte Gana. Mas antes das semifinais, ele segue no topo da artilharia, chamando a atenção para seu lado goleador.

 Do UOL, em São Paulo

Fla mantém rotina de jogos fora do Rio e projeta ter Arena da Ilha em 1 mês

  • Reprodução Twitter Flamengo
    Projeto do Flamengo para a Arena na Ilha do Governador. Casa rubro-negra por três anos
    Projeto do Flamengo para a Arena na Ilha do Governador. Casa rubro-negra por três anos
Percalço durante a temporada passada, a rotina de jogos fora do Rio de Janeiro persiste neste início de 2017 no Flamengo. Ainda com um impasse em relação ao Maracanã e com as obras na Arena da Ilha inacabadas, o Rubro-Negro tem utilizado praças distantes da cidade para mandar seus compromissos.
Na estreia no Campeonato Carioca, contra o Boavista, por exemplo, o clube transferiu seu jogo para a Arena das Dunas, em Natal (RN). Nesta quarta-feira, vai à Volta Redonda, no interior do Estado, para o compromisso com o Macaé. Somente no sábado atuará na cidade, diante do Nova Iguaçu, em Bangu, mas por ser o visitante.
A diretoria, todavia, projeta ter a Arena da Ilha pronta na segunda metade de fevereiro. O Flamengo assumiu o estádio no primeiro dia útil de janeiro e garante que as obras estão a pleno vapor. A previsão de estreia é dia 8 de março, na partida de estreia na Copa Libertadores contra o San Lorenzo, da Argentina.
Paralelamente a isto, o Rubro-Negro segue confiante em uma resolução na situação do Maracanã. Em reunião na semana passada na federação de futebol do Rio (Ferj), o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, garantiu que o desfecho do imbróglio está próximo e por detalhes.
Dois consórcios disputam a administração do estádio e o Flamengo possui parceria com um deles. A Odebrecht, atual administradora, decidirá por um e o governo do estado dará a sentença final.
De acordo com o técnico Zé Ricardo, a preparação para a toda a temporada já foi bem elaborada:
"Toda a preparação é feita para a temporada e não para um ou dois jogos iniciais. O início é mais sacrificante. A expectativa é de fazer uma temporada mais forte do que a do ano passado".

 Bruno Braz e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro


Pressionado por orçamento, Grêmio abre portas para novas vendas 4

  • LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
    Luan ainda pode deixar o Grêmio nesta ou na próxima janela de negócios
    Luan ainda pode deixar o Grêmio nesta ou na próxima janela de negócios
O Grêmio está pressionado por algo que ele próprio determinou: o orçamento. Com previsão de receber R$ 60 milhões no ano com vendas de jogadores, a lista de liberados do Tricolor não vai parar em Walace.
Com o fechamento das principais janelas de transferências, é pouco provável que outros jogadores saiam para o exterior nos próximos dias. Restam, porém, clubes de Rússia, Ucrânia, China e Japão como destino. Luan, por exemplo, já foi alvo dos chineses em outra oportunidade e uma nova investida não seria novidade. 
 
Mas não é a tendência. Pensando na Libertadores, o Grêmio quer manter o que resta do grupo. Não está disposto a vender Pedro Geromel, por exemplo. Mesmo alvo de outros clubes, o defensor deve permanecer. O mesmo vale para o atacante Pedro Rocha. 
 
Porém, o problema não estará resolvido, apenas postergado. Na próxima janela de negociações, em junho/julho, o Tricolor precisará 'fazer' R$ 40 milhões. Já que dos R$ 33,5 milhões movimentado na negociação do Walace, foram R$ 20 milhões creditados à conta azul, branca e preta. 
 
"Temos R$ 60 milhões em vendas de jogadores previsto no orçamento. Se não vier isso, nosso orçamento fica descoberto. Temos que fazer R$ 60 milhões para o equilíbrio do caixa em 2017. Dizer que não sai mais ninguém, é agredir o orçamento", disse o vice de futebol Odorico Roman. "Me preocupa primeiro, antes de reforços, as folhas de pagamento dos próximos meses", completou. 
 
 O problema é que o sonho de conquistar a Libertadores pode esbarrar nisso. Ao contrário dos anos anteriores, a competição se estenderá até o fim do ano e jogadores que saírem na próxima janela não participarão de uma eventual fase final da Copa. 


