Um novo estudo apresentado na Obesity Week 2025, em Atlanta (EUA), acendeu um alerta importante sobre o uso das chamadas canetas emagrecedoras: mais da metade dos pacientes recupera parte do peso perdido após interromper o tratamento. A pesquisa é uma das mais amplas já realizadas sobre medicamentos à base de GLP-1, cada vez mais comuns no combate à obesidade.
O levantamento analisou 1,2 milhão de adultos, entre 2010 e 2024, utilizando dados do banco Market Clarity, que reúne informações de seguros de saúde e prontuários eletrônicos nos Estados Unidos. Desse total, 18.228 pessoas interromperam o uso da medicação após perder ao menos 5% do peso corporal — a maioria delas com diagnóstico de diabetes tipo 2.
Mais da metade dos participantes utilizava semaglutida, princípio ativo presente em remédios como Ozempic e Wegovy. Os demais estavam em tratamento com liraglutida (Saxenda) ou tirzepatida (Mounjaro). Enquanto as duas primeiras atuam como análogos de GLP-1 — hormônio que promove saciedade — a tirzepatida age também sobre o GIP, outra substância ligada ao controle do apetite.
Em média, os pacientes utilizaram as injeções por cerca de oito meses antes de interromper o tratamento. Todos apresentavam obesidade ou sobrepeso, com IMC médio de 39. Mesmo após a suspensão, muitos ainda prolongaram o uso: 52% continuavam tomando o medicamento seis meses depois, e 38% mantiveram o tratamento após um ano.
Os resultados chamaram atenção:
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58% recuperaram peso após parar a medicação;
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O reganho médio foi de 4,5% do peso corporal em três meses,
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6% em seis meses,
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E 7,5% após um ano sem o uso das injeções.
Aqueles que tiveram maior perda de peso durante o tratamento foram justamente os que mais recuperaram após a interrupção.
Para o pesquisador John Apolzan, do Pennington Biomedical Research Center — que moderou a sessão em que o estudo foi apresentado —, os dados reforçam uma mensagem clara: a manutenção do uso dos medicamentos pode ser necessária para evitar o reganho de peso. Ele compara o tratamento ao uso contínuo de remédios para hipertensão ou diabetes, que precisam ser mantidos para garantir resultados duradouros.
A conclusão indica que, embora eficazes, as canetas emagrecedoras podem exigir tratamento prolongado, e que a interrupção deve ser acompanhada por profissionais de saúde para minimizar os efeitos do reganho.
Com informações do Blog Vitória
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