Mesmo a pouco menos de três anos do próximo pleito municipal, o cenário político de Catolé do Rocha já começa a ser fortemente pautado pela sucessão do prefeito Lauro Adolfo. Nos bastidores, a disputa de 2028 tem ocupado mais espaço que a própria eleição estadual de 2026, revelando articulações e projeções que começam a ganhar contornos mais definidos.
Três nomes surgem como centrais no debate: Cleverlando Barreto, atual presidente da Câmara Municipal; o empresário Glauco Maia; e o vereador Humberto Suassuna.
Câmara em ebulição
Pelo Legislativo, os nomes de Cleverlando Barreto e Humberto Suassuna despontam como alternativas naturais. Cleverlando, inclusive, é visto como um dos parlamentares mais fortes da base, tendo sido o vereador mais votado por três eleições consecutivas. Apesar disso, interlocutores políticos avaliam que o atual prefeito dificilmente o apoiaria como candidato à sucessão.
Nos bastidores, cresce a percepção de que o Palácio Laurista trabalha o nome do empresário Glauco Maia como possível candidato governista, o que, na prática, colocaria Cleverlando fora do projeto oficial da situação.
Possível ruptura
Esse cenário pode abrir espaço para uma candidatura independente liderada por Cleverlando Barreto, possivelmente em aliança com Humberto Suassuna. Analistas locais avaliam que uma eventual chapa formada por ambos teria potencial competitivo elevado, com capacidade real de disputar a liderança do pleito.
Embora Glauco Maia ainda seja considerado um nome “em formação” para uma disputa majoritária, levantamentos internos e sondagens recentes apontam crescimento gradual do empresário no eleitorado.
O peso de 2026
Outro fator que deve influenciar diretamente o xadrez político de 2028 é o desempenho eleitoral de Geska Maia, esposa do atual prefeito, na eleição estadual de 2026. A expectativa da base governista é que ela supere o desempenho de Galego Souza em 2022, quando obteve 34,54% dos votos válidos no município.
Uma votação expressiva de Geska poderá consolidar o poder de influência de Lauro Adolfo sobre a sucessão municipal, permitindo ao atual gestor definir seu sucessor com maior margem de manobra.
Oposição observa
Enquanto a base governista se movimenta, nomes tradicionais da oposição, como Dr. Jaques, Márcio Roberto e Galego Souza, voltam a aparecer nas rodas de conversa políticas e podem voltar ao tabuleiro eleitoral, mantendo-se como variáveis importantes no cenário.
Primeiro teste
A avaliação entre lideranças locais é de que o primeiro grande termômetro da sucessão de 2028 ocorrerá já em 2026. O resultado desse pleito poderá selar alianças, provocar rupturas e definir, de forma mais clara, quem entra na corrida com vantagem real.
Fonte: Bastidores políticos de Catolé do Rocha
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