Marinho Saldanha
Do UOL, em Porto Alegre

PSG bate chineses e termina como clube que mais gastou na janela europeia Comente

  • Divulgação/Twitter
    Draxler chega ao PSG; alemãao ajudou o clube francês a ser líder de gastos na janela
    Draxler chega ao PSG; alemãao ajudou o clube francês a ser líder de gastos na janela
Você passou boa parte dos dois últimos meses lendo notícias sobre como os clubes chineses estavam atropelando no mercado, certo? Só que a janela de transferências europeias acabou e, acredite, não foi nenhuma nova potência asiática que despontou na lista de quem mais gastou. Tradicional investidor do mercado da bola, o PSG foi quem mais abriu a carteira segundo o site especializado Transfermarkt.
O clube francês, que tem como dono o xeque Nasser Al-Khelaifi, do Qatar, gastou 34 milhões de libras no alemão Julian Draxler, que veio do Wolfsburg, e 25,50 milhões de libras no português Gonçalo Guedes, do Benfica. Os dois estão na lista dos mais caros da janela de inverno, que é liderada por Oscar e ainda tem Gabriel Jesus e Dimitri Payet no top 5.
No total, 59,50 milhões de libras saíram dos cofres do PSG, que bate por pouco o Shanghai SIPG (56,95 milhões de libras) e o Tianjian Quanjian (41,23 milhões de libras), clubes que contrataram Oscar e Pato, respectivamente. A lista dos dez que mais gastaram na janela de inverno ainda tem outros dois chineses (Shanghai Shenhua e Changchun Yatai) e nenhuma das três maiores potências do continente, já que Real, Bayern e Barcelona permaneceram mais "quietos" neste meio de temporada.
A liderança do PSG, porém, pode não ser definitiva. Embora a janela de transferências da Europa tenha se encerrado na última terça, a chinesa segue aberta até 28 de fevereiro. Isso significa que os asiáticos ainda podem comprar e vender, mas não mais com os clubes europeus, que agora estão com seus elencos fechados até o fim da temporada.

Benfica é quem mais lucrou; Palmeiras é o terceiro

A negociação de Gonçalo Guedes com o PSG colocou o Benfica no topo da lista dos clubes que mais lucraram na janela europeia, com 40,97 milhões de libras entrando nos caixas portugueses. O Palmeiras aparece na terceira colocação graças, principalmente, à ida de Gabriel Jesus para o City.
Embora o negócio já tenha sido fechado no meio de 2016, o atacante conta como um reforço de inverno dos ingleses, que desembolsaram 27,20 milhões de libras (R$ 115 milhões na cotação da época). A questão é que a lista não leva em conta o fatiamento dos direitos econômicos que deixou o Palmeiras com "apenas" R$ 76 milhões, fazendo o clube cair um pouca nessa relação.

China perde para Inglaterra como país mais "gastão"

Se separadamente os clubes chineses perderam para o PSG, como um todo foram derrotados pelos ingleses. Também segundo o Transfermarkt, os asiáticos investiram 185,97 milhões de libras em 82 jogadores diferentes. A Inglaterra está um pouco à frente, com 197,24 milhões de libras. A diferença é que os clubes da terra da Rainha desembolsaram esse montante em apenas 31 atletas.



 Do UOL, em São Paulo

Em um motel, lutador desidrata e entra em agonia antes de sua grande luta

O lutador profissional de MMA Acácio "Pequeno" dos Santos, 1,94m de altura, esparrama-se no banco de trás de um gol preto empoeirado. O carro corta a noite de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.
Do lado oposto ao de Acácio, o treinador Magno Wilson tenta amenizar a tensão. Espremendo-se entre os dois, Mohamed Said, um peso-mosca com um cavanhaque no queixo, apenas balança a cabeça. Até isso é difícil.
Quem dirige o carro é Johnny, que subiu no octógono pela primeira vez depois que o irmão mais velho se suicidou. Eu estou no banco do carona, prestes a entrar em um quarto de motel com quatro caras que eu nunca vi na vida.
A atendente lança um olhar curioso e hesita ao nos dar boas-vindas. O gol entra silencioso e discreto no motel cuja propaganda anuncia: "Suítes totalmente equipadas para seu maior prazer a partir de R$ 74 a pernoite."

Como fazer seu corpo secar em uma noite

No banco de trás, Acácio parece definhar aos poucos. É meia-noite de uma quarta-feira fria, e às 10 horas da manhã seguinte ele precisará estar pesando exatamente 84,3kg ou não conseguirá subir no octógono para a luta mais importante de sua vida.
Há 20 dias ele pesava 104kg. Cortou doces, refrigerantes e o jantar. Iniciou uma dieta radical de apenas 400kcal diárias (única refeição do dia: quatro ovos cozidos sem gema, quatro cabeças de brócolis, duas rodelas de pepino e alface à vontade). Trabalhava 16 horas em dois empregos e treinava por outras duas horas no fim da noite.
Perdeu 16kg, a voz e a alegria de viver.

Adriano Wilkson/UOL
Ao meio-dia da véspera da pesagem, comeu pela última vez. Às 15h, bebeu água pela última vez. Às 22h, correu por uma hora embrulhado em plástico de congelar legumes, em um moletom e uma capa de chuva. Evaporou pouco mais de um quilo.
Às 23h30 tomou um diurético para urinar mais. Meia hora depois entrou na suíte do motel para a pior fase de todo o processo: a desidratação radical. Acácio precisava perder 2,7kg nas próximas cinco horas. Com a aparência de quem acabou de ser atropelado por um caminhão, ele mal conseguia caminhar sozinho.

Suar (muito) é o primeiro desafio de um lutador de MMA

Johnny aumentou a temperatura do ar-condicionado para 28ºC. Magno virou a torneira da banheira. Um jato de água quente começou a fluir. Acácio tirou a roupa e, só de cueca, foi colocado na água para suar.

Adriano Wilkson/UOL
As paredes e o teto começaram a suar, mas Acácio não. "Demora um pouco, mas quando começa é de uma vez só", tranquilizou-se o treinador.
Sessenta por cento do corpo de um homem adulto é feito de água. A água é o meio no qual ocorrem as reações químicas fundamentais para o bom funcionamento do organismo. Sem água, todos os órgãos sofrem. Enquanto seca, o corpo de Acácio dá sinais de que está sob ataque de uma entidade invisível.
Você não pode perguntar o que ele está sentindo porque ele é incapaz de articular uma resposta ou verbalizá-la nesse momento. Seus olhos estão embaçados e distantes. Suas pálpebras se movem com extrema dificuldade.
Sua pele está enrugada e as articulações, travadas. Ele caminha como se tivesse 80 anos de idade. Seu corpo musculoso vai aos poucos assumindo um aspecto cadavérico.

Adriano Wilkson/UOL

O relógio marca o tempo, e o tempo marca o corpo do lutador

À 1h05 Acácio tenta falar alguma coisa, mas de sua boca não sai nenhuma voz.
À 1h14 seu peito começa a expandir e contrair num ritmo frenético, mesmo ele tendo estado o tempo todo apenas deitado na banheira, com o corpo parcialmente submerso, suando.
À 1h30, precisa da ajuda de dois homens para levantar da banheira.
À 1h44 já é quase impossível manter os olhos abertos por muito tempo.
À 1h55 tenta fazer xixi. Já quase não há mais água em seu corpo e a que sobrou parece querer sair somente pelos poros da pele.
Às 2h02 Acácio Pequeno tira a cueca, se seca, espera o corpo esfriar e sobe na balança pelado, banhado na esperança de ter batido os 84,3kg.

Adriano Wilkson/UOL
O ponteiro corre e para: 85kg.
"Essa porcaria deve estar quebrada", palpita o treinador Magno Wilson. "Vamos ter que ir ao Extra."

No meio da madrugada, eles caminham como pálidos zumbis

Os dois lutadores caminham até a balança eletrônica do supermercado como zumbis perdidos no meio da madrugada. Mohamed está tranquilo porque tem quase certeza de que conseguiu. Ele se pesa primeiro e percebe que já cumpriu sua meta: 58kg. Não festeja, não sorri, não parece ter força para nada.
Acácio tira a blusa e sobe depois. A balança mostra 85,55kg. Ele levanta o dedo indicador para me dizer que ainda precisa perder um quilo.

Adriano Wilkson/UOL
De volta ao motel, deita-se na banheira quente enquanto Johnny e Magno começam a procurar gotículas de suor em sua testa. "Está começando a suar", anima-se Johnny. "É só uma suadinha", diz o treinador, cansado. "A água tá fria demais."
Eles pedem à gerência do motel para aumentar a temperatura da água, mas a gerência do motel parece ter problemas maiores. "Vamos ter que colocar o negão no carro", diz Magno. E se dirige a Acácio, que parece distante, olhando sem ver: "O que você acha, filho?"
Mas Acácio não tem nenhuma condição de raciocinar agora.

Adriano Wilkson/UOL

O carro

"A desidratação é a pior parte do processo, mas o carro é a pior parte da desidratação", me explica Johnny, que já tinha passado por isso antes. "Teve uma vez que eu chorei ali dentro."
O carro é usado apenas como último recurso, quando todos os outros falham. Acácio é colocado no banco do motorista. No do carona senta-se Magno. Eles fecham a porta e ligam o veículo. Acionam o ventilador para jogar ar quente pra dentro. O carro rapidamente vira uma estufa. O vidro embaça. Você quase consegue enxergar o ar pesado entrando pelas narinas como labaredas e queimando traqueia, peito, pulmões... É desesperador.
Johnny e eu ficamos do lado de fora. Ele cronometra três minutos, nos quais Acácio ficará lá dentro tentando suar.
Lá dentro, Acácio agoniza.

Adriano Wilkson/UOL

A agonia do lutador não tem hora para acabar

De fora, você tem a impressão de que ele vai apagar a qualquer momento. "Ele tá no limite extremo", adverte Johnny. Ao lado, o treinador dispara palavras de encorajamento: "Falta pouco, filho!", "Aguenta, vamos!"
A cada três minutos, Acácio abre a porta e respira um pouco do ar de fora, um alívio momentâneo. Mas precisa fechar de novo alguns segundos depois e, então, recomeçar a sofrer. Os três últimos minutos são os piores.
"1... 2... 3... 4...", começa Magno Wilson. É a contagem progressiva para o fim do último tiro no carro-estufa.
Acácio limpa o suor do rosto. Tenta puxar o oxigênio, mas o oxigênio não entra em seus pulmões. Suas mãos procuram algum objeto perdido no ar que ele não sabe o que é.
"14... 15... 16..."
Ameaça abrir a porta do carro, mas desiste no último momento. Seu peito se movimenta como se o coração ali contido estivesse prestes a explodir. Seu rosto se contorce em dor, em fadiga intensa.
"17... 18..."
"E se acontecer alguma coisa agora?", me pergunto.
"19... 20."
Acácio abre a porta de supetão. Põe a cabeça para fora como se fosse vomitar. Inspira todo o ar do mundo como se estivesse acabado de voltar das profundezas do oceano. "Calma, devagar", recomenda o treinador.

Adriano Wilkson/UOL
Ele é levantado devagar e se joga na banheira quente para mais alguns minutos de suadeira. Depois se seca novamente e vai para a última pesagem. São quase cinco horas da manhã e estamos todos exaustos. Em algum lugar da cidade os galos cantam. Ali dentro só se escuta as batidas do coração de Acácio. O lutador precisa chegar aos 84,3kg.
Pelado, sobe na balança e olha para um ponto entre os pés:
85kg.
"Essa balança tá doida", diz Magno Wilson.

Adriano Wilkson/UOL

A última esperança

"Vamos tentar a balança da academia." Fomos. Enquanto os passageiros tentam cochilar no carro, moradores de Guarulhos esperam a condução para o trabalho. Ao chegar à academia, os lutadores se agasalham para vencer a distância da calçada até lá.
Acácio caminha sem expressão definível até a balança analógica, muito mais precisa do que a outra comprada na farmácia. Ele tira a roupa pela última vez na noite e sobe. Magno opera a máquina medindo as duas réguas de metal que balançam como um pêndulo, torcendo por um milagre da tecnologia...
"Puta que pariu, viu", ele diz, e faz um sinal da cruz. "Graça a Deus!"
A balança marca 84,2kg. Acácio está dentro. Por cem gramas. Dali a sete horas, depois da pesagem oficial, ele começará uma dieta de engorda na qual ganhará quase 15kg em um dia. A ideia é que, mais pesado, ele tenha alguma vantagem sobre seu oponente, um rapaz menor que não passará por um processo tão radical quanto o dele.

Adriano Wilkson/UOL
É assim que as coisas funcionam no MMA. No dia seguinte o lutador entrará no octógono do Thunder Fight, considerado um dos maiores eventos de MMA profissional de São Paulo. Apesar de atuar como segurança privado em duas empresas, Acácio sonha em ter uma carreira de lutador.
Filho de família pobre, deixou a cidade de Ponto dos Volantes, 11 mil habitantes no nordeste de Minas Gerais, para se aventurar na capital paulista. Sua maior aspiração é um dia chegar ao UFC, o maior evento do esporte. Seu cartel é de 11 lutas e oito vitórias (seis delas por nocaute). Mas as três derrotas o deixam em uma situação delicada na carreira porque o UFC não costuma contratar lutadores com um número muito alto delas.
Uma quarta derrota significaria praticamente o fim do sonho do UFC. Um pequeno detalhe faz a próxima luta de Acácio ser ainda mais dramática. Seu adversário é Quemuel Ottoni, um lutador perigoso, filho de uma família tradicional no MMA.
Ottoni fez dez lutas desde que subiu no octógono pela primeira vez.
Ele nunca perdeu.

O grande dragão de komodo é filho de uma pequena dinastia

Naquela rua havia uma agência de banco que fechou sem aviso há alguns meses. No lugar dos caixas eletrônicos, foram instalados sacos de boxe e um piso de borracha. Um cronômetro na parede avisa quando chega aos cinco minutos, o tempo de assalto de uma luta profissional de MMA.
Onde antes havia filas de gente impaciente há hoje um octógono: um gradil negro de oito lados feito para separar a fúria dos lutadores do público em geral. Onde antes havia um bancário, há hoje Quemuel Ottoni, 23 anos, a pele na cor de café-com-leite, um bigodinho por fazer e as palavras JESUS CRISTO tatuadas no antebraço. Em hebraico.

Adriano Wilkson/UOL
Ele sibila a cada soco, a cada chute, a cada cotovelada que desfere sobre um homem careca, que aperta os olhos para receber as investidas do lutador de 91kg, no auge de seu vigor físico.
É só um treino, mas de repente o homem cai com as costas no chão. Quemuel projeta o corpo à frente, iniciando um espancamento de cima para baixo, o que na língua do MMA se conhece como ground and pound. Chão e porrada.
O homem careca não pode fazer nada além de se defender. Ainda bem que está vestindo umas luvas aparadoras, feitas com uma borracha que absorve o impacto dos golpes. A sequência de socos acaba. O homem careca se levanta e cumprimenta Quemuel, que está a três dias de subir no octógono para bater em alguém para valer.

Uma família feita de suor e luta

Quemuel nunca perdeu uma luta sequer e não acredita que vai ser agora.

Adriano Wilkson/UOL
"Eu respeito muito o Acácio", diz o lutador sobre seu oponente de sexta à noite, "mas quando a gente subir ali é a mãe dele ou a minha que vai ficar chorando depois."
Para Quemuel Ottoni, o MMA é um esporte de família, até porque o homem careca que acaba de lhe servir de sparring é Gilberto Ottoni, seu pai e também seu mestre. Gilberto, campeão de ao menos oito artes marciais diferentes, resolveu um belo dia criar o próprio estilo. Inspirado na filosofia kung-fu e em filmes de David Carradine, inventou técnicas e golpes e usou os filhos como cobaias da fundação do komodô (caminho do guardião, em japonês), a arte marcial da família.
O mascote da academia é um imenso dragão de komodo.
"Ele via fitas VHS de lutas, pensava em um golpe novo e acordava a gente no meio da noite para experimentar", diz Israel Ottoni, o irmão mais velho, também lutador. "A gente acordava às quatro da manhã, treinava e ia para a escola às seis."

Adriano Wilkson/UOL
Na escola, os irmãos se envolviam em brigas nas quais descobriram que a força e a violência poderiam ser um meio para sobressair entre os demais. Em casa, aprenderam a canalizar toda aquela agressividade para o esporte. Na família Ottoni, os três filhos e as duas filhas seguiram os passos do pai e em algum momento da vida subiram em ringues, tatames e octógonos para lutar.
Eles todos moram na mesma casa – 14 pessoas, contando com filhos, cônjuges e agregados, que vivem, conversam e respiram MMA 24 horas por dia. "Eu luto porque quero dar uma vida melhor para as minhas filhas", me disse Quemuel, que já participou do Jungle Fight, evento considerado o mais importante da América Latina. "Mas não quero que elas sejam lutadoras."
Quemuel transpira confiança quando fala de seu próximo desafio.
"Eu só sei de uma coisa", disse ele no dia em que nos conhecemos. "Essa luta não vai ter os três rounds. Eu vou acabar com ela antes."

O lutador que corta o cabelo antes de subir ao octógono


Adriano Wilkson/UOL
Na véspera do grande dia, Quemuel foi acordado por um amigo às três da manhã para se alimentar. Passada a pesagem precisava engordar novamente para a luta. Comeu um pacote de macarrão instantâneo sabor galinha caipira e voltou a dormir. Às 7h30 acordou outra vez e comeu mais um miojo.
No meio da manhã tomou café e foi se exercitar. Depois cumpriu um ritual que se repete antes de qualquer luta: foi ao cabelereiro passar máquina 1 na cabeça. Almoçou (mais macarrão, arroz e peito de frango), se despediu das duas filhas com um beijo e reuniu a família para uma última oração antes de pegar o carro rumo à zona leste de São Paulo.
Ele não gosta de ser incomodado nos minutos que precedem a entrada no octógono. Engata um fone nos ouvidos, fecha os olhos e começa a dar soquinhos no ar como se estivesse acertando em um inimigo imaginário. Alguma coisa invisível parece se soltar de seu corpo.
Incapaz de disfarçar a ansiedade caminha de um lado para o outro dando voltas em seu próprio eixo como um leão hiperativo preso no banheiro.   
Ele finalmente escuta as caixas de som do ginásio anunciarem seu nome e uma fumaça de gelo seco toma o ar. Quemuel sobe ao octógono ao som de uma música épica que tenta traduzir a agressividade que ele quer transmitir como lutador. Com o olhar compenetrado, repassa mentalmente todas as formas com as quais pode finalizar Acácio Pequeno lá em cima.

Tiago Liasch/Thunder Fight
Depois dele, Acácio é anunciado. Ele sobe ao octógono tentando fazer cara de mau, mas como é um sujeito muito simpático, o resultado é um olhar que transmite uma atitude meio passiva, meio assustada.
Enquanto o gigante caminha em direção ao adversário mais perigoso que ele jamais enfrentara na carreira, o público canta a plenos pulmões a música que Acácio escolheu para sua entrada triunfal: "Chopis Centis", dos Mamonas Assassinas.

Tiago Liasch/Thunder Fight

A dança esquisita e a brincadeira de gato e rato

Os lutadores tocam as luvas, acenam em sinal de que a porradaria já pode começar e passam a se movimentar pelo octógono como dançarinos de uma dança esquisita. Eles se olham fixamente, a guarda levantada na altura do queixo, mas durante os primeiros dois minutos de luta seus socos e chutes acertam apenas o ar.
Quemuel tenta um chute de carateca, e Acácio desvia com facilidade. Acácio faz seu braço pesado cair com força em direção ao peito do rival, que vira o corpo como em sincronia. "Ele não pode me derrubar", pensa Acácio porque é isso que ele vem pensando o mês inteiro. Faixa-branca em jiu-jitsu, ele sabe que ir ao chão com Quemuel significa derrota praticamente certa. "Ele não vai me derrubar..."

Tiago Liasch/Thunder Fight
E então, Quemuel, mais leve e menor, agarra Acácio pela cintura, gira seu corpo no ar e o derruba com força no chão, imprimindo todo o seu peso sobre o adversário. Acácio responde com um esguicho de dor.
"Porra, Acácio!", se desespera o treinador Magno Wilson e dá um soco no octógono.
Essa queda ajuda Quemuel a vencer o primeiro round. No segundo e no terceiro, Acácio consegue equilibrar a luta acertando bons chutes na coxa do rival, que tem dificuldade em responder. Durante muito tempo, os dois reencenam uma curiosa brincadeira de gato e rato: enquanto Quemuel tenta a todos os custos jogar Acácio no chão para finalizá-lo, Acácio luta para se manter em pé e despejar sua energia em forma de socos, chutes e joelhadas.
"Komodo, komodo, komodo", canta uma parte da torcida. "Acácio, Acácio", responde outra.
Os dois se agridem, se machucam, apanham, exibem um sofrimento dolorido a cada golpe certeiro, mas na volta de cada intervalo se abraçam fraternalmente para deixar claro que aquilo não é nada pessoal, eles são apenas lutadores fazendo seu trabalho.

Tiago Liasch/Thunder Fight
E então a corneta de ar soa pela última vez e o combate chega ao fim. Os dois estão de pé, os dois acham que venceram. Quemuel levanta os braços comemorando sua pretensa vitória. Acácio se joga ao chão de joelhos para recuperar o fôlego. O árbitro os puxa pelos pulsos e os coloca lado a lado.
"E o vencedor, por decisão unânime dos árbitros, é...", anuncia a locutora, estendendo o suspense ao máximo...
"Acácio Pequeno Santos!"
Quemuel estende a palma das mãos e vira o rosto e faz cara de quem pergunta: "É sério isso?"

Tiago Liasch/Thunder Fight
"O lutador da casa tinha que vencer mesmo", diz indignada a irmã de Quemuel, se referindo ao fato de que o treinador de Acácio, Magno Wilson, também é o funcionário responsável por acertar as lutas do evento.
O vencedor recebe os protestos como se não fossem com ele. No vestiário, enquanto tira as luvas, ouve de um companheiro uma frase para resumir a polêmica: "Quem bate mais chora menos."
Ainda sorrindo – Acácio está sempre sorrindo, exceto quando está desidratando dentro de um carro-estufa, mas principalmente quando acaba de vencer a luta mais importante da carreira – ainda sorrindo, Acácio me avista no vestiário e agradece. "Obrigado por ter vindo aqui para ver tudo isso", diz ele. "Você acompanhou todo o processo, viu como é a nossa vida."

Adriano Wilkson/UOL
Eu penso em Acácio sofrendo dentro daquele carro, perto de entrar em colapso, suas mãos desesperadas procurando um objeto inexistente no ar, seus olhos revirando em desespero. "Valeu a pena?", pergunto.
Acácio apenas sorri, assentindo.


 Adriano Wilkson

Do UOL, em São Paulo


Como Globo, FPF e amistoso frustraram planos da pré-temporada corintiana Comente

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
    Fagner conversa com Fellipe Bastos na véspera de Corinthians x Ferroviária
    Fagner conversa com Fellipe Bastos na véspera de Corinthians x Ferroviária
O Corinthians tinha planos muito diferentes para o fim de sua pré-temporada, mas as conjunturas levaram à realização do amistoso desta quarta-feira (1), contra a Ferroviária, em Itaquera - às 22h (de Brasília). Um acordo com a Rede Globo e a Federação Paulista de Futebol frustrou o projeto para a abertura do ano 2017.
Até o início de janeiro, o marketing do Corinthians negociava com Boca Juniors-ARG e Peñarol-URU, que era o favorito, para que um jogo fosse realizado no último domingo (29). Assim, o clube esperava um horário e dia mais favoráveis, um adversário mais atrativo e tinha a ideia de liberar o uso de bandeiras nas arquibancadas. No fim das contas, nada disso foi possível.
Em função do adiamento do início do Campeonato Paulista, o que ocorreu pela tragédia com a Chapecoense e o consequente adiamento da última rodada do Brasileirão, um acordo foi realizado entre Globo e Federação Paulista para que a grade de programação da emissora não ficasse vazia nos dias 29 de janeiro (domingo passado) e 1 de fevereiro (quarta). A FPF confirmou a informação à reportagem.
Dessa maneira, a primeira data foi preenchida com o amistoso entre Palmeiras e Ponte Preta, realizado no Allianz Parque. Assim, se tornou rapidamente inviável o jogo previsto pelo Corinthians: primeiro, porque a Polícia Militar não autoriza dois jogos na cidade de São Paulo no mesmo dia, e segundo porque a comissão técnica não gostaria de disputar duas partidas na mesma semana, próximo da estreia pelo Paulistão marcada para o dia 4 de fevereiro, com o São Bento.
No fim das contas, Corinthians x Ferroviária desagradou, de certa maneira, o projeto do clube, que cogitava até vender os direitos de transmissão do amistoso com o Peñarol (ou Boca Juniors) para alguma emissora de televisão e arrecadar mais recursos.
Com o jogo marcado para a noite de quarta-feira e transmitido pela Rede Globo, a venda de ingressos também não emplacou. É possível que a partida para a apresentação de reforços tenha o público mais baixo da história da Arena Corinthians, conforme previsão dos organizadores.
Apesar dos problemas, o clube conseguiu criar um pacote de atrações para o evento, que terá a cervejaria Estrella Galícia como principal patrocinadora (ver abaixo).
Já o treinador Fábio Carille aproveitará o amistoso para testar dois times diferentes. Os titulares jogarão 45 minutos com Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo e Moisés; Gabriel; Giovanni Augusto, Fellipe Bastos, Guilherme e Marlone; Jô. Depois do intervalo, atuam Caíque França, Léo Príncipe, Vilson, Pedro Henrique e Marciel; Paulo Roberto; Marquinhos Gabriel, Cristian, Camacho e Romero; Bruno Paulo. Lesionado, Rodriguinho é desfalque.
Confira a programação do Corinthians para o amistoso
O primeiro jogo do Timão na Arena Corinthians em 2017 terá uma programação especial para os corinthianos que chegarem mais cedo ao estádio. Além da apresentação de todo o elenco para a Fiel, várias atrações foram preparadas para os torcedores que forem assistir à Corinthians x Ferroviária, nesta quarta-feira.
A festa para a Fiel se iniciará com a abertura dos portões, por volta de 20h, e a partida está marcada para 21h45. O rapper corinthiano Rappin Hood será o mestre de cerimônias e comandará, do gramado, as atrações.
Entre as atividades programadas estão as apresentações da equipe de futebol feminino do Timão para 2017, e do time de futsal, campeão da Liga Paulista e da Liga Nacional. Os torcedores que chegarem à Arena pelo setor Oeste poderão tirar fotos e conhecer de perto os integrantes dessas duas equipes.
No campo, estão confirmadas as presenças dos campeões de 1977, como o pé de anjo Basílio, Tobias, entre outros. Além disso, alguns troféus históricos do Timão, como o do primeiro título paulista, de 1914, e o do IV Centenário (1954) estarão expostos no átrio da Arena Corinthians.
Sócios torcedores do Plano Minha Nação irão participar da apresentação oficial da equipe do Corinthians para a nova temporada e entregarão as camisas aos craques do Timão, na entrada em campo. Um show de luzes e efeitos especiais está programado para o momento da apresentação, para animar ainda mais a festa da Fiel em Itaquera.


 Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

Corinthians prevê deficit de R$ 33 milhões na sede social e esporte amador 4

  • Eduardo Anizelli/Folhapress
O Corinthians terá prejuízo com a sede social e os esportes amadores pelo sétimo ano seguido. Segundo a previsão orçamentária de 2017, o deficit nas áreas chegará a R$ 33,1 milhões. Tal situação é realidade no clube desde 2011.
O orçamento corintiano para 2017, porém, ainda não foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Corinthians. O processo está em andamento desde dezembro passado e foi mais uma vez adiado na noite da última terça-feira, sem data definida.
O documento aponta superavit de R$ 2,8 milhões nas contas gerais do clube. Para isso, o clube estima que terá R$ 39,1 milhões com a venda de jogadores - na conta, o total é de R$ 52,1 milhões, com desconto de R$ 13 milhões "dos custos apurados nos repasses". Sem isso, a previsão seria de deficit de R$ 36,2 milhões em 2017.
Nesse cenário, esportes aquáticos e terrestres, além da sede social, voltarão a ser os vilões. A previsão de deficit é de R$ 6,6 milhões, R$ 5,9 milhões e R$ 20,6 milhões, respectivamente. O total, dessa forma, chega a R$ 33,1 milhões.
No ano passado, o Corinthians registrou prejuízo de R$ 32,5 milhões nos três departamentos. Em 2015, as perdas chegaram a R$ 24,2 milhões. Na temporada seguinte, o maior deficit dos últimos sete anos: R$ 48,2 milhões.
A receita corintiana na sede social e nos esportes amadores foi de R$ 28,5 milhões. Mas, só as despesas com pessoal chegaram a R$ 29,1 milhões. Os gastos com "serviços a terceiros" foram de R$ 10,4 milhões, enquanto os "gerais e administrativos" marcaram R$ 16,1 milhões.
Para 2017, a previsão de gastos do clube social são as que mais prejudicam o resultado final do clube. Estima-se, por exemplo, despesas na ordem de R$ 44,5 milhões para uma receita de "apenas" R$ 28,6 milhões, O  Corinthians ainda gastará R$ 4,7 milhões com despesa financeira - ou pagamento de tarifas ou juros bancários.
Veja os resultados da sede social e esportes amadores nos últimos anos
Deficit
2008: R$ 1,2 milhão
2011: R$ 11,3 milhões
2012: R$ 5,4 milhões
2013: R$ 9,6 milhões
2014: 48,2 milhões
2015: 24,2 milhões
2016: R$ 32,5 milhões
 
Superavit
2009: R$ 1,7 milhão
2010: R$ 200 mil
 
Projeção 2017
Déficit de R$ 33,1 milhões
 
 
 Diego Salgado
Do UOL, em São Paulo
 

Sem verba, Confederação de Basquete atrasa salários e até vale refeição Comente

  • Reprodução
A grave crise financeira da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) não resultou apenas na suspensão imposta pela Federação Internacional de Basquete (Fiba) como tem afetado os seus funcionários. Sem verba em caixa, a entidade não está conseguindo arcar com salários e benefícios dos empregados.
Segundo o UOL Esporte apurou, o vale refeição não é pago desde janeiro, muitas pessoas estão sem vale transporte, o seguro de saúde só será válido até fevereiro, o FGTS de apenas dois dos últimos 16 meses foram pagos e membros da diretoria estão sem receber salários desde outubro.
A situação foi confirmada pela própria CBB após consulta da reportagem. A confederação alega uma série de complicações e diz não ter como dar uma previsão de quando tudo estará regularizado.
A não-renovação do contrato com o Bradesco, encerrado em dezembro, piorou ainda mais o panorama. O banco pagava cerca de R$ 8,5 milhões anuais. A entidade também está impedida de receber verba do Comitê Olímpico do Brasil (COB) por meio da Lei Agnelo/Piva enquanto não resolver sua situação com a Fiba.  O repasse previsto neste ano é de  R$ 3.467.205,08.
"A CBB estava em negociação com dois patrocinadores, mas ambos retiraram suas propostas após a suspensão imposta pela FIBA. No final de 2016, a CBB negociou com o COB e conseguiu a liberação para os funcionários do pagamento dos meses de outubro, novembro e dezembro, além do 13º salário. A Diretoria está desde outubro sem receber seus salários. O COB não pagou e não há perspectiva de pagamentos (incluindo o salário dos funcionários) a partir do mês de janeiro. Consequentemente, todas as contas da CBB estão atrasadas", explicou a entidade por meio de sua assessoria de imprensa.
Consultado pela reportagem, o COB reafirmou que "só repassará recursos da Lei Agnelo/ Piva à CBB após decisão da Fiba em relação à suspensão da entidade máxima do basquete nacional".
Na sexta-feira, está marcada uma reunião na Suíça na qual será definido o que ocorrerá com a CBB. Participarão do encontro Usie Richards (presidente da Fiba Américas), Alberto Garcia (Diretor Executivo da Fiba Américas), Carlos Nunes (presidente da CBB), Gerasime Grego Bozikis (presidente da ABASU), João Fernando Rossi (presidente da LNB), Kourus Monadjemi (Comitê de Competições de Clubes e Ligas da Fiba Américas), Paulinho Villas Boas (ex-jogador da Seleção Brasileira e que trabalhou no Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016), além dos dois candidatos à presidência da CBB, Amarildo Rosa e Guy Peixoto.


 Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Os segredos do X

g1_eike_capaEm 2012, Eike Batista publicou seu livro para ensinar empreendedorismo: “O X da Questão – a trajetória do maior empreendedor do Brasil”.
Pois é, há muito a estudar na trajetória de Eike. A ordem de prisão contra ele foi emitida em 13 de janeiro de 2017, pelo juiz federal Marcelo Bretas. Os agentes foram buscar Eike 13 dias depois, e não o encontraram. Soube-se que decolara para Nova York duas noites antes.
Normalmente, os investigados ficam sob monitoramento dos federais até que a operação seja desfechada.
Outro detalhe curioso: Eike viajou sozinho, na véspera da viagem da família. Por algum motivo, sabe-se lá qual, preferiu sair um dia mais cedo.


por Robson Pires

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

  Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, seis em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiram em quem votar par...